a LEI DE COTAS RACIAIS: prejudica a pobres pretos, pardos e brancos

PLC 180/08 - o engodo e mesquinharia na criação da ´raça estatal´

             Prezados defensores de cotas raciais ou das cotas sociais.

             O senado da República, sob a presidência do senador SARNEY, agenda a aprovação do PLC 180/2008 (substitutivo do PLC 73/99) na primeira semana de agosto, na sessão de ´esforço concentrado´, quando por acordo de lideranças, portanto sem debates, sem votos das bancadas e sem comprometimento de ninguém, se aprovam os entulhos retidos nas demandas parlamentares.

            Na defesa de COTAS SOCIAIS possível pelo projeto original (PLC 73/99) e com aproveitamento do trâmite legislativo já percorrido defendo a para adoção somente da reserva de 50% das vagas pelo critério de renda familiar até 1,5 salário mínimo, per capita, mostro (em anexo) que o texto do relatório da jovem e inexperiente Senadora ANA RITA - PT/ES - era Suplente do atual governador CASAGRANDE - PSB/EX encarregada, nos primeiros meses de seu mandato - assumiu em 2011 - de satisfazer o capricho do Senador SARNEY, autor em 1997 do primeiro projeto de lei de segregação de direitos raciais, razão pela qual se auto-elogia como o ´maior defensor da raça negra no Brasil´ (os afro-maranhenses precisam saber disso...).

          Observo que, conforme o texto legal, apesar do discurso ´social´ dos Nobres Senadores, na verdade o PLC 180 faz a reserva de 75% das vagas para os mais ricos, restante apenas 25% das vagas para a disputa racial entre os pretos e brancos mais pobres. Procuro também demonstrar as motivações, a ideologia e o verdadeiro papel do PLC 180: ser o precedente para milhares de leis de segregação de direitos raciais.

         Demonstro ainda que com tal lei, tanto os afro-brasileiros quanto todos os pobres perderão vagas nas universidades públicas. Uma simples questão de matemática. Essa perversa mesquinharia está prestes a condenar as futuras gerações dos mais pobres a disputas raciais e a a conflitos raciais que nossa geração não tem o direito de induzir. Não podemos nos omitir.

          Espero que com a atenta leitura do texto do PLC 180/2008, mesmo os defensores das ´cotas raciais´ se convençam que estão sendo enganados. Há um grande engodo e uma grande mesquinharia nas razões e objetivos não declarados no PLC 180.

          O texto é longo, necessário para demonstrar a monstruosidade disso e suas motivações históricas e atuais.

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o link do Relatório com texto do PLC 180/2008, aqui:
http://www6.senado .gov.br/mate-pdf/99558.pdf
Link do PLC 180/2008-Relatório: http://www6.senado.gov.br/mate-pdf/99558.pdf .

Jose Roberto,

Por uma questão de princípio e ordenamento jurídico do país, é difícil concordar com estas coisas ora em evidência.

As cotas, no meu entender, é a bolsa esmola contra a dignidade das pessoas que pseudo-beneficiadas, entregam sua vergonha, seu caráter e seu futuro a essa miragem.

Outra coisa, a linguagem politicamente correta, esconde a realidade e macula a verdade sobre formas deturpadas de falso entendimento. Digo falso entendimento, porque o negro ao se submeter aos termos "Afro-descendente" endossa a vergonha de de ser negro, como se isto fosse um fator de vergonha. E, como sempre conclamo: Negros, se orgulhem e honre a cor que tem.

Falou...

    Prezado Cristovam,

    Comungamos no geral e agradeço tua opinião, porém, discordamos num detalhe que considero relevante: ´negro´ não é sinônimo da cor preta. Ora se branco é branco, amarelo é amarelo, preto deve ser preto e não ´negro´... E afrodescendente é uma referência natural e lógica para designação de pessoas oriundas da África. Se o oriundo da Itália é Italiano. Da Alemanha é alemão, o oriundo da África, o continente, é afrodescendente ou afro-brasileiro.

    ´Negro´ é uma designação racial, que os afro-brasileiros jamais acataram pois tinha o pressuposto da opressão racista com que foi criado no século 18. ´Negro´ passou a ser uma designação acadêmica do início do século 20 e está sendo praticada como designação ´política´ pelos movimentos organizados ´negros´. Por seu lado, não devemos ter orgulho da designação, pois a ´raça negra´ é um conceito edificado pelo racismo para consignar a ´raça inferior´.

      A resistência à escravidão foi por milhares de Associações, Cemitérios e Irmandades de

homens ´Pretos e Pardos´. A reverência foi à ´Mãe Preta´ e a religiosidade ao ´Preto Velho´, assim como as resistência se deram por ocupações quilombolas de ´Terras de Pretos´. Veja que a historiografia não registra a resistência nessa condição que o racialismo deseja: na condição de ´negros´. Por fim, a relevância é que considero a linguagem fundamental para as questões culturais e psicossociais.

abraços.

  

Jose Roberto,

Quando pronuncio a palavra "Negro" não estou considerando as nuances e ambiguidade sinônima de raça. apenas usa-a como usaria preto, escuro, crioulo...

Quando digo que o termo "Afro-Descendente" esconde as intenções e, pra mim, é pior que enfatizar um juízo preconceituoso e racista, por que degradante implicitamente. Além de parecer para os menos avisados que é algo lindo e maravilhoso. Sim, diz-nos "Afro-descendente" como sinônimo de negro e não como querem nos convencer, pessoas oriundos da Africa. Isso vale como desculpa para os empreiteiros do politicamente correto.

E se você me permite, parece a fábula do galo e da raposa, quando esta tenta convencer o galo que não existe mais divergência entre os bichos....Com o agravante, a maioria das pessoas com cor escura, não tem a mesma malícia do galo.

Mas, José Roberto, seja qual seja o termo usado, nós negros, preto... não devíamos nos envergonhar da cor, mesmo que tenhamos que enfrentar dissabores, demolir preconceitos, impormos nossa cidadania. Por quê, porque o sujeito homem não muda em nada pela sua cor.

Veja, eu tenho lhe acompanhado em algumas de suas inserções e sei que tem uma grande força para lutar contra o preconceito, e com isto estou cem por cento de acordo. Mas tenho algumas restrições, não as suas finalidades que também são as minhas, mas quanto a forma.

Grande abraço.

Falou...

           Amigo, novamente de acordo no atacado e discordamos no varejo: a grande luta a que me associei faz mais de trinta anos é contra o racismo e sua base nuclear: o conceito de raças humanas.

           Por isso, aprendi a me referir a pretos e pardos enquanto afro-descendentes ou afro-brasileiros. Aprendi a repudiar a designação de ´negro´ que também é rejeitada pelos africanos e afro-americanos, pois essa, é uma designação de ´raça´ em que o racismo rotulou ´raça negra´ como a raça inferior. Quando você diz ´nós negros´, está assumindo o ideal do racismo que nossos heroicos ancestrais não acataram, conforme a história da resistência feita por homens ´pretos´ e ´pardos´.

           Insisto, Cristovam, a designação por ´negros´ remete à origem etimológica da palavra e significa ´coisa ruim´. Veja os dicionários: ou faz alusão à raça; ou faz alusão a situações tenebrosas, negativas. Nuvens ´negras´; lista ´negra´; tempos ´negros´.

           Nos dicionários, consta assim: 

´Negro´adj.
1. Cor do carvão e da noite sem estrelas; preto: vestido preto.
2. Que é de cor escura; sombrio.
3. Fig. Triste, melancólico; funesto: período negro.
4. Que é de um dos povos africanos com pele negra, cabelo crespo e outras características; preto: povos negros, África negra, brasileiros negros.

´Negro´S.m.
4. Pessoa que é de um dos povos negros, ou deles descendente: O presidente dos EUA é negro. Hoje há negros brasileiros em todas as profissões e camadas sociais.
5. Fig. No Brasil, até 1888, escravo.
6. Fam. Trabalhar como um negro, trabalhar muito; trabalhar como um mouro.

           Por outro lado, ´preto´ é a cor da pele dos africanos, um dado natural que não há motivos para envergonhar-mos. Se branco é branco, o preto é preto. Já ´negro´ é uma palavra aviltante, degradante e infamante (conforme Marquez de Pombal diz na lei ´Directório do Índio´, de 1755) reservada para designação de escravos oriundos da Costa D´África.      

          Veja conforme consta no Wikipédia e outras fontas historiográficas:

" A palavra "preto" aparece no século X e designa uma pessoa de pele escura, mais particularmente originária da África subsariana. A palavra "negro" passa a ser adotada no século XV com a escravização de africanos por portugueses. Os espanhóis, porém, foram os primeiros europeus a usar "negros" como escravos na América. Por conseguinte, um dos primitivos sentidos da palavra negro era "escravo". Por este motivo, a palavra é considerada ofensiva em diversos países africanos e da Diáspora, como no Senegal e nos Estados Unidos, onde é empregada a palavra black que literalmente corresponde à palavra preto, ao invés de niger (negro).

Os portugueses são o segundo povo europeu a traficar escravos negros para as Américas. Estes adotam a palavra negro designando primeiro, na sua língua, todos os escravos (por conseguinte também os escravos índios, chamados de "negros da terra"). Pouco a pouco, os portugueses passam a designar os africanos cada vez mais apenas com a palavra "pretos", enquanto os índios foram tratados de "selvagens" até 1970 na imprensa brasileira.http://pt.wikipedia.org/wiki/Negros 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Negros 

Meu caro Jose Roberto,

Por mais que você insista e me mostre a etimologia do termo "Negro" - do Latin Nero,Nigru, significando preto. Não entendo esse como pejorativo. Claro, que isto é pessoal, por que vejo o sujeito apenas. Seja o ser humano o indivíduo, homem animal racional....se o termo passou a significar raça no entendimento dos meios políticos e acadêmicos e se por isto benefícios poderão ser sacrificados, resta-nos melancolicamente, assumir que não concordamos com o que somos e dar razão aos portugueses, ingleses, americanos do sul e até nazistas.

Como sou um intransigente defensor do indivíduo e da doutrina liberal - não a advogada nos EUA - a clássica e, me pauto muito pelo seus postulados, sou muitas vezes incompreendido e tido como egoísta, perverso, maldoso, fascista, direitista...Isto não me importa porque vou defender sempre a vida, a liberdade individual e a propriedade adquirida honestamente.

Visto o exposto, vejo apenas o homem, ser racional, que tem direito a vida e para tanto precisa de sua propriedade e liberdade para decidir como utilizá-la. Como desejo isto para todos, e para que todos possa viver em harmonia, se faz necessário eliminar os acidentes do sujeito e, "Negro, preto, pardo..." é apenas um acidente do sujeito, tal como está sentado ou está de pé. Mais importante são as diferenças - Homem animal - mas um animal racional. E, seja qual seja o termo utilizado, pra mim vejo apenas o homem.

Grande abraço

Falou...

Preconizo que o Estado proporcione a devida capacitação para quem dela necessite fornecendo bolsa de estudos para quem demonstre dela necessitar. Isso fica melhor que forçar a frequencia em cursos universitários com base na aparência das pessoas e não em sua capacitação para assimilar novos conhecimentos em cursos universitários.

Muito rápido os quotistas têm de sobejo conhecidas suas deficiências de conhecimentos e a boa intenção resulta em "furo n'água" na melhor das hipóteses.

Está provado que o fenótipo não é um bom indicador do genótipo e o grau de miscigenação está alto demais para se tentar encaminhar qualquer tipo de política com base em "raça".

 as cotas é pra cobri o fato que eles NAO ESTAO  interessados em investir na educação da maioria(os politicos em geral,  por falta de articulaçoes (partido tal briga com tal e todas as outras coisas irritantes,futeis, mas que na hora serve como desculpa... )).Idealizar o melhor "todo mundo" sabe , mas como exigir isso ??? (não é pergunta retorica nao sei msmo).

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