Eu poderia discorrer sobre vários fatos de discriminação na nossa luta indígena no momento atual, mas, deixo para no final deste artigo colar um artigo já publicado em meu blog:
http://reginacoiama.blogspot.com/ para mostrar que infelizmente, essa discriminação persiste e volto ao passado, para elevar este debate, como também para relembrar alguns fatos que parecem foram esquecidos pela maioria de nossa população brasileira.
A história serve para interpretar o passado, tendo em vista a compreensão do presente. O objetivo é adquirir consciência do que fomos para nos transformar no que somos. Assim, num país como o Brasil, marcado por tantas injustiças sociais, relatos e debates como este , pode servir para ampliar nossa consciência sobre a imensa e urgente tarefa em construir uma sociedade mais justa, mais digna e mais fraterna, respeitando nossas diferenças, culturas, tradições, línguas e etc.
Em 22 de abril de 1500, a esquadra do português Pedro Álvares Cabral, chegou em uma terra, denominada depois de Brasil, aqui viviam milhões de índios com suas aldeias, suas línguas, seus costumes, e sua cultura e, eles eram os donos deste terra, onde os portugueses estavam pisando pela primeira vez. O que na realidade caracteriza que houve uma invasão e, posteriormente a terra dos índios, foi conquistada por habitantes brancos, que vindo de outros continentes tinham outros costumes, outra cultura e obviamnete com uma língua que os índios não conheciam, ao falar gesticulavam de forma esquisita e usavam roupas estranhas e coloridas.
Os índios que habitavam, nesta área de terra não eram tão diferentes dos povos indígenas que habitavam na América Central, a civilização Maia, dos Astecas ou os do Império Inca. Todos dizimados por conquistadores espanhóis em busca do ouro.
Os Maias, construíram templos muito grandes e criaram até um calendário bastante preciso e um sistema de escrita, desenvolveram a pintura mural e a arte cerâmica.
A civilização dos Astecas desenvolveu-se a partir do sec. XII, na região do atual México plantavam milho, feijão, cacau, algodão, tomate e tabaco. Construíram também grandes templos religiosos, possuíam uma escrita primitiva e criaram um calçendário próprio.
A civilização Inca se desenvolveu-se nas regiões onde hoje, é o Peru, Equador e Bolívia, plantavam milho, batata e tabaco e desnvolveram a metalurgia do bromze e do cobre, construíram palácios, templos, estradas pavimentadas , aquedutos e canais de irrigação. Foram considerados os mais evoluídos e se distinguiram mais do que os índios brasileiros, por suas construções, sistema de comunicação e, principalmente por suas pirâmides e observatórios de astronomias (OS Maias).
Os índios do Brasil trabalhavam apenas pelo seu próprio sustento e viviam no paraíso até a chegada dos protuguese.
Considerando-se muito superior aos povos conquistados, o europeu oprimiu de todas as maneiras os nativos. Os principais elementos da cultura européia foram trazidos aos povos da América, como exemplo: os idiomas o portugues e o espanhol, a religião, as normas jurídicas, as idéias e práticas sobre política e conômica e os padrões cientificos e artísticos. As tradições indígenas: festas, crenças e costumes foram sendo destruídas.
Populações indígenas foram aprisionadas e obrigadas a deixar suas regiões de origem para trabalhar como escravos para o conquistador. Milhares de famílias indígernas foram dissolvidas, pais separados dos filhos, maridos separados das mulheres. Fora do seio natutal. a população indígena sofreu com as mudanças no tipo de alimentação e no rítmo de trabalho enfim, a economia natural indígena foi destruída.
Estimativas sobre a população indígena total que vivam no Brasil, afirmam que existitam aproximadamente 5 Milhões de índios, enquanto que em todo o continente americano, existia uma população aproximadamente de 88 Milhões de Habitantes Indígenas..
Nesse mesmo período, Portugal e Espanha não possuíam, juntos 11 Milhões de habitantes e, foram principalmente os portuguese e espanhóis que conquistaram brutalmente os povos indígenas das Américas Central e do Sul.
Uma das mais sagrentas conquistas registradas em toda a história humana, Milhares de Aldeias arrasadas, nações indígenas foram exterminadas. Milhões de índios foram mortos a fio da espada, nunca a ambição humana chegou a realizar coisas tão horríveis e miseráveis. Invadiam vilas, as aldeias, as cidades e íam matando a todos, não poupavam a vida das crianças, nem mulheres grávida. A superioridade do armamento europeu não é o único motivo que explica a vitória do conquistador sobre os índios, pois, em certos combates, haviam de 500 a 1000 índios para cada europeu. Na luta contra tanta gente, o conquistador contou com a chamada "Guerra Microbiana", isto é,o poder mortal de diversas doenças infecciosas trazidas da europa ( sarampo, varíola, tifo, malária, gripe e etc.) que provocaram grandes epidemias entre as tribos, pois os índios não tinham resistência contra essas molétias.
Aproximadamnete, 50 anos depois da chegada do conquistdor europeu (portuguese e espanhol), a população indígena estava violentamente reduzida, nesse curto período, metade da população indígena estava reduzida e, até hoje, não houve 'MEA CULPA', diante do povo indígena, pelo holocausto praticado contra nossos antepassados, tendo apenas o Ex Presidente Lula, declarado da falta de civilidade da sociedade brasileira em relação aos povos indígenas brasileiro. O genocídio contra os índios foi tão terrível que os governo do Brasil teve que criar um serviço de proteção aos índios, tendo o Mal. Rondon, um dos maiores protetotres dos índios.
No Brasil, os bandeirantes, dedicavam-se ao aprisionamento de índios para vendê-los como escravos, atacavam principalmente os aldeiamentos religiosos, onde os índios tinham sido reunidos pelos padres Jesuítas. Nesse aldeiamentos, os índios aprediam a trabalhar na lavoura e a realizar tarefas de utilidades para os brancos. Os compradores de escravos preferiam escravizar esses índios, cuja cultura já tinha sido deformada pelos brancos, quer dizer, os índios tinham aprendido a se "comportar" como brancos. E, ainda hoje 2011, essa tática é usada, como forma de tutelar os índios por órgãos de governos para usá-los como massa de manobra.
Fugindo do terror, da morte, da escravidão e de doutrinas que modificavam completamente sua cultura, suas tradições, e era imposto uma vida diferente a qual eles viviam, inclusive obrigando-os a falar uma outra língua, os índios afastavam-se cada vez mais do Litoral brasileiro, indo em busca da "Terra Sem Males', para poder manterem-se vivos a tanta opressão, perseguição e discriminação.
Hoje, no Brasil, dos 5 Milhões de índios que existiam em 1500, segundo dados do IBGE, são pouco mais de 800 Mil índios que tentam sobreviver de uma forma ou outra, apesar dos pesares.
São muitas as influências culturais dos índios sobre a sociedade brasileira, como alimentos, utensílios, nomes de cidade e algumas coisas mais.
Mas, vamos voltar a falar sobre o hoje ano 2011. os índios se sentem tão perdidos que alguns praticamenbte preferem a morte (no enforcamento), a ver, como eles mesmo dizem: tantas coisas que eles sabem e vêem, mas nada podem fazer ou sequer participar...
Tudo isso, porque existe o poder dominante não mais daqueles conquistadores, mas sim, daqueles que ficaram contaminados pelo vírus da ganância política e aí, mudou a forma, mas a dizimação agora vem de forma diplomática, light, com palavras bonitas tipo: sustentabilidade, parcerias, comitês e por aí a fora.
As invasões para o domínio de Terras Indígenas já homologadas, conseguidas com tanto esforço não é sequer respeitada, pois o que se vê, são alguns órgãos estaduais passando por cima dos Decretos Presidenciais, fazendo perseguições, tirando madeira, peixes, tudo isso das áreas indígenas e aí eu lhes pergunto, de quem é a culpa?
Hoje em dia a corrida vai além do ouro que buscavam os conquistadores, é do dinheiro vivo,, exemplo: do aporte de UR$ 1 BILHÃO (DÓLARES), E MAIS 21 MILHÕES DE EUROS, informou o BNDES (ag.est.. 06/07/2001) o que deverá restar para o índio, apenas alguns presentinhos como: pá telha de zinco, facão, panelas, pregos serrotes e etc.. Não se sabe até onde isso vai dar...
ESTE ARTIGO CONTÉM TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "HISTÓRIA CONSCIÊNCIA DO BRASIL" V.I, DE GILBERTO CONTRIM, PROFESSOR DE HISTÓRIA GRADUADO PELA USP.
Estimativa atual de índios no Brasil: 225 povos, 189 línguas.
A FLORESTA AMAZÔNICA E OS ÍNDIOS
Algumas autoridades do Amazonas, falam em garantir direitos aos povos indígenas, das comunidades,
agricultores familiares e pequenos produtores rurais, mas ninguém ,até o presente momento, viu
projetos de desenvolvimento sustentável com o objetivo de financiar as nossas comunidades e a nós que
sobrevivemos na floresta amazônica, apenas algumas iniciativas com projetos insustentáveis que não
são de acordo com a realidade dos povos indígenas. O engraçado nesta história é que existem recursos,
que foram disponibilizados por várias fundações, órgãos governamentais, e até ONGs internacionais
os quais fazem poderosas campanhas de preservação da floresta amazônica em todo o planeta.
Mas nós índios, ribeirinhos e caboclos, que conservamos e preservamos a floresta,
não temos tido do governo nenhuma consideração
até o presente momento. Não é o ribeirinho, nem o índio e muito menos o
caboclo que desmatam a floresta, até porque a fiscalização em cima de nós funciona de maneira cruel,
mas sim poderosos e madeireiros que fazem invasões em terras que habitamos, e retiram
madeiras nobres, muitas vezes com a vista grossa das autoridades locais. Quando denunciados, fazem
um jogo de empurra-empurra e, no final, acabam mentindo dizendo que a invasão não existiu, como
aconteceu com a na terra indígena Kokama, em São Gabriel/São Salvador em S.Antônio do Içá,
a qual foi invadida por pessoas que se diziam apoiadas por autoridades do município. Quando as
lideranças desta comunidades denunciaram este fato ao Ministério Público Federal, o chefe de posto da
FUNAI naquele município na época, negou que houvesse alguma invasão. O INCRA na época consultado,
assinou em baixo a mentira do chefe de posto e ambos enviaram ao MPF,declaração dizendo não
haver invasão na área indígena. Mas contrariando estas falsas declarações, em 12 de abril de 2007, a
antropóloga da FUNAI/Brasília, Silvia Regina Brogiolo Tafuri, em Memorando n 027/PGF/PFE//
FUNAI/CAC/07 a Diretora de Assuntos Fundiários da FUNAI/Brasília, confirmou a invasão de madereiros em nesta terra indigena, mas nenhuma providência foi tomada e o processo de demarcação desta TI esta paralizada.
Não adiantou o povo indigena desta TI, fazer abaixo assinado, porque no final acabou prevalecendo a mentira do então chefe de posto do PIN Betánia, que depois acabou se elegendo Vereador, e a invasão que ele disse não existir, hoje pode ser vista até pelo mapa do Google, inclusive com a devastação que foi provocada pelos invasores. Ou seja, mesmo passados 511 anos da primeira invasão do homem branco nas terras que outrora era dos índios, hoje ela contnua a prevalecer de uma forma ou outra usando outros meios e artíficios modernos, através do sistema político.
A invasão em terras indígenas é a pedra no sapato dos índios, que não tem fim, as pressões são inúmeras e bastante fortes, vindas principalmente de madereiros que cobiçam a riqueza florestal em terras indígenas e o pior eles sempre contam com o apoio de polítícos.