Alimento industrializado eleva risco de depressão, mostra estudo

da Folha de S.Paulo - 10/11/2009

Pessoas que ingerem grandes quantidades de alimentos industrializados têm 58% mais chance de sofrer de depressão em comparação com as que mantêm uma dieta rica em peixes, vegetais e frutas. A constatação é de um estudo publicado no periódico "British Journal of Psychiatry".

Dados sobre a dieta de 3.500 participantes com 55 anos de idade, em média, foram divididos em dois grupos, segundo o tipo de alimento que eles costumavam ingerir.

O grupo dos que consumiam mais comida processada --como sobremesas adoçadas, fritura, grãos refinados e produtos lácteos com alto teor de gordura-- mostrou-se mais vulnerável à depressão em um período de acompanhamento de cinco anos.

Ainda não está claro por que alguns tipos de comida podem proteger contra a doença ou aumentar a chance de uma pessoa desenvolver o problema, mas cientistas acreditam que pode haver uma relação com inflamação, assim como ocorre com doenças cardíacas.

Os cientistas fizeram ajustes para gênero, idade, nível educacional e de atividade física, tabagismo e doenças crônicas e, depois disso, a dieta mostrou-se um fator importante para a depressão.

Segundo o psiquiatra Renério Fráguas, coordenador da residência médica do Instituto de Psiquiatria da USP, sabe-se que um aporte insuficiente de vitamina B12, folato e ômega 3 deixa a pessoa mais vulnerável ao transtorno depressivo. Ele pondera, no entanto, que é difícil saber se a organização pessoal, o hábito de sono e o nível de estresse, por exemplo, interferem no risco de depressão e, consequentemente, nos resultados da pesquisa.

"Pode ser que as pessoas que comem mais processados tenham uma vida mais estressante, o que pode aumentar o risco de ter a doença", afirma. "Isso relativiza os achados."

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Alimentação ruim pode dobrar risco de depressão, diz estudo

22/01/2010 - IARA BIDERMAN - colaboração para a Folha de S.Paulo

Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no "British Journal of Psychiatry", que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.
Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.

Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.

O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.

Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.

"O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão", disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo


Ação inflamatória

Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão.

"A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão", diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. "Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio."

Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. "Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas uma dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão", diz.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u68318...
Estudos apontam quais nutrientes são úteis no combate à depressão e fadiga


Uma alimentação correta deverá suprir todas as necessidades nutricionais do indivíduo. Os alimentos possuem nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo, ajudando a prevenir o surgimento de várias doenças.

A combinação adequada de macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteínas) e micronutrientes (vitaminas e sais minerais) é fundamental para um padrão alimentar saudável. Atualmente os estudos sobre avaliação do consumo alimentar indicam que as necessidades nutricionais não têm sido supridas, podendo ocasionar danos ao organismo.

A partir desse fato, foram realizados novos estudos em relação aos benefícios de diversos nutrientes. Um recente estudo avaliou as associações entre consumo de folato, vitamina B e ácidos graxos ômega-3, com sintomas de ordem depressiva. Os autores do estudo concluiram que a dieta com consumo elevado de folato estava associada a menor prevalência de sintomas depressivos na população estudada. São alimentos ricos em folatos as hortaliças folhosas verdes, leguminosas (ervilhas e feijões), frutas cítricas, germe de trigo, nozes, cereais fortificados, ricota e iogurte.

Outro estudo avaliou os efeitos do consumo de substâncias com propriedades benéficas sobre a fadiga mental, levando em conta a cafeína e D-ribose. A cafeína mostrou efeitos benéficos na prevenção de fadiga mental. Já a D-ribose necessita de mais estudos para ser indicada para essa finalidade. Devido aos casos freqüentes de depressão e fadiga na população, tais estudos são de extrema importância, pois indicam que certos nutrientes podem contribuir para minimizar tais sintomas.

Fonte:Nutrition (2008).

http://portaldocoracao.uol.com.br/ansiedade-e-depressao.php?id=2572
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Certos alimentos podem funcionar como calmantes naturais, diz nutricionista


É possível, através de uma alimentação saudável rica em vitaminas e sais minerais, ajudar o corpo no combate da tensão presente na vida cotidiana de muitas pessoas.

Alimentos comumente encontrados e de fácil preparo, podem ser parceiros deixando o seu dia mais calmo e tranqüilo.Experimente incluí-los com mais freqüência na sua dieta.

-Banana, laranja, couve e batata:

São ricos em potássio, mineral que ajuda a equilibrar a química cerebral.

-Vegetais de folhas verdes escuras:

São ricos em ferro, mineral que garante o transporte de oxigênio no sangue.

-Espinafre, beringela e milho:

São ricos em magnésio, mineral que participa na produção de serotonina, neurotransmissor cerebral que ajuda o corpo a relaxar.

-Aveia, nozes e sementes:

São ricos em vitamina B6, a qual também auxilia na produção da serotonina

Dra. Ana Flávia Pinheiro - Nutricionista – CRN 1004

http://portaldocoracao.uol.com.br/ansiedade-e-depressao.php?id=3032
Diabéticos são mais propensos à depressão, dizem especialistas


Em seu site oficial, uma excelente matéria da Sociedade Brasileira de Diabetes alerta a população de diabéticos sobre os riscos do desenvolvimento de depressão.

A sensação de tristeza de vez em quando é normal, pois variações do humor em determinadas prpoporções costumam ocorrer, podendo ser apenas fruto de situações vividas no cotidiano. No entanto, algumas pessoas sentem tristeza aparentemente sem uma causa aparente , e essa simplesmente não desaparece. Sentindo-se assim na maior parte do dia, durante duas semanas ou mais, este sintoma sinaliza para um quadro de depressão.

Estudos clínicos demonstram que portadores de diabete têm um risco maior de depressão, embora não haja explicações definitivas para esse fato. A dificuldade em obter o controle dos níveis de glicemia (níveis de açúcar no sangue), ou o surgimento de complicações do diabete melito (doença cardiovascular, renal ou retinopatia), fazem com que o paciente diabético sinta que perdeu o controle sobre a doença.

A depressão pode promover um ciclo vicioso, prejudicando o controle da doença e dificultando a realização de tarefas necessárias para atingir um bom controle glicêmico. Por sua vez, a falta de controle glicêmico pode levar a sintomas que simulam a depressão. Níveis muito altos ou muito baixos de glicemia podem promover a sensação de cansaço e ansiedade.

Sintomas que sugerem o surgimento de depressão em diabéticos:

-Perda da sensação de prazer em fazer coisas que você costumava gostar).

-Tristeza sem causa aparente, principalmente pela manhã.

-Alteração nos hábitos de sono. Despertar precoce e dificuldade em voltar a dormir.

-Alterações importantes no apetite, para mais ou para menos.

-Dificuldade de memória e concentração.

-Sensação de cansaço e perda de energia.

-Ansiedade, nervosismo ou sentimento de culpa.

-Pensamentos suicidas ou de autoagressão.

A presença de três ou mais desses sintomas, ou de apenas um ou dois sintomas, mas associados a uma sensação de tristeza por duas semanas ou mais, indica a necessidade do paciente aceitar que esteja em estado depressivo e, por isso, deve buscar ajuda com profissionais especializados e competentes na assistência ao portador de diabetes.

Provavelmente será necessário, além da psicoterapia, o uso de medicamentos antidepressivos, sabidamente efetivos no controle da doença.

Fonte:Sociedade Brasileira de Diabetes(2009)

http://portaldocoracao.uol.com.br/ansiedade-e-depressao.php?id=2748

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Pressão arterial: Estudo associa depressão com pressão baixa e ansiedade com pressão alta


Ao contrário daquilo que se pensava, novas pesquisas indicam que não é a depressão que aumenta a pressão arterial, mas sim as drogas usadas para tratá-la, sugerindo que os pacientes que tomam antidepressivos podem precisar de monitorização mais atenciosa da pressão arterial.

Os pesquisadores da University Medical Center (Amsterdã, Holanda) mostram que a depressão está associada a pressão arterial baixa – e não alta – mas tomar certos antidepressivos, particularmente antidepressivos tricíclicos (conhecidos comercialmente como tryptanol e anafranil, por exemplo) tende a elevar a pressão arterial e aumentar o risco de hipertensão arterial.

O estudo parece contradizer a teoria de que pessoas com depressão são mais vulneráveis à problemas cardiovasculares pois sua depressão aumenta o risco de hipertensão arterial.“Nós mostramos que a depressão por si só não esteve associada à pressão arterial alta e hipertensão arterial, então a hipótese não se sustenta”, disse a autora principal do estudo, a Dra. Camilla Licht.

Enquanto o estudo observou uma associação entre pressão arterial baixa e depressão, ele encontrou uma ligação entre pressão arterial alta e ansiedade.

Os pacientes do estudo faziam parte do Netherlands Study of Depression and Anxiety, uma análise em andamento de 2981 adultos com idade entre 18 e 65 anos. Desta amostra, 2618 pacientes foram incluídos no estudo atual.

Os participantes foram divididos em 3 grupos: um grupo controle sem história de ansiedade ou transtorno depressivo (590); pacientes com transtorno depressivo maior ou com transtorno de ansiedade que não tomavam medicação antidepressiva (1348); e pacientes com transtorno depressivo ou transtorno de ansiedade que tomavam medicações antidepressivas. Os pesquisadores também diferenciaram pacientes com transtorno depressivo ou transtorno de ansiedade em remissão daqueles com um diagnóstico atual.

Para avaliar a pressão arterial, os pesquisadores fizeram a média da pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) aferidas duas vezes ao dia durante repouso e ajustaram essas leituras para o uso de medicações para hipertensão.

Eles então criaram indicadores de hipertensão de 5 categorias:

-Nenhuma hipertensão (63,7% da amostra do estudo).

-Hipertensão sistólica isolada (15,8%).

-Hipertensão diastólica isolada (2,7%).

-Hipertensão em estágio 1 (definida como PAS maior ou igual a 140 e PAD maior ou igual a 90) (13,1%).

-Hipertensão em estágio 2 (definida como PAS maior ou igual a 160 e PAD maior ou igual a 100) (4,7%).

Não houve diferença no uso de anti-hipertensivos entre os 3 grupos.

A pressão arterial baixa provoca depressão:

Por outro lado, pacientes com ansiedade tinham uma PAD média significativamente maior do que os controles, embora isto não tenha aumentado significativamente o risco de hipertensão diastólica isolada. Esses resultados se mantiveram depois da exclusão de pacientes que tomavam medicação anti-hipertensiva.

Os autores do estudo especulam sobre as várias razões possíveis para que pacientes deprimidos tenham pressão arterial baixa. Primeiro, esses pacientes podem ser mais propensos a usar medicações que tratem a hipertensão, embora esse estudo não tenha observado a presença de mais usuários dessas drogas nos grupos com diagnósticos psiquiátricos. Além disso, os resultados foram semelhantes quando os usuários de anti-hipertensivos foram excluídos da análise.

Outra explicação poderia ser que tanto a depressão quanto a pressão arterial baixa tem uma causa comum. Um funcionamento ruim do metabolismo, por exemplo, que aumenta ou diminui as concentrações de certos metabólitos, hormônios ou neurotransmissores, pode afetar tanto a depressão quanto a pressão artérial, disse a Dra. Licht.

Talvez a explicação mais provável seja que a pressão arterial baixa possa, na verdade, provocar depressão. Pessoas com pressão arterial baixa freqüentemente estão cansadas, com frio e tontas e têm problemas com a concentração – sintomas que causam depressão, ela afirma.

Pressão arterial elevada ligada à ansiedade:

Quanto aos achados de que a ansiedade está relacionada a pressão arterial alta, isto pode ser devido ao estresse contínuo sofrido por pessoas com ansiedade. Nesse estado, o sistema nervoso autonômico se torna disfuncional, explicou a Dra. Licht.

“A resposta simpática (liberando adrenalina) ‘luta, fuga e medo’ aumenta, e isto aumenta a freqüência cardíaca, enquanto a resposta parassimpática ‘descansar’ diminui, a variação da freqüência cardíaca”, ela disse, acrescentando que as duas respostas podem influenciar a pressão arterial.

Não está claro o porquê da ansiedade estar associada somente a PAD (e não a PAS), mas pode estar relacionado ao equilíbrio entre a hiperatividade simpática e hipoatividade parassimpática em pessoas ansiosas, disse a Dra. Licht. “Os médicos claramente deveriam considerar se os efeitos benéficos dos antidepressivos na depressão sobrepujam o efeito do aumento da pressão arterial – e o possível risco aumentado de hipertensão”.

Fonte:Hypertension(2009).

http://portaldocoracao.uol.com.br/ansiedade-e-depressao.php?id=2625
Refrigerante é associado a risco de câncer de pâncreas em estudo

FERNANDA BASSETTE da Folha de S.Paulo

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açúcar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo feito com mais 60 mil pessoas, em Cingapura, publicado na revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention".

Os pesquisadores acompanharam o grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo da bebida e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açúcar dessas bebidas aumente os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C.Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

"Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação especialmente para pessoas em grupos de risco", diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. "Não sabemos se a doença surgiu por causa do açúcar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo."

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos para os pacientes é de 5%.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u69142...

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Sete refrigerantes têm substância cancerígena, revela pesquisa

FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.
Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.


Adoçantes e corantes

A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes.

Foram reprovados outros seis produtos [Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero] que tinham os corantes amarelo crepúsculo --que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil-- e amarelo tartrazina --com alto potencial alergênico. "O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina", diz Ribeiro.

Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzoico. "É um problema fácil de ser resolvido", diz Ribeiro.

Outro lado

A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.

A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha "sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira".

Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. "Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u56046...

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Estresse e refrigerante aumentam ronco no estômago

do New York Times

Pergunta: Meu estômago às vezes ronca tão alto que a pessoa ao meu lado consegue ouvir. Isso ocorre com refrigerantes ou laticínios, ou até mesmo sem. O que está acontecendo? Devo me preocupar?

Resposta: A maioria dos ruídos como esse reflete processos digestivos comuns e não são preocupantes, especialmente se nenhum outro sintoma estiver presente, explica Jeffrey Milsom, diretor do Centro de Tratamento Digestivo do NewYork-Presbyterian Hospital/Weill Cornell Medical Center.

Os sons, que ocorrem frequentemente --mas não sempre-- após comer ou beber, são causados quando o "ar, ou uma mistura de ar e fluidos dentro do canal intestinal, passa pelo canal durante a ação normal de propulsão", diz Milsom.

Fluidos gasosos, como refrigerantes, podem levar a mais sons logo após engolir, disse ele. O nível do ruído é afetado por muitos outros fatores, incluindo o estado mental da pessoa, como nervosismo ou tensão possivelmente aumentando o "ronco"; o nível de ruído do ambiente, com muitas pessoas percebendo os sons na cama, à noite; e o tipo de alimento consumido, assim como a velocidade de sua ingestão.

Doenças primárias podem levar a tipos anormais de sons, como de tons mais altos ou barulhos apressados e contínuos, explica Milsom. Esses sons, que podem estar relacionados a um estreitamento do intestino, são geralmente acompanhados por dores ou outros sintomas.

Se os sons abdominais forem persistentes, piorarem ou chegarem acompanhados de dores, diz ele, é melhor procurar um médico.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u68255...
Estudo associa compulsão por doces na infância à depressão e ao alcoolismo

A maioria das crianças gosta de doces. Porém, aquelas que têm compulsão por balas, chocolates e por bebidas muito açucaradas podem estar com depressão e ter um maior risco de futuros problemas com o álcool, segundo especialistas americanos. Em artigo publicado na revista Addiction, os pesquisadores revelam que um estudo com crianças com idades entre cinco e 12 anos mostrou que aquelas especialmente “viciadas” em gostos muito doces apresentavam, com maior frequência, sintomas de depressão e um familiar próximo com problema com o álcool.



No estudo, as crianças avaliadas - metade das quais tinha casos de alcoolismo na família - tiveram de experimentar cinco bebidas doces, contendo diferentes quantidades de açúcar. E as 37 que elegeram, como bebida preferida, a mais doce - contendo o equivalente a 14 colheres de chá de açúcar em uma xícara de água - apresentaram tanto sintomas de depressão como histórico familiar de dependência do álcool.



De acordo com os autores, porém, apesar de o gosto doce e o álcool provocarem muitos dos mesmos circuitos de recompensa do cérebro, e de serem necessários mais doces para fazer as crianças com depressão se sentirem melhor, ainda não está claro se a preferência por gostos muito doces está mais relacionado com mecanismos bioquímicos ou com a educação. Por isso, mais estudos são necessários para confirmação.

Fonte - Blog Boa Saúde - http://blogboasaude.zip.net/arch2010-02-07_2010-02-13.html#2010_02-... (10/02/2010)

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