Interessante notar, e aqui não vai nenhuma defesa expressa do Presidente Lula, os comentários e repercussão de sua ida a reunião da Onu, por parte da BBC e da Folha.

Observe a nota no blog do Fernando Rodrigues no UOL:

Lula na ONU – O presidente faz discurso na abertura da 63ª Sessão da Assembléia Geral da ONU. Tradição antiga, de pouco resultado prático. O plenário sempre fica meio vazio. Funcionários da ONU são às vezes rebocados para lá para fazer figuração.
O bom mesmo é para a comitiva de Lula passear em Nova York. Parentes, inclusive.


O pronunciamento nem havia sido feito e o repórter já decretava a inutilidade e o esvaziamento do plenário e principalmente sugeria mais uma mazela das trezentas que destacam no dia a dia da vida do presidente.

Do site da BBC de hoje:

Se à primeira vista os comentários e ações do líder brasileiro poderiam dar a impressão de meras bravatas, a mídia americana tratou as observações de Lula com destaque e até reverência.

Para o New York Times, o discurso de Lula na abertura da cúpula da ONU, no qual o presidente afirmou que "o ônus da cobiça desenfreada não pode cair impunemente sobre todos" refletiu o tom do encontro.

O Wall Street Journal destacou que Lula defendeu a criação de um sistema que previna o sistema financeiro mundial de ser vítima de futuros abusos.

O jornal também definiu o presidente brasileiro como um ''defensor do meio termo entre capitalismo e socialismo'', e, em tom menos lisonjeiro, como um líder que ''anda em uma corda bamba entre as práticas da ortodoxia econômica e o financiamento de programas sociais populistas''.

Ao passo que a mídia dos Estados Unidos deu ouvidos aos comentários de Lula, o presidente também esteve atento ao pronunciamento do líder americano, George W. Bush, mas aproveitou para criticá-lo, devido ao pouco destaque que ele deu ao tema da crise econômica em seu discurso.

"Eu lamentei porque imaginei que o presidente Bush, já que é a ultima aparição dele na sede das Nações Unidas, faria um discurso de despedida, falando um pouco da crise econômica e o que o governo americano pretende fazer", afirmou.


Qual o mundo que Fernando Rodrigues representa? O mundo ideal de meia dúzia de brasileiros saudosos de um presidente que se gabava de ter um prestigio simulado no cenário internacional? Ou será o site da BBC, um expoente da midia "petralha"?

Além de uma postura muito duvidosa com os fatos, nossos articulistas agora são pitonisas de fracassos anunciados. Certo Brasil não consegue viver o presente pois só pensa em 2010.

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Respostas a este tópico

O PIG não sabe mais onde atirar, esta muito perto de atirar no próprio pé, esperem para ver...
Arkx,

esta capitulação do Lula e da aritculação à ortodoxia economica ja estava clara ate bem antes da eleição de 2002, nunca tive nenhuma ilusao em qq mudança substancial nesse quesito. Acho que votei, principalmente, contra a sanha expoliadora dos tucanos. Foi pouco, confesso, mas necessário.
...há muito Lula foi aceito pelo capital internacional, foi aferido como um lider conciliador. Dentro do país o papo é outro. Além da óbvia briga por espaço eleitoral, as investidas da grande mídia contra o governo representa a disputa por facilidades no mercado interno que foram feridas pela chegada de Lula ao poder. Grana. A luta por grandes transformações ficou relegada a alguns movimentos que gastam grande parte da sua energia, justificando o fato de existir e defendendo sua legitimidade. Penso que devemos nos focar menos nesse desejo, que se tornou meio esquizofrenico na esquerda, de que Lula parta para o confronto contra os interesses do capital. Será que o momento não aponta para a conquista de espaço menos heterodoxos e óbvios e para enfrentar embates que estejam mais ao alcance de nossos braços e mentes cansados de frustração pelas transformações?
Cássia,

sintomático que falemos isso em plena derrocada do modelo neoliberal com a crise nos EUA (não sou especialista, portanto me perdoem qualquer afirmação superlativa), esta na hora de nos debruçarmos em pensamentos mais abertos e reluzentes: saudades de Darcy Ribeiro, Raymundo Faoro, Claudio Abramo. Nos criticamos tanto o vazio da lógica eleitoreira e parece que estamos sempre a reboque dela. Vou procurar ler a entrevista do Unger.
Caro Ricardo,penso que a dificuldade que a elite brasileira tem de "digerir"o novo político Lula,deve-se ao fato,da nossa formação política, ortodoxa demais,que tradicionalmente só via capacidade de governar,naqueles que eram preparados para dar continuidade aos seus patrocinadores,e que eram(e ainda são)intimamente ligados ao capital,e ao contrário do partido do Lula,ao trabalho.
Jamais a ostpolitik brasileira aceitará que alguem que não foi preparado,nem instruído pela elite,chegue ao poder,e determine tantas mudanças,como esta administração fez. O fato da imprensa internacional e os políticos do exterior terem uma visão mais aceitadora deste fenomeno,não muda a cabeça dos nossos conservadores e "dinossauros"políticos,que vão usar de todos os artifícios possíveis,para voltar ao poder,não importando a que custo.
Nem acredito,cara ! estamos falando a mesma língua ?
Ganhei o dia !
Ricardo,
Me recordo do envio de tropas ao Haiti, na formação da MINUSTAH, os opinionistas das páginas 3 de todos os jornais de grande porte, em vez de colocar em pauta Direito Internacional, ingerência, realidade política, guerra civil, etc., ficaram imediatamente "fissurados", praticamente implorando por um cadáver, um brasileiro morto em emboscada ou atentado. Nenhum soldado brazuca teve a cortesia de lhes prestar esse favor.
Expectativas frustradas, o assunto "miou".
Quer mais que isso?
Liu,

Teve um brasileiro morto sim, você não lembra? O General que chefiava a missão se "suicidou". E mesmo com um brasileiro morto, em condições muito estranhas, a mídia continuou muda. Deram o acontecido e nada mais sabemos.
Eu penso que nada foi mais grave do que a irresponsabilidade dos grandes veículos de comunicação em relação ao alarmismo sobre o surto de febre amarela. Canalhas.
E o editorialista da Ilustrada que chamou Lula de assassino quando ainda nem tinham começado a trabalhar no rescaldo do avião que caiu em Congonhas?
Alguem teria paciênia de pinçar essas sândices para a genter montar uma coletânea de factóides criados pela imprensa nos últimos anos??
Ricardo,
Isso é um trabalho sem fim. É muita coisa, nem Hércules. Olha só, lembrando rápido:

Acidente da Gol
Acidente da TAM
Grampo no STF - Esse foram 2 vezes
Febre Amarela
Cartões corporativos
Venda da Varig e ANAC (Denise Abreu)
Marco Aurélio Top-Top

Isso sem consultar nada que não minha memória, que é uma porcaria (esqueço até do meu aniversário).

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