Bento XVI: Crise e exaustão conservadora

Dinheiro, poder e sabotagens. Corrupção, espionagem, escândalos sexuais.


A presença ostensiva desses ingredientes de filme B no noticiário do Vaticano ganhou notável regularidade nos últimos tempos.
A frequência e a intensidade anunciavam algo nem sempre inteligível ao mundo exterior: o acirramento da disputa sucessória de Bento XVI nos bastidores da Santa Sé.
Desta vez, mais que nunca, a fumaça que anunciará o 'habemus papam' refletirá o desfecho de uma fritura política de vida ou morte entre grupos radicais de direita na alta burocracia católica.
Mais que as razões de saúde, existiriam razões de Estado que teriam levado Bento XVI a anunciar a renúncia de seu papado, nesta 2ª feira.
A verdade é que a direita formada pelos grupos 'Opus Dei' (de forte presença em fileiras do tucanato paulista), 'Legionários' e 'Comunhão e Libertação' (este último ligado ao berlusconismo) já havia precipitado fim do seu papado nos bastidores do Vaticano.
Sua desistência oficializa a entrega de um comando de que já não dispunha.
Devorado pelos grupos que inicialmente tentou vocalizar e controlar, Bento XVI jogou a toalha.
O gesto evidencia a exaustão histórica de uma burocracia planetária, incapaz de escrutinar democraticamente suas divergências. E cada vez mais afunilada pela disputa de poder entre cepas direitistas, cuja real distinção resume-se ao calibre das armas disponíveis na guerra de posições.
Ironicamente, Ratzinger foi a expressão brilhante e implacável dessa engrenagem comprometida.
Quadro ecumênico da teologia, inicialmente um simpatizante das elaborações reformistas de pensadores como Hans Küng (leia seu perfil elaborado por José Luís Fiori, nesta pág.), Joseph Ratzinger escolheu o corrimão da direita para galgar os degraus do poder interno no Vaticano.
Estabeleceu-se entre o intelectual promissor e a beligerância conservadora uma endogamia de propósito específico: exterminar as ideias marxistas dentro do catolicismo.
Em meados dos anos 70/80 ele consolidaria essa comunhão emprestando seu vigor intelectual para se transformar em uma espécie de Joseph McCarty da fé.
Foi assim que exerceu o comando da temível Congregação para a Doutrina da Fé.
À frente desse sucedâneo da Santa Inquisição, Ratzinger foi diretamente responsável pelo desmonte da Teologia da Libertação.
O teólogo brasileiro Leonardo Boff, um dos intelectuais mais prestigiados desse grupo, dentro e fora da igreja, esteve entre as suas presas.
Advertido, punido e desautorizado, seus textos foram interditados e proscritos. Por ordem direta do futuro papa.
Antes de assumir o cargo supremo da hierarquia, Ratzinger 'entregou o serviço' cobrado pelo conservadorismo.
Tornou-se mais uma peça da alavanca movida por gigantescas massas de forças que decretariam a supremacia dos livres mercados nos anos 80; a derrota do Estado do Bem Estar Social; o fim do comunismo e a ascensão dos governos neoliberais em todo o planeta.
Não bastava conquistar Estados, capturar bancos centrais, agências reguladoras e mercados financeiros.
Era necessário colonizar corações e mentes para a nova era.
Sob a inspiração de Ratzinger, seu antecessor João Paulo II liquidou a rede de dioceses progressistas no Brasil, por exemplo.
As pastorais católicas de forte presença no movimento de massas foram emasculadas em sua agenda 'profana'. A capilaridade das comunidades eclesiais de base da igreja foi tangida de volta ao catecismo convencional.
Ratzinger recebeu o Anel do Pescador em 2005, no apogeu do ciclo histórico que ajudou a implantar.
Durou pouco.
Três anos depois, em setembro de 2008, o fastígio das finanças e do conservadorismo sofreria um abalo do qual não mais se recuperou.
Avulta desde então a imensa máquina de desumanidade que o Vaticano ajudou a lubrificar neste ciclo (como já havia feito em outros também).
Fome, exclusão social, desolação juvenil não são mais ecos de um mundo distante. Formam a realidade cotidiana no quintal do Vaticano, em uma Europa conflagrada e para a qual a Igreja Católica não tem nada a dizer.
Sua tentativa de dar uma dimensão terrena ao credo conservador perdeu aderência em todos os sentidos com o agigantamento de uma crise social esmagadora.
O intelectual da ortodoxia termina seu ciclo deixando como legado um catolicismo apequenado; um imenso poder autodestrutivo embutido no canibalismo das falanges adversárias dentro da direita católica. E uma legião de almas penadas a migrar de um catolicismo etéreo para outras profissões de fé não menos conservadoras, mas legitimadas em seu pragmatismo pela eutanásia da espiritualidade social irradiada do Vaticano.

Postado por Saul Leblon às 18:29

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&am...

Exibições: 926

Responder esta

Respostas a este tópico

Valquiria,

Geralmente a direita é conservadora, principalmente nas questões que vão de encontro aos seus interesses já estabelecidos. Apenas como exemplo, sem me estender no assunto, observe quais foram os políticos que votaram contra a iniciativa do governo Obama em aumentar a carga tributária dos mais ricos nos EUA, para financiar a saúde dos mais pobres. Teve um bilionário idoso naquela ocasião, acho que se irritou com tanta mesquinharia nas discussões dos republicanos no congresso, que fez uma doação para a saúde de $ 1 bilhão.

 Aqui no Brasil a famigerada reforma tributária mofa no congresso nacional e sabemos que as classes que ganham menos pagam mais impostos(direto ou indireto), proporcionalmente. Uma simples reforma no código florestal, a direita latifundiária mostrou toda sua força.

Existe uma direita que se esconde no armário e não assume suas ideias públicamente, manipula nos bastidores. A propósito, segue um texto que achei interessante.

 Do Com Texto Livre Contra ofensas que conservadores fazem a Lula e Dilma.

Um dos mais importantes especialistas do País na área trabalhista, o advogado Valter Uzzo criou um fato político ao enviar para amigos e-mail remetido para um de seus conterrâneos da cidade de Pompéia, no interior de São Paulo, chamado apenas por Lara, listando uma série de argumentos contrários à proliferação de spams jocosos sobre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Roussseff.Ex-presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo, Uzzo, no texto, descreve o cenário histórico da presença e influência das forças conservadoras na política brasileira. O e-mail de Uzzo está sendo velozmente disseminado pela internet, ganhando status de peça política contra a discriminação ideológica às forças de esquerda. Abaixo, o conteúdo completo: Caros Um amigo meu de infância passou a me mandar um volume enorme de e-mails com piadas, comentarios e afirmações sempre depreciativas em relação ao Lula, Dilma, PT, etc. A situação foi em um crescendo tal, que atingiu as ráias da provocação e do insulto, até que, outro dia, resolvi responder. E mandei este pequeno texto, que é, em verdade, o que penso de pessoas como ele que, a pretexto de criticar, escondem hipocritamente suas idéias e concepções. Abcs. Valter Uzzo Sent: Tuesday, February 05, 2013 3:42 PM Caro Lara: Tenho, quase que diariamente, recebido os seus e-mails, que trazem piadas, “fotos interessantes”, e propaganda daquilo que, politicamente, você acredita. Quero crer que estou me dirigido à pessoa certa, ou seja, ao Lara que conheci em Pompéia, na infância e adolescência. Se assim é, tenho algumas gratas recordações, de nossa convivência que, ao tempo, pela idade e sem as agruras que viríamos a experimentar durante a vida, era muito boa. Recordo-me mesmo que uma das suas habilidades, invejada por todos nós da mesma classe ginasial, era a incrível capacidade que tinha de “colar”, já que você se abastecia de um grande estoque das “sanfoninhas” (era o tipo de “cola” da época), que escondia perfeitamente em sua mão direita e que lhe permitia -grande perfeição !- colar sem interromper a escrita e, -perfeição maior !-, até mesmo diante do olhar atento do professor. Ao que me recordo, nunca, nenhum dos professores, na fiscalização que faziam, conseguiu algum êxito diante de você. Nesse partícular, você era imbatível. Mas, deixando-se de lado tais reminiscências, eu estou me dirigindo à você para tratar de assunto que, diante de sua volumosa correspondência eletrônica, parece lhe interessar: trata-se de questões que envolvem a visão que temos da forma como vem sendo dirigido este país, melhor dizendo, a questão política. Para se ter uma conversa franca, devo dizer que temos uma visão de mundo muito diferente. Acho mesmo, oposta. Em minha profissão (sou advogado) acabei aprendendo a conviver na divergência, já que, diariamente, senta do lado de lá da mesa de audiência, ou dos autos do processo, um colega de mesmo grau de escolaridade que defende justamente o contrário. Adversário. Mas, terminada a audiência, retomamos o relacionamento, ou seja, é um aprendizado constante e permanente, a nos ensinar que devemos respeitar os que pensam de forma diversa. Transposta tal relação para a política, também aprendi a respeitar aqueles que tem uma visão de mundo diferente da minha, embora com eles não concorde. Entre tais “adversários” de pensamento existem dois tipos: os que assim agem por convicção, e os que agem por interesse. Creio que você se enquadra entre os primeiros, ou seja, você tem ideias, a meu ver, que eu classifico como “conservadoras”, mas que são catalogadas no jargão político comum como “reacionárias”, ou por alguns “direitistas”, ou, se formos levar ao extremo a sociologia política, “fascistas”. Para mim, no entanto, você é um “conservador”, por convicção. E é aí que eu quero conversar com você. Existe no Brasil uma forte corrente de pensamento conservador. Sempre existiu, aliás, durante o império e durante a república, todos os presidentes e Governos , até 2003, sempre tiveram um perfil conservador, uns mais outros menos. Todos. Getúlio Vargas (1º Governo, ditadura) liderou uma “revolução” -que não era revolução no sentido sociológico do termo- contra práticas condenáveis da República Velha, só isso. Pertencia a elite agrária, era fazendeiro e fez um Governo ambíguo, criando uma legislação trabalhista (que estava sendo criada, ao tempo, por quase todos os países de mesmo grau de desenvolvimento que o Brasil), e criou dois partidos políticos – o PTB, para lhe servir – e o PSD, conservadoríssimo, para ajudá-lo a governar. No mais, encarcerou a oposição e restringiu as liberdades públicas.. Em 45 foi substituído pelo Dutra (outro conservador), que dissipou todas as reservas cambiais que havíamos acumulado com a substituição das importações, durante a guerra. Getúlio volta em 1950 e aí, após um início de governo meio indefinido, começa a aproximar-se de ideias progressistas, mas não conseguiu implementá-las, já que, ameaçado de deposição, suicidou-se. Juscelino foi um inovador em realizações, mas seu governo, embora aparentemente liberal nos costumes, sempre foi um produto das classes dominantes e um fiel seguidor da política americana. Jânio se foi muito rápido , e Jango também nada tinha de progressista: era filho de uma família de riquíssimos fazendeiros, era despreparado para a função e sua queda dá bem a medida de seus compromissos de classe: preferiu viver rico no exílio, do que participar ou liderar uma revolução popular com a qual não se identificava. Seguiram-se os governos militares, Sarney, Collor, Itamar e Fernando Henrique. Se examinarmos todas as medidas tomadas por tais governos (algumas muito boas, até) veremos que nenhuma delas teve a preocupação ou conseguiu alterar o sistema de distribuição de renda no país, -um dos mais injustos do mundo. A dívida externa sempre em patamares impagáveis, o salário mínimo medeando entre U$ 80 a U$ 120 dólares, lenta queda da mortalidade infantil, poucos avanços na afalbetização, grande transferência de rendas para o exterior, sistema de saúde pública catastrófico, destruição da escola pública, gigantesca falta de moradias e favelização, polícia corrupta, Justiça que não funciona, previdência privada mais cara do mundo, seguros mais caros do mundo, alta tributação e assim foi. Só discursos, só demagogia, e muita roubalheira. Aí vieram a eleição em 2003, reeleição do Lula e eleição da Dilma. Muitos erros, houve e há corrupção, muitas coisas não deram certo, os quadros do PT, em grande parte, eram despreparados para administração, enfim, as coisas não saíram como o PT pregava. No entanto, o salário mínimo triplicou (em dólares), a renda familiar cresceu, a dívida externa foi paga, o consumo aumentou muito, o emprego cresceu ( e o desemprego despencou) e o Brasil conseguiu crescer, ao meio de uma grande crise internacional .Caro Lara, esses são fatos . Fato é fato, não é discurso, nem proselitismo político, nem palavrório. FATOS. O País está em regime de pleno emprego ( é a 1ª. vez em nossa história que isso acontece), e no ano de 2011, em um universo de 200 países, fomos o 4º. País do mundo em receber investimentos externos, só atrás dos Estados Unidos, China e Hong Kong (notícia do Times, reproduzida no Estadão e Folha na semana passada, com pouco destaque). A arenga de que o Governo, em 2003, pegou uma condição internacional favorável é coversa para boi dormir: muitos outros países não progrediram, muitos entraram em crise, o sistema financeiro internacional em 2008 quase ruiu, enfim, o Brasil navegou muito bem por sua conta e seus méritos. Pensar de modo diverso é revolver a mentalidade colonialista. Mas, estou eu a pretender que você se torne um apoiador do Lula e da Dilma ? É claro que não, até porque na nossa idade ninguém muda mais. É que eu acho que essa sua “cruzada” contra, poderia ser muito mais consequente e séria. Já que na clássica definição “partido político é a opinião pública organizada”, porque vocês, conservadores, não fundam um partido que expresse tal ideologia ? A grande farsa que existe é que os conservadores, ou os direitistas, ou os neoliberais, não assumem o próprio rosto. O PSDB (neoliberal) não se diz neoliberal, diz que vai mudar, que é de centro esquerda, que é progressista, e outras baboseiras mais. Porque não se diz neoliberal, e faz um programa neoliberal ?. E vocês, conservadores, porque não se assumem, e fazem um programa com o conteúdo daquiIo que vocês acreditam; contra as cotas, contra o aborto, contra o casamento gay, pela redução dos direitos trabalhistas, dos impostos, por uma política externa mais invasiva, etc, etc, , tal qual o Partido Republicano (Conservador) dos Estados Unidos ? Se você fizer as contas, aqui como lá, o eleitorado se divide, o que, aliás, ocorre em todos países civilizados (França Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, Alemanha, Austria, etc, etc, etc). Ou seja, no mundo todo, o eleitorado se divide em conservadores e progressistas. Mas, aqui não, em razão da hipocrisia política da direita, a luta não é limpa. Estimule a criação de um verdadeiro partido conservador, que defenda as teses conservadoras e o modo de governar conservador e aí, sim, teríamos um debate limpo, direto, sem enganações, sem subterfúgios. A meu ver, essa situação da direita esconder suas verdadeiras propostas, de vestir um manto progressista quando não o é, é a pior forma de trapacear uma nação, posto que esconde seus verdadeiros desígnios. Em suma,já é tempo de sair do armário e vir corajosamente para o debate de ideias. O outro ponto que gostaria de conversar com você é sobre a forma negativa e pejorativa de sua “crítica” política. As piadas, imagens, dizeres, etc, que se referem aos que não pensam como você, revelam um rancor que tem de tudo: preconceito, desinformação, insultos, etc. Se você acha que este tipo de crítica desperta alguma simpatia para as suas ideias, ou fazem mal a figura dos criticados, então está na hora de você fazer algumas reflexões sobre o que muda as pessoas. Uma pessoa decente muda de opinião quando você demonstra que ela está errada. Só não mudará se tiver “interesses” em se manter no erro, ou, então, se por alguma razão (preconceito, ignorância, intolerância, irracionalidade, etc) não entender o seu erro e o significado da mudança. Fora disso, a “propaganda” pejorativa contrária é um tiro na culatra. E isso é tanto no aspecto individual como coletivo. O Lula cresceu eleitoramente depois que mudou sua imagem para o “Lula, paz e amor”. Antes, o eleitorado preferia o FHC, com sua voz e modos blandiciosos. Serra com sua linguagem belicosa só perdeu votos. Obama derrotou duas vezes os seus adversários com um discurso suave, sofrendo agressões de todo os lados. O Berluscomi e Sarkosi, na Itália e França, perderam as eleições, em razão de suas práticas autoritárias e arrogantes. Enfim, na medida que a sociedade evolui, essa linguagem truculenta, ofensiva, enganosa, que intui uma falsa moralidade e prega medidas radicais extremadas (para os outros, nunca para si) vai caindo em desuso, não engana mais ninguém. Pode ter servido em outra época, chegou a levar os hitlers e mussolinis ao poder, mas, hoje em dia, ninguém mais cai neste canto de sereia. As pessoas querem é ser convencidas, sem imposições. Bem, fico por aqui. Se você quiser prosseguir mandando-me os e-mails, gostaria que não mais me enviasse os relativos à política, a não ser quando nesta terra tiver um partido conservador, ou direitista, ou de natureza fascista ( o Plínio Salgado pelo menos teve coragem e honestidade criando os “camisas verdes”), para que se possa ter um debate decente e honesto. Daí sim, quem sabe, talvez até eu me convença de que existe alguma verdade nessas ideias trapaceadas e escondidas sob o manto de uma falsa moralidade. Ideias tão escondidas, tal como você fazia com as colas e era invejado por toda classe. Abraços e saudades. Valter Uzzo
PS: Se você não é a pessoa que eu penso, peço desculpas.
--------------xxxxxxxxx-------------xxxxxxxxxx´------------------
 
Quanto a verdadeira esquerda, sempre será progressista no sentido de combater as injustiças sociais e a grande concentração de renda gerada pelo capitalismo globalizado, entre outras bandeiras inerentes às citadas acima, como a fome, saúde, educação, habitação, etc.. Existe a questão da miséria moral de "ex-esquerdirtas", que trataremos em outra ocasião.    

Meu Caro

 

Enquanto as pessoas continuarem vestindo camisa de partido façam eles o que fizerem. Enquanto as pessoas continuarem a pensar em esquerda direta, conservador e liberal e todo esse entulho falido do que não se traduz em nada ao cidadão que trabalha e contribui, vai continuar essa bagunça e escravidão mental e física do ser humano. O individuo tem que começar a parar e pensar por si próprio e a partir daí escolher seu caminho. Esse modelo de pão e migalhas é muito pouco para o que todo mundo contribui. O mérito do PT, digo de Lula, é o de ter a capacidade de convencer os que tem poder do caminho sensato a seguir, e vamos parar de utopia, tem poder quem tem dinheiro. Esse é o mundo real.  O que nos salva é que hoje não é como o século passado, tem muito mais gente com dinheiro pra poder ser contra o outro tanto de gente com dinheiro. Tivéssemos representatividade democrática teríamos o peso na balança da soma da maioria, mas não temos.

Essa conversa de que fez mais do que aquele ou esse não basta, fazer mais do que nada é muito pouco. Bom governo é o que se compromete a resolver o problema da educação, da saúde, da segurança, e principalmente da falta de sistema de justiça. Tem que reformar o pais, as instituições, o povo tem que ter liderança e não essa bagunça de corte mandando, que por sinal não foram eleitos pela maioria. Onde esta a tal da democracia, do estado de direito. Como é cabível um cidadão trabalhar pra comprar algo e ter que pagar imposto pra usar esse algo. Onde esta o direito a propriedade. Fosse o dinheiro utilizado pra o próprio cidadão muito bem, mas pra fazer copa, filminho, televisão???

" O que nos salva é que hoje não é como o século passado, tem muito mais gente com dinheiro pra poder ser contra o outro tanto de gente com dinheiro."

Não é bem assim, meu caro.

O poder do mundo real de hoje ainda é muito parecido com o do século passado, com a agravante do domínio do capital, de novas tecnologias, meios de produção e meios de comunicação. Ganham e concentram muito dinheiro com a especulação financeira, com crise ou sem crise, derrubam governos legítimamente eleitos e colocam seus representantes.

Passe um pouco seu olhar sobre o que vem acontecendo na Europa.

Segue uma matéria sobre os rentistas no país e olhe que tem banqueiros que obtiveram 16 bilhões de lucro em 2012 e ainda reclamam da política econômica do governo, concedendo entrevistas a imprensa estrangeira, criticando a política econômica. Vide Sr. Roberto Setúbal do Banco Itaú.

        

Dilma enfrenta a pátria rentista: mídia uiva

Um dia de estupefação e revolta no circuito formado pelos  professores banqueiros, os consultores e a mídia que os vocaliza.
Na reunião dos Brics, na África do Sul, nesta 4ª feira, a presidenta Dilma afirmou que não elevará a ração dos juros reivindicada pelos batalhões rentistas, a pretexto de combater a inflação.
A reação instantânea das sirenes evidencia a cepa de origem a unir o conjunto à afinada ciranda de interesses que arrasta US$ 600 trilhões em derivativos pelo planeta.
Equivale a dez voltas seguidas no PIB da Terra.
Trinta e cinco  vezes o movimento das bolsas mundiais.
Os anéis soturnos desse garrote reúnem – e exercem – um poder  de extorsão planetária, capaz de paralisar governos  e asfixiar nações.
Gente que prefere blindar automóveis a investir em infraestrutura. O Brasil tem a maior frota de carros blindados do mundo.
E uns R$ 500 bi estocados em fundos de curto prazo; fora o saldo em paraísos fiscais.
Carros blindados, dinheiro parado, paraísos fiscais e urgências de investimento formam a determinação mais geral da luta política em nosso tempo.
Em Chipre, como lembra o correspondente de Carta Maior em Londres, Marcelo Justo,  o capital a juros compunha uma bocarra equivalente a 67 bilhões de euros, uns US$ 90 bilhões de dólares.
Três vezes o PIB. De um país com população menor que a de Campinas.
A fome pantagruélica desse organismo requeria rações diárias  indisponíveis  no ambiente retraído da crise mundial.
A gula que quebrou Chipre é a mesma que já havia quebrado a Espanha, Portugal, Irlanda, Islândia e alquebrado  o mercado financeiro dos EUA.
A falência cipriota assusta o mundo do dinheiro não por suas dimensões.
Mas porque ressoa o uivo cavernoso de uma bancarrota, só anestesiada a um custo insustentável na UTI mundial das finanças desreguladas.
No Brasil o mesmo uivo assume  o idioma eleitoral ao gosto do dinheiro graúdo: ‘dá para fazer mais’.
O governo Dilma acha que sim.
Mas com a expansão do investimento produtivo. Não com arrocho e choque de juros.
O país ampliado por 12 anos de políticas progressistas na esfera da renda e do combate à pobreza, não cabe mais  na infraestrutura  concebida para 30% de sua gente.
A  desproporção terá que ser ajustada em algum momento.
Como o foi, com viés progressista e investimento pesado, durante o ciclo Vargas.
Sobretudo no segundo Getúlio, nos anos 50.
Mas também o foi em 64.
Em versão regressiva feita de arrocho e repressão contra as reformas de base de Jango, no golpe que completa 49 anos neste 31 de março.
O que se assiste hoje guarda  uma diferença política  importante em relação ao passado.
Nos episódios anteriores, o conflito de classe entre as concepções antagônicas de desenvolvimento seria camuflado  pela vulnerabilidade externa da economia.
Um Brasil estrangulado pelo desencontro entre a anemia das exportações e o financiamento das importações colidia precocemente com o seu teto de crescimento.
O gargalo do investimento se realimentava no funil das contas externas. E vice versa.
Era um prato cheio para o monetarismo posar de arauto dos interesses da Nação.  E golpeá-la, com as ferramentas recessivas destinadas a congelar o baile.
'Quem está fora não entra; quem está dentro não sai'. Durante séculos, essa foi a regra do clube capitalista brasileiro.
Hoje, embora a pauta exportadora se ressinta de temerária concentração em commodities, não vem daí o principal obstáculo ao investimento.
O país dispõe de reservas recordes (US$ 370 bi). Tem crédito farto no mercado internacional. O  relógio econômico  intertemporal é favorável ao financiamento de um ciclo pesado de investimentos  em infraestrutura.
Quem, afinal, veria risco em financiar a sétima economia do planeta, que, em menos de uma década, estará refinando a pleno vapor as maiores descobertas de petróleo do século 21?
O desencontro entre o Brasil que somos e aquele que podemos ser deslocou-se  do gargalo externo, dos anos 50/60/80  para o conflito aberto entre os interesses da maioria da sociedade e os dos detentores do capital a juro.
Assim como em Chipre, na Espanha, nos EUA  ou em Paris, o rentismo aqui prefere repousar num colchão de juros reais generosos, blindado por esférico monetarismo ortodoxo.
Migrar para a esfera do investimento produtivo, sobretudo de longo prazo, como requer o país agora, não integra o seu repertório de escolhas espontâneas.
Cabe ao Estado induzi-lo.
Dilma começou a fazê-lo cortando as taxas de juros.
A pátria rentista reclama:no primeiro trimestre deste ano, praticamente todas as aplicações financeiras perderam para a inflação. Ficou difícil multiplicar lucros e bônus sem botar a mão na massa da economia produtiva.
É essa prerrogativa estéril que  os professores banqueiros do PSDB cobram pela boca e pelo teclado do jornalismo econômico, escandalizado com a assertiva defesa do desenvolvimento feita pela presidenta  Dilma. 
Presidenciáveis risonhos que se oferecem untados em molhos  palatáveis às papilas monetaristas e plutocráticas vão aderir ao jogral.  
“Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença está datado;  é uma política superada",  fuzilou Dilma.
Previsível, o dispositivo midiático tentou desqualificar  o revés como se fora uma demonstração de  ‘negligência com a inflação’.
Um governo que trouxe 50 milhões de pessoas para o mercado de consumo  minimizaria  a vigilância sobre a inflação?
Sacaria contra o futuro do seu maior patrimônio político?
A sofreguidão conservadora esmurra a própria coerência de sua análise sobre a força eleitoral do governo.
O governo Dilma optou por  abortar as pressões inflacionárias imediatas com desonerações. E enfrentar o desequilíbrio estrutural com um robusto ciclo de investimentos.
Entende que o desafio da produtividade, indispensável à progressão dos ganhos reais de salários, deve ser vencido com infraestrutura e inovação. Não com arrocho, como se fez nos anos tucanos.
São lógicas dissociadas da receita rentista.
Aqui e alhures, a obsessão mórbida pela liquidez descolou-se  da esfera patrimonial para a dos rendimentos financeiros.  Não importa a que custo  social ou político.
Sua característica fundamental é a preferência parasitária pelo acúmulo de direitos sobre a riqueza, sem o ônus  do investimento físico na economia.
A maximização de ganhos  se  faz  à base da velocidade  e da mobilidade dos capitais, sendo incompatível com o empenho fixo em projetos de longa maturação em ferrovias, hidrelétricas ou portos.
Durante a década de 90, as mesmas vozes que hoje disparam contra  o que classificam como ‘intervencionismo da Dilma’, colocaram o Estado brasileiro a serviço dessa engrenagem.
A ração dos juros oferecida no altar da rendição nacional chegou a 45%,  em 1999.
Um jornalismo rudimentar no conteúdo, ressalvadas as exceções de praxe, mas prestativo na abordagem, impermeabilizou essa receita de Estado mínimo com uma camada de verniz naval de legitimidade incontrastável.
A supremacia dos  acionistas e dos dividendos sobre o investimento  –e a sociedade-- tornou-se  a regra de ouro do noticiário econômico.
Ainda é.
A crise mundial instaurou a hora da verdade nessa endogamia entre o circuito do dinheiro e o da notícia.
Trata-se de uma crise dos próprios fundamentos daquilo que o conservadorismo entende como sendo  ‘os interesses dos mercados’. Que a mídia  equipara aos de toda a sociedade.
Dilma, de forma elegante, classificou essa ilação  como uma fraude datada e vencida. De um mundo que trincou e aderna,  desde setembro de 2008.
A pátria rentista uiva, range e ruge diante de tamanha indiscrição.
Postado por Saul Leblon às 19:17

"Enquanto as pessoas continuarem a pensar em esquerda direta, conservador e liberal e todo esse entulho falido do que não se traduz em nada ao cidadão que trabalha e contribui, vai continuar essa bagunça e escravidão mental e física do ser humano."

Essa retórica de negar a existência de direita e esquerda, foi muito usada e difundida no século passado com a  globalização representada pelos governos Ronald Reagan e Margareth Thatcher, onde muitos países Europeus embarcaram no canto da sereia, desregulamentando o sistema financeiro e abrindo portas para a financeirização de suas economias. O presidente do Banco Central Europeu é oriundo do Banco Sachs, assim como outros ministros da economia de alguns países. Países europeus sempre citados por políticos,  banqueiros e economistas  como o exemplo a ser seguido de globalização de suas economias, durante as décadas de 80 e 90, tiveram suas economias esfaceladas a partir da "crise" de 2008, como Espanha, Portugal, Irlanda, Italia, Grecia etc.., exceto Islândia que não se submeteu a Troika.

Mais um exemplo do tsunami financeiro que destrói a economia de um país.

   

A troika afunda o Chipre e ameaça a Europa

O sinal para o resto dos países é muito claro. A partir de agora, e dado que uma boa parte da dívida total não vai poder ser devolvida, haverá possibilidade de confiscos, inclusive para a banca. O pânico financeiro tem destino claro: Alemanha, Luxemburgo e Reino Unido.

 

A UE chegou à conclusão que o volume total de dívida que muitos países membros acumulam não poderá ser pago. Curiosamente chegaram a esta conclusão primeiro no caso da Grécia e agora com o Chipre, cujo episódio será lembrado nos anais do ridículo, fruto da incompetência política do Eurogrupo, conjunto de ministros de Economia e Finanças, cujo passado no setor financeiro faz com que fiquem reféns dos lobbies de credores.
Depois de ameaçar com a criação de um suposto imposto para depositantes de menos de 100.000€, cifra retórica que pressupõe que essa quantidade está garantida pelos regulamentares Fundos de Garantia de Depósitos em toda a UE, decidiram confiscar os depositantes com mais de 100.000€, em uma porcentagem que poderia chegar a 50%, o que provocará, de fato, a saída massiva de capitais e a quebra de boa parte do sistema bancário cipriota.
A batalha entre credores, representada fundamentalmente pela Alemanha, e devedores se travou de forma cruenta durante estas longas jornadas, sabendo que a mensagem para o resto de países devedores é clara: a dívida vai ser paga integramente, ainda que na tentativa se possa chegar a destruir boa parte do tecido social e produtivo da UE.
Este suposto castigo foi experimentado com um país pequeno, com um sistema bancário desmesurado, e com escassa dívida bancária, o que permitiria perpetuar a situação de pobreza e a suspensão de pagamentos, em caso de que se produza, sem que a banca alemã sofresse excessivamente. Não se pode esquecer que a escassa dívida cipriota está em mãos de países periféricos, fundamentalmente a Grécia ou o próprio BCE. E foi precisamente este escasso volume de dívida bancária o que voltou todos os esforços em propiciar a devolução do empréstimo, via apropriação de depósitos.
A mensagem foi clara e o vacilo do Eurogrupo, com o conseguinte dar de ombros da Comissão e do Parlamento, das bondades do acordo, foram corrigidos pelo próprio mercado. Se este acordo fosse tão positivo como declarava o ministro De Guindos, tanto neste como o primeiro dos acordos que confiscava também os pequenos poupadores – o que demonstra para quem trabalham –, os investidores o teriam aplaudido em resposta ao brutal ajuste da economia cipriota. Mas as palavras posteriores do Presidente do Eurogrupo dispararam todos os alarmes, diante do que poderia ser uma nova pauta frente às futuras necessidades de capital do sistema bancário.
O que o representante holandês que presidiu o Eurogrupo quis deixar em manifesto é que os confiscos de dívida podem se transformar na norma para o sistema bancário europeu, em caso de necessidade de recapitalização e de pedir um novo resgate. Estes confiscos, que provocaram as perdas nos mercados financeiros registradas ontem, deveriam se estender também à dívida sênior bancária, o que sem dúvida aliviaria a pressão sobre contribuintes e depositantes. Se isto fosse assim, a situação da banca europeia poderia sofrer uma severa correção na bolsa dado ao excesso de dívida em circulação, sobre os padrões que permitiriam crescer a UE nos próximos anos.
Todos estes aspectos estiveram presentes na decisão do Eurogrupo, o que também demonstra a ausência absoluta de plano de voo da UE para liderar a saída equitativa desta crise. Isto se deixa notar cada dia mais, coisa que a sociedade está percebendo e por isso o desprezo com o europeísmo é patente em todas as pesquisas que vem sendo publicadas. Mas também há outro aspecto crucial que se atravessou no caminho. O conceito de paraíso fiscal dentro da própria UE, que Chipre compartilha com Luxemburgo, também explica as reticências a que o próprio sistema bancário cipriota pudesse quebrar, o que deixaria muitos depositantes estrangeiros, cerca de 37%, sem suas economias, e isto poderia acarretar tensões diplomáticas, especialmente com a Rússia.
Em resumo, a grande deriva europeia encalhou em um minúsculo país que albergava uma boa parte da poupança comunitária e não comunitária, fruto, em alguns casos, da lavagem de dinheiro sujo procedente de atividades supostamente ilícitas. A pressão dos lobbies financeiros e bancários, cujos representantes se sentam em algumas cadeiras do Eurogrupo, conseguiu que sejam os depositantes e não os credores mais seniores os que acabem pagando a maior parte do resgate bancário. O sinal para o resto dos países é muito claro. A partir de agora, e dado que uma boa parte da dívida total não vai poder ser devolvida, haverá possibilidade de confiscos, inclusive para a banca. O pânico financeiro tem destino claro: Alemanha, Luxemburgo e Reino Unido. A quebra social e econômica de boa parte da sociedade, dado o ajuste que se terá que fazer, já passou a ocupar um pequeno lugar na seção de acontecimentos dos grandes meios de comunicação.
*Alejandro Inurrieta é economista e diretor da empresa Inurrieta Consultoría Integral.
Tradução: Liborio Júnior

Mais um exemplo de Sanguessugas que corroem o fruto do trabalho de todos os brasileiros há décadas.

 

Carta Maior

02/04/2013

OS COMEDORES DE QUINDINS DE OURO

São graúdos, e contabilizáveis, os interesses que arrendam espaços e gargantas para vocalizar a luta diuturna pela alta dos juros no país. O pleito está marmorizado em cada centímetro da menos imparcial de todas as seções do jornalismo: o noticiário de economia. Daí se irradia para afinar o jogral de vulgarizadores e agregados de orelhada e holerite.

Os sabichões que advogam um ‘novo ciclo de alta' da Selic sabem do que estão falando. E não estão falando apenas em adicionar mais 0,25% a ela, na reunião do Copom, do próximo dia 17. O braço de ferro é para reverter um reordenamento estratégico.

A pátria rentista não admite que a prioridade do sistema econômico deixe de ser a que sempre foi,desde os anos 90, até o colapso de 2008: a reprodução do capital fictício a taxas de retorno as mais elevadas de toda a economia, sem condicionalidade alguma.Liquidez imediata e risco zero.

Nessa espécie de platô marciano, comparado ao relevo habitado pelos que lutam com as incertezas da sobrevivência e da produção, vive uma plutocracia rentista que acha normal pagar, como espeta o insuspeito jornal Valor, R$ 115 reais por um prato de comida. Ou R$ 15 por um prosaico quindim, nos restaurantes dos Jardins, em São Paulo.

Os comedores de quindins de ouro dispunham,no final do ano passado, de nada menos que R$ 527 bilhões sob os cuidados de ‘private bankings'. O valor é maior do que todo o investimento previsto pela Petrobrás em seu plano quadrienal para triplicar a produção do pré-sal até 2017 ,quando deve atingir um milhão de barris/dia.

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

17/03/2013

 

A única verdade é a realidade

A primeira coletiva de imprensa do porta-voz do papa Francisco foi para separá-lo de Jorge Mario Bergoglio, acusado pela entrega de sacerdotes à Escola de Mecânica da Armada (ESMA). Como os testemunhos e os documentos são incontestáveis, o caminho escolhido foi o desacreditar quem os divulgou, qualificando o jornal Página/12 como “esquerdista”. As tradições se conservam: é a mesma coisa que Bergoglio disse de Jalics e Yorio diante daqueles que os sequestraram. O artigo é de Horácio Verbitsky.

Eh! webster,

Não sei como perdoar...(rsrsr) ESTE ASSUNTO

Este fato dos corpos serem jogados no rio La Plata, foi terrivel, certa vez houve uma ventania ( desta  que acontece na argentina) e se viu   a olho nu estes cadaveres...

mas voltando aqui ao assunto da volta do fiéis da ICAR,

Fico pasma , como estudiosa dos fenomenos religiosos, como a cada dia  aumentam Igrejas,e por  conseguinte seus seguidores,

Este fenomeno , é assustador e  a sociologia está tentando entender, se pensava que,com a modernidade, a religiosidade tenderia a baixar, quanto mais o homem vai tendo entendimentos, mais  necessidade ( até aqui parece...) da  religião ele sente... é assustador

e o pior, este homem vai se infiltrando no meio publico, o que deveria usar suas convicções religiosas somente para o privado.

Aqui os politicos usam o dinheiro publico nas construções de imagens  em logradouros

 publicos, e nossas manifestações contrárias não surgem efeitos,( agora surge o turismo religioso)

A TV assembléia vai transmitir a missa aos domingos, sem falar naquelas transmissões da Tv cultura de varios cultos e etc....

Não conseguimos separar estado e religião.....por mais que lutamos....

Infelizmente te digo,  vai sim aumentar os fiéis da ICAR, com toda esta propaganda da midia (PIG)

ontem num curso sobre FEMINISMO, FUNDAMENTALISMO   e RELIGIÃO. não conseguimos 40 presenças.

e passamos um video onde se consegue 6 MIL(6MIL!!!!) mulheres diante de uma palestra de pastoras.

com discursos conservadores  e etc...

ia te enviar o video... mas nem vale a pena.

um abração

 

Valquiria,

Não sei o que chama de direita dentro do vaticano, mas deixa pistas do que querem os que almejam o poder, se é que se pode denominar poder o que pratica a igreja. Sua lógica dar a intender que no vaticano existe um antro de políticos ávidos por poder e uma crise generalizada criada por grupos de direita - que ainda por sua lógica - são culpado por todos os males que grassa no Vaticano. É uma inferência grotesca de fatos alheios - pelo visto - a sua compreensão. Mas:

01 - Se conservador e direita são aqueles que defendem os valores básicos da igreja católica, que ótimo que é a direita;

02 - Se conservador e direita são os que acreditam na transcendência e não na imanência, que beleza é a direita;

03 - Se conservador e direita são os que entendem que o socialismo, marxismo, fascismo, nazismo são ideologias propiciada pelo coletivismo, essa doutrina da morte, que tem que ser combatido pela igreja, que maravilha é essa direita;

04 - Se conservador e direita são os que entenderam que a luta de classe é uma figura diabólica criada por um fraudador dos fatos para dar suporte as suas teorias, que extraordinária é essa direita;

05 - Finalmente, se conservador e direita, são os que aceitam que a teologia da libertação é uma farsa e que as resultantes de sua pregação culminará com a extinção da igreja, então ser conservador e de direita é a oportunidade para que o bem seja o vencedor e, isto é ótimo

Falou...

RSS

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço