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Instigado por comentários levantados na discussão anterior, “Candidatos analfabetos”, pensei em fazer esse texto sobre a influencia dos políticos, em lugares que não podem e não devem. O exemplo que irei trazer aqui é, da tentativa de políticos, em manipular pesquisas eleitorais.
O fato mais recente sobre o assunto, aconteceu em São Paulo na ultima pesquisa do Datafolha. O prefeito Gilberto Kassab (Dem) que vem tendo uma redução expressiva nas ultimas pesquisas, descobriu (não sei como) os locais onde seriam abordadas as pessoas para fazer a pesquisa. Logo o prefeito teve a infeliz idéia de comunicar (via e-mail) a 26 subprefeitos, o local da realização. E mais, pediu para que eles realizassem uma “ação” no local. Ainda bem que esse e-mail acabou vazando, e a Folha divulgou o fato. Ficou tão feio para o prefeito, que apesar de todas as desculpas utilizadas por ele, a maioria dos subprefeitos negou ter lido o e-mail e feito qualquer coisa. Esse é um exemplo claro do autoritarismo de alguns políticos brasileiros.Usar a maquina do estado para fazer o que bem entender.
Para comprovar que não é um fato isolado, lembro da eleição para governador baiano em 2006. O então candidato da situação Paulo Souto (PFL), apadrinhado por ACM e sua corja, aparecia dias antes das eleições com mais de 70% das intenções de voto e o agora governador Jaques Wagner(PT), tinha 13%. A vitória era dada como certa no primeiro turno. Mas no dia das eleições (em pesquisa de boca de urna) a diferença diminui para 8% e após a apuração de votos, Wagner ganhou em primeiro turno. Olhando para os dados, parece que ocorreu uma virada histórica. Mas após Wagner ser eleito, ele mesmo veio a publico, dizer que essas pesquisas eram todas falsas. O Padrinho de Paulo Souto, ACM era dono da maioria dos meios de comunicação da Bahia (rádios, canais de televisão entre outros). E todos sabemos, do que o “coronel” era capaz de fazer.
Em ambos os casos os atuais governantes tentaram por meios escusos, manipular o resultado da pesquisa de intenção de voto. E essa é apenas uma forma de influencia que os políticos podem tentar fazer. Mudam-se os personagens, mas a política é mesma.

Duas questões para serem discutidas: Por que manipular as pesquisas eleitorais? E o que deve ser feito para coibir esse tipo de atitude?

Tags: eleições, pesquisas

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Respostas a este tópico

Já trabalhei e trabalho com pesquisas de mercado.
Um pesquisa eleitoral séria e competente, deveria tentar abranger todo o universo de eleitores da cidade e não apenas de uma parte dela.
Neste caso não seria uma pesquisa imparcial e sim direcionada.
A empresa de pesquisa deveria realizá-la em todas as áreas da cidade, ou não é um pesquisa digna de relevância.
Se isto realmente ocorreu, está totalmente errado e para coibir este tipo de atitude, basta obrigar as empresas de pesquisa a divulgarem em que partes da cidade estas foram executadas.

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O problema é que se pode fazer a pesquisa da forma mais correta possível, não é o método utilizado que influência o resultado. Mas o governante que interfere na opinião da população de forma “ilegal”. No “caso Kassab” isso fica claro, a pesquisa seria realizada em diversas áreas de São Paulo, ele alertou para que se fizesse algo para interferir na opinião dos pesquisados.


Gabriel Lemos said:
Já trabalhei e trabalho com pesquisas de mercado.
Um pesquisa eleitoral séria e competente, deveria tentar abranger todo o universo de eleitores da cidade e não apenas de uma parte dela.
Neste caso não seria uma pesquisa imparcial e sim direcionada.
A empresa de pesquisa deveria realizá-la em todas as áreas da cidade, ou não é um pesquisa digna de relevância.
Se isto realmente ocorreu, está totalmente errado e para coibir este tipo de atitude, basta obrigar as empresas de pesquisa a divulgarem em que partes da cidade estas foram executadas.

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