A Barbárie é a solução! Não para nós, mas para eles!

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Todos ficam pensando porque surgem estes novos movimentos sociais não organizados, ou melhor, aparentemente não organizados com pautas difusas e na maioria contraditórias entre si. Alguns detectam a mão de serviços secretos dos países desenvolvidos na organização neste processo, mas sempre permanecem grandes questões sobre o que embala tudo isto.

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A primeira grande questão é qual seria o real objetivo dessa tentativa de “uma nova democracia” tanto nos países ditatoriais como nos países democráticos como o Brasil. A experiência tem demonstrado que todos os países que entraram prematuramente neste discurso de democratização ou através das armas ou mesmo através de revoluções pacíficas, hoje estão amargando uma crise após outra, levando a uma queda de qualidade de vida se seu povo e empobrecimento dos países. Alguns desses países que foram induzidos pelas armas a aderirem a nova democracia através de invasões como o Iraque, estão regredindo o seu nível de vida há situações do século XIX, chegando até a um ponto de não retorno.

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A segunda pergunta, e mais importante é qual seria o motivo das nações mais desenvolvidas em financiar movimentos que podem levar a barbárie? Simplesmente por dois motivos, o primeiro é que a divisão dos países do terceiro mundo sempre foi a política dos impérios coloniais, divisão em pequenos países conforme as milhares de etnias que existem no mundo para que com pequenas dimensões não se crie a mínima condição de resistência.

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O segundo motivo, que é uma novidade do último meio século, é a escassez dos recursos naturais. Acabando-se com os governos locais fortes, que bem o mal estão levando os países ao crescimento, acaba-se com o desenvolvimento e por consequência com a pressão sobre os limitados recursos naturais nos mundo. Há anos o Clube de Roma já detectou a insuficiência de recursos naturais para que todos os países do mundo atingissem um nível social mais próximo dos níveis dos países desenvolvidos, qual a solução, impedir o desenvolvimento.

Começou-se com o propalado “aquecimento global” que atualmente até mudou de nome para “mudanças climáticas”. Devido à resistência de grupos conservadores norte-americanos e europeus que não entenderam direito a sutileza da proposta, começou a se verificar que o problema do CO2 não é forte suficiente para criar uma pauta de desindustrialização, logo rapidamente tem-se que tentar uma solução que substitua e/ou fortaleça a política de engessamento do desenvolvimento. Nada melhor do que dominando a informação e desestruturando os governos, para criar uma agenda global de estagnação da economia a na situação em que ela está, os pobres continuam pobres e os ricos continuam ricos, pois as emissões de CO2 dois voltando para níveis de 1970 volta exatamente a situação de maior pujança econômica dos países hegemônicos.

Como forma de desenvolvimento dessa política, temos a derrubada dos ditadores que foram apoiados há mais décadas onde eles existiam e nos países democráticos levar o descrédito dos políticos e seus partidos não interessando se são ou não aliados. Para substituí-los se cria o vácuo, passado a responsabilidade do governo a ações antagônicas e contraditórias da chamada sociedade civil organizada, esta sociedade constituída por milhares de interesses simplesmente nunca criarão uma maioria propositiva, logo nunca haverá soluções, e no lugar de se andar para frente teremos uma fragmentação da sociedade, uma inércia da mesma com crescentes tensões sociais que tendem a levar a barbárie!

Sem querer os socialistas deram o caminho para o sucesso do domínio planetário pelos países desenvolvidos, um dos lemas do socialistas é “Ou o socialismo ou a Barbárie”. Nunca pensaram estes teóricos que talvez o grande capital tenha gostado da segunda opção solução de seus problemas, a barbárie!

Para atingir esta situação começou o domínio da sociedade pelas chamadas comunidades informáticas, que a maioria dos ingênuos pensam que são fruto dos movimentos sociais, porém quem gerencia estas comunidades informáticas tem uma origem e um dono, e por coincidência estes donos estão sempre no mesmo país. Como ficaria fácil e politicamente proveitoso simplesmente colocar um site consistente contra a política do primeiro mundo no lugar 1.000.000 na ordem de pesquisa do Google, e quem não aparece na Internet não existe!

O mais interessante de tudo que há centenas de vozes acadêmicas que teorizam sobre a “nova democracia”, pensando que estão na vanguarda desses movimentos, sugestões verdadeiramente estúpidas como participações no governo através da Internet são alardeadas como soluções mágicas, esquecendo que no Brasil foi um dos primeiros países do mundo que se tentou uma fraude cibernética para impedir a eleição de Brizola, e naquele tempo a informática era muito mais transparente.

Como conclusão geral podemos dizer que uma sociedade gerida por milhares de grupos de interesses sem uma ideologia própria levará a contradições que nunca permitirão o estabelecimento de uma pauta mínima de governança, e pior contra estes milhares de grupos de interesse haverá um pequeno grupelho de menos de um milhar que poderão se reunir tranquilamente num resort qualquer do Pacífico para discutir a verdadeira pauta comum, como manterem ou aumentarem os seus lucros.

A barbárie pode ser um problema para a imensa maioria da população do mundo, mas uma grande solução para a minoria

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Respostas a este tópico

Caro Rogério

Penso exatamente como você, outro dia estávamos, eu mais dois amigos conversando sobre isso, fui taxado de defensor da teoria da conspiração, porem as evidencias são tantas, tão fortes que não dá para não acreditar nessa historia, senão veja as ligações, que até parece filme de ficcção , porem, as evidencias desse movimento são muito fortes.

Os vazamentos das informações pelo Sr Snowden é uma evidencia fortíssima dessa conspiração, porem alem disso muitas noticias que nos passam desapercebidas podem ilustrar essa historia assim como:

1 - Meses atras um consorcio sino-brasileiro tentou colocar em orbita um satélite que entre outras coisas, faria vigilância da amazônia, pois bem, apesar de toda capacidade chinesa nessa área, lembro que acabaram de colocar um veiculo no solo lunar ver:

 http://tvuol.uol.com.br/video/veja-as-primeiras-imagens-da-missao-c... 

pois bem, nosso satélite de praticamente 180 milhões de dólares, literalmente foi para os ares, sem qualquer explicação que merecesse credito, o que será que houve com nosso satélite ?

2 -  Nos últimos meses temos assistidos os chamados Black Block agindo até que explodiu uma bomba no repórter da Bandeirantes, resolveram ir atras dos culpados, encontraram idiotas que fazem isso em troca de R$ 100,00 mais uma marmita de almoço para cada participação em manifestação do gênero. Seguiram o rastro  dos cem reais e encontraram uma tal de Sininho, assistente de um deputado do PSol, pergunta que não quer calar: Qual a origem dos R$100,00 por dia de manifestantes ?  

Poderia enumerar outras tantas, fico apenas com essas duas por hora.

abraços

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Sebastião.

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Infiltrar pessoas em partidos como o PSOL e outros é extremamente simples, mesmo quando os partidos de esquerda eram clandestinos e o cuidado das lideranças em não permitir este tipo de procedimento à história demonstrou que houve diversos personagens que conseguiram se infiltrar em movimentos populares. Um exemplo típico foi à infiltração do Chamado Cabo Anselmo, que liderou um movimento de marinheiros com o objetivo de mostrar aos comandantes uma possível quebra da hierarquia militar.

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A ingenuidade (ou a burrice) de determinados grupos de esquerda, que pensam que o Brasil e outros países vão se mantiver em crescimento até o ponto de retirar a vantagem estratégica e geopolítica das grandes nações, é algo estupendo, se eles olhassem um pouco para o lado e começassem a investigar veriam que seus aliados são seus futuros algozes.

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Ola Sebastião

Talvez não tenham opção, visto que, segundo grandes estudiosos dos postulados assumido pelas esquerdas, em todo mundo, sempre desaguará em grandes inversões.

Gde abraço.

Ola Rogério

Implicito no texto o que a mais de 50/60 anos é o mote das nações ditas desenvolvidas. Elas juntamente com a tecnologia por elas criadas estão se exaurindo e, claro, a divisão de recursos cada vez mais escassos, tende a ser cada vez menos para mais seres humanos. Não é atoa, e nós, os brasileiros, ainda batemos palmas que o Amazonas é tão cobiçado. Veja:

http://revistamirante.wordpress.com/2013/02/28/ongs-sobram-na-amazo...

Sei não! viu!

Gde abraço

Caro Capa

Essa conversa de que recursos naturais não serão suficientes para uma população cada vez maior, teimo a dizer que é outra balela que nos fazem engolir "guela" abaixo, senão veja:

Lavoisier já dizia em meados do seculo XVII, nada se cria, tudo se transforma, tudo que temos de massa esta no planeta, os recursos naturais que utilizamos de alguma forma se encontra entre nós, temos assim a possibilidade de utilização, reutilização, enquanto tivermos Sol que nos alimente energeticamente, tudo, rigorosamente tudo está contido no planeta.

Quanto a população eternamente crescente, creio ser interessante consultar os índices de crescimento populacional mundial, todos os dados nos indica e leva a crer na completa estabilização do crescimento populacional, estamos hoje com 7 bilhões e em crescimento apenas porque esse crescimento esta sendo puxado pelos países paupérrimos, mas também e principalmente porque a perspectiva de vida no planeta passou no ultimo seculo de 45 para 73 anos, assim nossa piramide populacional, já não se parece mais como uma piramide, mas tem o formato de uma casa com telhados longos e pequenas paredes, pois a base já não cresce mais como antigamente.

Estima-se que a população se estabilizara com 10 bilhões de habitantes, e não se pode dizer que com as tecnologias atuais não conseguiremos alimentar esse contingente, isso é conversa fiada daqueles que fazem de tudo para não mudar a ordem econômica mundial.

Quanto à inversão que você cita, isso é o que mais me deixa indignado, a falta de coerência daqueles que se proclamam esquerda, fazendo o jogo do mais perverso capitalismo, reputo isso a dois fatos, total ignorância ou aproveitadores.

abraços  

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Sebastião e Capa Dura.

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Sebastião sinto muito discordar de algumas opiniões tuas no caso de demografia, pois há várias falácias no problema da superpopulação que ninguém se dá conta. Quando pegamos a densidade populacional dos países da Europa do leste e projetamos dentro da área do Brasil e da Rússia, chegamos a números surpreendentes, como por exemplo se projetarmos a densidade populacional da Holanda - 405,6 hab/km² (ou Países Baixos) na área do Brasil (8 515 767,049 km²) o nosso país deveria ter nada mais e nada menos do que 3.453.995.115, ou seja três e meio bilhões de habitantes. Se quisermos ser mais bonzinhos vamos pegar um país menos populoso, a França (115 hab/km²) isto resultaria em 979.313.210 ou seja aproximadamente um bilhão de pessoas.

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A segunda e ENORME falácia é sobre o crescimento populacional, atribui-se muito aos países do terceiro mundo a culpa da superpopulação da Terra, mas não se olha como os países estão tratando a superpopulação no futuro. Olhando o Brasil em relação a outros países, vemos claramente que por volta de 2050 a população brasileira irá se estabilizar em torno de 231 milhões de pessoas, ou seja um crescimento de 15% em relação a população dos dias atuais para depois começar a decrescer. Por outro lado a França, que atualmente tem já um país bem povoado, deverá crescer aproximadamente 12% até 2050 com uma grande diferença, sem a mínima tendência de estabilização.

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Se formos falar dos Estados Unidos ainda é pior, enquanto a América do Sul e a Ásia tendem a diminuir as suas populações as projeção dos nossos irmãos do norte são crescentes até 2050 e sem tendência a desaceleração. Podemos dizer que os Estados Unidos são um grande país, mas o consumo de recursos naturais deles é algo fantástico, ou seja drenam grande parte de todos os recursos do mundo!

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A projeção da população do mundo é uma outra grande falácia, os técnicos que fazem isto ignoram perfeitamente os efeitos da urbanização nos países africanos, fazendo uma projeção contínua de crescimento sem levar em conta que países com alta taxa de crescimento são os que caem a taxa mais rápido do que os outros. Projetar para África o dobro da população para 2050 e depois mais o dobro para 2100 é de uma estupidez espantosa. O continente africano em 2005 tinha uma densidade populacional de 30,51 hab/km², ou seja, da mesma ordem de grandeza da densidade populacional do Brasil e 1/13 da Holanda e 1/4 da França. Mesmo que estas taxas previstas se realizem (coisa que duvido) no fim do século a África estará ainda com uma densidade populacional menor que a França.

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Quanto a alimentação temos que lembrar que o que falta é tecnologia, o Japão um país que tem grande parte de sua superfície com montanhas e outra parte sem água, consegue produzir 40% da proteína necessária para o seu povo, a África pode até ter desertos no norte, mas estes desertos se aproveitados para geração de energia solar tem capacidade de suprir todo o continente mais a Europa com energia elétrica, e se parte dessa energia for utilizada para dessalinizar água para agricultura o deserto vira Oasis (as tecnologias para a dessalinização estão cada vez mais baratas).

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O bicho-papão não existe, ele só é utilizado para amedrontar as criancinhas e não deixarem elas comerem as bolachas!

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Ola Sebastião,

Veja, se a "moda PMDB" ser governo não importa quem esteja nesse. pega, quaisquer que sejam os ganhadores haverão oportunistas.

Quanto ao aumento populacional é realmente algo a se pensar, mesmo com a grande capacidade do ser humano de se reinventar e a possível estabilidade do crescimento, a tendência normal é que ela (a população) aumente. E, como os recursos naturais são finitos....

Quanto a culpa do bode expiatório predileto dos acadêmicos de esquerda, a vida e o quotidiano me obriga a discordar. Ainda fico com Adam Smith: É a ganância do açougueiro que põe a carne no prato do trabalhador e não a boa vontade de um burocrata.

Outra coisa que percebo, é que existe muitos vivendo uma boa vida, dizendo está trabalhando pelos excluídos, pelos os menos favorecidos, pelos carentes .... ISTO É A GRANDE INVERSÃO, mesmo que muitos creem nisto e entre eles muitos realmente pensem assim e façam um bom trabalho.

Uma de suas palavras me intui crer na evolução, "IGNORÂNCIA", esta é a pior das ideologias. É ela que contribui para formação de manadas que sustentam a outra palavra que expressou "APROVEITADORES".

Gde abraço.

BELO ARTIGO PARA A N/ REFLEXÃO

Maestri como sempre, toca fundo numa análise que parece evidente, com o uso da velha máxima, quase que maquiavélica: dividir para dominar. Trago aqui meu comentário no Portal visando ficar consignado para os estudiosos no futuro, que, a ingenuidade foi combatida.

Destaco do vosso texto: " A segunda pergunta, e mais importante é qual seria o motivo das nações mais desenvolvidas em financiar movimentos que podem levar a barbárie? Simplesmente por dois motivos, o primeiro é que a divisão dos países do terceiro mundo sempre foi a política dos impérios coloniais, divisão em pequenos países conforme as milhares de etnias que existem no mundo para que com pequenas dimensões não se crie a mínima condição de resistência."

Na questão das políticas de ´cotas raciais´, já faz vários anos, bons trabalhos acadêmicos denunciam isso.

Nos meus embates contra as políticas públicas de segregação de direitos raciais - as perversas cotas raciais - com a manipulação da escassez em que sem investimento algum, o governo instala a disputa racial entre os mais pobres, retirando vagas de brancos pobres para as entregar a pretos/pardos pobres, em nome de um direito racial.

Com tal escopo, aponto um exemplar de investimento imperialista da inteligência norte-americana, visando criar no Brasil, a dualidade racial edificando as divisões e disputas raciais, fomentadores de ódios ´raciais´, e enfraquecedora da unidade nacional acima de divisões ´raciais´, tão largamente constatada desde ´Raízes do Brasil´ de SERGIO BUARQUE DE HOLANDA, dos anos 1930, passando por CAIO PRADO, GILBERTO FREYRE,ORACY NOGUEIRA,  FLORESTAN, FHC, DARCY RIBEIRO, PETER FRY e outros.

Em um comentário já antigo, em 08/7/2013, denunciava o propósito imperialista das cotas raciais em debate: então afirmava (na íntegra aqui) >> http://advivo.com.br/comentario/re-sobre-a-atuacao-da-cia-no-brasil-46

"- um dos maiores empreendimentos da inteligência norte-americana no Brasil, tem sido o financiamento via ´Foundacion´s´ com centenas de milhões de dólares visando envenenar as relações raciais no Brasil e nos igualar ao que há de pior nos EUA: uma sociedade dividida por direitos raciais segregados.

Tal empreendimento, abraçado de forma estúpida pelos pelegos cooptados do movimento negro ocupando cargos em puxadinhos nos palácios e pela elite racista do centrão - o Senador Sarney foi o primeiro autor de uma lei de cotas raciais em 1997 e na condição de Presidente do Senado comandou a aprovação das leis raciais em 2010-2012 instituindo as cotas raciais - aliada ao petismo paternalista e já fora denunciado pelo antropólogo italiano LIVIO SANSONE nos final dos anos 1990 e consta no livro ´Negritude Sem Etnicidade´.

Pelas semelhanças da geopolítica, território e população temos a vocação de potência concorrente dos Estados Unidos, no futuro. Há nessa campanha do racialismo estatal um projeto acadêmico e político da inteligência imperialista visando nos retirar uma vantagem competitiva singular e nos igualar no futuro ao que há de pior nos EUA, fomentado por investimento de milhões de dólares pelas foundations norte-americanas no Brasil e em outras partes do mundo.

O objetivo dos investimentos foi a formação de uma elite política, intelectual e acadêmica defensora de políticas raciais e da convivência com o racismo, numa versão moderna da doutrina americana: “iguais, mas separados”. Em 1896, a Suprema Corte dos EUA entendeu que a separação compulsória de direitos de pessoas de origens raciais distintas não caracterizava violação da 14ª Emenda – que assegurava a igualdade a todos os cidadãos.

Essa doutrina de direitos separados prevaleceu nos EUA até a vitoriosa campanha do Movimento por Direitos Civis, liderados pelo dr. Luther King nos anos 1960. Porém, continua arraigado na cultura norte-americana produzindo conflitos raciais. Violando e marginalizando os afro-americanos. 

Essa influência da cultura acadêmica norte-americana, está na literatura acadêmica recente com o livro A Curva do Sino (1994), que pretende comprovar a desigualdade e inferioridade nata dos afro-descendentes, exigente de políticas estatais diferenciadas na lei.

Os atuais objetivos das foundations é um fenômeno constatado desde os anos 1990, conforme Livio Sansone (Negritude sem Etnicidade, 2004), da UFBA: “O Brasil nunca foi um paraíso racial, nem tampouco é hoje um inferno racial: o que mudou drasticamente foi a perspectiva dos cientistas sociais e dos intelectuais em geral no tocante à raça no Brasil. Essa mudança deveu-se sobretudo à alteração dos projetos políticos do meio acadêmico e das fundações Ford, Rockfeller e Mac Arthur, uma vez que os Estados Unidos sempre tiveram uma importância indireta na definição das relações raciais como área de estudo no Brasil”  www.ceao.ufba.br/fabrica/ Lsansone_07.doc (p. 269, Negritude sem etnicidade. Salvador/Rio de Janeiro: EDUFBA/Pallas)."

Parabéns ao Portal, que recebe a excelente colaboração de MAESTRI - cada vez mais rara em face da medíocre disputa política eleitoral - para essa indispensável reflexão de um fenômeno que é mundial, e de interesse, da minoria detentora do poder econômico.

A ´eles´, exclusivamente, interessa a barbárie das divisões internas nos países em desenvolvimento, enfraquecedora dos projetos nacionais, como a solução à escassez de recursos naturais que faz dos 7 bilhões de humanos, pelo menos, um bilhão permanecer na miséria absoluta e outros cinco bilhões, sobrevivendo abaixo do mínimo necessário: "A barbárie pode ser um problema para a imensa maioria da população do mundo, mas uma grande solução para a minoria."

Caros

Rogério, creio que não fui suficientemente claro quando quis dizer da estabilidade populacional do globo, veja o caso brasileiro por exemplo, hoje temos uma taxa de fecundidade por volta de 1,8 nascimento por mulher, o que significa estarmos indo rapidamente para a estabilização populacional, como disse, somente não ocorreu ainda pois a media de perspectiva de vida "por sorte nossa", tem aumentado.

Assim, o exemplo que você apresentou de compararmos densidade demográfica da Holanda com o nosso não cabe no debate, pois os tempos são outros, assim como meios de transportes e comunicação completamente diferente de quando foi formada a população dos países citados como exemplo. No caso americano, não esquecer que o aumento populacional apresentado naquele pais se deu muito mais pela imigração do que por fertilidade, então imigração não entra na nossa conta, uma vez que estamos falando de população mundial, e uma população com origem na imigração significa que sai de um lugar para ser contada em outro.

De qualquer forma, repito, a população mundial deve estabilizar nos 10 bilhões, pois como disse, estamos vivendo tempos de melhor e mais intensa comunicação e melhores meios de transportes, existem estudos da ONU que fala dessa estabilização, porém como tudo que sai da ONU tem conotações e interesses políticos,  a tendencia dos estudos apresentados por aquela organização sempre vem carregada de insinuações de explosão demográfica, fatos que em estudos não diria sérios, mas, isentos das influencias, mostra exatamente o que disse, estabilização nos 10 bilhões.

Capa, eu também acho que a ganancia do açougueiro é muito mais eficiente que a burocracia estatal, o que estou aqui criticando não é o capitalismo praticado pelo açougueiro mas sim o capitalismo que não se utiliza somente das teorias do Adam Smith, mas sim, de métodos como esse relatado pelo tópico descrito pelo Rogério, "Barbárie", essa barbárie vai desde financiar Black Block para quebrar agencia bancaria, financiar organizações e políticos para criar leis desfavoráveis ao desenvolvimento, segregação populacional por etnia ou raça,  como a citada pelo Militão, ou se tudo isso não funcionar, despejar bombas, assim como os exemplos da Líbia, Iraque, Síria, Afeganistão  etc, etc...

Militão, não tenho duvidas sobre o que você relata, some a esse seu relato toda politica indigenista implantada nas cabeças de nossos legisladores, através do convencimento intelectual ou através do convencimento pela conhecida "mala preta". Já disse isso uma ocasião aqui, fui mal interpretado, porem repito sem constrangimento, manter índios vivendo como se estivessem na era da pedra lascada, isso sim considero crime contra a humanidade. Cultura não se conserva, congela ou isola em redoma, cultura se transfere naturalmente, constantemente, ininterruptamente, principalmente hoje com os meios de comunicação disponíveis, bem isso é outro assunto, para uma próxima oportunidade. 

Ótimo final de semana

abraços a todos    

Sebastião.

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Vou discordar um pouco da tua interpretação, nos países europeus apesar de toda a grita dos partidos racistas de extrema direita, a imigração não é tão intensa ao ponto de alterar a demografia, por outro lado o número de filhos que tem os emigrantes, este sim é significativo. Entretanto tantos os emigrantes como a primeira geração são vitais na economia desses países, não só em atividades braçais, como ocorria na primeira parte do século passado mas como em todos os níveis de atividades (técnicas e culturais).

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Atualmente na Europa, assim como em toda a história dos Estados Unidos, quem move o país são estes filhos de emigrantes, poderia desenvolver um pouco este assunto mas seria um pouco desagradável para alguns nativos de famílias tradicionais que vivem naquela terra. No fim do século XIX e início do século XX, a incorporação de trabalhadores rurais que migravam do campo para as cidades movimentava a economia do país, com o fim dessa massa de trabalhadores por despovoamento do campo foi necessário a incorporação de emigrantes de países europeus mais pobres (Portugal, Espanha e Itália) e posteriormente de emigrantes africanos.

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A Europa e Estados Unidos vivem num dilema, estes filhos de emigrantes, que no fim do século XX tinham uma educação pública de nível razoável, não se satisfazem com tarefas de segunda linha e desejam participar do andar de cima da sociedade. Talvez isto explique o porque da atual política européia de transformar o ensino superior público em privado, para eliminar a mobilidade vertical na sua sociedade. Nos Estados Unidos a estratégia é mais pesada, as escolas de primeiro e segundo grau, que eram mais uniformes durante a metade do século XX, estão tendo recursos diferenciados de acordo com a produtividade, ou seja as escolas que vão bem, geralmente em regiões mais ricas, recebem mais dinheiro e as outra menos, também é uma forma de eliminar a mobilidade vertical.

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Quanto a política indigenista, eu não tenho preocupação, pois os índios não são burros e muitas vezes que alguns pensam que eles estão sendo usados mediaticamente por estrangeiros o que na realidade muitas vezes ocorre é ao contrário!

Olá Rogério,

...... 

estão tendo recursos diferenciados de acordo com a produtividade, ou seja as escolas que vão bem, geralmente em regiões mais ricas, recebem mais dinheiro e as outra menos, também é uma forma de eliminar a mobilidade vertical.

É preocupante este raciocínio:

1 - Fica parecendo que a solução é a escola pública, melhor, escola administrada pelo Governo

2 - Dar a entender que privilegiar o mérito é algo que impede a ascensão social (mobilidade vertical)

3 - Fica a sensação de que o bom é promover pela média, seja distribuir os recursos igualitariamente entre eficiência e ineficiência

4 - Induz a pensar que recursos financeiro é suficiente para primazia da formação

Sei não! vejo essa ação (primar pela eficiência) algo melhor do que o que temos no Brasil, onde a base fica a merce da burocracia e o conhecimento é relegado a quase desídia.

Gde Abraço

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Capa Dura.

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Parece que não me expressei bem, vamos deixar melhor o raciocínio.

Primeiro estou falando do ensino público, que durante muito tempo, o tempo de maior prosperidade tanto na Europa como no USA, foi preponderante em relação ao ensino privado, não estou entrando no mérito da existência do ensino privado, simplesmente não estou analisando-o.

Como gosto de fatos vou descrever a realidade e não a teoria. Na prática o que resulta na política de uma teórica meritocracia na realidade se transforma numa guetização do ensino.

Mesmo no tempo em que todas as escolas públicas recebiam verbas iguais, conforme o número de alunos, as escolas melhores sempre foram as que estavam em zonas mais ricas dentro de uma mesma cidade, ou seja, em regiões que os pais tinham maior grau de escolaridade. Como o rendimento dos alunos em média é proporcional a escolaridade dos pais (isto é provado em qualquer pesquisa que se faça sobre o assunto) os resultados do grupo como um todo é melhores. Além do grau de escolaridade, escolas em locais de melhor localização atraem mais os professores, e os mais antigos na estrutura (geralmente os com mais experiência) com o tempo conseguem transferência estes locais.

A gratificação em função do desempenho não é homogênea, sempre escolas situadas em melhores locais serão as mais ranqueadas (com significativo diferença em termos de desempenho). Isto que já ocorre em qualquer sistema de ensino público com ou sem gratificação, o sistema de premiação só criará círculos virtuosos ou viciosos para as melhores e para as piores. As escolas com melhor ranking podem conseguir melhores equipamentos instalações assim como para esta se deslocarão os melhores professores.

Há também o risco das escolas começarem a excluir alunos que não seguem a qualidade mínima, isto não é impossível e mesmo algumas escolas privadas que tem um aproveitamento final melhor, este aproveitamento é obtido através da exclusão sutil e contínua dos alunos dos alunos que não se enquadram ao padrão exigido.

Ensino é uma atividade com muito mais nuances do que a fabricação de qualquer produto industrial, por exemplo, um aluno que é brilhante na escola muitas vezes se torna alguém apagado em termos profissionais e o inverso é verdadeiro.

Agora vamos a conclusão, dar mérito a quem já tem uma posição melhor na sociedade impede a ascensão social, pois os que são considerados impropriamente como pessoas de menos mérito, serão transformados em alunos de segunda classe. Isto não é teoria, é a prática.

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