Infelizmente a presidenta Dilma foi induzida a um erro grave ao reclamar na Alemanha da desvalorização do Euro e Dolar  em detrimento da competitividade da "indústria Brasileira".

Para começar os produtos fabricados no Brasil não são competitivos nem por aqui, que dirá no resto do mundo onde os consumidores são mais espertos.

Estamos cansados de saber que pagamos muito mais caros por produtos nacionais por pura ganancia dos empresários e não por causa dos altos impostos que tanto e falsamente alegam.

E quando não, tentam nos convencer que os produtos Chineses são mais baratos, porque a mão de obra Chinesa é mais barata ou escrava ( como se operário Brasileiro tivesse os mais altos salários do mundo) mas, e os Americanos, Europeus, Japoneses, e até Sul-americanos??

Além do mais em qualquer parte do mundo, a primeira regra para se competir no mercado é ter preços menores que os concorrentes ou uma qualidade muito maior ( qualquer comerciante por menor que seja sabe disso, ou deveria saber) e nossos empresários estão acostumados a terem altos lucros, além do desprezo a qualidade e clientes em geral. ( Investimento em tecnologia, nem pensar)

Em vez de reclamar e fazer papel de ridícula frente a chanceler Alemã, a presidente deveria fazer a "lição de casa", diminuindo impostos, incentivando a industria, pesquisas e tecnologia além aumentar ainda mais a importação para incentivar a competição no mercado interno e alertar os consumidores Brasileiros para pressionarem a indústria e comércio por redução de preços, e seria bom dar "um puxão de orelhas" nos empresários para que deixem de serem tão gananciosos. ( Aliás poderia começar pelo próprio governo deixando de consumir produtos e serviços superfaturados)

Outra falácia é dizer que a industria nacional é prejudicada, já que quase não temos produtos nacionais.

Fico imaginado a Angela Merkel perguntando a Dilma quais são os produtos Brasileiros feitos no Brasil e que são prejudicados ??

Mais difícil imaginar a resposta já que não temos nenhum produto genuinamente nacional em condições de competição internacional.

Outra coisa e que torna mais ridícula ainda a reclamação da Dilma é que grande parte das nossas exportações são de produtos agrícolas e primários ( e terra, água, sol e mão de obra barata, temos de sobra) e se não competimos é por pura incompetência.


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Respostas a este tópico

Gabriel

Faz um favor, vai para a Europa vestido de capoeira, eles estão com todo o amor para te dar!

Eu não disse que os Europeus e nem Alemães são santos ou amáveis com estrangeiros.

Apenas disse que estão certíssimos em defenderem seus direitos e que o governo brasileiro e os empresários deveriam primeiro fazerem a "lição de casa" antes de reclamarem.

Ou vc vai me dizer que os empresários brasileiros não são gananciosos e cobram um absurdo por seus produtos ??

Gabriel,

Procure se informar melhor sobre a guerra cambial iniciada pelos EUA e ainda sobre a origem da maioria dos produtos que os brasileiros e outros, compram em miami e Nova york.

Tente verificar o efeito sobre  as moedas de diversos países, quando uma massa volumosa de ativos é injetado nos mercados, principalmente o brasileiro. No exercício passado foram injetados 4 trilhões de dólares no mercado internacional, e para este ano já são previstos outros três trilhões, oriundos dos EUA, do Japão e da União Européia. Dois trilhões de dólares é o que FMI e ESM terão para acudir os países endividados.

Eu creio que o Gabriel tenha razão. 

Não se trata nem de mera questão de opinião, basta comparar números (preços, impostos,...) e qualidade.

Assino embaixo!

Caro Gabriel

Penso que a Dilma fez muito bem em se colocar, apontando um dos fatores que prejudicam nossa industria, digo um dos fatores, os americanos girando as rotativas fabricando dólares como se fosse jornal, obviamente desvaloriza o dólar, valorizando nossa moeda real.

Real sobrevalorizado, dificulta exportações e facilita importações, e da-lhe brasileiros fazendo compras em Miami.

Agora tem tudo isso que você também enumerou, uma certa ganancia dos empresários tupiniquins, que não chega a ser ganancia, mas herança de como fomos formados, tirar mais de baixa produção, enquanto os chineses tem a formação do tirar pouco de cada unidade com alta produtividade o que chamamos de economia de escala.

Impostos, temos hoje próximo dos 36% do PIB, diminuiu um pouco porque o PIB teve um delta de acréscimo, agora se tivermos o governo revertendo toda essa "dinheirama" em investimento de infraestrutura, teremos o que todos desejamos, circulação monetária, o que parece que o governo assim esta procedendo.

Quanto aos produtos que você diz que a Dilma não saberia responder à Merkel, enumero alguns por aqui:

sapatos, manufaturados de eletrônica, aeronáutica (Embraer) também sofre com essa sobrevalorização, e tantos outros.

Assim concordo com postura e posicionamento do governo, coisa que não tínhamos num passado bem próximo, assim como a puxada de orelhas que o ministro dos esportes deu no porta voz da Fifa, muito bem dada, temos que assumirmos posições, como escutar que temos que levar "pé na bunda" e calarmos ?

Fico por aqui.

abraços

Caro Sebastião

Se o governo está tão preocupado assim com a atitude do governo americano em fabricar tanto dólar, porque então não faz o mesmo. Fabrique e coloque um exame de reais no mercado, que ele também irá desvalorizar rapidinho. 

Então dirão; Mas isso irá aumentar a inflação.

E porque não ocorre isso nos EUA ?

Porque os americanos tem mais consciência no consumo e os empresários não são tão gananciosos e não iriam aumentar os preços de seus produtos. ( Já que lá vale a máxima de vender mais para ganhar mais ao contrário daqui, que é ganhar mais vendendo menos) 

Infelizmente boa parte dos empresários tupiniquins são muito gananciosos sim, tanto é que boa parte nem espera a "galinha dos ovos de ouro" botá-los e vendem logo a "galinha" para o primeiro estrangeiro que aparece, também esta é uma das razões pela qual boa parte das empresas fecham as portas em menos de um ano quando criadas, a expectativa de lucro fácil e rápido.

Isto sem contar da triste "mania" dos empresários de acharem que todo funcionário deveria ser escravo. Pagam o menos possivel (sem se importar com a produtividade ou qualificação do produto acabado), estão aí os Bolivianos, Paraguaios, Nordestinos e outros que comprovam isto.

Por tudo isso (e um pouco mais), competição e concorrência  no mercado interno é algo inexistente.  

Quanto ao "pé na bunda" do tal sujeito da FIFA, se nossos governantes tivessem um mínimo de responsabilidade nem pensariam em copa do mundo, já que não tem, que façam então a "lição de  casa", coisa que todo brasileiro sabe que não estão fazendo e nem farão. Além do mais, se o Brasil fosse tão soberano assim, este assunto nem iria para o congresso e muito menos seria preocupação de um ministro.

Apesar de tudo eu adoraria ter o mesmo otimismo e ver o Brasil como você.

Um abraço

É, Gabriel...

Em boa parte do que diz, penso que você está certo... mas em outro tanto não.

Está claro que a Europa não está "competindo" com o Brasil em exportação de "commodities", e nem mesmo com produtos industrializados, até porque, como bem diz você, tendo em conta o nível da qualidade dos manufaturados "made in Brazil", e consideradas as diretrizes de importação comumente praticadas no assim chamado "primeiro-mundo", poucos temos.

Mesmo se considerado todo o volume de exportações brasileiras, de produtos primários, manufaturados e tudo o mais que para lá mandemos... ainda assim não é esse o problema. Todas as exportações brasileiras não chegam a alcançar 13% (treze por cento) do nosso PIB e não estamos falando em "exportações para a Europa". Este percentual é para o mundo inteiro.

Nem que dizer que "13%", com a nossa cultura inflacionária que, não nos enganemos, ainda está presente na medula do povo... é "desconto". Como naquela piadinha infame, em que basta "mostrar o dinheiro". O problema então não está, nem se refere, nas ou às "exportações"; isso é fichinha! O verdadeiro problema está aqui dentro. Como qualquer país intensivamente exportador de commodities, o Brasil corre o risco de contrair a "Doença Holandesa", se não tomarmos cuidado com o que deixamos fazer com a nossa moeda à base de artificialismos monetários e, por conseguinte, em razão do que esse artificialismo traduz em diferencial competitivo (para os produtos importados e dentro do nosso mercado interno), com a consequente destruição da nossa indústria e dos nossos postos de trabalho, em razão do que deixamos "colocar" aqui dentro.

O "mundo globalizado" regrediu. Nitidamente NÃO DEU CERTO!

A "colonização industrial", deflagrada pela transnacionalização dos grandes complexos industriais, "exportando-os" ao estrangeiro - em busca da mão de obra barata e das políticas fiscais mais flexíveis que caracterizavam os países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento (agora "emergentes"), aliada a um certo sentimento de "remorso" do Ocidente em relação à Ásia, e também à América Latina, pelas "cagadas" que os europeus desde séculos e os norte-americanos desde há pouco tempo, andaram fazendo  lá fora e lá dentro (e ainda fazem, só que o "foco" da hora é o Oriente Médio) - acabou se revelando mais que um "tiro no pé": Criaram um "monstro" que, quando cresceu, literalmente partiu atrás deles para "comê-los". 

Hoje, há uma crise de sobre-produção gigantesca grassando nas economias do "primeiro mundo", que de modo algum conseguem, apenas com recursos de marketing, competir em preço/qualidade com os, agora para eles, "produtos estrangeiros", ainda que produzidos por aquelas suas próprias indústrias, instaladas na Ásia, África e América Latina (como, por exemplo, TODA a indústria automobilística que hoje nós temos), que todos os anos lhes mandam dinheiro. Mas, mesmo mandando dinheiro, essa "concorrência intestina" (em que o ser "enrolada e cheia de bosta" não é mera coincidência), está arruinando as suas próprias indústrias e destruindo empregos, dentro das suas próprias fronteiras. Daí o "desespero".

A Dilma, além de Presidente do Brasil, é formada em Administração e Economia e tem todo um passado diretamente ligado, mais que à política, à administração pública... Com esse "currículo" está mais que capacitada a dar recados, nessas questões, à Merkel que, por sua vez é formada em "ciências duras" (Física) e tem todas as condições de entender conceitos pouco estendidos nas apreciações políticas, tais como a "função exponencial", muito útil para entender que é impossível o crescimento perpétuo (base do capitalismo) num mundo finito, seja por seus limites geológicos, ou "de mercado".

Saudações 

Prezado José

Concordo totalmente com voce ( pena que não percebi qual sua discordância) pois me parece complementar.

Quanto a Dilma não creio que seja incapaz, aliás ao contrário, pois votei e deposito toda minha confiança nela. Mas em certos momentos ela me lembra um médico fumante tentando convencer seu paciente a não fumar.  

E de fato todos governantes parecem agir deste modo, tal qual o popular ditado " Faz o que eu falo mais não o que faço"

Difícil dizer até que ponto creem no que pregam ou se trata de total hipocrisia para se manterem no poder.

 

A minha "discordância", meu caro, se refere principalmente à impropriedade do título: "A Alemanha está certíssima em desvalorizar o euro".

Se fosse o marco... tudo bem. Mas o euro não é a moeda nacional alemã. E as políticas monetárias que a Alemanha está induzindo, pelo seu superior poder econômico em relação aos demais componentes da "zona", estão simplesmente desestruturando a Europa toda, a ponto de já serem consideradas, por lá, uma verdadeira guerra de dominação, ainda que sem disparar um só tiro.

Saudações

Coluna Econômica - 08/02/2012

Por Luis Nassif

Para entender os próximos passos da política econômica.

Em uma mudança cambial, entre todas as frentes de desgaste duas das piores são a volta ainda que temporária da inflação e as agitações no mercado financeiro e na chamada velha mídia. Será um tiroteio para ninguém botar defeito.

A parte boa da história é que, com condução bem feita, essa turbulência pode ser breve.

Por outro lado, sem mexer no câmbio não haverá como recuperar o fôlego da economia, além de aprofundar o ritmo de desindustrialização. A liquidez internacional e a desaceleração do crescimento da China impõem uma nova urgência ao tema já que fragiliza dia a dia as contas externas brasileiras.

É devido a esse cipoal de desdobramentos que mudanças cambiais só acontecem em ambiente de crise.

Na verdade, o grande erro do governo Lula foi ter desperdiçado o “presente” que recebeu em 2003, o bônus de um câmbio desvalorizado sem o ônus do desgaste político – já que a desvalorização ocorreu no último ano do governo FHC.

O enfrentamento do problema exige, primeiro, medidas de cunho técnico, que sejam eficientes para dar competitividade ao real e, ao mesmo tempo, consistentes para trazer rapidamente a inflação de volta à normalidade.

Fazenda e BC têm todas as ferramentas necessárias para proceder à desvalorização competitiva do real.

Haverá um repique inicial da inflação. Depois de absorvido o choque de preços, os índices voltarão gradativamente ao normal.

O ideal é que  essa tarefa seja empreendida com o governo ainda em perfeito estado de saúde, com um bom saldo de aprovação em caixa para ser utilizado até que a inflação retorne à normalidade.

Se, às medidas de cunho monetário e fiscal, aproveitar-se o momento para montar uma sala de situação em cima do tema competitividade, juntando os ministérios principais, as associações empresariais, centrais sindicais, institutos de pesquisa, multinacionais, conseguir-se-á passar a noção de urgência e de mobilização nacional.

Transforma-se em limonada o limão da desvalorização cambial.

Haverá um pequeno problema de ordem pessoal a ser administrado, sob pena de colocar a estratégia em risco.

A política econômica é da presidente Dilma Rousseff, a interlocução interna é com o Secretário Executivo Nelson Barbosa, o grande estrategista da operação de 2008, que livrou o país dos impactos da crise global.

A face pública da Fazenda, no entanto, é o Ministro Guido Mantega, desenvolvimentista, imagem pública pouco polêmica, vida pessoal limpa, declarações sem muito impacto e, portanto, sem despertar muita resistência. Atua como uma barreira desviando o fogo contra o núcleo decisório da política econômica.

A questão toda é que, por trás das questões mais complexas, das decisões mais intrincadas, dos processos históricos mais relevantes existem pessoas, com as características humanas universais: vaidade, ciúmes, melindres.

Apesar de habilidosa, a estratégia provocou melindres em Guido e um clima interno pesado na Fazenda, uma disputa boba inexplicável quando se analisa o que está em jogo

Entre 2010 e 2011, entraram no Brasil mais de 148 Bilhões de dólares. Isto não é um Tsunami cambial?

Claro que é Sobrinho, principalmente quando uma parte considerável desse capital é meramente especulativo, atraídos pelas altas taxas de juros  praticadas no Brasil.

O pior são os trilhões de dólares jogados no mercado pelos EUA, com emissão de moeda.

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