A sangrenta história de "Limites do Crescimento"

Deu no "The Washington Times":

.

Zubrin: O Holocausto Chinês do controle populacional

.
"Em junho de 1978, Song Jian , um gerente de nível superior responsável pelo desenvolvimento de sistemas de controle para o programa de mísseis guiados chinês, viajou para Helsinque para uma conferência internacional sobre o controle do sistema de teoria e design. Enquanto estava na Finlândia , ele pegou cópias de "The Limits to Growth" e "Blue print for Survival" - ambos publicações do Clube de Roma, uma grande fonte de propaganda malthusiana - e fez conhecimento com vários europeus, pessoas que estavam promovendo o uso de "sistemas análise" informatizados como método de gerar relatórios para prever e projetar o futuro humano.

Fascinado com as possibilidades, o Sr. Song voltou à China e teria republicado as análises do "Clube" em seu próprio nome (sem a devida atribuição), assim criando a sua reputação de pensamento brilhante e original. Em um breve instante o Sr. Song se tornou um "superstar" científico. Aproveitando o momento, ele reuniu um grupo de elite de matemáticos de dentro de seu departamento e, com a ajuda de um computador suficientemente poderoso para fornecer os efeitos especiais necessários, proferiu a sentença: Calculou que, para a China, o tamanho "correto" da população seria de 650 milhões a 700 milhões de pessoas, ou seja, algo como de 280 a 330 milhões menos que a  sua população real de 1978..." (continua no link acima)

.

Saudações

Exibições: 707

Responder esta

Respostas a este tópico

E? Qual o ponto que você pretende focar com isso? Nao está claro. 

Leia de novo...

Há vários pontos interessantes nessa matéria, basta acessar o link.

Nao tinha visto o link, vou ver (se nao estiver em inglês...). Mas, ainda assim, acho que a matéria nao deve falar por si... Você a postou aqui por algum motivo, com algum ângulo interpretativo; seria bom explicitá-lo... Se quiser, claro. 

Fui ver. A traduçao do Google dá um samba do crioulo doido danado. Mas o "cheiro" da notícia me parece meio suspeito, tipo anti-comunismo primário. Nao posso assegurar que o dito lá nao aconteceu, mas me parece ao menos merecedor de dúvidas. 

Concordo com você.

Também me pareceu uma postura "denuncista", ainda que não esteja muito longe de outras "teorias da conspiração" que cercam os "Bilderberg" e o "Club de Roma", mas algo de verdade tem; aqui e acolá todos sabemos dos efeitos deletérios do controle populacional da China e inclusive do uso de métodos médicos (verificação do sexo do feto, pelo ultrassom), para garantir que o "filho único" seja do gênero masculino e, aliás, não é só na China que se faz esse uso anti-ético dos saberes e recursos médicos.

No entanto, o "foco" que atraiu mais a minha a minha atenção, é a postura neo-malthusiana  mesmo... Acho que vale a pena abrir essa discussão, quando menos não seja para estender um pouco mais a compreensão a respeito dos "efeitos colaterais" de certas posturas e ações políticas que, ainda que pareçam justificáveis e perfeitas "no papel", quando levadas à prática se revelam extremamente injustas e cheias de defeitos.

Saudações

Que houve um processo autoritário de controle populacional, disso nao duvido; o de que duvidei foram as "atrocidades extras" contidas na matéria. Mas concordo com sua visao sobre o malthusianismo e sobre os efeitos colaterais de certas medidas. Na Índia, por ex., onde o ultrassom foi muito usado para prever o sexo dos filhos e evitar meninas, hoje há um desequilíbrio populacional entre homens e mulheres. 

Agora, tb nao sou a favor do crescimento populacional, apenas acho que os casais se auto-limitarao, sem necessidade de muito controle externo, pela força das circunstâncias da vida nas cidades -- e o mundo está cada vez mais urbano -- e tb como decorrência do avanço dos direitos femininos, da profissionalizaçao das mulheres, etc. 

É uma história, que para se acreditar nela, precisa-se de convencer que existiu um senhor Song Jian, burocrata, engenheiro de sitemas de controle, um sujeito medíocre a ponto de plagiar e apresentar como dele, trabalhos manjados de ampla repercussão internacional, mas mesmo assim, obteve reputação de brilhante e original, virou "superstar", na China comunista, ganhou um computador que produzia efeitos especiais, em 1978, e convenceu a velha cúpula do PCCh, imediatamente, em adotar a política de um único filho em 1979. (This policy was introduced in 1978 and initially applied to first-born children in the year of 1979.)

Há um detalhe que não está contado na matéria. Song Jian, quando esteve na Finlândia, viajou até a Lapônia. Foi lá que recebeu de presente "The Limits to Growth" e "Blue print for Survival", e foi convencido por um comunista - tão radical que se veste de vermelho - que as publicações eram importantíssimas contribuições ao marxismo-leninismo. Enfim, foi Papai Noel o verdadeiro responsável pela Política de Um só Filho dos sucessores de Mao.

Uma história para os leitores do Tea Party que apreciam o Washington Times , em suma.

Almeida, 

O "tema" é recorrente e não tem nada de novo; aqui você pode ver a mesma acusação feita ao Sr. Song Jian, ainda que também não cheguem ao detalhe, como você chegou, de descrever essa passada pela Lapônia, para conversar com Papai Noel:

"Superpopulação" as idéias têm conseqüências

Saudações 

Pois, Zé. Esses caras acham que os pessoal do PCCh pensa e planeja, conforme regras e maneiras ocidentais; que fizeram modelos computacionais, que eles não tinham em 1978, e decidiram implantar suas políticas. A parte da tomada de decisão para a média adotada é pândega; os burocratas definindo a média em 2,3 e 1,5 filhos por casal, como é que se faz 0,3 ou 0,5 filho? Quer dizer que é assim, o estado vem a público anunciar uma média de filhos por família, e não um número discreto definido para os casais?

O objetivo é atacar "Limites do Crescimento", combater as idéias ali expressas com preconceitos religiosos, com o natalismo de "crescei e multiplicai" misturado ao antiabortismo, e assim demonizar aos olhos conservadores religiosos as conclusões do relatório. Esta é a ênfase do artigo.

O relatório "Limites do Crescimento" parte do paradoxo de se realizar, crescimento perpétuo sobre a Terra finita, e examina, com as concepções e teorias de 1972, as minúcias dos impeditivos materiais de uma questão óbvia, porém inalcançável para as mentes alucinadas dos que se opõem ao relatório.

Para derrubar o relatório, é necessário provar que não há paradoxo; que a Terra é infinita e o crescimento eterno pode prosseguir. Como isto é tarefa impossível, sobra espaço somente para as fantasias, a demonização do Clube de Roma, de Malthus e do ambientalismo; misturá-los e apresentar tudo como uma associação dos comunistas chineses, abortistas e comedores de criancinhas.

A densidade populacional chinesa é muito alta, maior do que a da União Européia, apesar do território imenso; há de se levar em conta, que  grande parte de suas terras são áridas, montanhosas e inóspitas, suas províncias costeiras concentram muita população, o que torna alarmantes suas densidades efetivas; eram esses fatos objetivos que os burocratas chineses levavam em conta, na hora da adoção da política de filho único, nada a ver com a suposição de influência do Clube de Roma e outras conspirações imaginárias.

Malthus virou palavrão, um xingamento para os adversários, é daqueles autores mais citados do que lidos; sua explanação a respeito, da contradição de crescimento geométrico de populações com o crescimento limitado dos meios de subsistência é irrefutável, as conclusões morais e políticas que retirou disso são outros quinhentos. Ele foi o primeiro a postular um limite para a economia, daí seu nome ser lembrado sempre que as limitações são discutidas,

Os detratores atuais de Malthus, o pessoal que acredita na cornucópia de uma Terra plana e infinita, não conseguem responder quanto de população a Terra "aguenta". Serão dez, vinte, duzentos bilhões de bocas para alimentar? E por quanto tempo poderemos sustentar, os bilhões de indivíduos que eles afirmam ser possível a Terra suportar? E mais ainda, e se suas teorias não tiverem comprovação verificada na prática, eles estarão aí para serem julgados como genocidas?

A luz dos conhecimentos acumulados sobre os limites da Terra, sabemos que as atividades humanas têm limites, o "crescei e multiplicai" virou um lema genocida; a idéia do crescimento econômico perpétuo idem.

Um abraço.

E... Já que você domina bem o inglês, talvez este artigo possa te convencer da "existência" do Sr. Song Jian e da sua responsabilidade na "política de filho único", da China:

Mísseis Ciência, Ciência População: As origens da política chinesa de um filho


Saudações

Se ele é real ou não, não me importa. O que eu acho é que, o processo de decisão política, numa grande e numerosa nação, não se faz, da forma simplória como está apresentado. Olhe para a nossa SBPC, veja sua agenda e teor de discussões, repare nos nomes que endossam suas posições e me diga, quais políticas que essa instituição preconiza que são levadas à prática, pelo estado brasileiro? O que fizeram das opiniões do brilhante professor Ab'Saber, sobre a transposição do São Francisco, por exemplo. O próprio relatório "Limites do Crescimento" foi preparado, por uma equipe de cientistas de uma influentíssima instituição científica, o MIT, nem por isso suas orientações, a respeito do esgotamento das matérias primas, foram seguidas pelo governo americano ou outro governo qualquer até agora.

No interior de um partido político, qualquer partido, as decisões são tomadas na forma de convencimento político coletivo, de pelo menos da maioria de seus caciques, não cabe personalizar tais decisões. O que levou o PCCh a adotar uma política do filho único foi o fato, de que alimentar um bilhão de pessoas não é uma tarefa simples; não se pode atribuir tal coisa ao redator do relatório à direção do partido, assim como não se pode atribuir a responsabilidade, ao datilógrafo e o 'xeroqueiro' que difundiram as cópias do relato. Foram fatos objetivos e verificáveis que pesaram na decisão; a China viveu fomes epidêmicas na sua história; uma quebra de safra numa das regiões do seu grande território é um transtorno sem tamanho, administrar um "pepino" dessa ordem não é coisa simples, o PCCh sabia do tamanho da coisa.

A Índia também enfrenta problemas com sua superpopulação. Você sabe o que os dirigentes indianos colocaram, em documento oficiais sobre políticas públicas, na mesma ocasião em que a China decidia sobre filho único? Que simplemente renunciavam a estender essas políticas para algo em torno de 30 % de sua imensa população, que deixariam elas ao deus dará, sem amparo das ações de estado. Esta política 'indiana' se verifica na prática, com o que se chama de excluídos ao redor do mundo; um continente inteiro, a África, está marginalizado da inclusão na ordem econômica mundial.

Há duas formas de controlar uma população, ou você faz pela entrada, impedindo que se cheguem novas pessoas no mundo, ou incentiva e favorece a saída. Não há escolhas intermediárias, quando se chega a situação da China. A densidade populacional chinesa, se fosse estendida ao mundo, formaria uma população mundial de vinte bilhões de pessoas. O mundo suportaria isto? Os dirigentes chineses entenderam, que a China não suportava densidades gigantescas de população, escolheram controlar a entrada e estabeleceram o objetivo de diminuir a população. Existe aspectos cruéis na decisão, certamente, mas é de longe a mais humanitária, quando se pensa na opção de incentivar a saída, o que está colocado em prática na África, na Índia e outra regiões do mundo.

Há o aspecto autoritário da decisão chinesa, melhor seria de que fosse decisão democrática tomada pela própria população, mas, será que as pessoas voluntariamente seguiriam o decidido em maioria, dentro de uma cultura que valoriza a chegada de filhos masculinos? A direção comunista entendeu que não e estabeleceu uma norma geral, para ser seguida e  alcançar o objetivo, de promover redução populacional.

Repito, não há nada mais genocida do que o lema "crescei e multiplicai", nesta etapa da história humana, é coisa de quem aguarda o apocalipse como forma de redenção eterna, crença de fanáticos religiosos cristãos, e resolvem que deve-se apressar esse momento.

Devemos olhar para o que acontece na China, sem a ótica dos preconceitos do radicalismo cristão. Pessoalmente sou adepto do decrescimento voluntário, acho preferível ao autoritário, mas se não fizermos o decrescimento, alguma coisa vai preencher essa necessidade, imposta pelo decrescimento produtivo advindo dos limites energéticos, de solos, de recursos de água, de matérias primas em geral; o decrescimento será feito na marra, de qualquer jeito, então devemos escolher a melhor maneira. Se não houver racionalidade, a coisa será caótica, com aspectos terríveis, muito mais cruéis do que a atual política chinesa.

Abraços.

Almeida,

Tenho lido boa parte do que você escreve e, descontando algum que outro "estusiasmo retórico" (às vezes beirando o grosseiro), penso que você é honesto: Acredita no que diz e se comporta conforme o diz, tendo presentes todas essas informações, de boas fontes, com que você nos brinda a todo momento, mas...

Tenho receio de que você confunda, às vezes, POLÍTICAS DE DOMINAÇÃO com fatos inexoráveis e é aí que divergimos, pelo menos em parte, com relação ao que "provavelmente será" com o que "de fato é" neste nosso momento.

Explico: Ainda que essas "políticas" possam estar calcadas em perspectivas sólidas e, evidentemente, todas essas prospecções estatísticas do FUTURO HUMANO NA TERRA, devam estar solidamente presentes nas preocupações de todos aqueles que planejam os caminhos do nosso desenvolvimento (como HUMANOS e NO CONJUNTO DAS NAÇÕES), há que se ter muito cuidado na atribuição das responsabilidades pelo mal feito e na identificação dos VERDADEIROS INTERESSES, muitas vezes mal disfarçados e outras tantas ocultos mesmo, que, paradoxalmente, dão suporte a boa parte dessas "bandeiras".

Eu já tenho 55 anos, não sou de direita nem de esquerda e muito menos de centro; Para maior esclarecimento:

Troco, sem qualquer remorso, 200 Marx por 1 Bakunin, embora saiba, por muito pensar, que a Anarquia jamais será uma forma de "governo".

A questão da "escassez" não se prende, apenas, a "existências". A escassez virá, sim ou sim, ao longo do tempo, mas não é, ainda, um problema do "nosso" tempo e não o será no "nosso" tempo; O problema do nosso tempo é a distribuição, não só dos recursos, como das oportunidades de crescimento.

Quê "risco alimentar" pode existir, quando jogamos no lixo, literalmente, cerca de 50% da nossa produção total de alimentos?

Que "falta de água" é essa, quando nos damos ao luxo de, simplesmente, despejar a prática totalidade da nossa merda e demais dejetos em todas as nascentes e vias de água do mundo que têm a desgraça de estar próximas a qualquer ajuntamento humano, não necessariamente grandes cidades, num volume tal que não permitimos à Natureza qualquer possibilidade de "reprocessar" os nossos excrementos?

Por quê não aplicamos algumas das soluções de engenharia e de logística, mais que implantáveis e muito mais que conhecidas, e até de baixo custo, e resolvemos boa parte desses problemas de uma vez por todas, ao invés de ficar só nos "lamentos"?

Se foi possível corrigir a poluição atmosférica de Cubatão e devolver a ictiofauna ao Tâmisa (em plena Londres, que não é cidade pequena), por quê aceitamos conviver com o "esgoto" do Tietê e do Pinheiros, em plena cidade de São Paulo, sem falar dos vários rios "canalizados" (na verdade transformados em "valas negras"), na cidade do Rio de Janeiro?

Se a "reconstrução" é um bom negócio (depois das guerras) e, aliás, é tão bom negócio que sempre é uma das "opções" que "estão sobre a mesa" de todos aqueles que pretender distribuir "democracia" na base do tiro e da porrada, reduzindo as culturas médio-orientais às condições da idade da pedra (vide Iraque, Afeganistão, Líbia...), por quê não usar todo esse "músculo" e todos esses "recursos" e RECONSTRUIR, aonde seja possível, as condições meio-ambientais destruídas, reflorestando o que possa ser reflorestado e impondo leis que impeçam que se polua o curso das águas, sem qualquer necessidade, apenas porque custaria um 5% a mais construir um edifício com cisternas para recolher água da chuva e uma boa fossa séptica?

É possível que o "mito" do Aquecimento Global Antropogênico seja um disfarce para assumir o controle dos recursos fósseis? É sim!

É possível que toda essa propaganda tenha como finalidade "preservar" esses recursos e os "mercados" para as nações já desenvolvidas, ao mesmo tempo que, ao opor barreiras ambientais ao desenvolvimento do "terceiro mundo", se possa evitar o aumento da "concorrência" à indústria "deles", que já está instalada e que, pelos encargos sociais que suporta, está em franca desvantagem, em relação aos custos, frente aos novos núcleos industriais, principalmente da Ásia, que estão "nascendo"? Também!

A quem interessa, Almeida, todo esse discurso "decrescimentista" na terra dos outros, enquanto na terra "deles" só se fala em expansão dos mercados, "globalização" e mais investimento?

Filosoficamente, até acho que decrescer seja uma boa prática, mas, por cautela, vou esperar que "eles" decresçam primeiro...

Saudações

RSS

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço