A Barbárie é a solução! Não para nós, mas para eles!

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Todos ficam pensando porque surgem estes novos movimentos sociais não organizados, ou melhor, aparentemente não organizados com pautas difusas e na maioria contraditórias entre si. Alguns detectam a mão de serviços secretos dos países desenvolvidos na organização neste processo, mas sempre permanecem grandes questões sobre o que embala tudo isto.

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A primeira grande questão é qual seria o real objetivo dessa tentativa de “uma nova democracia” tanto nos países ditatoriais como nos países democráticos como o Brasil. A experiência tem demonstrado que todos os países que entraram prematuramente neste discurso de democratização ou através das armas ou mesmo através de revoluções pacíficas, hoje estão amargando uma crise após outra, levando a uma queda de qualidade de vida se seu povo e empobrecimento dos países. Alguns desses países que foram induzidos pelas armas a aderirem a nova democracia através de invasões como o Iraque, estão regredindo o seu nível de vida há situações do século XIX, chegando até a um ponto de não retorno.

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A segunda pergunta, e mais importante é qual seria o motivo das nações mais desenvolvidas em financiar movimentos que podem levar a barbárie? Simplesmente por dois motivos, o primeiro é que a divisão dos países do terceiro mundo sempre foi a política dos impérios coloniais, divisão em pequenos países conforme as milhares de etnias que existem no mundo para que com pequenas dimensões não se crie a mínima condição de resistência.

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O segundo motivo, que é uma novidade do último meio século, é a escassez dos recursos naturais. Acabando-se com os governos locais fortes, que bem o mal estão levando os países ao crescimento, acaba-se com o desenvolvimento e por consequência com a pressão sobre os limitados recursos naturais nos mundo. Há anos o Clube de Roma já detectou a insuficiência de recursos naturais para que todos os países do mundo atingissem um nível social mais próximo dos níveis dos países desenvolvidos, qual a solução, impedir o desenvolvimento.

Começou-se com o propalado “aquecimento global” que atualmente até mudou de nome para “mudanças climáticas”. Devido à resistência de grupos conservadores norte-americanos e europeus que não entenderam direito a sutileza da proposta, começou a se verificar que o problema do CO2 não é forte suficiente para criar uma pauta de desindustrialização, logo rapidamente tem-se que tentar uma solução que substitua e/ou fortaleça a política de engessamento do desenvolvimento. Nada melhor do que dominando a informação e desestruturando os governos, para criar uma agenda global de estagnação da economia a na situação em que ela está, os pobres continuam pobres e os ricos continuam ricos, pois as emissões de CO2 dois voltando para níveis de 1970 volta exatamente a situação de maior pujança econômica dos países hegemônicos.

Como forma de desenvolvimento dessa política, temos a derrubada dos ditadores que foram apoiados há mais décadas onde eles existiam e nos países democráticos levar o descrédito dos políticos e seus partidos não interessando se são ou não aliados. Para substituí-los se cria o vácuo, passado a responsabilidade do governo a ações antagônicas e contraditórias da chamada sociedade civil organizada, esta sociedade constituída por milhares de interesses simplesmente nunca criarão uma maioria propositiva, logo nunca haverá soluções, e no lugar de se andar para frente teremos uma fragmentação da sociedade, uma inércia da mesma com crescentes tensões sociais que tendem a levar a barbárie!

Sem querer os socialistas deram o caminho para o sucesso do domínio planetário pelos países desenvolvidos, um dos lemas do socialistas é “Ou o socialismo ou a Barbárie”. Nunca pensaram estes teóricos que talvez o grande capital tenha gostado da segunda opção solução de seus problemas, a barbárie!

Para atingir esta situação começou o domínio da sociedade pelas chamadas comunidades informáticas, que a maioria dos ingênuos pensam que são fruto dos movimentos sociais, porém quem gerencia estas comunidades informáticas tem uma origem e um dono, e por coincidência estes donos estão sempre no mesmo país. Como ficaria fácil e politicamente proveitoso simplesmente colocar um site consistente contra a política do primeiro mundo no lugar 1.000.000 na ordem de pesquisa do Google, e quem não aparece na Internet não existe!

O mais interessante de tudo que há centenas de vozes acadêmicas que teorizam sobre a “nova democracia”, pensando que estão na vanguarda desses movimentos, sugestões verdadeiramente estúpidas como participações no governo através da Internet são alardeadas como soluções mágicas, esquecendo que no Brasil foi um dos primeiros países do mundo que se tentou uma fraude cibernética para impedir a eleição de Brizola, e naquele tempo a informática era muito mais transparente.

Como conclusão geral podemos dizer que uma sociedade gerida por milhares de grupos de interesses sem uma ideologia própria levará a contradições que nunca permitirão o estabelecimento de uma pauta mínima de governança, e pior contra estes milhares de grupos de interesse haverá um pequeno grupelho de menos de um milhar que poderão se reunir tranquilamente num resort qualquer do Pacífico para discutir a verdadeira pauta comum, como manterem ou aumentarem os seus lucros.

A barbárie pode ser um problema para a imensa maioria da população do mundo, mas uma grande solução para a minoria

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Respostas a este tópico

Oa Rogério,

Disseste algo que não se pode negar: o ambiente familiar com maior cultura melhora as condições dos filhos na escola (o que é mais uma falha do modelo administrado pelo governo), visto que esses tem as informações mais precisa da realidade.

Mas me desculpe se não posso concordar, a linha de seu raciocínio falha no caso da ascendência, visto que não é a escola que faz o aluno, mas o inverso.

Não existe nenhum professor, por melhor que seja, que ensine a quem não quer aprender. E, a meritocracia não é apenas uma questão de recursos e nem de ambiente (este claro diminui o alcance, é condição necessária mas não suficiente) e vamos pegar um exemplo bem prático: O ex presidente não teria sido (presidente) se isto valesse.

Vencer ou não é algo relativo, muitos não gostam de jiló outros adoram, e são muito poucos os vencedores no campo acadêmico (pensando somente no econômico, que é a doxa atual) se comparado com outros que tem pouca ou quase nenhuma instrução escolar. Sem negar, lógico, que se alguém quer realmente contribuir com a civilização, tem que se instruir.

Eu tenho muito medo da homogeneidade, ela sempre nivela por baixo e pune a excelência, melhor seria ao invés de ter medo do que todos denominam de exclusão, é dar oportunidades iguais a todos e deixar que as pessoas escolham seu rumo, sob pena de criarmos batalhões de frustrados. E, isto não é teoria está no quotidiano de todos, excetuado, claro, os amigos do rei, para estes não se exige eficiência, apenas obediência.

Mas compreendo suas dúvidas e exposição relativa ao assunto, existe por trás do mundo acadêmico uma ideia fixa e quase pétrea na implantação de uma escola pública confiável. Isto é impossível? Não sei, mas que é muito difícil, ah isto é. Sobram com certeza algumas ilhas de excelências, mas isto se deve mais ao esforço de poucos do que do fato de a instituição ser ou não administrado pelo Governo.

Quanto a análise da escola já deveriamos termos enxergado que o modelo, no Brasil pelo menos, é completamente ineficiente e se continuarmos assim, estaremos colocando o país num barco que certamente afundará, porque o ideário perseguido não é a instrução eficaz... Mas isto é outra discussão...

Gde abraço

Capa Dura.

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A tua primeira frase "Disseste algo que não se pode negar: o ambiente familiar com maior cultura melhora as condições dos filhos na escolavai exatamente de encontro com o que falei, porém o teu aposto "(o que é mais uma falha do modelo administrado pelo governo)" me parece completamente desconectado do início. Condições familiares não podem ser superadas nas escolas, podem exatamente ser superadas por programas de inclusão social que transcendem os limites dos bancos escolares, ou seja, programas de recuperação da auto-estima e da sensação de podemos chegar lá que estão sendo feitos pelo governo.

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Não é possível em nenhuma escola, pública ou privada, dar um tratamento especial que recupere a auto-estima e o sentimento de impotência perante a sociedade de possibilidade de ascensão social. Posso até dizer que crianças com baixo nível social colocado em escolas privadas não tem a possibilidade de ter sucesso na vida. Na maioria dos casos (claro que existem as exceções) uma criança que está num nível social mais baixo do que todos os seus colegas se sentirá inferiorizado e um verdadeiro fracasso perante os outros, se ele ficar com raiva de seus colegas e do colégio ele ainda terá alguma chance, porém se ele aceitar a diferença é certo a sua derrota.

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Falo do problema que causa a colocação de crianças de nível social mais baixo em escolas privadas através de inúmeras observações que já vi na minha vida, pois jamais li algum estudo científico sobre o assunto. Bolsas em colégios privados para crianças de baixo poder aquisitivo torna-as vítimas da crueldade e da discriminação do grupo, não esqueçam que a diferença entre um adulto e uma criança não é no grau de crueldade que possa ter uma personalidade, mas sim nos freios sociais que em adultos bem educados são introduzidos durante a vida.

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Uma instituição de ensino é um microcosmo que reproduz a sociedade, logo a discriminação e a exclusão são iguais ou até mais ferozes do que na sociedade adulta. Não vamos pensar que nossos anjinhos não tem a capacidade de serem cruéis com todos aqueles que escapam do comportamento médio.

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Quanto o problema de nivelamento pela média não é um problema do ensino público ou privado, é um problema dos métodos pedagógicos utilizados. Existem várias linhas da pedagogia que procuram reforçar tudo que todos tem de melhor, mas também tem outras linhas que mais por convicção ideológica do que por constatação científica acham que todos podem ser iguais em tudo, algo que ignora a especificidade dos humanos. Não podemos confundir esta especificidade com a carga de informações que carrega cada um (voltando ao início do texto), crianças com maior estímulo nos primeiros anos de vida terão maior capacidade de se adaptar a situações diversas.

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A frase que colocas no teu texto " melhor seria ao invés de ter medo do que todos denominam de exclusão, é dar oportunidades iguais a todos e deixar que as pessoas escolham seu rumo" deve ser olhada com extremo cuidado, pois um aluno egresso de um meio operário pode aparentar que o seu destino seja a continuidade da vida de seus pais, enquanto um filho de um professor universitário, por exemplo, vai aparentar ter mais habilidade para uma formação intelectual.

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Para ilustrar o que citei no parágrafo anterior vou simplesmente fazer uma observação que é incontestável. Poucos filhos de operários conseguem chegar ao nível superior, e não há quase registros de filhos da classe alta que chegam a se transformar em operários, mesmo quando seu pais entram em falência!

Ola Rogério,

Muito boa a acepção implícita do seu raciocínio: " a vanguarda exige precedência". Mas,

Para ilustrar o que citei no parágrafo anterior vou simplesmente fazer uma observação que é incontestável. Poucos filhos de operários conseguem chegar ao nível superior, e não há quase registros de filhos da classe alta que chegam a se transformar em operários, mesmo quando seu pais entram em falência!


Claro que existe n variáveis sugerida pela sua  declaração, no entanto a grande barreira é a compreensão pelo filho do operário do meio ao qual busca ascender. Cuidemos apenas do que mostra a cultura "Forma de pensar estruturada na cabeça do filho do operário". Mais ou menos assim: as coisas conseguidas pelos que estão no nível superior é justamente por estarem nesse nível, no meu caso, filho de operário não é possível. É algo similar as sociedades de castas. Não tão explicito, tão visível, lógico, mas intrínseco no espírito cultural. Por isto, entendo que o que se trás na cabeça, nos traça o caminho. Então as portas do abismo estão sempre mais próximas do filho do operário. Mas lhe pergunto, por que eu, não consigo concluir uma solução. É possível incutir no filho do operário que se ele se esforçar poderá consegui as mesmas coisas que os do níveis superior? Porque enquanto ele - o filho do operário - não se conscientizar disto, mesmo ascendido descerá. 

Nós temos um lugar comum: Pai rico, filho nobre, neto pobre. (Estais conversando com um neto). Só que as informações do neto são filtradas pelo pai que mesmo decadente e vivendo na grande maioria amparada pelo sistema, conhece as variáveis do nível superior, e seu filho co-habita os dois meios.

Obs.: Superior aqui não significa mais importante, melhor ou conotação congênere, apenas um patamar acima no grau de informação.

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