À primeira "vista" pode parecer um discussão boba.

Mas o fato é que se o homem não convencionasse insistir em que este "Deus" é masculino, possivelmente não haveria tanto preconceito, principalmente religioso, contra as mulheres.

E por que os homens temem tanto as mulheres a ponto de quase sempre tentar torná-las submissas, etc, etc... ?


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Respostas a este tópico

É boba mesmo. Na verdade a concepção de Deus homem tem relação direta com a forma de cultura de quando as escrituras foram redigidas e não da pra ficar mudando toda vez que a mídia acha outro jeito melhor de acreditar nas coisas.

Na verdade também não acredito em  preconceito contra a mulher. Se tem é de mulher pra mulher. O homem sempre em sua história fez tudo pela mulher e dominou não porque era homem e sim porque era a fonte geradora de renda, ou seja, manda quem tem dinheiro obedece quem depende dele.

Segundo o que se acredita Deus não pode ter sexo se sua concepção de existência não é carnal , não é animal como nos humanos. A função básica do sexo é reprodução, nós humanos que tornamos a coisa mais prazerosa, as vezes até com certo exagero.

É Gabriel, você gosta mesmo de uma "polêmicazinha";

O Deus que, talvez, tenha sexo, é muito provavelmente o que é feito à imagem e semelhança do ser humano, ou seja, mamífero e sexuado. O Deus da "criação" não necessita desse aspecto; ele é a "Unicidade" e, nesse sentido, mais semelhante às amebas, seres assexuados, unicelulares e eternos (desde que não sejam mortos), que existem desde o inicio da vida na Terra (e talvez no espaço), multiplicando-se por cissiparidade.

A diferença, talvez, é que, esse Deus "gigante", come universos e excreta mundos, no mais é em tudo semelhante... como nós éramos (e, aliás, todos os animais), semelhantes a Ele, no momento da "criação"; a célula ovo.

Saudações

Senhor José, não encontrei no dicionário cissiparidade. O fato é que a referencia para se entender Deus são as escrituras e não o que acreditamos e nesse sentido não podemos confundir as escrituras primárias com os retratos da idade média.  Pelo que sei e reconheço não saber muito, nos escritos originais Deus não tem esposa e não se relaciona com mulheres humanas, no entanto, o que se tem também é o que mencionou, ou seja, que somos sua imagem e semelhança. Nesse sentido se somos semelhantes a ele, ele é semelhante a nós, então, segundo as escrituras tem sexo, e além de ter sexo  é perverso, omisso no mínimo, incapaz de convencer o humano a seguir o caminho certo, etc.etc. Isso não sou eu que estou dizendo, esta na Bíblia, é a descrição de Deus feita pelos Judeus e Romanos.  

É que o teu dicionário é ruim, tenta aqui: Cissiparidade

É verdade que as referencias são as escrituras (mas não só as da "bíblia"), como também o é que as escrituras não são "literais" (nem as da "bíblia"), ou seja, a sua linguagem é "figurada" e... Sim! Deus é o que cada um acredita que ele seja... Ou por acaso você acredita no Deus que "eu" acredito?

Saudações

Você vê que absurdo, como pode existir um dicionário bom ou ruim? Dicionário é o manual da língua, deveria ser estatal e universal. No meu dicionário ruim, o significado de legitimidade é igual à legalidade, o que no meu entender difere completamente. Veja que a partir dessa referencia eu posso determinar que qualquer ato de uma ditadura é legitimo a partir de uma legalidade imposta pela própria ditadura. Posso usar o dicionário como instrumento de defesa. Não é absurdo? Se edito um dicionário onde a descrição de defesa tem um mesmo significado que se salvaguardar de uma pretensão de dano lhe imposto por terceiro, posso matar, ferir, e fazer qualquer coisa que dentro desse significado se enquadre a presunção de um dano de outrem, seja lã qual for. Então surge a figura de um juiz. Mas então ficamos a mercê da interpretação de um comum (um juiz) que não é Deus para determinar o que é certo ou errado.

Mudando de assunto com o que foi dito e voltando ao assunto em pauta com base no que foi dito, dar a um texto múltiplas interpretações só serve a um propósito, dar a quem tem poder, poder divino e indiscutível, já que pode alterar a interpretação do texto a seu prazer ou conveniência, além do fato de ser eminentemente contraditório. Mais ou menos como alguém falar que decisão do supremo não se discute, se cumpre. Ora, se Deus criou o céu e a terra e nos criou, não é ele capaz de escrever algo claro e absoluto?

Tudo isso a meu ver, a religião, as escrituras, foi e ainda é útil para a humanidade, portanto dentro do que acredito é divino, mas não é preciso já que não acredito na existência de um mágico como Deus. Esse Deus que nos foi apresentado faz parte de uma cultura judaica e de outros tempos, completamente diferente de uma realidade, onde acredito não seja possível determinar algo sem “vivenciar” algo. No meu entender, veja, no meu entender, não existe como alguém, um ser, ainda que divino, conhecer o gosto da água com sal sem antes ter misturado a água ao sal e ainda, ter descoberto a água e o sal. Deus, ou os deuses se é que se pode assim chamar, descobre, manipula e a partir daí, revê o que quer dentro de um propósito maior já pensado.

Dentro do que acredito, existe também uma grande dúvida sobre a existência de um Deus único. Veja, no principio nada existia e isso é indiscutível por que estou falando do principio dentro do significado da palavra principio. Como Deus sabia que era Deus e o que poderia fazer sem se enxergar Deus já que nada via ou ouvia porque nada existia (estamos falando do principio)? Sem a existência e motivação ou até casualidade do encontro de algo igual, me parece complicado alguém ou o que provocar alguma reação ou obter conhecimento de si próprio? Sem algo igual estaria até hoje inerte, sem qualquer reação ou motivação. Eu não acredito que a matéria prima básica do universo sempre esteve lá como proclama a ciência de uma forma bem religiosa. Entendendo como principio, ou seja, começo de tudo, então nada havia antes, logo o que veio depois do princípio obviamente veio do nada, já que antes do “principio” nada existe.

Bom vou parar por ai porque isso da um livro e já esta bastante confuso, mas respondendo a sua pergunta se é que já não foi entendido, acredito em algo muito mais para o hermético do que judaico que é a origem do cristianismo. Não querendo de forma alguma desrespeitar as crenças judaicas embora não concorde veementemente com o lado racista.

Um abraço

 

 

 

Nao vou perder meu tempo discutindo religiao, mas língua é minha praia. E NAO TEM MANUAL. Línguas sao sistemas dinâmicos, em perpétua mutaçao. Dicionários sao meras tentativas de descriçao do que há na língua. Nao sao completos nem "autoridades" que determinem o sentido das palavras. O que determina isso é o USO QUE AS PESSOAS FAZEM. 

Há uma crônica, que nao lembro se é do Veríssimo ou do Xexéu, em que ele estranha que a palavra desbunde, que é um neologismo razoavelmente recente (eu vi, no meu tempo de vida, a "etimologia" dessa palavra acontecer), já estivesse dicionarizada, mas que do mesmo dicionário que ele consultou nao constavam nem telefonista nem plantonista. Mas ninguém pretende que essas palavras nao existam por causa disso, né? 

Outra história que já contei aqui é a da palavra dropes. Eu trabalhava com a equipe do Aurélio quando ele resolveu dicionarizar o drops do inglês, que a gente vive usando (com sentido muito mais específico do que a palavra tem em inglês). Mas aí, com aquela mesma "lógica" do ca?ador de regras que corrigiu o anúncio do MacDonald"s dizendo que o plural de hamburguer nao podia ser hamburguers, mas tinha que ser hamburgueres, o Aurélio queria dicionarizar a palavra como drope, plural dropes. Eu pulei, ninguém fala isso. Ele veio com a resposta do padrao morfológico da língua. Eu disse na hora: um lápis, dois lápis, um pires, dois pires. Ele só disse: tem razao. Dicionarizou das duas maneiras, como variantes. Veja se drope pegou... Nao adianta, a língua é determinada pelo uso. 

Desculpe, mas eu não concordo. Se não é possível estabelecer regras do significado das palavras em função de mutação natural da forma de se comunicar então igualmente também não se deveria estabelecer regras de gramática, ortografia. Ou seja, anarquia total.

Opa, desculpe, agora entendi.  (brincadeira, mas não concordo).

Talvez inclusive seja esse o motivo do absurdo de reprovação nos exames da OAB, de pessoal formado e bem estudado, não conseguir passar por erros de português. Não tem regra como vai se aprender.  

Você concordar ou nao nao faz a menor diferença, a língua continua mudando do mesmo modo. Regras de gramática tb mudam. Ortografia é outra coisa, língua é uma coisa, escrita é outra. Ortografia é um código, é convencionada (o que tb nao garante que as pessoas sigam, mas é possível seguir). Língua é um objeto natural, que se auto-organiza; tem regras, no sentido de regularidades, mas nao é regularizável de fora; os gramáticos tentam isso há milênios sem sucesso nenhum. Por isso falamos português, e nao latim. E ninguém aprende uma língua estudando regras. Aprende-se uma língua ouvindo e falando. 

Se não faz diferença porque ta perdendo tempo em responder???

Então ta bom. Pra você dicionário não serve pra nada porque a língua muda e todo mundo muda o significado das palavras a toda hora, logo não há como estabelecer no dicionário o significado das palavras. Entendi. Bom, como você disse, você entende bem do assunto então nem vou discutir, se não souber o significado de uma palavra pergunto pra alguém já que em dicionário, segundo você, não existe precisão de informação dada a incapacidade do autor de estabelecer o significado das palavras. Na amplitude do meu pouco conhecimento sobre o assunto, você poderia apenas se dar ao trabalho de me informar telefone ou e-mail de alguém que conheça bem o significado mutante das palavras de forma que as pessoas possam telefonar-lhe diariamente, ou fica implícito que só professor de português passa a ter o direito de escrever como meio de expressar as suas idéias?   

Melhor, nem se de ao trabalho de ler tão pouco respoder

Fábio, na realidade a grande maioria dos dicionários são muito incompletos; eu tive a oportunidade de dispor, na minha infância e adolescência, de uma obra chamada "Pequena Enciclopédia da Língua Portuguesa"...

Era composta de 24 tomos de mais ou menos 12 centímetros de espessura cada um, em "papel bíblia" de tamanho A4, e era a "pequena", imagina se fosse "grande", como seria.

Os dicionários "de bolso", principalmente, ou são muito específicos (técnicos) ou são muito ruins, por isso, com as facilidades que a informática nos dá, hoje em dia, prefiro muito mais os dicionários "online" que os de mesa, ou de bolso, são todos belas porcarias.   

Este aqui, por exemplo, quebra bem o galho:

Dicionário Online

Saudações

@Mayo

Eu gosto deste:

http://www.priberam.pt/DLPO/

Acho que o Houaiss pré-reforma, o grossão com 300 mil verbetes não é porcaria naum! O novo já ficou "tipo Aurélio".

Mas gosto muito de enciclopédias. É um grande prazer folheá-las e ler como lazer, sem compromisso. Na pressa a internet resolve.

Eu tenho muitas, claro que raramente tenho tempo de mexer nelas, mas estão em cantos acessíveis pra quando der vontade.

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