Portal Luis Nassif


Soledad, lhe respondo aqui do Fórum, pois não desejo participar dos debates do Mídia, pelas mesmíssimas razões, tão bem exemplificadas, por vc....


Mas, a sua magistral defesa da causa feminina, acalanta o post que havia feito sobre o machismo presente, também, no viés da “intelligenza”, ou pretensa a...

Não consigo acompanhar o Blog do Nassif, por causa dos meus horários, mas, também, porque não consigo abrir as páginas...

Hoje, com agenda + leve, até consegui... mas, foi um “parto” (perdoem a licença poética da ave), já que de MULHERES trato...

Então, quando vi o nível baixérrimo ao qual se refere, e tentei pronunciar-me... a página caia...

Agora, vejo seu pronunciamento & rogo-lhe que o traga para o Fórum...

Não que tenha a acrescentar algo, pois já tinha me manifestado a respeito, e na ocasião, e que percebi foi que não foi muito bem compreendido o que dizia...

Acredito que não o tenha feito com a contundência de sua falas...

Penso que agora, como tudo nesta vidinha-quase-boa, quando nos apertam os calos, conseguimos compreender melhor... somos, então, obrigados a olhar para o espelho, pra remover os calos dos pés & da alma...

Em hora boa; suas falas... pois, penso, conforme comentei em referido Fórum anterior, que estes temas são vistos de maneira folclórica, apenas, no dia 8 de março... (que por sinal está chegando)...

Até quando se irá tampar o sol com a peneira??

Entendo que este tema devesse estar em pauta 24h horas por dia em nossas vidas... inclusive dentro da própria lógica da hegemonia do falo, do MACHO... já que se carrega o próprio germe da destruição, em exercício de poder... ALGUÉM, disse algo, assim, por aí, não é não??? Colhemos o que plantamos...mais cedo, ou mais tarde... somos vítimas de nossa própria intolerância...

Então, que este debate se amplie para todas as muiés por vc. citadas por lá...e a todos que não queiram participar dos tópicos do Mídia...

Só pra ilustrar com mais uma matéria, que rapidamente saiu de pauta, e que pareceu abominável aos olhos desta ave...

Sobre o episódio das modelos italianas que posaram sendo “molestadas” por policiais brasileiros...


Do pouco que li a respeito, se deu foco ao fato de terem “maculado” a imagem da polícia brasileira (assunto que dá panos pra muitas mangas, mas não agora...)

Aliás, cabe mais um parêntese: a questão de que, mais uma vez, a Itália se revela polêmica com este ensaio fotográfico... e, isto dá pra mais mangas...

Mas, o que NÃO foi dito; foi o que esta mensagem de “prazer”, por estarem sendo bulinadas, pelos polícias queria transmitir ao público...

Essa é a idéia de prazer que se veicula ... estimulando o assédio... o estupro???

Digam que esta ave metida a gente entendeu errado... pelo amor às divindades da fertilidade, da terra, do feminino... por amor à Pachamama... não quero ser estuprada pra gozar...

Não importa qual seja a verdadeira face do caso: Paula de Oliveira, como vc. bem o disse, importa a MANEIRA como isto vem sendo tratado...

Os sintomas são claros: persiste o ranço machista, tanto no viés da direita, bem como da esquerda...

Quanto a este episódio: do que se pode comentar (apesar das plumas, também, com ascendência espanhola); que é preocupante o xenofobismo reinante em alguns países na Europa.

Quanto à Suíça, pouco esta ave pode palpitar... ela ainda não andou revoando por lá... mas, Espanha, França, Itália... estes, esta ave viu com os zôios que esta terra há comer...

Alguém, bem disse, por este Portal à fora, mas não lembro o autor... (perdoe-me): estaremos às voltas com mais um “Ovo da Serpente”??


Saudações feminis a todos \♥/

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Respostas a este tópico

Graúna
Quando ainda estava nesta comunidade ha algum tempo atrás coloquei um post qua falava sobre a Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher, e o machismo. Ainda tenho guardado o que tinha colocado.Pois bem, muitas poucas respostas.Pouco interesse, e alguns "machos" vieram contando que o homem também sofre violência por parte da mulher. Poucos sabem que a Lei Maria da Penha é contra a violência doméstica, independente de sexo. Claro que a enfase foi dada mais para a mulher porque a violência é maior contra ela. E também contra as crianças. Quanto ao machismo...silêncio absoluto.
Eu li o que a Soledad escreveu e concordo inteiramente com ela. E o teu post agora é super importante. Conta comigo se precisares de material.
Beijão
Oi, Graúna e todas/os

Reproduzo aqui o post da Soledad no Grupo Mídia (entendo você, Graúna)

Responder até Soledad Larraz 5 horas atrás
Oi Guará,

Ontem não entrei na net em momento algum. Hoje, depois de responder a sua mensagem, fui para o Blog LN como faço todos os dias às 8:30 hs da manhã mais ou menos.
Lendo os posts do domingo, no caso os que abordavam o caso da Paula Oliveira, vi, infelizmente, a quantidade de comentários masculinos por entre linhas ou não, com um cunho pejorativo e preconceituoso muito forte.
Até que um comentário de um frequentador aqui do Blog, o Paulo Kautscher (que sempre admiro pelas postagens) para a Elisabeth ou Waléria, não me lembro agora, me fez pensar nas várias coisas que esse fato revelou.
Como não tinha tempo, respondi mais tarde. O que eu penso sobre isso e tudo que tem sido passado neste caso Guará, eu acho que respondi no post.
Copio abaixo para você e os amigos opinarem.

Grande abraço amigo.
Sol

Elisabeth, Waléria, Márcia, Jaide, Vera Borda, Julieta e todas as companheiras do Blog

Puxa! Androfóbicas, Disléxicas …

Vamos todas para a Fogueira Santa …. hehehe

Torquemada e Girólamo estavam nessa dimensão em pleno domingo?

Não “passei” por aqui ontem. Domingo é folga total. De tudo.

Mas parece que não dão folga para nós mulheres nunca!

Bom meninas, temos mêdo de homens … Lemos com dificuldades de entendimento e por isso …

Sempre que se apresentam situações em que a moral ou a competência de uma mulher é posta em dúvida - aliás o que é a moral de uma mulher? -
vemos o “corredor polonês” nos aguardar.

Que triste! Que lástima! Que falta de percepção! Que falta de inteligência …
de amadurecimento.

Como me pesa no coração ver ainda o que aguarda a vida de minha filha e minhas futuras netas…

Vejo aqui todo o tipo de escárnio, de insinuações maldosas e chulas do tipo “fez a gravidez e tinha que se livrar” , “coisa de mulher” , nas linhas e entrelinhas e por aí vai…

Quando será que teremos o devido respeito por parte de uma ainda gritante ala masculina obsoleta, dentro dos padrões de civilidade, comportamento, conceito e intelectualidade (que nos matamos para ter), pelos nossos direitos? Tão duramente conquistados dia á dia por todas nós.
O devido respeito por sermos MULHERES e tudo que isso implica.

Como um homem (macho) se ATREVE a querer imaginar o que seja menstruar? E tudo que isso engloba, sem ter a menor condição de parâmetro?

Como um homem (macho) se ATREVE a imaginar o que é estar grávida?Sem ter a menor condição de parâmetro?

Como um homem (macho) se ATREVE a imaginar o que seja abortar?
Sem ter a menor condição de parâmetro?

Senhores, é a mesma coisa de me imaginar sendo CASTRADA. Eu sei o que isso significaria para um homem? NÃO! Posso conjecturar, imaginar, mas NUNCA SABEREI DE FATO O QUE SERIA ISSO NA VIDA DE UM HOMEM (MACHO).

O caso que iniciou esses comentários, o da brasileira Paula, digo Dra. (ela fez jus como todas nós mulheres que temos algum título fizemos por merecer) Paula Oliveira, que foi atacada por três skinheads na Suíça e, tendo abortado (de gêmeos) por isso ( a história é ESSA até que se prove TUDO), e é desmentida por laudos médicos (quanto a sua gravidez) da Universidade de Zurique, com o aval da polícia que acha ou melhor, quase tem certeza de se tratar de auto-mutilação.

Ela é desequilibrada. Aguardemos. Ela é definitivamente insana.Aguardemos. Ela estava grávida? Aguardemos de fato, tudo.O que de fato (verdade factual) sabemos sobre a real vida privada da moço. Quem é, como é, o que faz, por que está na Suíça, quem é o namorado/marido, qual a opinião dos que convivêm de fato com ela, antecedentes médicos. Não se ater a ela ser filha de alguém ligado ao DEM. Politizar o assunto não vale.

Agora, descartar de vez a possibilidade de que ela esteja falando a verdade, eu acho que não. Até o último minuto. Se assim eu pensasse, me privaria do total direito de defesa que as leis me facultam. E se de fato, foi tudo forjado por ela, que receba o tratamento psicológico pertinente, ou arque com as conseqüências penais cabíveis ao caso.

A imprensa de lá, disse que esse tipo de comportamento é típico dos brasileiros e da mídia brasileira; “que vidas foram destruídas” e etc.etc.

Não estão mentindo. Temos uma fábrica de assassinos profissionais de reputação na redações de revistas do tipo Veja (circulação nacional) e outros grandes semanários (?) e jornais. Temos as Organizações Globo.

Parte desse embroglio é advindo da sua falta de competência jornalística, crítica, discernimento e na verificação dos fatos antes de divulgá-los. Ou seja, um jornalismo correto.Limpo. A Globo não prima pelo que é limpo.Ponto.

A prostituição feminina e masculina é “exportada” para a Europa e todos os cantos do planeta. Temos as Maria-Chuteiras, Maria-Pagodeiras e diversos tipos de Marias (que engravidam para fazerem um pézinho de meia). Nada contra a maneira como essas mulheres ganham a vida. Cada um faz da vida o que quer. Só que …

Uma maçã podre, põe um cesto a perder.

Xenofobia, foi dito.

Pelo amor de Deus! Todos sabem que somos discriminados lá fora. Em qualquer lugar da Europa existe o preconceito sim contra nós brasileiros de certa maneira. Brasileiros comuns. Não os brasileiros de Jet Set. As celebridades. Podemos estar no Plaza, No Ritz, em qualquer 5 estrelas do Velho Mundo e somos vistos como mal educados sim. Até que provamos o contrário. Isso não é complexo de vira-lata não. O que é bom de fato oriundo do Brasil não é divulgado. O sério. Os profissionais com proeminência, com reconhecimento em suas áreas são conhecidos nas “suas áreas” de atuação (finanças, medicina, administração, artes e afins) não na grande mídia. Com excessão de Rodrigo Santoro, Gisele, Walter Salles Jr, Fernando Meirelles, Nizam Guanaes, Robinho, Kaká e tantos outros que têm exposição constante nos meios midiáticos internacionais

O que a grande mídia divulga? A bunda da Juliana Paes. O turismo sexual aqui no Nordeste, com conivência de muitas “autoridades”. Dá lucro.
O desmatamento da Amazônia. A falta de “humanidade” nos presídios. A corrupção policial brasileira. A falta de segurança para os turistas estrageiros em nossos grandes centros urbanos. Estão mentindo? Não!

E a lei de Gerson é nossa, não é da Suíça. Não nos esqueçamos desse fato nefasto. ,Infeliz, pelo lado do Gerson. Mídia…

Os casos de corrupção fartamente e quase que diariamente, explorados e confirmados pela mídia. Em todos os setores da sociedade brasileira. Desde os três poderes até as licitações sem licitações …

A impunidade dos que comentem os CRIMES DE COLARINHO BRANCO.

O STF de conchavos com o grande filho da mãe do país, chamado Daniel Valente Dantas.

Muito do dinheiro que esta na Suíça é nosso. Só não é declarado, ora bolas!

Porque esse surto de pudor Érica?

O que se faz de feio no Brasil, é FEIO SIM! E DIVULGADO…O Itamaraty se pronunciou, ótimo! Não reclamamos sempre que a nossa diplomacia não dá a mínima para nós quando estamos no estrangeiro? Acredito que caiba aqui, perguntar porque o Itamaraty, TAMBÉM, não se pronuncia a respeito dos milhares de brasileiros que são humilhados nos aeroportos espanhóis, portuguêses e etc…E eu tenho ascedência espanhola.

Aqui em Natal, TODO mundo vê os suíços, dinamarqueses, belgas, austríacos, alemães com meninas negras, mulatas de 16 para cima ou baixo, transitando em Ponta Negra (onde moro) ou Pipa (onde freqüento) numa relação explícita de turismo sexual.

Será que as autoridades suíças sabem disso? Não é feio?

Para êles, pelo óbvio (senhores de 60 anos com meninas em relações de prostituição óbvia)e para nós porque parece que as autoridades competentes não vêem a existência DE FATO, do problema. Ou não é um problema?

No tocante a nós mulheres é inquestionável. Por que?

Porque a propaganda vendida sempre sobre a mulher brasileira, é da promiscuídade. E infelizmente algumas mulheres fazem jus a isto.

Somos bonitas, temos lindas bundas, peitos e somos facinhas, facinhas …
Precisamos estar com as bundas empinadas para vendermos CERVEJA, PERFUMES, E UMA INFINIDADES DE PRODUTOS. SOMOS PRODUTOS DE EXPORTAÇÃO.

Lembra do Sargentelli, Mulata Exportação?

O que a Suíça não sabe é que a mulher brasileira TRABALHA. TRABALHO DURO.

Trabalhamos 12/ 14 horas diárias para ajudarmos nossos companheiros a manter ou para mantermos nós mesmas, o padrão de nossos filhos em escolas particulares, pois o ensino público é uma vergonha.

Se a mídia Suíça diz isso, não está mentindo. Nosso ensino é um descalabro. Em todos os níveis. Fundamental, Médio e Universitário.Existem as excessões, mas são as excessões, aquelas em que a grande maioria não têm acesso.

Alguém aqui trabalha para deixar os filhos em escolas da Zona Leste? Não, acredito eu.

Para que eles façam intercâmbios nas favelas Paraisópolis/Heliópolis ou na Austrália, Inglaterra, Canadá e Europa?

Alguém aqui trabalha para que numa emergência médica, desgraçadamente, com excessão do HC ou INCOR, seja atendido em PS da rede Pública? Não! Pagamos convênios que nos dêem direito a atendimento até no exterior quando em viagem.

Quem paga nossos Mestrados, a Tese que defenderemos para alcançarmos nossos sonhados Doutorados, ou uma simples universidade?

Nós mesmas! Não é possível que se pense que isso aqui é o país das Teúdas e Manteúdas?

Trabalhamos lado a lado dos companheiros masculinos em pé de igualdade, em habilidades e competências, e somos remuneradas na maioria das vêzes com valores abaixo dos salários masculinos.

Trabalhamos 12/14 horas por dia, nisso incluso trabalho fora, escola, administração da casa, da educação e dos filhos, e ainda temos que estar sempre desejáveis e sorridentes, pois ainda há a hora do lazer! Isso não para qualquer homem não, Senhores!

Precisa ter muita garra e coragem para ser mulher.

As atribuições que menciono acima, são de uma camada de mulheres mais privilegiadas, porque a grande maioria das mulheres que compõe o cenário do nosso país, fazem verdadeiros milagres para manterem seus lares e empregos. Suas vidas.

Ficam 4 a 5 horas dentro de transportes (?) públicos que só são comparados aos da Índia. Como bem disse a Márcia, o que a Globo não mostra.

Muitas acordam 4/5 horas da manhã. Limpam nossas casas e voltam para fazerem as MESMAS coisas nas suas… É fácil! Assim se mantém saradas!

Muitas são destratadas, agredidas fisícamente por seus companheiros. São vítimas da violência urbana, como assassinatos, estupros, roubos.
Muitas, infelizmente perdem a vida. E passam a serem números estatísticos.

Algumas, vão presas por roubarem um pote de manteiga, enquanto outras são promovidas em cargos públicos por terem beneficiados traficantes de drogas de porte internacional no Nordeste do país…

Ou fumam charutos em festas, enquanto aviões …

Ou vão para às paginas de revistas masculinas, por terem tido filhos com Senadores… Ou recebem polpudas pensões para calarem a boca por terem tido filhos de ex-presidentes…

Ou simplesmente são chamadas de Guerrilheiras/Terroristas porque defenderam a Pátria dentro do que acreditavam ser o melhor a fazer…
Também por isso, me parece que não sejam aptas a administrar o país.

Se temos recursos, somos fúteis! Se não temos, não nos esforçamos o bastante…
Se temos aparência, somos burras. Se loiras então…

Se temos cultura e formação acadêmica, com certeza seremos frígidas.

Se somos plenas em nossa sexualidade, não somos confiáveis.

Se consiguimos uma projeção de destaque nas empresas onde trabalhamos, deve-se a outras habilidades …

Se nos empenhamos profissionalmente em algo, que busca a melhora da humanidade, e por isso mesmo, consome integralmente nosso tempo, somos frustadas…

Se choramos com uma música ou uma cena de cinema, somos imaturas emocionalmente…

Se temos recursos próprios que nos permitem fazer algo em relação ao próximo, voluntariado por exemplo, é porque não temos o que fazer…

Se falamos grosso numa reunião de negócios, somos histéricas…

Se colocamos nossa opinião em um debate, desprovidas da apresentação de certificados de graduação universitária e cursos outros, que não nos “dêem” o perfil de erudição, não porque não tenhamos, mas porque de fato sermos eruditos 24 horas por dia é um porre! Não há quem aguente outro recitando, datas e nomes e páginas e etc….Somos questionadas como fomos aqui, digo fomos porque o termo empregado é FEMININO e sou mulher!

Assim, somos simplesmente chamadas de androfóbicas e disléxicas…

Falando de homem para homem Paulo, fiquei decepcionada com você.

Abraço a todas,

Soledad
Graúna, você viu o caso da notícia sobre a Marta e a Dilma, chamadas (subliminarmente) de vadias e vagabundas? Tentei pôr aqui para você o texto principal do Blog mae, já que você tem dificuldade de abri-lo, mas era só o título do Nassif (A Escola do Esgoto) seguido de um breve comentário do Nassif (Ou, as prévias do que será o jornalismo em 2010), a origem (blog do Josias), título do blog do Josias (Notas vadias de um domingo de notícias vagabundas) e uma foto (que nao sai aqui) com as duas, logo abaixo do título. Mas vale ler tb os mais de 100 comentários, que nao tenho como pôr todos aqui. Há tb um tópico de Blog na página principal sobre isso (acho que se chama Filho de Chocadeira), que por sua vez foi inspirado num tópico do Cidadania do Eduardo Guimarães. Vou reproduzir esse último, se bem que a foto (a mesma) tb nao sai (mas vou anexar o arquivo com a mesma).

Um filho de chocadeira

LUGAR DA FOTO

Sou casado e tenho quatro filhos, sendo três mulheres. Tenho também uma neta. Além disso, tenho mãe, o que não parece ser o caso desse infeliz desse blog abjeto que aparece na imagem acima, desse empregadinho da mídia golpista, desse sujeitinho à-toa que acha que a escolha dessa manchete para uma matéria relativa a foto mostrando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-prefeita Marta Suplicy, é coisa de homem. Eu não acho. Como filho, esposo, pai e avô, tenho, ao todo, seis bons motivos para não descer a esse ponto na guerra política, ao ponto a que desceu esse degenerado sem mãe.

Escrito por Eduardo Guimarães às 23h56
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Anexos
Marise, ficaremos todos muito gratos com essas prestimosas contribuições

É como se diz por aí...

O que se escreve só ganha sentido quando lido, interagido... aí, o bolo vai sendo acrescido, com a diversidade dos temperos... e, que saboroso isso fica, não é???

É bem verdade, que prefiro bolos de alpiste, rss, sabe cumé é qui são as aves do agreste, não é???

Ana Lú, GRATA!!! Como sempre, como um azougue hermético, digo, como mercúrio, repassando mensagens...

Saudações blogueira \♥/

Provocaçãozinha: Ah, nada como um homem para entender de tecnologia e pôr a imagem aí...
Rs rs (a Graúna tb sabe pôr)
AnaLú
Lei Maria da Penha, afirmação da igualdade[1]



Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul


Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM



A liberdade é antes de tudo

o direito à desigualdade.

N. A. Berdiaef

O princípio da igualdade é consagrado enfática e repetidamente na Constituição Federal. Está no seu preâmbulo como compromisso de assegurar a igualdade e a justiça. A igualdade é o primeiro dos direitos e garantias fundamentais (CF, art. 5º): todos são iguais perante a lei. Repete o seu primeiro parágrafo: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Mas há mais, é proibida qualquer discriminação fundada em motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (CF, art. 7º, XXX).

Exatamente para garantir a igualdade é que a própria Constituição concede tratamento diferenciado a homens e mulheres. Outorga proteção ao mercado de trabalho feminino, mediante incentivos específicos (CF, art. 7º, XX) e aposentadoria aos 60 anos, enquanto para os homens a idade limite é de 65 (CF, art. 202).

A aparente incompatibilidade dessas normas solve-se ao se constatar que a igualdade formal – igualdade de todos perante a lei – não conflita com o princípio da igualdade material, que é o direito à equiparação mediante a redução das diferenças sociais. Trata-se da consagração da máxima aristotélica de que o princípio da igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida em que se desigualam.

Marcar a diferença é o caminho para eliminá-la. Daí a necessidade das leis de cotas, quer para assegurar a participação das mulheres na política, quer para garantir o ingresso de negros no ensino superior. Nada mais do que mecanismos para dar efetividade à determinação constitucional da igualdade. Também não é outro motivo que leva à instituição de microssistemas protetivos ao consumidor, ao idoso, à criança e ao adolescente.

Portanto, nem a obediência estrita ao preceito isonômico constitucional permite questionar a indispensabilidade da Lei n. 11.340/06, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica. A Lei Maria da Penha veio atender compromissos assumidos pelo Brasil ao subscrever tratados internacionais que impõem a edição de leis visando assegurar proteção à mulher. A violência doméstica é a chaga maior da nossa sociedade e berço de toda a violência que toma conta da nossa sociedade. Os filhos reproduzem as posturas que vivenciam no interior de seus lares.

Assim demagógico, para não dizer cruel, é o questionamento que vem sendo feito sobre a constitucionalidade de uma lei afirmativa que tenta amenizar o desequilíbrio que ainda, e infelizmente, existe nas relações familiares, em decorrência de questões de ordem cultural. De todo descabido imaginar que, com a inserção constitucional do princípio isonômico, houve uma transformação mágica. É ingênuo acreditar que basta proclamar a igualdade para acabar com o desequilíbrio nas relações de gênero. Inconcebível pretender eliminar as diferenças tomando o modelo masculino como paradigma.

Não ver que a Lei Maria da Penha consagra o princípio da igualdade é rasgar a Constituição Federal, é não conhecer os números da violência doméstica, é revelar indisfarçável discriminação contra a mulher, que não mais tem cabimento nos dias de hoje.

Ninguém mais do que a Justiça tem compromisso com a igualdade e esta passa pela responsabilidade de ver a diferença, e tentar minimizá-la, não torná-la invisível.



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[1] Maria Berenice Dias, Desembargadora do Tribunal de Justiça do RS



Tipos de violência

Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero -
violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica
- quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física
- ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional -
tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica
- açontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade

Fonte:http://copodeleite.rits.org.br/

O machismo das mães


Por RAYMUNDO DE LIMA


Psicanalista, Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, e professor do Departamento de Fundamentos da Educação da UEM.


Existe uma relação direta entre machismo e violência contra a mulher? Nas culturas em que o machismo é epidemia social haveria mais casos de violência sobre a mulher? Parece que sim. Basta ouvir as denúncias das vítimas, veiculadas na mídia ou expressadas por uma ativista dos direitos humanos.

Embora vítimas do machismo, as mães não capazes de educar os seus filhos para serem não-machistas. Pergunto-me por que elas não os educam, desde pequenos, para ajudar nas tarefas domésticas, como arrumar seu quarto, lavar os pratos, aprender a fazer um arroz, um café, ou fritar um ovo. Por que as mães de hoje tendem a se submeterem aos filhos autoritários, ou seja, por que são passivas diante da atitude mandona deles, por exemplo, para lhes trazer isso ou aquilo?

Além de obedecer passivamente, há mães que acham bonito ter um filho “mandão”, “durão”, “fodão”. Antigamente – e até hoje – mulheres se submetiam ao autoritarismo “normal” do pai e, depois que casavam, tinham que submeter ao seu senhor e marido. Algumas o chamavam “meu senhor-marido”. A cultura patriarcalista tem o pai como a lei (a “Lei-do-Pai, segundo Lacan); ele é a autoridade; “o pater, designa-se originalmente uma paternidade ao mesmo tempo política e religiosa, e não é senão por via de conseqüência que ela concerne à família” (JULIEN, P. 1997: 43). O poder do pai torna-se um dia o da família, o pater famílias, cuja conseqüência é o dominus, o senhor da casa (domus).

Hoje, época em que o pai perdeu o seu dominus, porque sua lei – a Lei-do-Pai está em declínio – há um vazio de poder paterno nos lares (domus); as esposas-mães de nossa época são mais autônomas em relação ao marido mas não conseguem preencher o vazio do poder do pai e nem conseguem se livrar das ordens e das imposições dos filhos. Quando uma mãe se cala diante de um “eu quero” do filho, de um “vou sair”, ou da sua falta de respeito por não fazer o que ela lhe pede, pode tanto reforçar a imagem de submissão feminina como valorizar indevidamente o machismo precoce do filho[1].

Também, me pergunto por que algumas mães “autorizam” o filho denegrir as meninas, chamando-as de bobas, “chatas”, fracas, inferiores? Por que essas mães não educam os filhos para eles serem mais companheiros das meninas, mais respeitosos e “iguais” a elas?

Muitas vezes uma mãe deixa passar uma “brincadeirinha” machista do filho, que Freud denomina de chiste. Por exemplo, “brincar” de fazer da mãe sua “escrava” ou dizer “estou mandando”, são sinais precoces de machismo autorizado com vistas a se transformar em traço de caráter.

A cultura machista tradicional ainda existente em boa parte do planeta leva o todo da sociedade a investir mais nos meninos e rejeitar as meninas. Meninos, nessa cultura, representam mais força física para sustentar a economia baseada na estrutura de subsistência familiar. Há países cujo machismo é tão cruel que faz das mulheres serem desprezados e serem socialmente invisíveis[2]. No Brasil ainda há casos em que é mais valorizado o nascimento de meninos do que de meninas; alguns não conseguem disfarçar sua admiração mais a um filho porque é homem do que uma filha por ser mulher.

Muitas mães ainda educam os filhos para não demonstrarem emoções, reprimirem o choro, o medo e a dor. Pouco a pouco eles aprendem a silenciar seus sentimentos, emoções, desejos, falhas de desempenho. Quando adultos, suportam carregar a “couraça caracterológica” que o protege e também o aprisiona. Já as meninas são autorizadas a chorar, devem ser boazinhas, subservientes, obedientes, dependentes. Sempre. Desde cedo, alertam as meninas para ter muito cuidado com os meninos “terríveis”. Exortam o menino “macho” para ir à luta, ser aventureiro, ser namorador... De modo que, quanto uma adolescente fica grávida a responsabilidade dificilmente atinge o rapaz educado de modo machista. A educação não-machista dos meninos faria deles pessoas mais responsáveis na condução da sua vida e dos outros também.

É verdade que o pai sempre contribuiu para reforçar o traço de machismo na personalidade do filho. O complementar do machismo é o “marianismo” (MATARAZZO, s.d.: cap. 8). Com a mudança dos costumes, um pai aparentemente liberal deixa passar nos chistes e nas conversas reservadas a preferência por um filho “durão”, mas tem dificuldades de lidar com o seu lado sensível. Por exemplo: um pai deu um carro para o filho após terminar o “terceirão”, mas não teve a mesma atitude generosa de reconhecimento para com a filha, que entrou num concorridíssimo curso de uma prestigiada universidade. Como será que ela se sentiu? Outro caso, um pai não conseguia valorizar a escolha do filho por uma faculdade ligada às artes, não porque ele entendia ser uma escolha “feminina”, mas porque não tinha mercado garantido. Aqui, o mecanismo de racionalização e aparente pragmatismo, camuflam o seu machismo.

Há pais que não poupam carinho “de graça” para os seus filhinhos, enquanto as filhas precisam tornar-se visíveis para receber algum afeto positivo. O fato de as meninas serem mais carentes não é totalmente negativo para o desenvolvimento de suas personalidades porque essa falta essencial pode gerar nelas um forte desejo de estudar e de se esforçar para ganhar a concorrência profissional. As mulheres são hoje quase 60% das vagas nas faculdades do Brasil. Elas hoje ultrapassaram os homens ocupando vagas nas universidades e se destacando nas diversas profissões de nível superior. Contudo, ainda há um número significativo de mulheres que terminam desistindo de fazer carreira profissional porque os valores machistas assimilados exercem pesada influência nelas para terem como única meta de vida um bom casamento, ou seja, para serem dependentes eternas de um marido “machão”. Novelas de época, como a atual “Alma gêmea”, demonstra tais valores sendo predominantes.

Meu recado para as mães é: parem de fazer do filho um machista, porque a vítima pode ser a você, a família, toda a sociedade e ele próprio.



Bibliografia.

BADINTER, E. Sobre a identidade masculina. Rio: N. Fronteira, 1993.

JULIEN, P. A feminilidade velada: Aliança conjugal e modernidade. Rio: Companhia de Freud, 1997.

MATARAZZO, M. H. Nós dois: As várias formas de amar. São Paulo: Gente: s.d.
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Fonte:http://www.espacoacademico.com.br
Oi Marise, tudo bem?

Que bom que trouxestes a Maria da Penha para nós rsrsrs...
Também não a lia há muito.
Mais um avanço para nós e todos. Lia as suas postagens quando estava no Blog o ano passado, me afastei e retornei.
Fico feliz que esteja de volta. É muito bom ter conosco pessoas que só agregam coisas boas.

Um beijo
Sol
Graúna,

Fico contente que o que penso seja comum à muitas de nós. Não escrevi este post com o intúito de fazer uma "guerra dos sexos" como alguns comentaristas (masculinos, claro rsrsrs) disseram. Ou discurso dos 70...pode? Ah! E também desonesta, porque não aceitei que comprei gato por lebre???!!! Comprei? Todos compraram!
Me diga em sã consciência, a notícia que foi veiculada era barra, marrom mesmo, do tipo: Brasileira atacada por skinheads na Suíça, aborta gêmeos. Quem não se comoveria com a história? Como mulher, foi o que disse a Julieta e me tocou profundamente; mais ou menos isto: Senhores! Como podem imaginar o terror dessa moça, sendo atacada no escuro de um inverno europeu por três homens e sentir que estava sangrando e tudo o mais... Vi ali realmente, que nenhum homem dos que comentavam o fato, se ateve a isso, por falta de parâmetro. Claro! Algum já abortou, menstruou ou ficou grávido?
Mas é que toda santa vez que nos deparamos com alguma situação, em que a mulher é a causa, a coisa descamba sempre para a moral feminina.

E de fato, estou com "os ovários cheios" de tanta falta de percepção.

Veja bem, achei um pouco "malcriado demais" o comentário do Paulo (a quem sempre admiro pelas colocações e abordagens de texto) e o que a Elisabeth e Waléria estavam dizendo era geral, existência de grupos neonazistas, xenofobia na Europa, violência e etc. Nada de moral, comportamento ou coisa parecida.
Não concordei, e me senti agredida juntamente com elas. Respondi ao Paulo, como responderia ao João, José, Antonio.
O que de fato vejo ainda, tanto no viés da direita e esquerda é o mesmo machismo de sempre, que só precisa de uma "forcinha" para aflorar.

Daí a resposta, e que resolvi postar no Guará, pois engloba tudo que penso do caso e o que passou para mim.

Você Pretty Bird, têm sempre colocações cabíveis e pertinentes, não são palavras ao vento...

Tenho apreendido muito contigo e muitas amigas novas daqui.

Sinto falta das postagens da Lú Dias, a quem admiro profundamente. Alma feminina iluminada.

Como tantas outras que frequentam essa espaço.

Besos e muchos besos,

Sol
Marise, muito importante essa colaboração. Tópico interessantissimo. E, benza Deus, com a participação do tadeu, que parece ser um homem de visão.

Alias, acho que a Graúna poderia mudar o titulo deste tópico para a velha pergunta do velho Freud :

O que querem as mulheres, afinal?

Tenho certeza de que terá grande índice de leitura,
Elisabeth,

Estou como cego em tiroteio...
Cada hora acho um comentário que não vi...Credo!

Achei a sugestão ótima, e a troca também.

Beijos
Sol

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