13 de maio e o ´mito´ de raças:

        De retorno a São Paulo, após a semana do 13 de maio em debates e seminários em universidades de Goiás ao Ceará, desolado com o prevalecimento do ´mito´ racial e a trágica ignorância da história humana que abunda o pensamento acadêmico, de alunos e professores, inclusive de ciências sociais, além de Juízes e juristas com quem estive debatendo os males do racismo estatal em trâmite no Brasil que tem nos conduzido a produção artificial de ´raças´ estatais. Tal constatação nos obriga a renovar o conhecimento e manter viva a esperança da destruição da crença em raças.

         Neste propósito, anexo excelente artigo da professora da Federal de Juiz de Fora, MARIA CLARETH GONÇALVES REIS, que, em excelente síntese, nos traz os fundamentos da construção social de ´raça´ e a edificação ideologia do racismo que, ainda hoje, muitos confundem como se característica inata humana e que sempre tenha existido. Os humanos é uma só espécie e não existe ´raça humana´.

         Embora a autora não cite expressamente, nos remete à polêmica de 1550/51, em Valladolid - Espanha, entre o bispo LAS CASAS de Chiapas - México, que defendia a inteira humanidade dos índios das Américas e o filósofo GINÉS DE SEPÚLVEDA que argumentava o direito da escravidão pelo colonizador, fulcrado na tese aristotélica da inferioridade natural. Derrotada a tese de LAS CASAS, 90 milhões de índios e africanos, foram dizimados nas Américas e o racismo se edificou em todo o mundo. Segundo MÁRIO MAESTRI "Nesse novo contexto, a visão aristotélica da escravidão, como conseqüência de pretensa inferioridade natural, foi retomada e enfatizada como jamais, na principal justificativa daquela instituição. A pele branca seria sinal de excelência, a negra, de inferioridade. Nascia o racismo anti-negro."

(http://trocandoemletras.webnode.com.br/news/historia-sumaria-do-rac...).

            Aliás, não é a toa que renomados juristas e até Ministros do Supremo Tribunal se fundam na tese da igualdade e desigualdade aristotélica para justificarem políticas públicas raciais: a desigualdade inata, de superiores e inferiores exige a compensação pelo estado. Uma falácia do grande Aristóteles, decorrente da realidade grega de 2.500 anos e que justificou as escravidões de todos os tempos e depois o racismo.


         Eis o artigo alentado:

 

12/05/2011 - Origens e significados do termo raça

 

MARIA CLARETH GONÇALVES REIS,

Doutora em Educação pela UFF - Pesquisadora Associada do NEAB/UFJF

http://www.acordacultura.org.br/artigo-12-05-2011 

 

1. Introdução

 

Este artigo baseia-se nas necessidades observadas durante os cursos de formação de professores para trabalhar com a Lei 10.639/03. Lei que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileiras, História da África e dos africanos nos estabelecimentos de ensino públicos e privados.

 

Tive a oportunidade de conhecer um pouco o perfil de professores/as de alguns estados brasileiros, dentre eles: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, etc. Nessas ocasiões, percebi que parte significativa dos participantes desconhece a base do pensamento racista que, conseqüentemente, originou o racismo. A ideologia de superioridade e inferioridade entre os grupos humanos ainda permanece ativa em muitos pensamentos. Diante disso, surgiram algumas indagações: por que essa ideologia ainda está presente no pensamento de muitas pessoas? Como ela foi historicamente construída? E, conforme foi anunciado no Caderno 2, de Metodologia, da Cor da Cultura, “desvendar alguns conceitos, pode nos ajudar a rever nossos “pré-conceitos” (Brandão, 2006, p. 20). Daí, a necessidade de se conhecer a origem dos termos raça e racismo.

 

Inicialmente, é necessário entendermos a gênese da idéia de raça, base do pensamento racista, e de onde se originou a ideologia de superioridade e inferioridade racial. Na concepção de Quijano (2000), a origem está no nascimento da América e no surgimento do capitalismo colonial/moderno e euro-centralizado, como um novo padrão de poder mundial. Uma das marcas fundamentais desse padrão de poder é a “classificação social da população mundial a partir da idéia de raça, uma construção mental que expressa a experiência básica da dominação colonial” (p. 1). A partir daí, essa idéia teve grande repercussão e influência nas formas de poder e domínio mundial.

 

A partir de estudos de evolução biológica do século XIX aplicou-se o conceito de raça à humanidade, marcando a relação de superioridade e inferioridade entre colonizadores e conquistados. Tal concepção justificou as respectivas relações de dominação. Essa classificação racial (que atribuía aos colonizadores o poder de separar a população entre “superior” e “inferior”) não ficou restrita à América. Expandiu-se por todo o mundo, criando novas identidades sociais (índios, negros, mestiços) e redefinindo outras.

- íntegra aqui: http://www.acordacultura.org.br/artigo-12-05-2011

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  PLIÍNIO,

  desculpe, você está muito confuso, e parece que caiu na armadilha da ideologia do racismo ao acreditar em ´raças´ humanas diferentes.

  Veja, a cor das pessoas não tem nada a ver com ´raça´. Nós somos todos da mesma espécie humana com cor da pele conforme a melanina uma substância desenvolvida para a proteção da pele dos raios ultravioletas em cada região geográfica. A presença ou não da melanina e de outras características regionais não significa ´raça´. Significa apenas a n/cor, lábios, cabelos e demais traços pessoais de cada região geográfica.

   Por isso, ao se referir a um afrodescendente, mesmo nascido nas Américas ou na Europa, não é uma referência racial, é uma referência a origem geográfica desse tipo humano.

   De fato o "racismo" é o sentimento de diferença racial e até mesmo da segregação pela  "raça", seja ela Branca, Negra, Amarela ou Vermelha.", conforme você afirma.   Porém essa ´raça´ é uma criação artificial que não existe. Nós, humanos temos cor de pele decorrente da origem geográfica ou mesmo da miscigenação.

   A cor da pele não significa raça. Essa é a questão.

   O tópico em debate - leia por favor - trata exatamente disso. É um artigo da professora MARIA CLARETH que vem, exatamente, dizer isso: ´raça´ é uma invenção opressora que foi criada para dividir a humanidade.

   O nosso desafio como humanos que queremos viver numa sociedade fraterna e solidária é a destruição desse conceito artificial de ´raça´.

   A síntese do meu conceito, conforme você pede, é o que dizem os geneticistas: somos 6 bilhões de indivíduos, todos diferentes um do outro, e somos todos igualmente humanos. Não somos divididos em ´raças´ diferentes. Somos uma só e única espécie: a humana em todos os continentes do planeta terra que dividimos com outra milhares de espécies animais, estes sim, animais de diversas raças em cada espécie.

   Perdoe a redundância.

abraço,

Militão

Me desculpe, mas...

 

Quem defende "cotas" pela cor é Voce...

 

Apenas, procuro utilizar um referencial plausível, ou cabível, a questão colocada...

 

É Hipocrisia não reconhecer as "raças" e suas consequenciais, pois, a atuação, por exemplo, preventiva da saúde, deve levar em consideração as características predominantes na região.

 

NEGAR as diferenças, é a pior coisa que se pode fazer...

 

AFIRMAR as diferenças, em contexto de IGUALDADE, é combater qualquer forma discriminatória !!!

 

Posso, até, estar confuso, mas, me mantenho na postura de COMBATER o "racismo", praticado por quem procura identificá-lo no cotidiano brasileiro, AFIRMANDO as DIFERENÇAS, com a certeza de que TODOS devemos ser TRATADOS de forma IGUAL.

 

Afinal, esta, em meu entendimento, é a premissa base para se Construir uma Sociedade LIVRE, JUSTA e SOLIDÁRIA.

 

Abraços,

Plinio Marcos

Caro Militão

Tenho acompanhado seu debate nesse topico e tenho a dizer que concordo plenamente com suas colocações, não podemos jamais sob pretexto de promover ações afirmativas como entitulam criar essa concepção de raça ou pior ainda o sentimento de raça inferior.

Penso tambem que a sociedade que nos antecedeu praticou atrocidades sem medidas com negros, indios porem hoje como voce coloca não devemos diferenciar racialmente as pessoas mas sim socialmente, e como diz o Orlando como os negros são a maioria dos menos favorecidos, terão participação maior nesse suposto auxilio, sem jamais classifica-los por raças.

Ainda tenho comigo que esse sentimento de segragação racial esta sendo implantado em nossa sociedade pelas potencias dominadoras, fazem isso com os negros assim como com indios, para dividir o que temos de mais lindo, nossa mixigenação.

 

abraços.

 

      SEBASTIÃO,

      agradeço o comentário público. Recebo várias manifestações particulares e sinto que muitos, especialmente afro-brasileiros, ficam constrangidos em manifestar-se sobre tal tema com um certo temor do patrulhamento dos racialistas, tipo nosso querido interlocutor ORLANDO.

      Sobre a formação de bacharéis e licenciaturas, o professor Dr. Dagoberto Fonseca, meu amigo, professor da Unesp Araraquara, publicou ainda nos anos 1990 um importante trabalho de sua tese de doutorado. Nele fez pesquisa do destino dos afro-brasileiros com curso superior.

      A conclusão de sua pesquisa, anos 1990, repito, antes das tais cotas raciais, foi que cerca de 70% jamais exerciam a profissão. Quando exercia era em condições precárias como muito advogados que conheço. As razões, iam da própria qualificação e da qualidade da formação. Outra, as barreiras das discriminações. Além do QI constatado pelo prof. MAESTRI.

      Enfim, não basta facilitar o ingresso no curso superior, se esse ingresso vier com o estigma da inferioridade presumida contemplando os preconceitos já existentes na sociedade, e ainda mais, exigindo que o estado nos imponha a todos, brancos e pretos, uma identidade racial.

     O objetivo deste tópico e de outros que tenho reiterado é fazer a reflexão a respeito da perigosa trajetória da divisão estatal dos brasileiros e o abandono daquilo que o saudoso Prof. Milton Santos considerava uma ´vantagem´ competitiva para a destruição do racismo que é a nossa cordialidade relativa, que se reflete no constrangimento da maioria de se declarar racista, embora pratique atos e se comporte no dia a dia com preconceitos raciais.

abraço,

Militão.

From Uncle Sam to the Black Man: "I Want You In Prison"

 

 



"O comércio de escravos Africano dos séculos XVI-XVIII não apareceu de repente durante a noite; cresceu ao longo de um período de tempo, impulsionado pelos "interesses econômicos" dos comerciantes e empresários, e foi sancionado pelos seus representantes no governo. Este é precisamente o processo que se desenrola hoje, com a criação de um "complexo industrial prisional" numa escala nunca antes vista".

Segundo o artigo, 1,7 milhões de pessoas estão atualmente em prisões estaduais e federais, nos EUA. Esse número não engloba a detenção de menores, as prisões de condados e municipais, os imigrantes detidos. Com apenas 12% da população do país, o black people alcança 48% da população carcerária, uma desproporção que salta aos olhos de qualquer um, menos para certos americanalhas.


The New Jim Crow


 

 

Angela Davis discusses Prison Industrial Complex



 

 

The New Jim Crow: Mass Incarceration in the Age of Colorblindness - Michelle Alexander

 

      ROGÉRIO o acima proposto por N. ALMEIDA, nos trouxe luzes sobre essa questão da criminalidade dos afro-americanos, que atualmente assume dramaticidade única, em verdadeira política de estado conforme MICHELLE ALEXANDRE e seu extraordinário livro: The New Jim Crown.

      Aqui um trecho de uma das resenhas em portugues: " Muitas pessoas logo assumem que com certeza criminosos negros estão sendo encarcerados por crimes de drogas em índices recordes porque eles são os que estão cometendo esses crimes.  Em alguns estados, negros compreendem de 80 a 90 por cento de todos os condenados mandados para a prisão. Mas The New Jim Crow diligentemente enfatiza como a mídia e estratégias políticas manufaturam as imagens populares da Guerra às Drogas como um ataque contra assustadores e violentos traficantes negros quando, de fato, "estudos mostram que pessoas de todas as cores usam e vendem drogas em índices notavelmente similares. Se há diferenças significativas a serem achadas nas pesquisas, elas freqüentemente sugerem que brancos, particularmente jovens brancos, são mais prováveis de engajarem em crimes de drogas do que pessoas de cor". Enquanto isso, como The New Jim Crow mostra claramente, o dramático crescimento no tamanho das penas em regime fechado mesmo para crimes não-violentos e as conseqüências a longo prazo que advém ao ser classificado como criminoso mesmo após uma sentença ser cumprida tem feito do encarceramento hoje uma histórica forma punitiva de controle e morte social - exatamente ao mesmo tempo em que números recordes afro-americanos são mantidos confinados.

É assim que encarceramento em massa funciona como o novo Jim Crow, com previsíveis resultados destrutivos para comunidades e famílias negras..."
 

     

     Quem domina o inglês, no Google tem várias resenhas para pesquisas:

Michelle Alexandre ´The new Jim Crown´

 

Apenas para refletir...

 

No Brasil, a maioria de Policiais é PARDO...

No Brasil, a maioria de Presos é PARDO...

No Brasil, a maioria da População é PARDA...

 

Racismo entre IGUAIS ?

 

No Brasil, a cada dia, a cada hora, a cada minuto, mais é afirmada a sua MISCIGENAÇÃO, portanto, identificarmos que o Mercado tem espaço reservado a ESTES Consumidores, é algo normal. natural, em um contexto concreto.

 

Se voltarmos 30 anos, esta situação seria impensável, inimaginável, contudo, hoje, é FATO CONCRETO, com que TODOS devemos NOS ORGULHAR !!!

 

Viver Feliz e DEIXAR, se possível contribuir, para que vivam FELIZES, é mais do que possível !

 

Abraços,

Plinio Marcos

 

PS.: Os norte-americanos não deveriam ser exemplo para ninguém, mas, alguns teimam em utilizá-los... Paciência.... Fazer o que !!!!

 

Abraços,

Plinio Marcos

Militão

 

Fica mais ou menos claro que toda a política "de combate à criminalidade" não é mais nada do que uma forma de contensão social, temos que dar graças ao bom Deus que a elite brasileira é tão desorganizada que nem consegue montar uma estratégia a longo prazo, a estratégia vigente é “deixa assim como está, para ver como fica”, e esta estratégia permite que grupos de contestação ao “status quo” se organizem e tentem mudar para melhor. O problema é que o Big Brother onipresente procura influenciar nas políticas internas que se tenta melhorar. 

O racismo moderno é obra de Gobineau, embaixador inglês do século XIX que cunhou o termo ao comparar asiáticos com europeus. Depois ele veio morar no Brasil e botou um monte de idéia besta na cabeça de Pedro II. Mas esse era um racismo "de salão", intelectualizado.

 

Racismo de massas, para povão mesmo, surgiu e se expandiu a partir das montanhas do sul dos EEUU. Os brancos pobres dos EEUU precisavam encontrar algo que os valorizasse no mundo. O contraponto mais próximo era o negro ainda escravisado. Dessa ruma de desocupados saiu a KKK.

 

Antes disso e por tempos imemoriais, inferior era a nação, povo ou etnia que havia sido submetida no campo de batalha. Racismo é, por definição, algo que se faz com "cachorro morto". Na essência "essencialissima", machismo, racismo, homofobia, preconceito, é tudo a mesma coisa: o "nós" contraposto ao "eles".

 

O autor do post sustenta a tese de que poderiamos (deveriamos) focar mais no que une este povo caldeado na terra brasilis, do que no que desune ou separa. Não seria tarefa dificil, pois com menos aparato, Vargas transformou as expressões culturais de uma etnia especifica, a afro-brasileira, em expressões do Brasil (todo): a mulata virou a cara do Brasil ("os olhos verdes da mulata", cantava Ary Barroso) e a capoeira virou a luta do Brasil. Nem uma coisa nem outra é verdade, no Brasil tem indio, luta do Uka-uka, etc. Mas, o que seriamos sem essa ideologização? Uma Irlanda? Uma Palestina? Viva Vargas!

 

O Ministério da Cultura, junto com os orgãos de defesa nacional (ou seja, politica de Estado) deveriam ser os responsáveis por criar essa ideologia estratégica para o futuro. Criar ideologia, mistificação é "feio"? Com certeza! Mas... Em cada moeda dos EEUU se lê: In pluribus unum. "Unidos na diversidade", o que é uma mentira grande e perversa. Nós estamos mais próximos da "mentira" que nos salvaria de possíveis ódios fratricidas futuros: nós não somos só diversos, somos juntos e misturados...

 

Quanto às cotas, o foco esta equivocado. Raciocinemos: elas devem existir porque os ruralistas são um grupo de pressão composto por fazendeiros que reivindicaram e mantêm (até hoje sem qualquer questionamento) cotas para filhos de fazendeiros cursarem agronomia. Nunca ninguém argumentou que essas cotas pró-latifundiários eram "compensatórias a uma luta campo X cidade". Existe porque foi conquistada. Ponto final.

 

A sociedade não discute se vai "conceder ou não a cota". O povo afro-brasileiro (ou só brasileiro, como queira) se organizou politicamente e obteve o que reivindicou, como as mulheres fizeram e tantos outros movimentos sociais. Se o povo brasileiro discutisse mais a sua identidade de povo, veria que qualquer brasileiro que ame a cultura  popular brasileira, pode se beneficiar das cotas, ainda que seja branco como uma vela.

 

Etnicidade é um fenomeno espiritual, identitário. Não é a presença do pênis que me torna homem hetero é eu gostar de mulher e somente de mulher. É eu me identificar com a imensa variedade de pequenos comportamentos tipicamente masculinos. Gay, travesti, transsexual, negro, brasileiro: é quem acha que deve ser e se sente bem sendo.

 

O debate que as cotas colocam é: quem se sente feliz de ser brasileiro (ou seja, de ser alguém para quem a questão "racial" não tem a menor lógica de ser relevante pelo simples fato de que isolar purezas é absolutamente inviável no nosso modelo de civilização totalmente caldeada e única na história do planeta terra?)?

 

Essa é a discussão.

Colando aqui, porque acho o melhor local, um link com um texto bem simples e interessante e com contextualização atual do Professor Adércio, um grande constitucionalista, sobre o tema. Vi hoje este texto que é de março, não sei nem se já foi trazido aqui, já que há um comentário do Militão logo abaixo com o link de uma postagem sua no blog do Nassif. De toda forma, colando porque achei interessante.

"Há um debate na França, capitaneado pelos dois principais candidatos à Presidência da República, que merece reflexão também no Brasil. Digo que, de plano, parece uma tolice, mas é uma daquelas tolices que escondem uma profunda gravidade social e política." ( continua em...

http://domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=2615

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