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A "Folha" tem moral para defender a liberdade de expressão?

Diz o editorial da Folha de S. Paulo desta 6ª feira, 10:

"Está em curso uma cruzada de governos e empresas internacionais contra o WikiLeaks...

A perseguição parece relacionada ao intuito de silenciar um novo meio de divulgar informações que ganhou uma inesperada projeção internacional e tornou-se um incômodo para governos de diversos países...

O caráter ambíguo do WikiLeaks, aliado à sua inexistente tradição - não há histórico consolidado de seus valores e comportamentos -, gera desconfiança sobre a possibilidade de o site vir a colocar em risco a segurança internacional e a vida de pessoas.

Essas incertezas possivelmente contribuem para as hesitações que se observam em setores que deveriam defender com vigor a liberdade de expressão e o direito da mídia, tradicional ou não, de divulgar informações reservadas...

Num mundo em que governos democráticos inventam mentiras para invadir países, vazamentos como os do WikiLeaks prestam um serviço ao esclarecimento e à verdade. Se a diplomacia exige sigilo, que seus responsáveis o mantenham com eficiência".

Diz o editorial do CMI Brasil que está no ar desde 4ª feira, 8:

"...surgiu em setembro um blog chamado Falha de S. Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S. Paulo. (...) Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras.

Para se ter uma ideia, uma das montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.

O jornal alega 'uso indevido de marca', por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer outra entidade. São duas pessoas 'avulsas', o primeiro jornalista e o segundo, designer.

E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos pelo mérito da questão em si.

Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras do país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader.

Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil.

Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando completamente o assunto.

A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do 'uso indevido de marca'. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro.

Ou seja, está nascendo um novo tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior".

Só me resta manifestar total solidariedade aos irmãos Bocchini, colocando-me ao seu dispor para ajudá-los nessa luta pela liberdade de expressão que nada fica a dever à travada por Julian Assange.

E lembrar que a ação contra mim movida pelo Boris Casoy é mais um marco dessa escalada de intimidações.

Tags: Assange, Boris, Casoy, Falha, Folha, Julian, Paulo, S., Wikileaks, de, Mais...imprensa

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POIS É, E DIZIAM QUE A DITADURA HAVIA ACABADO?????

DITABRANDA, CCC, OPUS DEI, USAID, NED, IRI, IDI, FUNDAÇÃO FORD, FUNDAÇÃO ROCKEFELLER, FUNDAÇÃO FHC (ESSA SUBMISSA ÀS ANTERIORES), ETC. TODAS GRANDES FONTES DE DEMOCRACIA, CERTO???

O ÚLTIMO A SAIR, QUE APAGUE A LUZ!

Cara vc foi simplesmente SUBLIME ao publicar este artigo!

Infelizmente em nosso país, a mídia é controlada por poucas e poderosas famílias (uma verdadeira máfia). O mais repugnante é que as mesmas se consideram as legítimas representantes do direito à informação do povo brasileiro, como se estivessem desvinculadas dos seus INTERESSES DE CLASSE. Pior, querem se desvincular do passado sombrio da época da ditadura miliatr. Quanto ao processo eleitoral brasileiro desde o fim da ditadura militar, invariavelmente SE POSICIONARAM CONTRA OS INTERESSES POPULARES. Antes mesmo do fim da ditadura, BOICOTARAM A CAMPANHA DAS “DIRETAS JÁ”. Em 1982, antes ainda que os brasileiros pudessem escolher seu presidente, tentaram inviabilizar a eleição de Leonel Brizola no Rio de Janeiro. Em 1989, na primeira eleição direta para presidente, ocorreu a notória edição do debate entre Lula e Collor pela TV Globo. Em 1998, EVITARAM QUALQUER MENÇÃO CRÍTICA À SOBREVALORIZAÇÃO CAMBIAL PARA REELEGER FHC, QUE EXPLODIRIA NO ANO SEGUINTE LEVANDO O PAÍS MAIS UMA VEZ AO FMI e ao aumento de seu endividamento externo.

E quanto a Falha, digo, a Folha. Faço minhas as palavras de Paulo Henrique Amorim:

“Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é ( http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=23300 ); NOS ANOS MILITARES, A FOLHA EMPRESTAVA CARROS DE REPORTAGEM AOS TORTURADORES”.

O cidadão brasileiro ainda vive em período de formação cultural e é devido a isso que o leitor não se conscientizou do quanto é usado como suporte de uma elite preparada para comandar um povo que foi tirado de uma, para outra escravidão, a pior. Ler a Folha, é submeter-se à subserviencia de um Sistema altamente escravizante e antihumano, é lavagem cerebral violenta, CREDO!

celso,

respondendo a tua pergunta: não, a folha não tem credibilidade alguma!

mas ela continua sendo porta-voz de um grupo moralmente decadente, mas que ainda tem peso político.

e isto não é irrelevante!

 

A Folha jamais teve problema vazando qualquer coisa ao mando de quem quiser que seja sem apurar se for verdadeira ou não. Naturalmente se entusiasma com um projeto que parece fazer o mesmo -- só que em tése os vazamentos do WikiLeaks não são seletivos e táticos, como costuma ser o caso com, digamos, as fichas de certas Camaradas Vandas ou tesoureiros de campanhas ...

Caro amigo Celso,

Pra discutir um pouquinho, na boa.
Consideramos nous que em tese Folha tem direito de defender o que lhe der na telha e o que julga ela ser liberdade de imprensa (ou de prensa), que é expressãozinha pra lá de complicada. Seria então confrontar a liberdade de imprensa dela, a dos outros e a nossa. Considerando também que ela tem mais grana que nós, a liberdade dela tem prevalecido, porque zouzou bem gostaria de processar Folha por empurrar diariamente lixo publicitário goela abaixo de zouzou ao enfiar 6 a 7 páginas inteiras em sequencia, algo por exemplo como uma emissora de TV inserir uma hora de comerciais entre módulos de 15 minutos de noticiário ou filme. Teria que haver uma restrição (pelo menos moral, como diz você, non?) que permitisse a zouzou arrancar umas merrecas dela.

Agora, uma coisa é uma coisa, outra coisa é a mesma coisa diferente. O fato de ler e até assinar Folha, ou Estadão, ou Veja, ou o semanário A Voz Ariana, não tá significando "subserviência" porcaria nenhuma, como comentaram alguns, muito menos deixar de ler porque o doutor Amorim (que trabalhou gostosamente na globona e agora defende picaretagens de bispos pentecostais) acha que não presta porque publica palavrões ou distorce notícias. Zezita "gosta" de ler Folha e Estadão e qualquer jornal por razões pessoais, pela liberdade zezítica de (ler) imprensa, até porque curte saber das distorções e das mentiras do dia. E pelo visto, muitos fazem igual, porque o que folhona e estadão publicam repercute em blogues, em análises críticas que colaboram nos contrapontos necessários à síntese das informações. Pergunta a qualquer editor de blogue representativo das esquerdas se não leem diariamente e atentamente publicações de direita, como providência essencial pra "saber" das "evoluções" do pensamento de direito e daí realizar a devida autópsia ideológica e oferecer o necessário contraponto.

Leitura crítica é a chave da charada e tomar leitor como débil mental que precisa ser "orientado" e "apartado" de leituras sobre todo o espectro político é, além de antipático, despolitizador, e mais ainda, o primeiro passo ao maniqueísmo (acrítico, chapa-branca).

Zezé não tá aqui discordando do texto vosso (inteiramente de acordo com ele), mas de certas reações autoritárias que este acaba suscitando (não por vossa culpa, evidentemente). Vamos bater na folhona (dá aí um porrete pra zezé), mas não vamos bater no direito inalienável de zezé ler a folhona.
Gracias e grande abraço.
PS: Toda a solidariedade aos brother Bocchini.

Como se faz para contactar os Irmaos que fizeram a falha de sao paulo, para dar lhes alguma ajuda? Eu traduzi o que voce escreveu e enviei para a PEN do EUA.

Eu escrevi para esta pessoa:

Steven L. Isenberg
Executive Director
(212) 334-1660, ext. 103

 

Se alguem pode contactar este senhor, falando do problema de liberdade de expressao deste caso, seria muito importante, para ajuda-los.

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