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Raí Araujo

A Diplomacia brasileira agiu rretamente,ou trocou os pés pelas mãos,no episódio Zelaya ?

Tenho sido relativamente complacente e compreensivo,com a política atualmente seguida pelo Itamaraty,até porque os resultados diplomáticos que o nosso setor de Relações Externas,comprova que as ações estão coerentes a aprumadas com a Comunidade Internacional.
Agora que num universo de embaixadas sediadas em Honduras,o Pres.deposto daquele país,foi "escolher"logo a nossa Embaixada ?
Será que o Chanceler Celso Amorim,vai ter "peito"para mostrar aos golpistas hondurenhos que o Brasil é(ou está)diferente,e não vai aceitar nenhuma invasão ou desrespeito aos funcionários da nossa representação,e nem a quem nós demos guarida,em respeito às leis humanitárias internacionais ?
Não basta estar sendo visto em todo o mundo,como uma nação que rspeita seus contratos e que a cada dia recebe mais conceito de país sério,se nossa atuação na área de relaçõs externas,ainda praticamos a política da idade da pedra.

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Respostas a este tópico

Que outra embaixada Zelaya poderia escolher, Raí?

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O que acontece, Rai, é que nem mesmo durante os anos de chumbo houve esse tipo de atitude. E se quer o outro lado, nem o Khmer Rouge, nem Hutus, nem franceses em suas colônias, desrespeitaram embaixadas, territórios soberanos.

Pinochet espumava e esperneava, mas nunca se atreveu a cortar a infra de uma embaixada, ou consulado que fosse. Havia embaixadas em Santiago, a suiça, por exemplo, que juntou uma multidão de quase 200 refugiados. Ficaram por lá, crianças chorando, gritaria, gente amontoada.
Não sitiaram. Botaram sentinelas pra não deixar ninguem entrar (mas entravam, porque alguns sentinelas não disparavam contra mulheres e crianças). Não cogitaram negar infraestrutura nem entrada de comida, água, remédios.
Pra você ver como os golpista já fizeram por chmar uma intervenção rápida, urgente, até mesmo se por causa humanitária.
Independentemente de você concordar com Amorim ou Lampreia, ou macropolítica, há vidas humanas em jogo. Gente que não está muito preocupada com sua complacência ou compreensão.

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Verdade, Liu, vc nos lembra de outras épocas onde os bárbaros não afrontavam nem invadiam territórios estrangeiros, como o caso da embaixada brasileira.

a gente sabia que estes golpistas eram sanguináriosm, mas nunca pensei que fossem tão bárbaros e covardes.

O barsil fez EXATAMENTE o que tinha o que fazer. e ainda bem que foi o Brasil, fosse outro país, mais fragilizado, sei não...sei não...

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O fato é que Zelaya conseguiu produzir um pesadelo para os golpistas: agora há, em Honduras, um presidente legitimo e um ilegítimo. Se os militares hondurenhos decidirem tomar qualquer medida contra a embaixada brasileira, o custo será alto demais.

E os americanos estão numa sinuca de bico, porque a embaixada é a brasileira, não é a da Venezuela, nem a de Cuba.

A afronta à democracia, que se arrastava sem perspectiva de resolução, terá que se resolver. Vamos torcer para que prevaleça o pouco de bom-senso que pode haver nas cabeças destes gorilas.

Há uma possibilidade da crise criada pelo golpe se resolver no âmbito latino-americano, o que é uma ótima perspectiva.

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Caro companheiro Hermeneuta,quero acreditar que o Embaixador brasileiro em Honduras,agiu corretamente(Em tempo: O título da discussão seria "corretamente" e não rretamente,como saiu,por culpa do teclado,que "já era !)ao abrigar o Presidente eleito,e acredito que os próprios representantes sulamericanos em Honduras,estarão pressionando o governo golpista,a aceitar conversar com o presidente depôsto,até pela tremenda pressão diplomática que estão sofrendo na OEA,e pela ameaça da ONU,em pressiona-los com embargos comerciais e financeiros,e neste caso,o Brasil é talvêz a nação mais apropriada para o diálogo,por gozar de simpatias entre todos os seus visinhos e por ter sempre uma saída diplomática,para resolver suas pendencias.
Até o Depto de Estado Norte-americano,colocou seu suporte militar em Tegucigalpa,a nossa disposição,embora eu ache,que não precisemos disto,a não ser que estes golpistas reacionários resolvam descumprir os acôrdos internacionais,dos quais Honduras é signatária.
Quanto à escolha da nossa Embaixada,ter sido a escolhida pelo Zelaya,não creio em coincidencia,creio ter sido por inteligencia e visão política.

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Pois é, né, Raí? Que outra ele poderia escolher? Se fosse a da Venezuela, seria pretexto para os falcões americanos saírem mais da reta ainda do que já estao saindo.
Abs

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Você reparou na mudança repentina da orientação do Depto de Estado(ap´pos a posse do Obama)com relação ao Brasil,e sua posição de acôrdo conosco,sempre que o assunto é,vamos dizer assim,espinhoso ?
Estaríamos sendo vistos por eles(até que enfim)como um grande país,e não apenas como um país grande ?
O atual incidente diplomático,que envolve o Brasil,já foi "assumido"e apoiado total e integralmente pela Secretária Hilary Clinton,que só não perdeu a chance de colocar seu apôio tático/béloco/militar disponível em Honduras,à nossa disposição.

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Nao confio muito nisso nao, Raí. Olha a quarta frota aí, olha as bases da Colômbia. O Azenha uma vez pôs uma charge do Bush ameaçando o Brasil com uma pistola e obrigando o Brasil a lhe dar uma nota. Depois vinha Obama lançando uma pomba da paz pro alto, o Brasil seguindo com o olhar, e ele tirando a mesma nota do bolso do Brasil...

Esses caras têm todo tipo de conselheiro, inclusive especializados para assuntos psíquicos de presidentes dos países em desenvolvimento. Quando queriam seduzir FHC, davam-lhe título de honoris causa de uma universidade qualquer. Para Lula acenam com o papel dele no mundo.

Um dos motivos por que Honduras é importante é porque se esse golpe for bem sucedido, ninguém sabe o que pode vir depois, inclusive aqui em 2010. O TSE invalidando a eleição e pondo o segundo colocado no governo, por ex., como já treinaram nos estados.

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Rai,

Acho que é importante que a conotação não seja dada meramente a figura de Zelaya.
O episódio de fato é do Golpe em Honduras, do qual Zelaya é apenas um símbolo efêmero, espera-se...
A verdade é que o presidente foi deposto, sequestrado e retornando ao país procurou a segurança anteriormente negada na embaixada brasileira até pelo papel que o Brasil tem representado no cenário mundial e local.
Não havia outra atitude a tomar senão receber o presidente ilegalmente deposto, segundo a própria Constitução Hondurenha.
A novidade é um presidente vítima de um golpe retornar a seu país diante da insurgência popular contra os golpitas... e viva as novidades!
Ainda que, diante dos antecedentes dos golpistas que têm praticado inúmeras barbáries, naturalmente não divulgadas pela nossa fragorosa mídia, desde a deposição, fosse de se esperar os constrangimentos a serem enfrentados tanto lá como aqui pela extrema direita inconformada com sua crescente rejeição no continente.
E tendo que lidar com situações imprevisíveis.
Não podemos entregar o jogo no primeiro tempo....

Abs

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Creio que o Brasil agiu corretamente em oferecer refúgio para o Manuel Zelaya, Presidente legítimo de Honduras.

É tradição já das embaixadas servirem como abrigo de pessoas que são perseguidas politicamente. Quantos milhares de latino-americanos não se refugiaram em Embaixadas quando ocorriam Golpes de Estado em seus países? No Chile, em 1973, milhares de pessoas se salvaram graças ao fato de que muitas embaixadas ofereceram proteção para elas, incluindo muitos brasileiros, aliás.

Então, o Brasil, como defensor da Democracia e dos Direitos Humanos que é, tem mais é que oferecer refúgio para o Zelaya e seus seguidores, pois se eles sairem às ruas de Honduras correrão o sério risco de serem mortos.

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Impressionante,meu caro Marcos,é a nossa imprensa está se portando exatamente ao contrário do que era de se esperar,e enquanto toda a imprensa livre do ocidente apoia a decisão da diplomacia brasileira,a nossa, toma partido exatamente contra,e até parece que torce,no sentido do Itamaraty e por extensão do governo brasileiro e sua política externa,serem desacreditados,nas Côrtes Internacionais.

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