Os habituês do blog me atiçaram e vou lançar mais uma da série O QUE LER ANTES DE MORRER. Já fiz isso com filmes e agora me inclino a delatar os 10 melhores títulos que já li. Não estará em ordem de importância, apenas de memória.

1 - Os Sertões - Euclides da Cunha

2 - Juliano - Gore Vidal

3 - Grandes Sertões - Veredas - Guimarães Rosa.

4 - Em Busca do Tempo Perdido - Proust

5 - Tocaia Grande  - Jorge Amado

6 - Biologia, Ciência Única - Ernst Mayr

7 - Trilogia Millenium - Stieg Larsson

8 - Bilhões e Bilhões - Carl Sagan

9 - Perestroika - Gorbachev

10 - O Senhor do Anéis - Tolkien

Coloquei apenas 10, para dar um corte, porque senão, a lista fica imensa, mas são aqueles livros que eu volta e meia sinto vontade de ler outra vez.

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Respostas a este tópico

Eu tinha esquecido que o conto tinha sido escrito pelo Diderot, mas é exatamente o conto dos príncipes de Serendipe a que me referi. Os detalhes da história são diferentes (é uma cadela, não um cavalo, os sinais são diferentes, etc. e, claro, eles não se atrevem a dizer o nome da cadela). Não sei se o conto é dele, ou apenas compilado da tradição oral persa...

Mas você leu o de Diderot? Porque acho que Eco deve ter mudado algo, e que a mudança deve ser significativa. Mas nao li, estou chutando. 

Não, achei até que tinha visto a referência no Ginzburg, mas não encontrei (até agora). Em Sinais: raízes de um paradigma indiciário (Ginzburg, Carlo - Mitos, Emblemas, Sinais: morfologia e história.  São Paulo: Companhia de Letras, 1989), na página 151, conta: "Três irmãos (narra uma fábula oriental, difundida entre os quirquizes, tártaros, hebreus, turcos...)31 encontram um homem que perdeu um camelo - ou, em outras variantes, um cavalo. Sem hesitar, descrevem-no para ele: é branco, cego de um olho, tem dois odres nas costas, um cheio de vinho, o outro cheio de óleo. Portanto, viram-no? Não, não o viram. Então são acusados de roubos e submetidos a julgamento. É, para os irmãos, o triunfo: num instante demonstram como, através de indícios mínimos, puderam reconstituir o aspecto de um animal que nunca viram."

Mais adiante, página 168:

"Esse conto aparece pela primeira vez no Ocidente através da coletânea de Sercambi88. Posteriormente, retornou como ponto alto de uma coletâne de contos muito mais ampla, apresentada como tradução do persa para o italiano aos cuidados de Cristóforo Armênio, que apareceu em Veneza na metade do século XVI sobo o título Peregrinação dos três jovens filhos do rei de Serendip. [...] O sucesso da história dos filhos do rei de Serendip foi tal que levou Horace Walpole, em 1754, a cunhar o neologismo serendipity para designar as 'descobertas imprevistas, feitas graça ao acaso e à inteligência'. Alguns anos antes, Voltaire reelaborara, no terceiro capítulo de Zadig, o primeiro conto da Peregrinação, que lera tradução francesa. "

  Talvez seja essa tradução francesa a de Diderot. Mas acho que a grande diferença entre todos (inclusive do Voltaire, que reelabora o conto), é a questão do nome do cavalo.

 Marise, é interessante que o Ginzburg associa ao Zadig a criação do romance policial... "Nessas linhas [falando de um trecho do Zadig], e nas que seguiam, estava o embrião do romance policial. Nelas inspiram-se Poe, Gaboriau, Conan Doyle - os dois primeiros diretamente, o terceiro talvez indiretamente."

É, e o Eco encena isso lindamente, com o "meu caro Adso..." 

Eu sou realmente fã de O Nome da Rosa. Outro trecho fantástico para mim é quando Eco aproveita para desfilar toda a erudiçao dele, fazendo o monge mais velho fazer uma enorme lista de heresias, e suas diferenças, e o monge mais jovem fica espantado, e pergunta: mas como os simples escolhem a heresia deles? E o mais velho responde: ora Adso, é claro, os simples escolhem a heresia que passa pela aldeia deles... Acho esse trecho fantástico. 

Por obrigação tive que ler "Nação crioula" de José Eduardo Aqualusa , escritor angolano. Livro  que foi um bom quebra cabeça e uma boa surpresa  pois o autor usa um mesmo personagem de Eça de Queiróz. Na verdade, faz uma homenagem a Eça.

Ivone,

Muito bom  Nação Crioula,

nestes dias estou  relendo, O diabo e a Terra de Santa Cruz, estamos  num grupo de estudo e neste livro podemos , analisar a demonização da América Portuguesa. Uma arqueologia da religiosidade popular.

estou lendo, " Fin del cristianismo premoderno" de Andrés Quieruga,

ele( o autor) daqui a pouco será " silenciado pela Igreja, sempre estou lendo estes "autores transgressores"( rsrsrs)

bom! tenho que está bem informada em minha área.

felicidades Alexandre.

Xiii! Valquiria.

vc. esteve aqui e nem lembrei de te mostrar, mas tenho toda coleção da HISTORIA GENERAL DA ARTE de Jose Pijoan, foi herança de minha sogra.

não é bem minha área mas sempre dou umas ispiadinhas.

mas vai ainda ter outras oportunidades de te mostrar.

bjs e apareça mais por estas bandas.. viu

 Valquiria,

Pijoan era  espanhol,  foi professor e  uns dos criticos  da arte

bem conceituados por lá, [e bastante conhecido na Argentina como tb.no Uruguai.

beijão.

Val,

não sei o certo,  em Bs As, a gente sempre encontrava livros dele, ( aliás, o que não falta lá, são livros... rsrsr)

mas  creio que vc.encontra né, os livros que tenho são em espanhol.

dar uma olhadinha, há li teu comentário lá no grupo Artes. ( legal!!)

bj

Bela escolha: Juliano, o Apóstata (Gore Vidal) : tudo o que você poderia saber sobre a formação do cristianismo.

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