Costumamos ser ingênuos, por mais que tenhamos acesso às mil facetas de uma notícia, alguns sentimentos e convicções sedimentados sempre vêm atormentar.

Os últimos acontecimentos da nossa república, servem, de forma muito rica para embaralhar essa "certeza" que levamos em frente muito vezes ao arrepio da realidade.

A operação solta a agarra Dantas trouxe à tona muito do que era feito escondido, acertado nos calabouços e nos jantares chiques.

Só o desespero e a falta de outros recursos mais subterraneos fazem aparecer figuras tão grotescas como Jobim e Mendes. Eles ja existiam assim, apenas não precisavam subir nas tamancas para conseguirem o que queriam ou o que querem a quem representam.

Do parlamento há tipos para todos os gostos: Arthur, Pelegrino, Demóstenes, etc, tudo muito suprapartidario, tudo muito além dos maniqueísmos. Os interesses e os esquemas da república se desnudam.

Revela-se uma interessante radiografia dos financiamentos de campanha, dos canos silenciosos que evacuam o dinheiro público, dos grandes investidores de meia pataca que se destacam do dia para a noite, tudo isso para compor um momento interessante e por muitas vezes triste da construção do modelo do país.

No calor da leitura das notícias sinto-me muito incomodado, mas nas reflexões posteriores sempre me acalmo e concluo que estamos num logo processo de depuração (será demasiado otimismo?) e de expurgo.

Quais seriam os próximos capítulos? Tomara que reflitam coisas muito além da perspectiva 2010, eleição, pt, psdb, supremo, dantas, dirceu...

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