Essa história de que o sumiço dos cheques sem fundo passados de pata em pata vai acabar o mundo é o maior 171 da história da humanidade.
Na verdade acabou-se o mundo do faz-de-conta e das correntes que pegaram os otários. Nada acabou-se, terminou apenas o estelionato financeiro que sustentava o desperdício de energia, a destruição da camada de ozônio, a morte da vida na Terra, o consumismo não sustentável, a poluição desnecessária, a destruição da natureza e o dinheiro que sustentava bombardeios, massacres e desenvolvimento de armas ofensivas, por parte de Pigland, Bushland, Murderland ou Tortureland. Agora o furo é mais embaixo, tem mais é que deixar se esboroar essa base econômica do saqueio do planeta e das matanças de inocentes. Esta "crise" ficará na História como o novo renascimento da Terra ou como a última oportunidade ofertada pelos deuses e desperdiçada pelos idiotas. Eles que fiquem em pânico, eles que se f...am. Nós vamos recuperar a virtude humana e da vida.

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Nei, a minha picada vai por aí também..não sei se vc leu a entrevista de Fritjof Capra quando teve aqui no Brasil, ano passado me parece..
- Repórter - o mundo tem saída?
Capra - não acredito, o "ponto de retorno " já passou e no máximo o que podemos fazer é retardar o caos final..mais ou menos isso.
a deteriorização do mundo em todos os seus aspectos é uma realidade, mas me parece que estamos vivendo momentos limites de um processo que chegou ao seu estado crítico e não tem mais volta..seríamos ingênuos em pensar que o stauts que não reagirá com toda as suas tramas e forças para continuar ditando as regras, o que na minha opinião são apenas estertores de um processo autodestruitivo e com um grau de entropia bastante elevado..depois dessa ainda haverá domindaores e dominados mas nada será como antes no reino da abrantes..rs
Façamos a nossa parte.
Abraços
Uma nova (antiga) forma de produção.
Uma nova discussão se impõe, fluxos de capitais, são movimentos de “mais valia” (termo um pouco em desuso) acumulados por gerações, que “pousam” em oportunidades de investimento. A grande questão é se essas oportunidades estão mudando?
Durante décadas a pesquisa e desenvolvimento tem se voltado para um tipo de produção baseada numa abundância de recursos naturais, este ciclo parece estar se esgotando. A agricultura e a indústria se basearam na energia e transporte barato e todo o desenvolvimento tecnológico nesta direção parece um pouco defasado da situação atual. A crise atual não é uma crise meramente financeira, parece mais ser uma crise de um modo de produção. Por que esta crise se abate mais num primeiro momento nos países mais havidos por energia e produtos primários? Não seria um sintoma de esgotamento destes mesmos?
Os preços dos produtos primários subiram muito e esta disparada, que muitos diagnosticaram como mera especulação talvez tenha sua raiz em algo mais profundo.
Dois discursos antagônicos parecem estar convergindo, um primeiro ecológico e um segundo econômico, muito se tem falado da escassez de produtos primários, mas pouco se tem quantificado.
A mera transferência da produção industrial para os países periféricos, com mais disponibilidade de mão de obra e energia, parecia uma solução em longo prazo, entretanto a crise tem demonstrado que não. Os déficits crescentes da economia americana, contando com a capacidade de refinanciamento dos próprios países da economia periférica, parece estar chegando ao fim. Esperar que a China passe produzindo “ad infinitum” para simplesmente o mercado americano consumir e com seu superávit refinanciar o consumo das famílias americanas parece um contra-senso. Um momento isto deve parar, simplesmente dizer que as economias destes dois países são dependentes é levar ao absurdo uma hipótese. Chegou ou chegará um ponto que um dos lados rompe esta cadeia, ou um não consumindo mais ou outro desviando a sua produção para outros rumos.
Uma questão se impõe, por que a grande nação americana, responsável por 60% da produção mundial de manufaturados em 1950, não ultrapassa 25% hoje em dia? Não existiria por traz disto uma questão cultural?
Além disto tem-se que considerar o lado qualitativo da produção da economia americana, outrora baseada em indústrias pesada, ela hoje em dia se sofisticou e a maior parte é baseada em bens que necessitam mais intelecto do que infra-estrutura. Esta última observação pode até certo ponto dar uma cessação de conforto a quem a este tipo de produção recorre, entretanto o que é mais fácil, migrar uma indústria de software de um país para outro ou migrar uma indústria de componentes eletrônicos?
Com a facilidade do trânsito de informações, com a expansão da educação tecnológica em países fora do G8, a capacidade de criar indústrias competitivas de alto teor tecnológico (vide Índia, na indústria de software) fora das fronteiras desenvolvidas tira dessas recursos importantes. Substituir um engenheiro Americano por três Indianos ou cinco Chineses, parece altamente favorável para grandes corporações, mas o salário (parte da acumulação) sairá dos Estados Unidos e migrará para a Índia ou China, em resumo, os americanos estão fazendo o que Ford fez ao inverso. Criar empregos nos outros países, mesmo que sejam mau remunerados, parece um mau negócio (ou mesmo um negócio do mal).
Perdendo-se a capacidade de produzir, deslocando-se a atividade principal a setores extremamente voláteis e dependendo a capacidade de produção a energia intensa, parece que o caminho a condições econômicas estáveis se torna extremamente penoso.
Não estamos num novo limiar de modo de produção?

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