Aê, people que mandou mensagens ternas e tocantes de boas festas e mucha platita em los bolsillos de zz&zz... Foi bom pra nous, e pra vous?
Mas pensando na retribuição, tarefa difícil quando se transita num portal de pobretões (o que dar pra quem não tem nada? quaquá!), zouzou resolveu exumar uma velha prática que foi moda tempos (séculos?) atrás, tipo alfabetário (no fundo, pretexto pra catar dondocas ginasianas), tipo A=amar você (uiiii); B=beijar você (hummm); C=casar com você (é, pintava essa)... Cafoninha, mas funcional, com a vantagem de fazer passar mais depressa a chatice da aula de química ou moral e cívica, e a desvantagem de segundas-épocas, pau, choro e ranger de dentes. Não há bem que não venha pro mal.
Mas dá pra mandar um cartão de bonne fide a todos os blogueiros amigos e (ex)inimigos. Porque paz na Terra, blablablá, certo? Então vai, e é só o que vai, que aqui todos os amigos são secretos. Kisses. (E vai em Energia, no fundo tem nada a ver!, mas não enche o saco de nobody).


Arte – e alegria; recusar terminantemente (ou aceitar por delicadeza e atirar na lixeira mais próxima) folhinhas/calendários de farmácias, padarias, açougues e qualquer estabelecimento useiro em empurrar “brindes pombo” à clientela. Se vai passar o ano todo olhando a bagaça, aguardando datas com ansiedade ou terror (caso de zouzou com contas a pagar), melhor fazer um pequeno investimento e adquirir um calendário “belo”, seja qual o critério, seja de pinturas impressionistas ou de pets fofos, mas algo pra se olhar com prazer, a permitir fazer anotações à margem, tipo lembretes ou maldições (“Preciso escrever elogiando zezé!!!”, ou, “Mandar zezé à pqp!!!”). Terapia doméstica, diária e sabidamente relaxante.

Beleza – discutir diariamente com o espelho mentiroso. “Que rugas, fdp?!”, “Engordando o cacête, imbecil!”, “Essas olheiras? Charme intelectual, analfabeto!”. Mande o espelho à merda e encontrarás alívio eterno. Quebre-o em mil estilhaços e terás 7 anos de tranquilidade.

Chorar – exercício necessário, estimulante e terapêutico. Seja bofe ou sister, chorar um pouquinho todos os dias; pelo ET que diz “Come with me!”, pelo molequinho que responde “Stay!”, por Julieta dos Espíritos, por um amor impossível, por um ódio possível, pela humanidade, pela natureza, pela infinita desgraça de cada dia e pela infinita esperança a trafegar num raio de sol ou num olhar de criança. Aprender a chorar pra saborear a plenitude do riso. Na alegria e na tristeza, a furtiva lágrima é indispensável.

Deus – crer com fervor na inexistência de deuses e ao mesmo tempo apostar todas as fichas nas divindades que modelaram o barro e executaram o boca-a-boca em Michelângelo, Bach, Händel, Beethoven, Cervantes, Van Gogh, Bakunin, Jack Kerouac e Jackson Pollock. A arte, a política, a humanidade exercita sua consubstanciação nos elementos químicos e na suprema arte de saber (se) sonhar e (se) interpretar (e realizar) sonhos, transferindo a culpa aos deuses. Pagaremos, eles pagarão ainda mais por nós e por eles. Somos o inferno de Deus.

Escolhas – com impávida determinação, mesmo se amaldiçoar a escolha dia seguinte. A única certeza certa é a incerteza das escolhas duvidosas. Em dúvida, decida! Pelo pior, pelo melhor, pela ventura ou desgraça, por Deus ou o Diabo, fazer escolhas e pagar o pau, comer o pão que o Diabo amassou, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Ainda que pra vangloriar-se no apito final: “Fui, vi, me f... Mas na boa; na próxima escolho pior!”. Quáquá!

Futebol – matéria de transcendental relevância, já que ante a prevista ausência de Lulalá há que seguir a arder cá a chama do populorum animus pronobis verboscum; e que os deuses de todas as esferas e os tambores de todas as arquibancadas celebrem o santificado pacto de levar o Gavião às alturas celestes per seculum seculorum. Itaquera será a capital maloqueira do capital internacional investido em festim tetranal, a presenciar evoluções de destacadas de porta estandartes junto a alas de flanelinhas cantando cambistas, punguistas e cachaceiros. Tremei, morumba!

Geografia – transtornada por pneus incendiados, latifúndios violados, edifícios ocupados, morros em alerta e cidades em pânico. O desbarrancamento da natureza por conta do crime de administradores cevados na preguiça e na ganância inundará as avenidas e alagará os redutos automobilizados. Flagelados e nababos ombreados na desgraça da guerra urbana quando se exaurirem os espaços para conter o êxodo dos escravos das calamidades diárias.

História – seguirá em sua movida noturna alimentando-se de carne e sangue humanos, pisando o acelerador e sobrepondo lenha nas caldeiras, a atravessar vales bucólicos e despenhadeiros ferozes, balançando, jogando, atirando desavisados por portas e janelas, mas jamais descarrilhando em curvas fechadas ou túneis tenebrosos. Última parada: a Estação do Sorriso do Gato de Alice.

Ira – em Belfast como aqui há que preservar a santa ira em doses maciças, temperada por doses de ironia e a serenidade das artes. Jamais abandonar a ira e jamais afrontar a ira, porque a paz dos senhores do futuro terá a ira por alicerce.

Juventude – ou jatos, ou jactâncias fúteis celebratórias da velocidade supérflua, da pressa em chegar ao desastre, da prepotência da tecnologia a serviço do nada. A destruição da paisagem perdida em ultrapassagens difusas, o derretimento do cenário, do olhar especulativo, do pensamento reflexivo. O Air Force One nacionalizado, o vestibular, a corrida de ratos, o endividamento precoce, a alienação do mundo a 12 mil metros de altura, de onde se despenca em velocidade supersônica por falta do combustível vital: o sonho de alta octanagem.

Kuarup - troncos kuarup, reentalhar Ruy Guerra, Guarnieri, Boal, Paulo Freire, Torquato, Wally, Oiticica, Zé Agripino, Leminski, Piva, Orlando e Cláudio Villas Boas, Nelson Rodrigues, João Saldanha, Plínio Marcos, Wesley Duke, Luís Antônio Martinez Correia, Leon Hirzman, Glauber Rocha, José de Alencar, Gonçalves Dias, e todos os que meteram mãos e pés no caldo primordial da cultura ebulicionista brasileira, pagando o custo em saude, sanidade, vidas. Dezenove troncos crus, sem entalhe, plantados feito paliçada humana num barranco de Eldorado de Carajás. Não falar com as mulheres na primeira noite de Lua Cheia de maio, quando os paus retornarão à vida. E haverá festa aqui como em Xingu ao ressuscitar de todos os poetas.

Leaks – poetas, seresteiros, namorados, correi; é chegada a hora de escrever e cantar, talvez as derradeiras noites de luar... Transparência absoluta das almas opacas. Todos saberão de tudo, mas quem saberá o que fazer com tanto saber?

Mônada – e a percepção de cada qual sobretudo sobre o todo dado pela percepção de gigabites num oceano de perspectivas. A mônada e a projetada manada da entropia ciber eletronicamente abastecida por si e em si. A Lua será uma placa e o poeta não saberá fingir dor.

Nonada – um homem alquebrado diz ao filho que a titilação das estrelas não equivalem a um dia de lida de um boi, como o boi Aquiles que escolheu jogar-se contra as presas peçonhentas do urutu a uma vida medíocre em pastos e ruminações sempre com a canga ao cangote e o aboio zunindo nos ouvidos cansados. O filho aproximou-se do homem, com muito cuidado, precavendo-se de não se contagiar da loucura do pai, e lhe segredou: “A partir de hoje não acato nem a vosmecê nem ao padre eterno”. E saiu a construir uma arca, á espera do dilúvio.

Ora pronobis – que amanheceremos 2011 sem haver fechado devidamente o balanço de 2010; e pensando bem, nem de 2009... nem de 1953.

Pinturas – uma aquarela de um aquarelista chinês ideogramando um regato e um tufo de bambú em sugestão minimalista de traços econômicos, água forte light, predomínio do cinzento sobre o preto e o branco, branco que não é fundo porque não existe o desenho, mas uma insinuação de traços conotando uma folha verde (sempre em cinza), um torvelinho na água causado por um cisco largado por uma libélula, uma lufada de vento transcrito em um borrão cinza. Não é um desenho, são fotogramas moventes nos quais as pinceladas não interferem nem congelam. Há movimento porque os traços econômicos se movem sem parar. Uma tela de um trigal europeu com um cipreste ao fundo e um sol ofuscante no céu cheio de redemoinhos azulados. Tudo é amarelo, até o azul é amarelo; e tudo ondula, balança, rebola, enlouquece sob nossas vistas. Nosso filme coletivo, nossa loucura congênita.

Quasímodo – recuperando a letra anterior, que deveria remeter a “platônico”. O não-concreto, o não-poss(u)ível, o não-desejável. A fidelidade implacável da contemplação muda, calada ou barulhenta. O campanário que vibra na audição de Deus, mas não sintetiza a tese do desejo. O campanário é santuário, precisa ser. Será.

Road movie – o lar do desajuste, a cine-veritá em marcha, o troca-troca de cenários, rostos, emoções, os bares de estrada e os porres renitentes. Passar por cima da pedra no meio do caminho ainda que fure o pneu ou o solado do tênis florido-colorido-eternamente young. Um sentinela postado na casamata da colina de Hebron sabe que está longe de casa e sabe que vai disparar na cabeça de alguém que está dentro de sua própria casa. As casas se confundem, se fundem e se dissolvem no lancinante momento do aperto no gatilho e no frisson de ver miolos recobrindo paredes mal rebocadas, furadas de balas. Quem parte esquece o caminho de volta. Quem fica não sabe do tesão em partir.

Sexo – qualquer maneira valerá. Valerá? Zouzou acha que certas maneiras atentam contra a segurança pública, mas zouzou é puritana, apesar de declarar voto em qualquer político que professe a política do sexo (e o sexo na política). O estatuto do projeto-lei deve portanto estabelecer inequivocamente que estarão abolidos o sexo sem amor, o amor sem sexo e o sexo sem plexus e nexus. Inciso único: “Não existe sexo seguro”.

Tucídides – a verdade absoluta e a verdade relativa, as versões e o julgamento da História. Tucídides gênio, ghost writer de Péricles, prefeito honorários de todas as cidades: “Resumindo, afirmo que a cidade toda é escola da Grécia, e me parece que a cada cidadão dentre nós poderia se tentar nos mais variados aspectos uma vida completíssima com a maior flexibilidade e encanto. E que estas coisas não são jactância retórica do momento atual, senão a verdade dos fatos, o demonstra o poderio da cidade, o qual temos conseguido a partir deste caráter”.

Utilidade – relativa, essencial ou supérflua, a utilidade nunca é absoluta, cabal, irreversível. O que é útil se torna inutilidade no instante em que se impõem outros fatores determinados por novas técnicas, tecnologias, desejos, necessidades. Zezé trabalhou orgulhosamente como operadora de telex, dominadora do saber limite em enviar mensagens internacionais de modo instantâneo mediante fitas perfuradas. Sentia-se personagem de filme de Frank Capra, com aquelas maquinetas com um vidro esférico enviando índice de Wall Street ou avalanches nos montes Apalaches. Um operador de telex é hoje o equivalente a um enxugador de gelo, ou um radiotelegrafista, ou um revisor de textos, ou um ser humano qualquer.

Vagabundo – espantosa unanimidade entre cronistas esportivos, torcedores uniformizados são invariavelmente vagabundos, seja sob critérios de Datena ou Juca Kfouri, Flávio Prado ou Tostão. Quando há uma manifestação de torcedores contra jogadores e clubes, a observação/reação (o insulto) é imediata: “O que fazem esses vagabundos a essa hora do dia nas arquibancadas? Por que não estão trabalhando?”. Zezé sempre se pergunta se cronista esportivo é trabalhador, mas parece que sim. São “jornalistas”. Apesar de jornalista ter obrigação de supor que existam férias trabalhistas, desempregados, gente no seguro, estudantes, sujeitos “matando” o serviço, sujeitos que não querem trabalhar por variadas razões, ou cujo trabalho permite uma folga pra ir ao campo xingar jogador. Vagabundo, no fundo, é o cronismo esportivo.

William – versão saxônica de Guilherme, por absurda que pareça a aproximação linguística. William Tell, William o Conquistador, William Shakespeare, William Blake, William Holden, Williams da F-1, William Bonner (quaquá!)... Todos simples Guilhermes, ou Guillermos ibéricos, nada míticos, ou houve algum Guilherme de destaque por aqui? Guilherme de Almeida? Hum... mezzo a mezzo... Guilherme de Figueiredo? Putz! Não! Zezita lembrou! Guilherme dos Anjos!!!... Não, era Augusto, quaquá!

XPTO – sem intenção de encher linguiça nem passar batido, mas alguém afinal sabe que diabo é isso?!

Zerar – entonces é isso. Zerar tudo que toda virada (inclusive de annus, segundo os romanos) tem lá sua magia e mistério. ZZ & ZZ neste verbete Z zeram, unilateralmente e incondicionalmente. Zerar mágoas, rancores, dívidas (é recíproco, viu, safados!), dúvidas, divididas e tudo o que signifique transpor do último dia para o primeiro carregando a carga de tralhas inúteis que implicou em mordacidades, sarcasmos, xingações e raivas. Deixam tudo pro Assenge e que faça bom proveito. Pode vazar, em todos os sentidos. Feliz tentativa em ser feliz em 2011, só porque somos cabeçudos e no fundo tutti buona gente.

Valeu! Hasta la vista e PT saudações.

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Respostas a este tópico

E queridas ZZ&ZZ, vou tomar a liberdade de abusar de sua infinita paciência, e usar o espaço para um pouco de ativismo, afinal mudança de ano... sacumé...

 

Por uma sociedade mais igualitária e justa!

 

 


(e que eu não tenha que trabalhar nos feriados como hoje... saco)

Por uma sociedade mais igualitária e justa!

 


Que floresçam cem flores, flores, frutos em milhões de modos de se olhar.

Colours of our mind. Joyeux Noël.

 

 

Fröhlich Weihnachten! Für alles.

 

Feliz Navidad!

 

 

Lobo solitário nem tanto, tovarich, um amigo secreto de zouzou (roubado do pasó).
Linda cena. Pedras e la Parolle.

 

A Recriação do Homem

 

(Fausto Wolff)


É claro que gostávamos dele.

Era um homem pobre, humilde, ofendido e maltratado

Como nós.

Era também corajoso e humano,

Muito humano, talvez humano demais.

Ficava com raiva, se comovia e chorava.

Mas o Livro não registra o seu riso.

Naquela época como hoje,

Não havia motivos para rir.

Há dois mil anos que gostamos dele

Porque fomos nós, os pobres, que o inventamos.

Não agüentávamos mais a tirania do Pai,

Do Pai aliado dos tiranos governantes,

Dono de uma religião contra a nossa independência;

Religião que nos mantinha de joelhos

Diante do Algoz.

Não queríamos uma religião

Que só servia de consolo

Para as impostas privações.

Não queríamos uma religião

Que nos fazia aceitar com naturalidade

A nossa miséria,

Não queríamos uma religião

Que aliviava a culpa dos poderosos.

(Vivíamos num grande Nordeste chamado

Judéia, famintos e desesperados, sob as patas

dos cavalos do FMI do Império Romano.)

Gostávamos dele porque era filho

de uma bela adolescente virgem

E de um honesto carpinteiro de mãos calosas

Como as nossas.

Além disso,

Havia nascido numa manjedoura.

Contava fábulas lindas sobre uma vida melhor

Para todos nós.

Havia amor e comunismo entre nós que dividíamos

O pão, a lágrima, a esperança e o riso eventual.

Mas cedo os ricos e poderosos

Descobriram as vantagens da nossa religião.

Prenderam nosso deus simples e humano

E o trancaram num palácio.

Cobriram-no de jóias

E o afastaram de nós.

Fizeram dele um sócio-mercador.

Quando alguém da nossa tribo ousava reclamar,

O Poder explicava:

Se ele que é Deus foi crucificado”,

Por que tu, mísero mortal,

Não queres sofrer aqui na terra

Quando sabes de antemão

Que terás toda a felicidade no céu?"

Protegidos pelas armas,

Como falavam bem os nossos tiranos!

E nós continuamos a agradecer aos senhores

Que por mais de dois mil anos nos obrigam a conviver

Com a fome, o desemprego, a peste, a miséria,

A brutalidade, a humilhação e o salário mínimo.

Dizem que um dia ele voltará.

Por isso sonhamos com Baltazar, Melchior e Gaspar

Como eles eram naquela época,

Bem diversos do que são hoje e atendem pelos nomes

De Lucro, Ganância e Poder.

Deixaram de ser reis para se transformarem

Em assistentes de Papai Noel.

E se esta bela história da Carochinha fosse verdade

(Como o é em alguns corações)

Senhores donos das pompas do mundo?

Se no dia do juízo Final, nós, os pobres,

Formos mesmo os primeiros?

Haverá um inferno suficientemente quente

Para aqueles que há dois milênios nos maltratam?

É fácil reverenciá-lo agora que ele está morto

E pode ser adorado sem riscos.

Mas nós nos lembramos de como ele era antes;

Antes que o roubassem de nós.

Um dia nos revoltaremos ao lado dele.

Ou sem ele e, se for preciso,

Até mesmo contra ele!

Hoje à noite, quando vocês estiverem

Abrindo presentes,

Bebendo champanhe

Como bons fiéis

Pensem bem antes de mandar o porteiro expulsar

Aquele crioulo sujo, desdentado, cheirando

A álcool, medo, humilhação e mijo.

Pode ser o juiz supremo disfarçado,

Aquele por quem tanto esperamos

E o qual vocês tanto temiam.

Pode ser o aniversariante.

zz também te escribe, PK, epistoleiros natalinos que somos da Palavra que é a transcendência da palavra humana extraida aos gritos e sussurros da política humana. Se a infância não sobrevivesse no adulto, hein, PK? Qué triste vivir...

 

A Babel idiomática, as diferentes faces do divino nas diferentes culturas humanas, as diversas caracterizações de revoluções sonhadas, a Palavra que move ações que arrasam impérios e civilizações. As noites essenciais.

 

Cortázar explica melhor:

Não é de difuso panteísmo que falamos, nem de dissolução no mistério: os astros são mensuráveis, as rampas de Jaipur guardam ainda a marca dos buris matemáticos, jaulas de abstração e entendimento. [...] Que Dama Ciência em seu jardim passeie, cante e borde, bela é a sua figura e necessária a sua roca teleguiada e seu alaúde eletrônico; não somos os beócios do século, os brontossauros estão mortos e enterrados. Mas então a gente sai a vagar de noite, como sem dúvida também tantos servidores de Dama Ciência, e se a gente vive de verdade, se a noite e a respiração e o pensamento enlaçam essas malhas que tanta definição separa, pode ocorrer que entremos nos parques de Jaipur ou de Delhi, ou que no coração de Saint-Germain-des-Prés consigamos roçar outro perfil do homem.

(in, Prosa do Observatório)

 

Salve nosso amigo Paulão!!

 

e num natal muito distante.. quando uns poucos amigos ali reunidos.. com um pouco de vinho e pão .. e recordando aos amigos que jamais iriam  compartilhar novos natais.. o telefone toca..

- alô..

-   Mujer de Motonero!

 O ar.. saiu do ambiente...

ela acariciou na barriga  seu bebe que nasceria no outono ...

foi até a janela....e senti uma leve brisa.

 

A brisa amiga

A brisa na janela

diz que é hora

hora de partir

 

Não devo esperar pelo outono

Tenho que voar 

no calor do verão

 

Para falar meu falar

Caminhar meu caminhar

Sofrer meu sofrer

 

A brisa que me permea

Diz, pra eu não ter  medo

da história que vai ser feita,

Que entre alegrias e feridas

A brisa  que me permea

Promete ser minha companheira.

 

 

 

 

 

Poxa, tentei usar a ferramenta de idiomas do Google para traduzir um texto azerbaijano e não consegui. Estava muito congestionado. Por que será?

"Azerbaijano" pertence ao grupo linguístico uralo-altaico, tente com o eslavo ou a euskara.

 

Tu não entedestes a ironia, né? Tudo bem, ficamos no zero X zero.

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