Portal Luis Nassif



Ò Xenti, faz tempo esta ave metida à gente & palpiteira, vem com vontade de meter o bico num assunto polêmico, que NÃO vem sendo enxergado, ou se faz de conta que não existe, sei lá por quê???

Tenho de confessar que a passarinha fica furibunda & se sente completamente impotente diante do fato...

E, além do fato, em si, ser aviltante e ameaçador, ele é um sintoma, claro, da barbárie dos tempos de hoje, que muitos insistem, por cinismo ou eufemismo, chamar de tempos civilizados...

Bem, este veículo que tão bem poderia representar uma solução ecológica & sustentável, como meio de transporte, nas urbis poluidas & congestionadas, aos olhos desta ave, tem sido instrumento de ameaça pública à integridade física dos pedestres do bairro onde mora...

Hoje, esta ornitóptera, em pleno calçadão de Copacabana (que em dias feriados e domingos tem uma de suas vias, fechadas), mais uma vez, dentre zilhas já acontecidas, teve suas penas sacudidas por um enlouquecido ciclista...

O que me faz relatar este causo, é que o incidente em Antares, digo, na rua, se deu na frente de policiais, que conversando estavam & conversando prosseguiram...

E quando fui perguntar-lhes por que diacho não fizeram nada com aquele, assassino em potencial, a resposta que me deram foi a de que; não havia legislação alguma de punição para esse tipo de “infração”... as aspas são pelo fato de que perante a lei; tá tudo certo!!! Ou seja, não há infração... Segundo os referidos policiais... NADA SE PODE FAZER...

Só nos resta rezar, fazer um ebó na esquina, pensar positivo, assistir “O Segredo”, e acreditar que vai dar tudo certo...

Moral da história, podemos atropelar quem quisermos, que não seremos punidos, não há penalidade prevista...

LEGAL!!! Desafetos se cuidem... vou comprar uma bike...

Como neste Portal, reúnem-se residentes de vários Estados & inúmeras cidades... ficam, cá, duas perguntitas:

1ª) Essa mesma atitude bárbara que assola os moradores dos bairros de Copacabana & adjacências, se reproduz em outras localidades?


2º) Dando uma revoada pelo Google pode-se observar que existem algumas leis que se aplicam a esse tipo de veículo (muito embora os policias as desconheçam), mas não há efetivamente fiscalização, nem punição prevista... Então, pra que raios servem???


Aves não entendem isso...

Então, esbarramos com o tradicional abismo entre o mundo teórico, legislativo e a sua ineficiente prática...

Enquanto isto: seguimos sendo vítimas dos ensandecidos que andam pelas ruas como se fossem ciclovias... acidentando & matando gente impunemente...

E, voltamos ao papo do Guará: Tá Lá O Corpo Estendido No Chão...

Presos ao giro darwinista, da roda-viva... onde a lei do maior & mais forte sempre há de prevalecer...

Pra quê a tão propalada racionalidade humana???

E, lembro-me de um certo dandi...

“O mundo pode ser um palco, mas o elenco é um horror.”

“O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado a agir pelos ditames da razão”


“O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.”

(Falas de Oscar Wilde)

Saudações indignadas \♥/

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Respostas a este tópico

Bom, Graúna, outra resposta de carioca. O mesmo problema ocorre em Botafogo, e é gritante em Ipanema.

Quanto à punição, parece que em Curitiba, acho eu (ouvi isso e nao me lembro bem) há placas nas bicicletas, e elas podem ser multadas. Se existe isso lá, deve haver previsao em lei para tanto. A questao é que as autoridades nao se importam, ainda mais com tanto discurso demagógico sobre bicicletas.

Ciclistas sao especialmente perigosos para gente de terceira idade, porque assustam, a gente cai, e cair a partir de uma certa idade é risco de fratura de quadril que nao se cura, causando a necessidade do uso de cadeira de rodas.

Um abraço
AnaLú
Ana Lú, qualquer dia, então, nos esbarraremos pela orla a xingar esses enlouquecidos que confundem ruas & calçadas com ciclovias e acham que somos capacho...

Reproduzo a seguir, o que foi postado lá no meu Blog, que trata do mesmo tema, e o que a eles foi respondido...

* * *

Comentário de Ana Paula Viana da Silva 8 horas atrás

Primeira vez minha por aqui, e dizem que a primeira a gente nunca esquece. Aqui em SP é bem o contrário, ciclistas geralmente são os alvos de carros. E não venham me dizer que são motoristas desatentos [que aí eles já estariam errados duas vezes], mas sim, pessoas ditas 'humanas' que não têm o menor pudor em jogar seus veículos automotivos em cima dessas pobres criaturas.

Não temos muitas ciclovias aqui em Sampa, diferente do que eu vejo aí no Rio, que em Copacabana, pelo que eu vi, tem uma ciclovia específica para o borboletar desses não-motorizados. Bem. Acredito eu que é mto mais fácil um pedestre pausar seu caminhar do que um ciclista parar em cima da hora pra não atropelar alguém. O que não significa que o pedestre que.. ahn... sifu, como diria nosso querido presidente.

Acho que, já que não há uma legislação para isso, que se crie uma então, oras! Sinalize, coloque semáforos para ciclistas AND pedestres, e faixas de travessia, e um trabalho de conscientização, de ciclistas, motoristas e pedestres.

Todos temos os mesmos direitos, e nunca é demais lembrar que meus direitos acabam quando começam os do outro. Enfim.

[ou já houve algum trabalho de conscientização aí pelo RJ? Essas ciclovias, afinal, não são tão jovens assim, que eu saiba.]

* * * *
Comentário de Valter Padgurschi 7 horas atrás

Ave! ave. Moro em Caraguatatuba (LN/SP) e por aqui a coisa se repete. Costumo fazer minha caminhada na praia do Indaiá que tem um passeio público e ao seu lado, devidamente sinalizada uma ciclovia, não é que os marmanjos e marmanjas acham por bem pedalar no passeio e se vc indica à eles a cilcovia tome palavrão. Já arrumei inúmeros bate bocas por conta. Isso para não falar no centro da cidade com as "magrelas" na contra-mão na cara dos fiscais de trânsito, o que já causou inúmeros acidentes. Por aqui tem legislação mas cadê de respeitar. Houve também campanha de esclarecimento. Mas parece que as "magrelas" venceram.
Tb concordo com o comentário de Ana Paula, em SP é trânsito maluco que sufoca as bicicletas. Vide a morte de uma cilcista na av. Paulista há pouco meses.

* * * *
Resposta a ambos:

Ana, bem-vinda!!!

Como tentei expressar através da figura que ilustra este Blog, entendo essa questão (que NÃO vem sendo tratada, com a devida atenção), como mais um sintoma da barbárie de nosso tempo...

Por tal motivo; a pirâmide social, à qual nosso modelo social reproduz até os dias de hoje, onde, a lei do mais forte prevalece... os maiores, os mais fortes & poderosos subjugam seus opostos... a exemplo daquele infame anúncio, que gerou o fatídico dito: “Síndrome de Gerson”

E, dentro dessa lógica primitiva, venal & cruel, reproduz-se a relação de dominação no trânsito (não necessariamente nessa ordem, claro): o ônibus desrespeita o automóvel, que por sua vez, irá desrespeitar o motociclista e o ciclista, e todos massacram o pedestre que é o que está mais vulnerável sem veículo algum que o proteja...

Então, enquanto a sociedade não alcançar profunda compreensão do que seja “Direitos Humanos”, se farão necessárias leis que minorem as conseqüências do “legitimado” desrespeito ao próximo, a fim de que os mais fracos possam ser amparados...

Apesar de não ser advogada, entendo que o poder judiciário, a partir da reivindicação da sociedade (razão pela qual estou aqui “botando pressão”), encaminhe leis que regularizem e punam esses delitos...

Mas, para tal, se faz necessário não só que as leis sejam instituídas, mas que de fato, se façam cumprir através das autoridades que as representam...

Não gosto do estado policial, a julgar pelas barbaridades que vêm sendo cometidas em nome da lei... mas, esse é outro assunto, e dá panos pra muitas outras mangas...

Mas, ALGO haverá de ser feito nessa direção, se não muitos ficaremos mutilados, lesados, por conta da impunidade dos ciclistas...

Pra começar, não há placa de identifique o veículo e seu proprietário, então, como é possível pensar em qualquer outra coisa???

As leis, quando exercidas corretamente, deveriam disponibilizar mecanismos de direitos & deveres...

Os ciclistas se protegeriam dos maiores & os pedestres dos ciclistas.

Aqui no Rio existem as ciclovias, inclusive com sinalização, entretanto, não são respeitadas as sinalizações e os ciclistas andam pelas calçadas à mesma velocidade que nas ciclovias... andam, também, pelas ruas em contra-mão... atravessamos nos sinais, na faixa, mas temos de olhar para os 4 pontos cardeais, pois de qualquer lado poderá surgir um ciclista à toda velocidade, e, claro, desrespeitando o sinal fechado, e, nas barbas dos guardas de trânsito que olham, como se nada tivesse acontecido, conforme relatei no episódio acima...

Então, fala-se em bicicletas como solução sustentável de transporte, e acredito que sejam, mas enquanto não mudarmos as feições da nossa sociedade, legislar é preciso...

E, que as pessoas, junto com as autoridades que representam as leis não façam como os 3 macaquinhos: que nada viram, ouviram, e , muito menos, falam a respeito...

Até que algum bacana, seja atropelado, e o causo vá pro Fantástico, aí o problema, ganha visibilidade... E, já que neste país de “améns” & BBBs, a Rede Bobo é que detém o veto & “legitima” o que é real, ou não, talvez, sabe-se lá...

Mas, até lá, certamente MUITOS, menos “bacanas”, estarão sendo ameaçados...

* *
Ave! Valter, rsss

O seu triste relato muito se assemelha ao nosso, aqui no Rio, será uma praga de cidades praianas???

A julgar pela falta de quorum ninguém está muito interessado mesmo...
E, enquanto a fileira dos descontentes não engrossar, nada mudará...

Se me permitem, “copiarei&colarei” os posts de vcs., ao mesmo assunto que abri no Fórum... talvez haja mais chances de aumentar a tal fileira dos insatisfeitos... mesmo sabendo que uma, andorinha, digo, uma graúna não faz verão, segurei tentando...

Saudações blogueiras agradecidas pela participação \♥/

* * * *

Trago para este Fórum, a ótima crônica-comentário de Antonio Barbosa da Silva Filho, feita, no “meu” Blog, com o propósito de insistir com o assunto, e solicitar para que colaborem com seus depoimentos & experiências com relação à forma como as bicicletas vêm sendo utilizadas nas vias públicas:


http://blogln.ning.com/profiles/blogs/bicicletas-assassinas-amp-os-...

Minha passarinha! Tá me vendo? Tô aqui, bem atrás de você....rsrsrs
Ocê sabe que a Holanda é o país das bicicletas, né? Outros dizem que seja a Alemanha, ou a Bélgica, ou mesmo a França. Mas a Holanda deve ter, com certeza, uma bike per capita, no mínimo. Minha namorada tem três - e as usa.
Lá, tanto em Delft, como em Amsterdã, Roterdã, Haia, onde seja, o maior perigo para os pedestres são as bici. Elas têm faixas próprias, em cada rua, pintadas de vermelho. Mas há cruzamentos, há pontes estreitas, há esquinas, e aí, menina (gostou?) o bicho come.
Porque vc olha prum lado, olha pro outro, e quando avança o pé para a rua, surge um bólido desses, na maior velocidade, e se vc se descuidar, se não der prioridade ao estranho veículo...já era. Nas pontes mais antigas e estreitas, as que não têm escadas no início ou final, o negócio é pior: vc pode ser colhido pelas costas, à traição.
No começo, estranhei muito, porque achava que tudo era muito organizado. Afinal, os carros param em qualquer altura da rua se vc botar o pé fora da calçada. Imaginei que o pedestre fosse o rei... ledo engano: quem manda são elas, as marditas bicicletas! Fiz um curso intensivo de esquivamento e outro de observação pelo traseiro, e tenho passado incólume, depois de oito meses de aventurosas aventuras naquelas terras. O problema é que as ruas fechadas para carros são abertas para pedestres e bikes, que deveriam seguir uma linha vermelha, geralmente no meio do calçamento. Só que, como não há carros, alguns preferem "costurar"no meio da multidão. Nunca vi um acidente, mas como vc me pergunto: e se houver? Será que o ciclista é punido? Esvaziam um pneu dele? Coniscam o selim e o mandam prosseguir?
No calçadão de Copabana o que eu sei é que não se pode caminhar muito à margem da ciclovia, porque os caras passam de bike, arrancam tudo do seu pescoço ou pulsos, etc, e pisam no pedal. Não dá tempo nem de gritar. Quem me orientou assim foi carioca, e eu obedeço essa regra, continuo com minhas câmeras e minha carteira. Relógio não uso mesmo, na praia, pq acompanho o tempo pelo sol: quando ele se esconde, depois daquele belo laranja-vermelhão-azul-preto, etc. Sei que é hora de tomar banho de chuveiro.
Minhas jóias tampouco carrego junto ao meu corpo, a não ser a Marianne. Meus dois filhos e dois netinhos eu transporto em lugar seguro, tanto que se eu morrer, eles continuam vivos. Tanto eles como minhas amizades habitam no meu coração, e sairão incólumes de qualquer acidente que eu possa sofrer, um dia, distante, quem sabe?
Besos! En sus ojos!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!

Pois é, à falta de civilidade, teremos de tirar “carteirinhas de pedestres”, andar com espelho retrovisor, usar de rezas fortes antes de sair de casa, e pedir pra não ser preso por estar na frente da Santa Bike, na hora que os doidos passam batidos... porque se xingar, quem vai pro xilindró, ver o sol nascer quadrado, é nóis...

De fato, ainda existem os trombadinhas, mas esses, pasme, são minoria... as bikes importadas são as que mais metem medo por aqui...
Se me permite a ousadia, como apesar da falta de quorum, sigo insistindo no tema, e também havia aberto um fórum, com mesmo assunto, vou levar a sua crônica pra lá também, ok??

http://blogln.ning.com/forum/topics/bicicletas-assassinas-os-3?page...

Aí, pode ser que mais alguém se anime a engrossar a fileira dos descontentes, e como tudo vai pro Google, quem sabe alhures, algures, isto sirva de algo... quiçá pros nossos bisnetos, rsss


O trágico é que a incivilidade é planetária... ai, ai, ai, que os Zeuses não me tirem o humor... a ternura... pois, nessas horas, dá uns achaques niilistas, a isso dá...

Saudações utópico-civilizadas \♥/



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