DEM-KASSAB E A PIRÂMIDE DE JISÉ SERRA

DEM-KASSAB E A PEDRA DA PIRÂMIDE DE JISÉ

OS MINEIROS

A morte de Eloá emudeceu a cidade de Santo André na grande São Paulo. Assim como há tempos a violência emudece o país.
A violência é muito explorada e superdimensionada pela mídia. Quando um caso toma dimensões nacionais, os nossos “orvidim” chegam a doer e os nossos olhos, a arder. Porém, o paradoxo se instala. A profusão de informações na superfície das ondas midiáticas, que expõe apenas a ponta do iceberg, não mergulha, talvez por falta de tubos de oxigênio, nas profundezas do problema. Falta à mídia o ar, o gás, para explorar as regiões submersas. O iceberg, muito conhecido em razão do naufrágio do Titanic, tem apenas a ponta na superfície do mar, mas é um bloco enorme de gelo. Muito semelhante a uma pirâmide.

A PIRÂMIDE DE GELO DE JISÉ SERRA

Sinto ter que voltar ao caso Eloá – Lindembergue – Nayara. A água escorre sobre essa tragédia, um bloco de gelo derrete e suas águas geladas inundam o apartamento, o compartimento da Pirâmide. Uma história de horror, o Faraó Jisé, em seu trono, ladeado por seus asseclas correligionários, dentre eles, sentado sobre um de seu braços, DEM-Kassab, um de seus feiticeiros, prepara o estertor da dor e da morte. A batalha consumiu tempo urgente e precioso, arrastava-se feito cobra e os escravos estalavam de ansiedade. Mais de sete dias se passaram desde que o Faraó Jisé ordenara o iniciar do ataque. As peças da estratégia moviam-se com lentidão, no ritmo exigido pela sapiência divina de Jisé. A trinca, Eloá-Lindembergue-Nayara , contudo, custava a marchar ao som dos estalos do chicote. Tudo deveria atingir a dimensão pré-estabelecida. As ondas midiáticas deveriam ser estimuladas a lançar a grande onda destruidora sobre o país. DEM-Kassab, ali sobre seus dedos, regozijava. Marta seria arrastada pelas redes armadas que viriam na fúria do mar agitado. DEM-Kassab estava preparado para o encaixe, moldado na forma exigida por Jisé. Tudo confluía para a vitória. De qualquer lado que se olhasse o campo parecia perfeito para que o vermelho escorresse. O sangue jorraria, passando pelas minúsculas teias capilares nas quais seria ejetado através do furo do chafariz. Talhado em mármore gelado, o sangue trafegaria pelo chafariz da câmara mortuária e seria aspergido sobre sua cabeça desnuda para que recebesse a coroa futura. A múmia seria enfim entronada na Presidência da República. Ele já presidia e comandava os seus ferozes guerreiros, trazidos ao seu poder por um bom número de tramóias. Alguns de seus cães nasceram com ele, são ele. Lindembergue seria raspado, amassado e vestido conforme o combinado. Lançado diante das câmeras da TV, ele teria o significado, entre muitos outros, de que um simples garoto do povo é um homicida monstruoso. Sua aparência, talvez suas idéias, não são, portanto, dignas de apreço. Ele se confunde com milhões de jovens brasileiros. Seu modo de se vestir, seu palavreado, faria dele um ícone a ser execrado. São pessoas como ele que Marta e o PT dão atenção, são pessoas do povo que despertam o coração de Marta, de Dilma, de Márcio Lacerda, do Presidente Lula e de muitos outros que choram ao ver a horror que o Faraó Jisé e seus maldosos guerreiros provocam no nosso Brasil. A injusta Divisão de Rendas, a Injustiça Social, a dor, o desespero de um povo, da base da pirâmide de Jisé, da classe que essa base representa. É dessa classe que Jisé ordenou que fosse retirado o sangue, o suor derramado no trabalho mal remurerado, na dor dos barracos, dos barrancos, das crianças pedintes das ruas, dos idosos desesperançados, dos mendigos, dos estudantes, das mães aflitas...
Dali, apontou o dedo sujo de Jisé, sai e sairá o meu ouro, o meu conforto e o meu poder. O povo ignaro, com a educação moldada pelas mãos de Jisé, votaria nele, em DEM-Kassab, no DEM, e nos candidatos colados no corpo, no manto do Faraó. Jisé sempre sorriu e se divertiu quando o sangue escorria. De cada poro em que o sangue do corpo do povo jorrava, Jisé lançava um riso repugnante, odioso, e pronunciava: “Eu, o divino Faráo Jisé, provoquei. O sangue é meu e o quero em minha taça agora! Esse sangue, em suas gotas, são os meus votos de vida longa, o povo nojento o depositará em meu tesouro, em minha urna, na minha câmara eternizada pelos meus guerreiros sempre presentes, sempre bem treinados, sempre dispostos a me proteger. Abro a minha boca imunda, estico os meus braços cadavéricos e os recebo no meu esplendor. Eu estarei no planalto, dali miro os corpos, as minhas cidades, os meus estados, os meus campos, a minha terra, a minha Amazônia.
Mas qual? O relógio, em seus ponteiros dispostos, principia a descompassar. Atrasa, adianta, perde o giro do planeta. Retorna, volta a emperrar. O Faraó lança um grito aos seus comandados: “Mantenham a atenção, pode ser a areia, o sal. Continuem a marcha, estou aqui a ditá-la, seus estúpidos, seus burros! Os ponteiros retomarão o ritmo normal, prossigam na direção que o meu dedo aponta, mirem-se pela minha unha.

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