Soledad, lhe respondo aqui do Fórum, pois não desejo participar dos debates do Mídia, pelas mesmíssimas razões, tão bem exemplificadas, por vc....


Mas, a sua magistral defesa da causa feminina, acalanta o post que havia feito sobre o machismo presente, também, no viés da “intelligenza”, ou pretensa a...

Não consigo acompanhar o Blog do Nassif, por causa dos meus horários, mas, também, porque não consigo abrir as páginas...

Hoje, com agenda + leve, até consegui... mas, foi um “parto” (perdoem a licença poética da ave), já que de MULHERES trato...

Então, quando vi o nível baixérrimo ao qual se refere, e tentei pronunciar-me... a página caia...

Agora, vejo seu pronunciamento & rogo-lhe que o traga para o Fórum...

Não que tenha a acrescentar algo, pois já tinha me manifestado a respeito, e na ocasião, e que percebi foi que não foi muito bem compreendido o que dizia...

Acredito que não o tenha feito com a contundência de sua falas...

Penso que agora, como tudo nesta vidinha-quase-boa, quando nos apertam os calos, conseguimos compreender melhor... somos, então, obrigados a olhar para o espelho, pra remover os calos dos pés & da alma...

Em hora boa; suas falas... pois, penso, conforme comentei em referido Fórum anterior, que estes temas são vistos de maneira folclórica, apenas, no dia 8 de março... (que por sinal está chegando)...

Até quando se irá tampar o sol com a peneira??

Entendo que este tema devesse estar em pauta 24h horas por dia em nossas vidas... inclusive dentro da própria lógica da hegemonia do falo, do MACHO... já que se carrega o próprio germe da destruição, em exercício de poder... ALGUÉM, disse algo, assim, por aí, não é não??? Colhemos o que plantamos...mais cedo, ou mais tarde... somos vítimas de nossa própria intolerância...

Então, que este debate se amplie para todas as muiés por vc. citadas por lá...e a todos que não queiram participar dos tópicos do Mídia...

Só pra ilustrar com mais uma matéria, que rapidamente saiu de pauta, e que pareceu abominável aos olhos desta ave...

Sobre o episódio das modelos italianas que posaram sendo “molestadas” por policiais brasileiros...


Do pouco que li a respeito, se deu foco ao fato de terem “maculado” a imagem da polícia brasileira (assunto que dá panos pra muitas mangas, mas não agora...)

Aliás, cabe mais um parêntese: a questão de que, mais uma vez, a Itália se revela polêmica com este ensaio fotográfico... e, isto dá pra mais mangas...

Mas, o que NÃO foi dito; foi o que esta mensagem de “prazer”, por estarem sendo bulinadas, pelos polícias queria transmitir ao público...

Essa é a idéia de prazer que se veicula ... estimulando o assédio... o estupro???

Digam que esta ave metida a gente entendeu errado... pelo amor às divindades da fertilidade, da terra, do feminino... por amor à Pachamama... não quero ser estuprada pra gozar...

Não importa qual seja a verdadeira face do caso: Paula de Oliveira, como vc. bem o disse, importa a MANEIRA como isto vem sendo tratado...

Os sintomas são claros: persiste o ranço machista, tanto no viés da direita, bem como da esquerda...

Quanto a este episódio: do que se pode comentar (apesar das plumas, também, com ascendência espanhola); que é preocupante o xenofobismo reinante em alguns países na Europa.

Quanto à Suíça, pouco esta ave pode palpitar... ela ainda não andou revoando por lá... mas, Espanha, França, Itália... estes, esta ave viu com os zôios que esta terra há comer...

Alguém, bem disse, por este Portal à fora, mas não lembro o autor... (perdoe-me): estaremos às voltas com mais um “Ovo da Serpente”??


Saudações feminis a todos \♥/

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Respostas a este tópico

Graúna, torcendo por você e querendo saber um cadinho sobre como se adquire uma intoxicação por mercúrio? lidando em laboratório? ou trabalhando nas minas de ouro lá do Norte?

sobre historinhas: tem aquela contada pela Cora Rónai -sapomorfose_ (mas esta a gente não vai contar para o Tadeu) que é a história do sapo, que era um princípe encantado e quando foi beijado pela linda princesa, virou principe e achou tão chato que ficou puto com a princesa...
(esta conto me foi lembrado pela minha amiga carminha.
Tadeu
Tu estás precisando levar uma sova. Olha que a mulherada aqui é valente e se te pega...hahaha
Beijão danadinho
brigo nada Marise. eu acho que o tadeu tem razão.
mas que tem hora que o tadeu merece uns corretivos, ah, isto tem.
O Horror Por Trás Do Premiado Filme Peruano

A praça da localidade de Manchay, na periferia de Lima, se converteu na noite do último dia 5 em uma improvisada sala de cinema, onde centenas de pessoas foram ver o filme no cenário onde justamente há um ano foi rodado pela cineasta peruana Claudia Llosa, que havia prometido voltar para apresentá-lo.

Havia muito de simbolismo nessa estréia em Manchay, porque cerca de três mil de seus 40 mil habitantes participaram das filmagens e porque o povoado foi levantado pelos que entre 1980 e 2000 escolheram essa terra de areia e pedra para refazer suas vidas quando tiveram de fugir da serra andina, o epicentro do enfrentamento entre Sendero Luminoso e forças do Estado. “Nessa noite violentaram minha filha não nascida”, canta com ironia em língua quéchua no começo do filme uma idosa moribunda. Alguns riem nervosos e outros ouvem em respeitoso silêncio, como Gladys Pacotaype, uma jovem de 20 anos que nasceu em Ayacucho, a região do país mais afetada pelos anos do terror e que assistiu a projeção junto com toda sua família.

“Meus primos foram assassinatos, me contou minha mãe. Eu era muito pequena”, disse Pacotaype à IPS enquanto segurava sua pequena filha em uma manta coloria. Ao lado, seu marido, outro jovem ayacuchano que aos 6 anos viu morrer seu avô pelas mãos de guerrilheiros repete um “não esqueço” que seus olhos reafirmam. As investigações da Comissão de Verdade e Reconciliação (CVR), criada pelo governo de transição no Peru (2000-2001), revelou ao mundo a dimensão do conflito: foram cerca de 70 mil vítimas, e entre os sobreviventes as sequelas da dor se mantêm vivas.

As mulheres foram as mais afetadas. A CVR detalhou que 7.426 mulheres foram vítimas e sofreram desaparecimento forçado, detenção ilegal, tortura e execução extra-judicial. A maioria também suportou abusos sexuais. Os casos aconteceram em pelo menos 15 departamentos dos 24 em que o Peru é dividido administrativamente. Ayacucho, na serra central, registrou o maior número de casos de violência sexual, seguido de Huancavelica e Apurímac, e em toda a região andina as mulheres foram salpicadas pela violência. Aproximadamente 75% dos casos eram de mulheres quéchuas, 83% de origem rural, 36% camponesas e 30% chefes de família. A maior parte das vítimas tinha entre 10 e 30 anos e 8% eram meninas menores de 10 anos.

No Peru, com 28,7 milhões de habitantes, existem atualmente 3,2 milhões de quéchuas e pouco menos de meio milhão de aymaras, os dois povos originários mais numerosos do país, assentados principalmente na área andina. A estréia de “A teta assustada” aconteceu na semana que culminou em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que as Nações Unidas dedicaram este ano a exortar os homens e as mulheres a se unirem no combate da violência contra a mulher e as meninas.

A sistemática violência
“Começaram a me violentar: primeiro um, depois outro e outro, foram sete. Me deixaram como trapo no chão, como um carneiro degolado”, recordou à IPS Georgina Gamboa, cuja forçada serenidade não pode impedir umas lagrimas de dor. Ela tinha apenas 16 anos quando alguns militares – assegura – a tiraram de sua casa no povoado de Pacco, em Ayacucho, a arrastaram pelos cabelos e a despojaram de tudo, quando dormia junto a nove irmãos menores do que ela. Isso ocorreu em 1981, quando começavam os chamados anos de escuridão. Dados da CVR indicam que 83% dos casos de violações são atribuídos aos agentes do Estado.

“Me diziam: fala, você era terrorista, confessa porque matou. Falavam assim enquanto me mostravam uma lista de nomes. Eu não conhecia ninguém, mas me bateram. Toda meu rosto estava inchado e minha blusa cheia de sangue”, continuou Gamboa, de 45 anos e uma das poucas mulheres que se atreveu a denunciar seu caso diante da opinião pública e das autoridades em pleno conflito. Conta que vestiu sua dor de coragem depois de suportar torturas e mudanças de delegacias e quartéis, até ser deixada em uma prisão por quatro meses e constatar que estava grávida em consequência das violações.

Desse episódio nasceu sua filha, de 27 anos, mesmo tempo que Gamboa está sem encontrar justiça. “Minha fiz diz para eu não insistir, porque para os pobres não existe justiça, e me pede para deixar como está”, contou. “Não há interesse em prosseguir com as investigações: solicitam exames médicos legais às mulheres quando os fatos aconteceram há muitos anos, tampouco são valorizadas as provas psicológicas”, assegurou à IPS a advogada Bettina Valdez, responsável pela questão de gênero e reparações das vítimas de violência sexual da Comissão de Direitos Humanos (Comisedh), a organização que representa o caso de Gamboa. Mas, além disso, “as instâncias governamentais vinculadas aos agressores se negam a entregar informações para esclarecer os fatos”, acrescentou Valdez.

A advogada da Associação Pró-direitos Humanos (Aprodeh), Gloria Cano, informou à IPS que dos nove casos denunciados por violação sexual por parte das organizações não-governamentais e que representam 31 mulheres vítimas, apenas um conseguiu ser atendido pelo Judiciário. O restante continua parado na Promotoria. “E só vou lutar mais este ano, se não houver nenhum fato novo, vou parar com tudo”, confessou Gamboa. A Comisedh diz que o que mais se observa nas vítimas é a afetação de sua saúde mental, gravidez indesejada, exclusão social e evasão dos fatos, já que a maioria se nega a falar do que ocorreu.

“Até hoje, os traumas psíquicos e físicos sofridos pelas vítimas de violação sexual se refletem na maneira como elas se referem à violência sexual: em muitos testemunhos, as mulheres não deixam claro se houve tentativa de violação ou se esta chegou a se concretizar, por medo ou vergonha”, explicou Valdez. Na mesma linha, a psicóloga do Estudo para a Defesa dos Direitos da Mulher, Paula Escribens, explicou à IPS que estas mulheres “carregam fortes sentimentos de culpa e estigmatização, produzidos por uma sociedade que as condena quando elas decidem falar e denunciar tais fatos”.

A história por trás de “A teta assustada”
O título de “A teta assustada” se refere ao fantasma do temor a partir da crença ancestral na região andina da passagem do medo e da tristeza da mãe ao filho através do leite materno, que foi investigada pela antropóloga norte-americana Kimberly Theidon. O filme conta a vida de Fausta, uma jovem que herdou a “doença do medo” que sua mãe, uma mulher violentada durante o conflito armado, lhe transmitiu através da amamentação, a súbita morte de sua mãe obriga Fausta a enfrentar seus medos e o segredo que guarda consigo: ela introduziu uma batata na vagina como escudo para que ninguém possa tocá-la.

Llosa, de 33 anos e que ganhou o Urso de Ouro em Berlim, disse em Manchay na noite da estréia que o filme é “sobre as sequelas da guerra e de como temos de curar feridas. Não tentei apontar culpados, nem mostrar rostos, apenas a ferida que está aí”. Isso é sabido em Manchay, local escolhido por Llosa para rodar o filme porque se alarga sobre um vale desértico, próximo ao mar, onde a areia e as rochas se misturam inclusive na praça onde foi projetado. E onde, também, como recordam os moradores em sua grande noite, a maioria chegou para recomeçar do zero em um lugar que lhes recordasse a terra perdida. “O mesmo contado no filme”, disse Pacotayope rodeada de sua família.

O governo iniciou um processo de reparação para as vítimas da violência principalmente em nível coletivo, mediante a reconstrução da infra-estrutura econômica e produtiva para as comunidades afetadas e o desenvolvimento de suas capacidades, mas, em nível individual há poucos avanços porque ainda não se concluiu o registro único de vítimas. A coordenadora do Programa Multianual do Plano Integração de Reparações, Margot Quispe, informou à IPS que já foram beneficiadas até o final de 2008 688 comunidades, mas, concorda os cálculos indicam que pelo menos 3.600 comunidades deveriam ser reparadas.

Mas, há algum nível de intervenção que priorize a atenção à mulher? “A lei exige que deve haver um enfoque de gênero na reparação e, além disso, a mulher tem uma ativa participação na escolha dos projetos para as reparações comunitárias e a fiscalização de sua execução”, disse Quispe. Entretanto, as organizações consultadas coincidem em dizer que o Plano Integral de Reparações nem sua regulamentação levam em conta o impacto diferenciado deste tipo de violação de direitos humanos em razão do gênero, porque não se reconhece os outros atos de violência informado pela CVR, como deixar a mulher nua e abortos forçados ou, ainda, escravidão sexual.

Tampouco, insistiu Valdez, são regulamentados procedimentos especiais para que as vítimas de violação sexual possam se inscrever no registro único de vítimas, nem existe a flexibilização da entrega de provas documentais ou testemunhos. A dívida é enorme para o grande dano cometido, insistem as especialistas. “Eu só quero que o Estado peça perdão, exijo é que os que me fizeram isto reconheçam o que fizeram”, insistiu Gamboa, que hoje tece chompas coloridas. Diz que é para espantar as obscuras recordações.


http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_art...
Deu no Globo On Line:

Saudita de 8 anos ganha apelo na Justiça contra casamento com homem de 47 anos
Publicada em 25/03/2009 às 10h35m
O Globo
R1 R2 R3 R4 R5 Dê seu voto R1 R2 R3 R4 R5 Média: 4,9Comente
Comentários
RIO - Uma corte de apelações de Riad rejeitou e se recusou a reconhecer a decisão de outro tribunal que aceitara que um homem de 47 anos se casasse com uma menina de 8 anos, de acordo com um parente da criança citado pela rede CNN nesta quarta-feira.

Segundo a legislação do país do Oriente Médio, a decisão da corte de apelações não anula automaticamente o polêmico casamento, mas mantém em aberto a possibilidade de anulação da união.

Defensores dos direitos humanos comemoraram a decisão judicial.

- Acho que isso aconteceu por causa da mãe, porque ela se recusou a aceitar o veredicto, porque ela desafiou o tribunal e levou o apelo à corte - disse Wajeha Al-Huwaider, defensor dos direitos civis na Arábia Saudita. - Eu realmente admiro a mãe por causa disso - acrescentou.

Al-Huwaider, co-fundador da Sociedade de Defesa dos Direitos das Mulheres na Arábia Saudita, disse que a atual situação do caso pode ser considerada uma vitória, mas advertiu que há muito ainda a ser feito. A instituição alerta que os casamentos "fazem as crianças perderem o senso de segurança e destroem a sensação de ser amadas e cuidadas, provocando problemas psicológicos e grave depressão".

Agora a corte de apelações devolverá o caso ao tribunal em Onaiza que analisou o caso inicialmente. O juiz terá que decidir se mantém o veredicto original ou se o casamento será desfeito.

O casamento de crianças com adultos é uma questão que vem preocupando o reino. Zuhair al-Harithi, porta-voz da Comissão de Direitos Humanos Saudita, grupo ligado ao governo, disse que as autoridades têm o compromisso de lutar contra o casamento infantil.

- A prática viola acordos internacionais que foram assinados pela Arábia Saudita e não devem ser permitidos - declarou.
Lá é uma prática comum. Para mim é pedofilia.
Claro que é. Mas é "pedofilia legal". E era bastante comum há um certo tempo atrás mesmo no Brasil: minha bisavó se casou com 11 anos. Foram procurá-la para vesti-la para o casamento e ela estava brincando de boneca...
Luzete, não sei se as mulheres querem o poder, acho que acima de tudo, queremos nossos direitos respeitados, mas, para que isto se torne realidade, se faz necessário que estejamos partilhando do “poder”... o maior problema é a tal mosquinha azul que morde essa gente que passa a respirar os ares superiores da pirâmide, e se esquece de seus compromissos com a palavra... e essa mosquinha não escolhe “gênero” para picar, não, rss


Marise, grata por atender à solicitação de “migrar” o texto sobre esse filme de Claudia Llosa, pra cá.


Nunca é demais falar sobre esses atentados aos direitos humanos...

Resolvi dar uma de Pomba-mercúrio, e postar alguns links de sites que tratam de maneira ampla as questões que vimos tentando debater por aqui.


Este é do “Observatório de Gênero”, onde encontramos mais links interessantes.

http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/links


Católicas pelo direito de decidir


http://www.catolicasonline.org.br/


El feminismo Latinoamericano como agente regional en el diálogo
internacional sobre los derechos humanos


http://www.mujeresdelsur.org.uy/ensayo2.pdf


Transcrevo 2 textos que acho que de alguma maneira perpassam pelo que por cá andamos falando...

* * *



19/12/08 - A Campanha 16 Dias de Ativismo pede uma atitude para salvar a vida de muitas mulheres brasileiras

*Ministra Nilcéa Freire
*Marlene Libardoni

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contras as Mulheres 2008 atingiu seu objetivo ao levar para o Senado Federal o grito de mulheres que ainda sofrem violência dentro de suas próprias casas. Em seu lançamento, dia 20 de novembro, senadoras/es e deputadas/os compareceram ao Auditório da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH), em Brasília (DF), mostrando atitude ao clamarem pelo fim dessa prática que viola os direitos humanos das mulheres. No dia 25, Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, parlamentares levaram aos rincões desse país, por meio de uma Sessão Solene no Plenário do Senado, seus inflamados discursos pedindo paz aos lares brasileiros feridos pela violência doméstica e familiar.



A edição 2008 da Campanha 16 Dias de Ativismo exigiu um compromisso do Estado brasileiro e de todas as cidadãs e cidadãos desse país: Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se! É preciso o compromisso das pessoas, das comunidades, do país e de seus governantes para a implementação eficaz da Lei Maria da Penha. A Campanha é necessária para a conscientização da sociedade. O slogan deste ano mostrou que cada uma e cada um de nós pode contribuir para reduzir a violência contra as mulheres no Brasil. A Campanha apresentou pessoas que fizeram sua parte no momento em que tomaram a atitude de denunciar, socorrer e ajudar a fazer cumprir a Lei Maria da Penha. Portanto, ela busca mostrar que cada uma/um pode denunciar e o Estado deve dar proteção às essas mulheres. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, de janeiro a outubro deste ano, registrou 137 denúncias de cárcere privado, uma modalidade muito perversa de violência.



Hoje, 68% da população conhece a Lei Maria da Penha. Desse total, 83% aprova a legislação. Esses percentuais mostram que a Campanha 16 Dias de Ativismo chegou às massas, pois, entre 2003 e 2005, a iniciativa teve como objetivo a aprovação de uma lei específica sobre violência doméstica. Desde 2006, a Campanha tem como centro a divulgação e a efetiva implementação da Lei nº 11.340/2006 – Lei Maria da Penha, para que as mulheres busquem seus direitos e tenham uma vida sem violência.

http://www.agende.org.br/16dias/

SEGUE>>
Seminário discute mulher, mídia e eleições 2008

Aconteceu entre os dias 01 e 02 de novembro, no Rio de Janeiro, a quinta edição do seminário “A Mulher e a Mídia”. Neste ano, o tema das discussões foi gênero, mídia e eleições 2008. O evento é promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

Na abertura do seminário, Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, afirmou que o desafio do seminário era a elaboração de uma reflexão sobre mídia e gênero nas eleições. “A conquista de espaço na mídia está articulada à conquista de espaços no poder, no parlamento, nos sindicatos. A maior visibilidade midiática é inerente a postos, a poder; por outro lado, uma carreira política não decola sem visibilidade na mídia”. Jacira ressaltou a importância que vem adquirindo o evento, estimulando o debate sobre a mídia e as mulheres, o que também contribuiu para a elaboração de um novo eixo baseado neste tema no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

Representando o Unifem Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia falou sobre a necessária reflexão sobre o papel dos meios de comunicação nos processos eleitorais hoje no mundo. “Há questionamentos, manipulações das campanhas, engajamento nem sempre discreto dos meios de comunicação a candidatos ou partidos, nem sempre muito ético; não dá para não refletirmos sobre isso. O Brasil é um país onde a participação política das mulheres deixa muito a desejar”.

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, afirmou a importância do seminário por ser um espaço aberto para a discussão do tema em questão, lembrando as restrições que existem para isso em outros meios, e a possibilidade de englobar tantas mulheres, de mídia, de coordenadorias de mulheres de partidos e secretarias de governo, mulheres de movimentos populares, enfim, pela riqueza da diversidade que representa o espírito do seminário desde o início. Na abertura do evento, Nilcéa Freire destacou a criação do site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br como mais um instrumento para dar visibilidade e voz à maior participação das mulheres no poder, empreendimento que tem sido um sucesso, alcançando mais de 17 mil acessos nos três meses que está no ar.

Mídia, gênero e opinião pública – as mulheres nas eleições de 2008

A primeira mesa de discussões começou com a fala do jornalista Érico Firmo, editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do jornal “O Povo”, de Fortaleza (CE). Érico ressaltou que o resultado nas capitais foi tímido, igual a 2004, quando duas mulheres conseguiram se eleger, as duas no Nordeste e Norte, Luizianne Lins, em Fortaleza (CE), e Teresa Jucá, em Boa Vista (RR). Entretanto, ele ressaltou que houve muitas chances de mulheres nas capitais, um marco, com a presença de seis candidatas. Mas um retrocesso, visto que apenas duas se elegeram, em comparação com seis, em 2000.

No caso de Fortaleza, onde acompanhou mais de perto, Érico analisou o processo com uma óptica de gênero. Ele lembra que a política cearense tem como característica a entrada de mulheres na vida política através de mãos masculinas, são esposas, filhas, irmãs que ocupam espaço deixado por homens da família enquanto eles concorrem a outros cargos públicos. E essas questões ainda são usadas para dizer que as mulheres acabam dependendo dos homens para ter sucesso em suas carreiras políticas.

Segundo ele, o debate ficou polarizado entre duas candidatas, Luizianne Lins e Patrícia Saboya, não só por serem mulheres, mas porque seus projetos discutiam propostas de políticas públicas para as mulheres, como a criação do Hospital da Mulher.

As duas candidatas fizeram uma campanha tensa, fato que foi usado por marketeiros de adversários que apostaram que a eleição seria uma guerra de mulheres. Também as duas usaram um discurso machista para atacar a candidatura uma da outra. Luizianne disse que Patrícia tinha Tasso Jereissati “por trás” de sua candidatura, e Patrícia falou que Cid Gomes, seu ex-cunhado e atual governador do Ceará, era a “muleta” de Luizianne Lins. Ou seja, a campanha começou e acabou em baixo nível e “terminou com as duas candidaturas como dependentes de homens para alavancar suas candidaturas”.

O segundo palestrante foi José Eustáquio Diniz Alves, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP) e coordenador de Pós-graduação da ENCE/IBGE – Rio de Janeiro. José Eustáquio lembrou que o voto feminino já era defendido no século XVIII, no início da Revolução Francesa. Citou uma frase do socialista e revolucionário francês, Charles Fourier (1772–1827), que diz: “O grau de emancipação da mulher numa sociedade é o barômetro natural pelo qual se mede a emancipação geral de um povo”. Dessa forma, ele afirma que a sub-representação da mulher em todos os níveis de poder político no Brasil significa que estamos longe de ser um povo emancipado.

José Eustáquio defende a política de cotas, já que “não basta a consolidação de políticas voltadas para o combate à discriminação, é necessário a criação de medidas voltadas para a promoção da igualdade”. Entretanto, critica a forma como foi redigida a Lei 9.100 de 1995, que destinava 20% das “vagas” de cada partido ou coligação para “candidaturas” femininas. A lei obriga o partido a reservar, mas não a preencher, sem contar que aumentaram o número de vagas a preencher, possibilitando o aumento de candidaturas masculinas. Da reformulação da lei em 1997, foi mantido a não obrigatoriedade de preencher os 30% mínimos destinados às mulheres, fazendo com que o Brasil ficasse bem muito atrás de países da América Latina no ranking que mede a participação de mulheres nos parlamentos do mundo. José Eustáquio afirma que uma simples mudança na redação da lei ou numa possível reforma política já ajudaria na melhora no quadro de representação política das mulheres no Brasil, trocando a palavra “candidaturas” por “vagas”. Outras medidas são citadas para tornar mais efetiva a política de cotas no Brasil:

A redução do número de partidos;
Alteração no cálculo do número de candidaturas de cada partido deveria cair de 150% para 100% das vagas;
Cota mínima como piso e não como teto;
A elevação da cota até se atingir a paridade, isto é, 50% das candidaturas para cada sexo (50/50);
A criação de outros mecanismos de promoção das mulheres, como garantia de acesso aos fundos financeiros, espaço na mídia etc

http://www.cfemea.org.br/noticias/detalhes.asp?IDNoticia=812

Saudações feminis \♥/

Mulheres das classes média e alta perdem a vergonha e denunciam violência doméstica
30/03/2009 - 00:03 - Agência Estado

A violência contra a mulher rompeu o muro de silêncio que cercava as casas de classe média e alta em São Paulo. Levantamento feito pelo "Jornal da Tarde", do Grupo Estado, com base nas estatísticas de pacientes do sexo feminino atendidos em unidades de saúde paulistanas e tabulados pelo movimento Nossa São Paulo, mostra que bairros como Pinheiros, Vila Mariana e Ipiranga , na zona sul, e Lapa, na zona oeste, aparecem como locais onde os índices de agressão mais cresceram na capital paulista no ano passado.

Ferida que ainda não cicatrizou na luta das mulheres, a rotina de tapas, socos, chutes e xingamentos enfrentada por muitas em pleno século 21 ainda reforça que nem todas as diferenças entre os sexos foram equilibradas, apesar da invasão delas no mercado de trabalho, universidades e cargos de chefia.

"O fundamento da violência é o exercício de poder. Ainda está enraizado na cultura, de qualquer classe social, que os homens são superiores. Uma das formas de exercer a superioridade é pela violência", afirma Sônia Coelho, integrante da SempreViva Organização Feminista.

Além de estar mais visível nos números dos distritos de situação econômica favorecida, as mulheres que apanham também moram em regiões onde a pobreza e a vulnerabilidade social reinam. Das 31 subprefeituras que formam a cidade, em 25 delas a incidência de maus-tratos foi ampliada..

A agressão democrática deixa aos poucos de ser secreta, ganha ferramentas para chegar a público (como a Lei Maria da Penha) e por isso está espalhada por todos os cantos, define Katia Guimarães, diretora da subsecretaria de enfrentamento da violência do governo federal.

No entanto, na classe média, lembra ela, o fenômeno era ainda mais velado e só agora começa a ultrapassar as barreiras. Jefferson Drezet, médico do hospital da mulher Pérola Byington, na região central,. costuma dizer que as paredes das mansões são bem mais espessas do que as dos barracos. É preciso um trator de denúncia para que o problema seja visto, já que dentro das residências é onde acontecem 90% dos casos.

Ainda que o inimigo seja íntimo, as denúncias têm aumentado. A Central de Atendimento à Mulher (número180, serviço 24h vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) registrou 269.977 atendimentos de janeiro a dezembro de 2008, um aumento de 32% em relação ao ano de 2007 (204.978).

Quem estuda a violência ou quem sofre a agressão não fala em crescimento da quantidade de violentadores e violentadas na classe média. A expressão "estava debaixo do tapete e agora aparece" é a mais emblemática para explicar a ascensão numérica. Orkut, televisão e sites passaram a ser ferramentas de ecoar o problema, o que também repercute no índice.

Um câncer na alma

Para se ter uma ideia, por ano o câncer de mama tem incidência de 90 novos casos em cada 100 mil mulheres paulistanas, estimados pelo Inca. A violência, no mesmo universo de pessoas, faz 123 vítimas na capital. Os dados, ainda que pareçam elevados, podem estar subestimados. Nos números usados pela reportagem, apenas são computadas as mulheres que chegam ao hospital com sinais de agressão e admitem o espancamento aos funcionários de saúde.

Clarice, 34 anos, apanhou durante 13 anos calada. Se entrou na estatística, representou uma única agressão, apesar de ter perdido as contas dos hematomas e sangramentos que teve. "Só procurei o posto de saúde uma vez. Foi quando precisei tomar seis pontos na cabeça. O restante nunca contei para ninguém", diz. Ela só rompeu o ciclo de violência quando o filho de apenas 4 anos aprendeu a falar grosso. Espectador da luta travada pelo pai, ele passou a mandar a mãe calar a boca igualzinho como o seu parâmetro de homem fazia. "Resolvi que era hora de colocar um breque." Ela esconde a identidade por vergonha. Vergonha de ter se acostumado a apanhar desde que, quando ainda na fase do namoro, aceitava os puxões de cabelo que expressavam "só ciúme".

Mandar o marido embora é expulsar o provedor da casa. Assim como para ela, a dependência financeira do agressor é comum para 47% das mulheres que sofrem violência, mostra pesquisa da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. E a autoria dos maus-tratos por parte dos companheiros é recorrente em 63,2% das notificações que acionaram o disque 180 em 2008.

São Paulo foi o segundo Estado que mais acionou o serviço telefônico e para 37,1% das vítimas o maior risco de agressão era a ameaça de morte.

Muitos rostos

A violência contra a mulher pode ter muitas caras. Pode ser linda, loira, jovem, com diploma superior de enfermagem, português correto e roupas finas como Marina, 32 anos. Seu primeiro namorado, aos 12 anos, tornou-se o homem que acabou com seu rosto e seios de tanta pancada. Ou então, a violência pode ser representada pelas rugas, mãos calejadas de trabalhar na roça e cabelos grisalhos por causa dos 60 anos de Maria, que teve todas as unhas das mãos arrancadas por um canivete porque as coloriu de vermelho, o que não era permitido nas regras do pai do seu filho.

Outra face do mesmo fenômeno pode ter madeixas tingidas de acaju, quatro filhos, ser coordenadora de um hospital, em plena forma para os 50 anos. Nair também é vítima. Do primeiro e do segundo marido, o que só aumenta a sua culpa por apanhar.

Ivone Dias, uma das assistentes do Núcleo de Defesa da Mulher Cidinha Kopcak, um dos mais importantes da capital, que é mantido em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), acredita que a violência ainda exista porque não faz muito tempo que deixou de ser olhada com naturalidade.

A própria Lei Maria da Penha foi criada só em 2006. "Alguns juízes e delegados de polícia são omissos e resistentes em aplicar a legislação. A violência vai continuar existindo enquanto a sensação de impunidade prevalecer."

http://ultimosegundo.ig.com.br/
* * *

Marise, querida, valeu por não esquecer do nosso fórum, é sempre bom, que se plante mais uma sementinha, quando pintar algum assunto...

Manter, de alguma maneira, acesa a chama de resistência, é alentador...


Saudações blogueiras-feminis \♥/


Estamos meio parada te esperando
Beijos

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