A sangrenta história de "Limites do Crescimento"

Deu no "The Washington Times":

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Zubrin: O Holocausto Chinês do controle populacional

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"Em junho de 1978, Song Jian , um gerente de nível superior responsável pelo desenvolvimento de sistemas de controle para o programa de mísseis guiados chinês, viajou para Helsinque para uma conferência internacional sobre o controle do sistema de teoria e design. Enquanto estava na Finlândia , ele pegou cópias de "The Limits to Growth" e "Blue print for Survival" - ambos publicações do Clube de Roma, uma grande fonte de propaganda malthusiana - e fez conhecimento com vários europeus, pessoas que estavam promovendo o uso de "sistemas análise" informatizados como método de gerar relatórios para prever e projetar o futuro humano.

Fascinado com as possibilidades, o Sr. Song voltou à China e teria republicado as análises do "Clube" em seu próprio nome (sem a devida atribuição), assim criando a sua reputação de pensamento brilhante e original. Em um breve instante o Sr. Song se tornou um "superstar" científico. Aproveitando o momento, ele reuniu um grupo de elite de matemáticos de dentro de seu departamento e, com a ajuda de um computador suficientemente poderoso para fornecer os efeitos especiais necessários, proferiu a sentença: Calculou que, para a China, o tamanho "correto" da população seria de 650 milhões a 700 milhões de pessoas, ou seja, algo como de 280 a 330 milhões menos que a  sua população real de 1978..." (continua no link acima)

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Saudações

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Respostas a este tópico

José

Há alguns pressupostos neste comentário:

1. No âmbito das COP (suponho), municiadas pelas conclusões do IPCC (suponho), as nações desenvolvidas estariam criando barreiras ambientais ao desenvolvimento das nações do terceiro mundo. (não é dito quais seriam)

2. As indústrias dos países desenvolvidos não conseguem competir com as indústrias dos países em desenvolvimento por causa dos encargos sociais que suportam .

3. O discurso dos limites do crescimento econômico é retórica para ser usada no terceiro mundo, exclusivamente.

4. Nos EUA, Europa e Japão estaria acontecendo uma retomada do crescimento econômico.

Penso que estas quatro idéias são falsas.

Tomemos alguns fatos insofismáveis:

1. As grandes corporações transnacionais exportaram, dos países industrializados para os países do terceiro mundo, nos anos 80 e 90, 700.000.000 de empregos industriais. Obedeceram exclusivamente ao imperativo de lucro maior advindo de salários menores. Para se ter uma idéia da magnitude do fenômeno, basta dizer que não havia, no final dos anos 70, tal quantidade de empregos nas fábricas de todo o mundo.

2. As fábricas dos países industrializados estão é fechando.

3. A Volkswagen alemã compete com a Volkswagen brasileira, ou se completam?

4. Os países do capitalismo central, que já enfrentam severas restrições de energia, vão exportar suas unidades industriais que dependem de uso intensivo de energia para nações onde ainda haja abundância deste recurso. É um movimento inevitável.

Cumpre aos governos responsáveis das nações emergentes saberem tirar partido desta situação, em lugar de oferecerem as facilidades de mão beijada, a pretexto de que esta concessão nos conduzirá a um desenvolvimento com alguma boa qualidade, algum dia, talvez, quem sabe. As restrições ambientais estabelecidas em lei constituem-se em proteção dos interesses nacionais contra estes ‘’negócios da China’’, onde costumeiramente só uns poucos levam vantagem.

Em muitos destes países, as oligarquias habituaram-se ao papel de cafetinas da natureza, como se ela fosse uma vadia de michê chinfrim.

Saudações  

Hermê,

Antes de qualificar de "falsas", essas assertivas, sai do "matrix" e segue o dinheiro. Ainda quase agora tivemos o caso da Repsol YPF, que é paradigmático; Além de reduzir a folha de pagamento da empresa argentina ao mínimo tolerável, simplesmente desviou todos os recursos excedentes para a distribuição de lucros aos acionistas e deixou os argentinos nas filas dos postos, olhando pro tempo...

Quem foi que disse a você que, para uma "transnacional", o lugar em que está instalada quer dizer alguma coisa, depois que já conseguiu colocar o pé ali dentro?

Aonde vai parar o "resultado" da Alcoa, sobre o alumínio que é produzido com o nosso minério e com os subsídios de energia pagos pelo povo brasileiro? E o das mega corporações do "agribusiness"? E o dos conglomerados financeiros?

Quanto representam, Hermê, em percentual, a totalidade dos empregos gerados por todo o parque automobilístico dito "nacional", somado ao de todas as outras multinacionais aqui instaladas, em relação ao mercado laboral brasileiro? Quem nos "sustenta", Hermê? São "eles", ou o nosso mercado interno?

Por quê será que "eles" podem explorar os "nossos" recursos naturais, ou pagar alguns centavos pelo "bloqueio" do acesso ao carbono armazenado nas nossas florestas (assim impedindo a nossa exploração dos nossos próprios recursos) e ainda posar de "políticamente corretos", enquanto nós não podemos sequer reclamar das muitas merdas que as empresas deles estão fazendo, tanto aqui quanto NO MUNDO INTEIRO?

Quê "governos responsáveis" você conhece, em quais nações "emergentes"?

Por quê o "nosso" governo faz tanta questão de aparecer "bem na foto", junto com os demais sacanas desses "organismos multilaterais" quando, o que o mundo inteiro nos compra, não chega nem a 13% (treze por cento) do que é produzido aqui dentro?

"Segue o dinheiro", Hermê. Você pode acabar se surpreendendo...

Saudações

Caro José

Concordo com o que você me retrucou, mas não vejo como isto afeta aquelas quatro assertivas que qualifiquei de falsas, sem aspas e sem ofensa, porque não o chamei de mentiroso.

Estou sempre a execrar o ''desenvolvimentismo'' FAMA (fazenda, mineração e maquiladoras).

Espanto me causou o parágrafo:

Por quê será que "eles" podem explorar os "nossos" recursos naturais, ou pagar alguns centavos pelo "bloqueio" do acesso ao carbono armazenado nas nossas florestas (assim impedindo a nossa exploração dos nossos próprios recursos) ...

De que ''bloqueio do acesso ao carbono armazenado em nossas florestas'' você está falando?

Resaudações

Procura se informar sobre o "sistema REED", tendo em mente que o planeta é um só e a atmosfera é a mesma...

Saudações renovadas 

Este link pode ser um começo:

REED e as tentativas de criminalização dos povos indígenas

Forte abraço

E, no entanto, há projetos bem sucedidos:

Claro...

E eu devo acreditar, porque, afinal, é o honestíssimo "presidente da Funai", quem está dizendo...

:-)

Entendi!

Acreditar? Não sei, fé é assunto de foro íntimo. Mas devia ler o que posta. Será que o ''seu'' Marcio Meira (presidente da Funai, que considera vários destes contratos ilegais) é honestíssimo, enquanto que o ''meu'' Marcio Meira (que aponta um exemplo de contrato bem feito) é desonesto? 

Hermê, nem o "meu" Marcio Meira é honestíssimo, nem o teu. O fato de que sejam a mesma pessoa também não é mera coincidência: É um POLÌTICO, com tantas caras quantas sejam necessárias, e discursos idem, para "agradar", ou enrolar, o máximo de plateias.

Que eu concorde com algumas colocações, emprestadas ou próprias, de qualquer vagabundo, que diga o que quer que seja sobre qualquer tema, não o torna "meu ídolo", nem "gente boa"; Apenas coincidimos em algumas idéias, e isto não nos torna "parceiros obrigatórios" onde não há coincidências.

Saudações

Mayo,

Não confundo política de dominação com fatos inexoráveis. A dominação muda, os fatos inexoráveis, não. Esgotamento de recursos finitos sob exploração intensa é inexorável, a partir desse fato, temos de pensar nosso habitat e nossas atividades sobre ele.

O risco alimentar, que você cita entre aspas, é fato, um bilhão de criaturas humanas passam fome. Você vai dizer que é má distribuição, eu concordo, pois o modo como produzimos as coisa não tem por finalidade a distribuição, pelo contrário, almeja a concentração, o que realiza acumulação, nas mãos de 0,1 %. Para maximizar o lucro, o capitalismo, nesta sua fase monopolista atual, tem de promover alguma escassez; no caso do agronegócio, escassez significa desperdício e fome. A fome é necessária apenas para o capitalismo ter lucro.

Você aborda a questão da falta de água, que cita novamente entre aspas, apenas na ótica nacional. Existe escassez mundial de água por razões físicas e econômicas. No caso brasileiro, com a falta de saneamento e efeitos da poluição, se dá por razões econômicas, mas existem grandes contingentes populacionais afetados, pelas razões físicas, da geografia de onde moram. De cinco a dez por cento do fluxo do Amazonas seriam suficientes, para abastecer a humanidade, mas será que podemos empilhar lá, as populações (1,2 bilhão) afetadas hoje pelo risco da escassez de água, ao redor do Mundo? Acho que essa geoengenharia não podemos topar, seria uma proposta de dominação escancarada. O mapa ilustra o que acontece.

Alguns países, cuja população cresceu mais rápido que seus recursos de terra e água, tais como Arábia Saudita, Coreia do Sul, China, Kuwait, Líbia, Índia, Egito, entre outros, estão comprando ou arrendando terras em outros países, para sua garantia na produção de alimentos. Em 2009, a Arábia Saudita recebeu a primeira partida de alimentos da Etiópia, um lugar que recebe ajuda internacional para alimentar milhões de pessoas.

Veja a contradição dos fatos, aquela produção de alimentos carreada para os sauditas certamente entra, na contabilidade do PIB etíope, faz parte do "crescimento" da Etiópia. Com certeza, meia dúzia de etíopes levam algum, no serviço prestado aos árabes, mas a imensa maioria permanece na inanição; essa turma, que negociou essa coisa pavorosa com os sauditas,  deve se referir, aos críticos internos da negociação, como pessoas contrárias ao "nosso" desenvolvimento. Quem aqui crítica a expansão do "nosso" agronegócio leva a mesma pecha.

Você consegue perceber agora, que crescimento também é dominação? Ou que nós não somos donos do "nosso" crescimento? No Brasil, já chegou o fenômeno da compra e arrendamento de terras, por estrangeiros, para a produção de alimentos. No nosso caso, eles fazem apenas para reforçar posição, já que nós alegremente nos entregamos, ao modelo que nos foi destinado na divisão internacional do trabalho, um país de mineração, de agronegócio, exportador de matéria prima. Parte da soja brasileira é convertida em biodiesel na Europa; o farelo engorda o gado de lá, e eles nos exportam laticínios. A importação de manteiga era o símbolo da nossa dependência externa, da nossa falta de indústria, entre as forças nacionalistas envolvidas na Revolução de 1930.

Não sou especialista em climatologia, para examinar seus modelos em minúcias; embora tenha razoável conhecimento de matemática, não tenho a necessária vivência profissional nessa atividade, que me habilite a avaliar esses modelos. Encaro a questão de modo pragmático: se não existir o AGA, nós temos ainda gravíssimos problemas ambientais e com o esgotamento de recursos finitos, questões que precisam ser atacadas; se existir, é mais um problema. Do ponto de vista político - toda essa questão causa polêmica pela política e não pelo teor acadêmico - minha postura continua pragmática: a turma do AGA aponta para mudanças necessárias ao processo produtivo que está em voga; a turma negacionista, acha que está tudo bem, são adeptos do laissez-faire, laissez-passer, do deixa rolar, do pau na máquina, de que podemos perseguir o crescimento infinito. Acho a segundo time perigoso; quero distância, não me junto a essa gente e nem quero ser confundido com eles; com os primeiros é possível diálogo, entendimento político.

Quando se olha para a China atual, cai por terra a velha tese do nacionalismo terceiro-mundista, de que "as nações já desenvolvidas" não querem o "desenvolvimento" industrial do Terceiro Mundo, "ao opor barreiras ambientais", para evitar a concorrência da mão de obra mais barata. As corporações do Primeiro Mundo são, as que mais tiram proveito da mão de obra barata da China e do restante do Terceiro Mundo; as indústrias do Primeiro Mundo há muito foram transplantadas para a China; os chineses são recordistas mundiais em poluição e emissões de CO2, consomem metade do carvão do mundo e as corporações dos países desenvolvidos não se arredam de lá; os países do Primeiro Mundo ganham os tubos, com a poluição e degradação do Terceiro Mundo, é mito a afirmação de que eles são contrários ao "nosso" crescimento. O discurso da expansão de mercados é inerente ao capitalismo, por isso é citado em todas as partes, lá e cá. A ideologia do antiambientalismo virou cavalo de batalha do entreguismo, a política das portas escancaradas do Terceiro Mundo, aos poluidores do Primeiro Mundo, em nome do "nosso" crescimento, como no caso da Etiópia citado acima.

A decadência energética é inexorável, com isto decairá a capacidade produtiva. Na sua idade ou na minha, todos nós que passamos dos "inta" entendemos perfeitamente, o que significa perda de capacidade energética. O decrescimento virá de qualquer maneira, nós temos de nos preparar para ele e quanto mais cedo melhor. Não é preciso o discurso do AGA, para se livrar da economia do carbono, pois ela vai nos abandonar ainda neste século. O problema da escassez de energia não começa no esgotamento final, ele principia no declínio após o auge; o problema do pico do petróleo é uma realidade do nosso tempo, já sentimos seus efeitos nos preços atuais. Há de se preparar para a nova situação, não jogar todas as fichas, numa economia condenada a desaparição, a que está baseada em carbono. No Primeiro Mundo isto já foi percebido, do lado do atraso, não.

Concordo plenamente com a proposta de reconstrução ambiental. No Brasil, já deveríamos ter começado faz tempo, reflorestar amplas áreas degradadas, que servem apenas para cultura de capim, sem grande expressão econômica. Por enquanto é isto, fico por aqui.

Um abraço.

Almeida,

Pelas informações que manejamos e mesmo, em vários pontos, pelos posicionamentos que adotamos... É difícil debater com você forçando "divergências".

Na verdade, não tenho muito o que rebater a quase tudo que você aqui está colocando, e nem você está me rebatendo em praticamente coisa nenhuma; Penso que a nossa divergência está mais no ponto de onde se olha para a mesa, e no como se descreve o que se está vendo, do que na interpretação fática do que essa "maquete de mundo" representa.

Não quero "responder" com pressa; Não tenho tido muito tempo para estar online nestes últimos dias e não tenho o menor interesse de responder ao teu discurso sincero com um "copy/paste" qualquer que desvie o tema e do tema.

É mais ou menos por aquí:

Com cinco ou seis megaempresas controlando a produção agrícola do mundo, à exceção da falsa impressão de "identidade de grupo", ou "cultural", e do evidente "risco político", em que mais contribuem as "fronteiras"?

Num mundo de 193, ou 194 países (na ONU), em que apenas dois não são notadamente "capitalistas" (Cuba e Coréia do Norte), qual é o "espaço" que restou para as outras idéias?

Quando todos os "comportamentos" e "desejos" expressados nos atuais grupos e movimentos ditos "sociais" são, na teoria e na prática, resultados de projetos de marketing com origem na mesma fonte de idéias...

Quê porra de "multilateralidade" é essa?

Voltarei com mais tempo...

Saudações

Caros
Concordo quanto a afirmação e pergunta, "crescimento constante numa terra finita", como poderá nossa nave suportar?
Se tiverem a curiosidade de verificar, temos hoje todos os indicativos que já chegamos ao topo da aceleração do crescimento populacional. Existem estudos que a Terra tera sua população estabilizada com 10 billões de habitantes, isso naturalmente sem qualquer estimulo ou programas de governo assim como esse chines aqui indicado.
Naturalmente nós humanos estamos instintivamente se auto regulando, todos os indicativos mostram isso.
Outro dia vi uma colocação apontando a inviabilidade da vida nos centros urbanos, não por estudos de sociologia ou qualquer outra tese academica, apenas por observação pessoal de um mortal qualquer, as pessoas vão para os grandes centros porque lá nos grandes centros urbanos suas vidas tem melhor qualidade, voces devem imaginar que essa afirmação é um delirio, porem para quem conhece a vida dos habitantes rurais, aqueles que vivem realmente da agricultura de subsistencia, a coisa é "Braba".
Quando voces ou nós que moramos na cidade compara a vida do campo, costumamos comparar com aquele campo quando vamos passar ferias, nos sitios de recreio, hoteis fazendas, não reflete absolutamente nem um decimo da triste realidade do verdadeiro campones.
Se olharmos hoje, nas pequenas familias de sitiantes por esse Brasil afora, ainda se vê exodo rural para os centros urbanos, é um movimento mundial, na cidade a vida é melhor, exige menos da força fisica, os indices e perspectivas de vida sensivelmente mais elevados, etc, etc.
Porque estou entrando nesse aspecto da migração urbana, é que quando analisamos o crescimento da população urbana, logo verificamos a sitematica diminuição de natalidade por casal, talvez porque na cidade se tem mais coisas para se fazer do que na roça, onde a maior distração seja fazer filhos.
Esse movimento é mundial, e todos que foram para as cidades foram por vontade propria, assim só podemos concluir que seja para melhora da vida, pois ninguem em sã consciencia faz algo para se auto prejudicar.
Inté, deixa eu trabalhar um pouquinho pra levar os leitinho das crianças.

abraços

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