Soledad, lhe respondo aqui do Fórum, pois não desejo participar dos debates do Mídia, pelas mesmíssimas razões, tão bem exemplificadas, por vc....


Mas, a sua magistral defesa da causa feminina, acalanta o post que havia feito sobre o machismo presente, também, no viés da “intelligenza”, ou pretensa a...

Não consigo acompanhar o Blog do Nassif, por causa dos meus horários, mas, também, porque não consigo abrir as páginas...

Hoje, com agenda + leve, até consegui... mas, foi um “parto” (perdoem a licença poética da ave), já que de MULHERES trato...

Então, quando vi o nível baixérrimo ao qual se refere, e tentei pronunciar-me... a página caia...

Agora, vejo seu pronunciamento & rogo-lhe que o traga para o Fórum...

Não que tenha a acrescentar algo, pois já tinha me manifestado a respeito, e na ocasião, e que percebi foi que não foi muito bem compreendido o que dizia...

Acredito que não o tenha feito com a contundência de sua falas...

Penso que agora, como tudo nesta vidinha-quase-boa, quando nos apertam os calos, conseguimos compreender melhor... somos, então, obrigados a olhar para o espelho, pra remover os calos dos pés & da alma...

Em hora boa; suas falas... pois, penso, conforme comentei em referido Fórum anterior, que estes temas são vistos de maneira folclórica, apenas, no dia 8 de março... (que por sinal está chegando)...

Até quando se irá tampar o sol com a peneira??

Entendo que este tema devesse estar em pauta 24h horas por dia em nossas vidas... inclusive dentro da própria lógica da hegemonia do falo, do MACHO... já que se carrega o próprio germe da destruição, em exercício de poder... ALGUÉM, disse algo, assim, por aí, não é não??? Colhemos o que plantamos...mais cedo, ou mais tarde... somos vítimas de nossa própria intolerância...

Então, que este debate se amplie para todas as muiés por vc. citadas por lá...e a todos que não queiram participar dos tópicos do Mídia...

Só pra ilustrar com mais uma matéria, que rapidamente saiu de pauta, e que pareceu abominável aos olhos desta ave...

Sobre o episódio das modelos italianas que posaram sendo “molestadas” por policiais brasileiros...


Do pouco que li a respeito, se deu foco ao fato de terem “maculado” a imagem da polícia brasileira (assunto que dá panos pra muitas mangas, mas não agora...)

Aliás, cabe mais um parêntese: a questão de que, mais uma vez, a Itália se revela polêmica com este ensaio fotográfico... e, isto dá pra mais mangas...

Mas, o que NÃO foi dito; foi o que esta mensagem de “prazer”, por estarem sendo bulinadas, pelos polícias queria transmitir ao público...

Essa é a idéia de prazer que se veicula ... estimulando o assédio... o estupro???

Digam que esta ave metida a gente entendeu errado... pelo amor às divindades da fertilidade, da terra, do feminino... por amor à Pachamama... não quero ser estuprada pra gozar...

Não importa qual seja a verdadeira face do caso: Paula de Oliveira, como vc. bem o disse, importa a MANEIRA como isto vem sendo tratado...

Os sintomas são claros: persiste o ranço machista, tanto no viés da direita, bem como da esquerda...

Quanto a este episódio: do que se pode comentar (apesar das plumas, também, com ascendência espanhola); que é preocupante o xenofobismo reinante em alguns países na Europa.

Quanto à Suíça, pouco esta ave pode palpitar... ela ainda não andou revoando por lá... mas, Espanha, França, Itália... estes, esta ave viu com os zôios que esta terra há comer...

Alguém, bem disse, por este Portal à fora, mas não lembro o autor... (perdoe-me): estaremos às voltas com mais um “Ovo da Serpente”??


Saudações feminis a todos \♥/

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Respostas a este tópico

* * *
Domicila Chungara


"CINCO MULHERES

- O inimigo principal qual é? A ditadura militar? A burguesia boliviana? O imperialismo? Não, companheiros. Quero dizer só isto: nosso inimigo principal é o medo. Temos medo por dentro.

Só isso disse Domitila na mina de estanho de Catavi e então veio para La Paz, capital da Bolívia, com outras 4 mulheres e uma vintena de filhos. No Natal começaram a greve de fome. Ninguém acreditou nelas. Vários acharam que essa piada era boa:

- Quer dizer que 5 mulheres vão derrubar a ditadura?

O sacerdote Luis Espinal é o primeiro a se somar. Num minuto já são 1.500 os que passam fome na Bolívia inteira, de propósito. As 5 mulheres, acostumadas à fome desde que nasceram, chamam a água de frango ou peru; o sal de costeleta, e o riso as alimenta. Multiplicam-se enquanto isso os grevistas da fome, 3.000, 10.000, até que são incontáveis os bolivianos que deixam de comer e de trabalhar. E, 23 dias depois do começo da greve, o povo se rebela e invade as ruas. Já não há como parar isso.

Em 1978, as 5 mulheres derrubam a ditadura militar!"


(fragmentos de contos de Eduardo Galeano)

* * *
Rigoberta Menchú


"RIGOBERTA


Ela é filha do povo maia, que colhe café e corta algodão nas plantações do litoral desde que aprendeu a caminhar...

... Nos algodoais, viu caírem seus dois irmãos menores e sua melhor amiga, ainda menina. Todos sucessivamente fulminados pela fumigação de pesticidas.

No ano de 1979, Rigoberta Menchú viu como o exército da Guatemala queimava vivo o seu irmão Patrocínio. Pouco depois, na embaixada da Espanha, também seu pai foi queimado vivo junto com outros representantes das comunidades indígenas. Agora, em Uspantán, os soldados liquidaram sua mãe aos poucos, cortando-a em pedacinhos, depois de terem-na vestido com roupas de guerrilheiro.

Da comunidade de Chimel, onde Rigoberta nasceu, não sobrou ninguém vivo.

Rigoberta, que é cristã, aprendeu que o verdadeiro cristão perdoa seus perseguidores e reza pela alma de seus verdugos. Quando lhe golpeiam uma face, o verdadeiro cristão oferece a outra.
- Eu já não tenho face para oferecer – comprova Rigoberta"


(fragmentos de contos de Eduardo Galeano)

* * *

Rosa & Tamara Arze




"TAMARA VOA DUAS VEZES

Enquanto se desintegra a ditadura militar na Argentina, as avós da Praça de Maio andam em busca dos netos perdidos.

Tamara Arze, que desapareceu com um ano e meio de idade, não foi parar nas mãos dos militares. Está numa aldeia suburbana, na casa da boa gente que a recolheu quando foi jogada por aí. A pedido da mãe, as avós empreendem a busca. Contavam com poucas pistas. Após um longo e complicado rastrear, a encontram. Cada manhã, Tamara vende querosene num carro puxado por um cavalo, mas não se queixa da sorte e, a princípio, não quer nem ouvir falar de sua verdadeira mãe.
Muito aos pouquinhos, as avós vão lhe explicando que ela é filha de Rosa, uma operária boliviana que jamais a abandonou. Que uma noite sua mãe foi capturada na saída da fábrica em Buenos Aires, torturada, violentada e fuzilada com balas de festim. Passou 8 anos presa, sem processo nem explicações, até que a expulsaram da Argentina.

Agora, no aeroporto de Lima, Rosa espera. Por cima dos Andes, sua filha Tamara... vem voando rumo a ela.

Em Lima, Rosa e Tamara se descobrem. Olham-se no espelho, juntas, e são idênticas: os mesmos olhos, a mesma boca, as mesmas pintas nos mesmos lugares.




Quando a noite chega, Rosa banha a filha. Ao deitá-la, sente um cheiro leitoso, adocicado, e torna a banhá-la. E outra vez. E por mais que esfregue o sabonete, não há maneira de tirar-lhe esse cheiro. É um cheiro estranho... e, de repente, Rosa recorda. Este é o cheiro dos bebês quando acabam de mamar: Tamara tem 10 anos e, NESTA NOITE, TEM CHEIRO DE RECÉM-NASCIDA"


(fragmentos de contos de Eduardo Galeano)
Graúna
Comovente estes textos. E as imagens nos arrepiam e nos deixam revoltadas.
E ao mesmo tempo admiro estas mulheres corajosas.
As vezes me pegunto o porque de a lei Maria da Penha ainda não ser aceita e entendida por muitos. Talvez porque não a conheçam em sua totalidade? Ou porque outros motivos??? Não sei, mas tento entender.
Beijos
ESSA MOÇA É INCRIVEL, ADOREI A ENTREVISTA, VI QUANDO PASSOU
Fábio
A Lei Maria da Penha não é exclusividade da mulher. Ela foi criada para a violência doméstica.
Aqui um artigo da Denbargadora Maria berenice Dias que explica bem isso.


Violência doméstica e as uniões homoafetivas








Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM






Agora é lei.

Está afirmado em lei federal que as uniões homoafetivas constituem entidade familiar.

A Lei 11.340/06, a chamada Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher, modo expresso, enlaça as relações homossexuais. Isto está dito no seu artigo 2º: “Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual [...] goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana”. O parágrafo único do artigo 5º afirma que independem de orientação sexual todas as situações que configuram violência doméstica e familiar.

No momento em que é afirmado que está sob o abrigo da lei a mulher, sem se distinguir sua orientação sexual, alcançam-se tanto lésbicas como travestis, transexuais e transgêneros que mantêm relação íntima de afeto em ambiente familiar ou de convívio. Em todos esses relacionamentos, as situações de violência contra o gênero feminino justificam especial proteção.

No entanto, a lei não se limita a coibir e a prevenir a violência doméstica contra a mulher independentemente de sua identidade sexual. Seu alcance tem extensão muito maior. Como aproteção é assegurada a fatos que ocorrem no ambiente doméstico, isso quer dizer que as uniões de pessoas do mesmo sexo são entidade familiar. Violência doméstica, como diz o próprio nome, é violência que acontece no seio de uma família.
Diante da expressão legal, é imperioso reconhecer que as uniões homoafetivas constituem uma unidade doméstica, não importando o sexo dos parceiros. Quer as uniões formadas por um homem e uma mulher, quer as formadas por duas mulheres, quer as formadas por um homem e uma pessoa com distinta identidade de gênero, todas configuram entidade familiar. Ainda que a lei tenha por finalidade proteger a mulher, fato é que ampliou o conceito de família, independentemente do sexo dos parceiros. Se também família é a união entre duas mulheres, igualmente é família a união entre dois homens. Basta invocar o princípio da igualdade.

A partir da nova definição de entidade familiar, não mais cabe questionar a natureza dos vínculos formados por pessoas do mesmo sexo. Ninguém pode continuar sustentando que, em face da omissão legislativa, não é possível emprestar-lhes efeitos jurídicos.

O avanço é muito significativo, pondo um ponto final à discussão que entretém a doutrina e divide os tribunais. Sequer de sociedade de fato cabe continuar falando, subterfúgio que tem conotação nitidamente preconceituosa, pois nega o componente de natureza sexual e afetiva dos vínculos homossexuais. Com isso, tais uniões eram relegadas ao âmbito do Direito das Obrigações, sendo vistas como um negócio com fins lucrativos. No final da sociedade, procedia-se à divisão de lucros mediante a prova da participação de cada parceiro na formação do patrimônio amealhado durante o período de convívio. Como sócios não constituem uma família, as uniões homoafetivas acabavam excluídas do âmbito do Direito de Família e do Direito das Sucessões. Esta era a tendência majoritária da jurisprudência, pois acanhado é o número de decisões que reconheciam tais uniões como estáveis.

A eficácia da nova lei é imediata, passando as uniões homossexuais a merecer a especial proteção do Estado (CF, art. 226). Em face da normatização levada a efeito, restam completamente sem razão de ser todos os projetos de lei que estão em tramitação e que visam a regulamentar, a união civil, a parceria civil registrada, entre outros. Esses projetos perderam o objeto uma vez que já há lei conceituando como entidade familiar ditas relações, não importando a orientação sexual de seus partícipes.

No momento em que as uniões de pessoas do mesmo sexo estão sob a tutela da lei que visa a combater a violência doméstica, isso significa, inquestionavelmente, que são reconhecidas como uma família, estando sob a égide do Direito de Família. Não mais podem ser reconhecidas como sociedades de fato, sob pena de se estar negando vigência à lei federal. Conseqüentemente, as demandas não devem continuar tramitando nas varas cíveis, impondo-se sua distribuição às varas de família.

Diante da definição de entidade familiar, não mais se justifica que o amor entre iguais seja banido do âmbito da proteção jurídica, visto que suas desavenças são reconhecidas como violência doméstica.
Marise, a indispensável!
Bjs
AnaLú
Dando uma de Ana Lú, nossa pomba-mercúrio

Encontrei eco neste Blog, onde a blogueira comenta sobre o dia de hoje:

“Enquanto existir isso” (seguem algumas das fotos, abaixo), “tô fora de qualquer comemoração pelo "Dia da Mulher"



E, PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES, DIGO, DE CANTOS DISSONATES...


E, PRA QUE NÃO SE DIGA QUE A AVE NÃO TEM HUMOR:

Cara Graúna,isto é amor ou uma verdadeira "putaria"para ser um pouco vulgar,e descrever a descoberta da melhor coisa da vida humana,que é o sexo,entre duas pessoas diferentes?
Já pensou se a gente tivesse que viver sem estas coisas tão elementares,como a relação entre dois corpos que exalam vapores e fulgores excitantes ?
HUMOR PELA AÍ, DIGO, PELA WEB





Termino com falas de Dalai Lama:




"VISTO QUE NOSSA VIDA COMEÇA E TERMINA COM A NECESSIDADE DE AFETO & CUIDADOS,
NÃO SERIA SENSATO PRATICARMOS A COMPAIXÃO E O AMOR AO PRÓXIMO ENQUANTO PODEMOS?"




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