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O livro A Privataria Tucana, lançado no dia 09/12/2011, é o livro mais vendido do Brasil segundo o site Publishnews (clique AQUI). Para entender o significado da explosão de vendas de um livro lançado há menos de um mês, julgo importante levar em conta dois dados:


1- O mais absoluto silêncio da chamada ‘grande mídia’ tradicional, que sempre foi o dínamo da vendagem de livros;

2- Considerar os livros mais vendidos de 2011.


Pegando-se estes dois dados, fica fácil compreendermos o porquê de o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., ser hoje considerado um dos maiores fenômenos editoriais brasileiros. É revolucionário inclusive na divulgação, já que o livro, que trata de política, driblou o pacto de silêncio da grande mídia que, como todo mundo sabe, já assumiu tacitamente sua condição de âncora do principal partido político de oposição ao governo federal (e seus aliados).

Assim, após a chamada Primavera Árabe, podemos dizer que a internet (blogosfera, redes sociais etc) inaugurou a Primavera Brasileira no contexto da ditadura da grande mídia corporativa a qual, não sendo mais possível o bandeiroso silêncio, acabou por escalar seus funcionários (jornalistas, comentaristas, articulistas etc) para fazer a contrapropaganda, ou seja, tentar neutralizar o efeito bombástico da obra documental de Amaury Ribeiro Jr. com a pecha de “panfleto partidário” ou “assunto requentado”.  Outra estratégia (risível) foram os malabarismos dos grandes periódicos para tentar mascarar a inoportuna (para seus donos) aparição de A Privataria Tucana nas listas dos mais vendidos. Neste ponto, é curioso observar que os livros subsequentes (na lista dos mais vendidos) – Stve Jobs, As Esganadas, O Livro do Boni etc. – mereceram, ao contrário do livro de Amaury Ribeiro Jr., uma maciça campanha midiática. Pois sempre foi assim que se comportou o mercado editorial brasileiro, ou seja, é a grande mídia que decide o que deve ser lido – e o que deve ser esquecido. Enfim, o livro A Privataria Tucana está, como está na moda dizer, "quebrando paradigmas"... 

Agora, consideremos a vendagem. Segundo o site Publishnews (clique AQUI), o livro mais vendido ao longo de 2011 foi a biografia de Steve Jobs, que foi lançado em outubro e vendeu 109.658 unidades. A Privataria Tucana vendeu 27.250 exemplares desde o lançamento até 31 de dezembro de 2011, ou seja, uma façanha explosiva para apenas 23 dias. Já foram impressos até a presente data 120 mil livros. Segundo Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, deste total de impressos, 70 mil já se encontram na praça; 30 mil estão encomendados e 20 mil estão em estoque. E tudo leva a crer que, em poucos dias, A Privataria Tucana alcance facilmente a marca dos 200 mil exemplares. E o autor já revelou que está para vir A Privataria Tucana-II. Neste filão, ainda teremos o livro que o ex-delegado Protógenes Queroz já prepara e que promete fortes emoções: os bastidores da Operação Satiagraha. 

Sem dúvida, esta é a grande sacada de Amaury Ribeiro Jr.: criou um thriller em que, no contexto da liquidação do patrimônio público brasileiro, a vítima do suspense é o próprio leitor. 

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A farra acabou. Agora vem segunda parte, pôr quem deve na cadeia.

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