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Bloco Lira da Vila alegra a cidade, mas é taxado por Kassab

 

 

 

Os blocos de São Paulo estão voltando, e o Lira da Vila está aí, há dois anos, na Vila Buarque. Ponto de reunião, Bar do Raí, esquina da General Jardim com Dr .Vila Nova, na Vila Buarque. Uma vez por mês, o Lira promove, no buteco, uma apresentação de música popular. Até Paulo Vanzolini já esteve por lá.

O Lira sai dessa esquina, sobe a rua Dr. Vila Nova, onde está o Sesc Anchieta, dobra à direita, na histórica rua Maria Antonia, onde havia a Faculdade de Filsofia da USP e o Bar do Zé, volta pela Major Sertório.
À frente vão os músicos: trombone, clarineta, sanfona(!), cavaquinho, e o pessoal da bateria. O carrinho de som é empurrado pelos amigos.
Marchinhas o tempo todo, e inclusive a homenagem ao centenário de Noel Rosa, com As Pastorinhas.
Crianças, menina com seu caõzinho, mulher na perna de pau, avôs, avós, pais, mães, bonecões, gente de todos os sexos , estandartes de blocos amigos, gente de outros estados, de todas as idades.
Gente sinceramente alegre em Sampa.
É quando reconhecemos nossa cidade, vida comunitária.
Marcha, suor e cerveja.
Mas,
janelas dos prédios , a maioria fechadas, todos fora da cidade. As poucas acesas, um ou outro se interessava em espiar.
São Paulo é esquisita, diz alguém, se tem um acidente ou tiroteio, todo mundo sai pra ver. Já a alegria... estamos desacostumados. Achamos estranho, como a senhora que saía do supermercado e fez uma cara horrível ao se deparar com o Lira.
Mas , nem todos. Nos ônibus, passageiros e motoristas saudavam o bloco.
Transeuntes paravam para olhar.
E seguiu o Lira, na sexta e no sábado, das 19 às 21 horas. Depois, todos para outro bar, que ninguém é de ferro, até o dia raiar.
Só uma coisa atrapalhou a alegria: o bloco, que não tem fins lucrativos, nem sócios pagantes, teve de desembolsar R$ 1.500,00 para pagar a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), orientando o trânsito. E olhem que por DUAS HORAS APENAS.
Mas como pagar? Eu perguntei. Diz que há uma lei da prefeitura, para todos os blocos.
Eu até agora entendia que a orientação do trânsito é um serviço público, que está contemplado nos altos impostos que nós, paulistanos, pagamos, inclusive para ter em troca enchentes sem solução, falta de água, falta de luz, etc.
Agora, Kassb inaugura a Taxa- Bloco. As comunidades se esforçam por resgatar os nossos velhos carnavais de rua, e o que faz o alcaide? Taxa.
Isso não tem nem como se comentar, para não empanar o brilho de tão lindo bloco. São Paulo nao merece os governantes que tem, e espera-se, reza-se, faz-se qualquer coisa para que não os reeleja.
 
PS. O Lira é do Portal
 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Respostas a este tópico

Grande Beth, o ano que vem espero estar aí, se eu estiver de folga é claro. Um grande abraço.

Salve o Lira da Vila !!!
Venha mesmo, Serjão, só espero que a Taxa-Bloco até lá tenha caído!
Se até lá o alcaide babaca não retirá-la, nós fazemos uma vaquinha, rsrsrs.
Pois foi o que o pessoal fez.
elizabeth,
O Lira da Vila (nome lindo, ein!) devia eleger um Rei Momo bem gordão mesmo e mandar ele sentar na cara desse infelicíssimo Kassab (toc...toc...toc...cruz credo, pé de pato, mangalô três vezes!) e soltar uns puns bem fedorentos no pó-de-arroz desse prefeitinho! Pensei em coisa bem pior, mas preferi pegar leve. Afinal, é Carnaval, a grande e milenar festa "pagã"!
Taxar Bloco de Carnaval em qualquer cidade do Brasil é crime de lesa-pátria! Mais! É crime de lesa-humanidade! Fico furioso com isso! Assim como estou furioso com o infame domínio da TV Globo sobre os desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo.
Aqui no Rio não tem isso de pagar taxa. Pelo menos ainda não. Ao contrário, muitos blocos recebem financiamentos da Prefeitura, inclusive alguns muitos conhecidos e semi-profissionalizados, como a Banda de Ipanema e o Simpatia é Quase Amor. Esses têm até orçamentos muito caros, que encostam em 100 mil reais para sair. A iniciativa privada também contribui.
Nos subúrbios, muitos blocos pequenos das comunidades, mas organizados, também saem graças a pequenos financiamentos da Prefeitura, que pagam um estandarte novo, alguns instrumentos e fantasias. No orçamento da cidade há, inclusive, uma rubrica só para isso. Rola muita politicagem, fisiologismo e outras pragas, como você pode imaginar. Mas cobrar taxa nem se atrevem.
No próximo Carnaval não paguem a taxa e saiam na marra! O Kassab (toc...toc...toc...) vai fazer o quê? Mandar a polícia descer a borduna e lançar gás pimenta nas famílias que saem no Lira da Vila? Duvido!
Lira da Vila neles!
beijão e abraços nos lirenses
Henrique Marques Porto
Henrique, é um nome lindo mesmo, né? Também homenageando a Lira Paulistana,do grande Mário de Andrade. Agora, financiamento da prefeitura? Acho que isso nunca passou pela cabeça dos lirenses. Mas seria obrigação de uma administração municipal incentivar o carnaval popular, e NO MÍNIMO, NÃO ATRAPALHAR. Especialmente em São Paulo, esta cidade tão necessitada de alegria.Mas o Lira, o máximo que faz é vender suas camisetas. E durante o ano, mensalmente, quando se apresentam os artistas populares no buteco, cobrar R$ 5 do público, para fazer uma caixinha para o artista.

Já cobrar por serviço que o poder público tem a obrigação de prover, é brincadeira.Vou passar sua sugestão aos lirenses, mas sei não, sem $$$$, esses destemperados demos são bem capazes de proibir.Nada é impossível, nada é improvável nesta cidade sem governo.
Amanhã sai o Bloco dos Esfarrapados, no Bexiga, e vou lá ver quanto estão pagando.Aliás, em vista do nome, não parece que eles possam desembolsar qualquer quantia...
É crime de lesa- pátria , mesmo , tô contigo.
Obrigada, beijão, bom carnaval.
Ah, e quanto à Globo, passei por lá e estava aquele insuportável Nelson Mota, que agora virou colunista político de jornal,com uma outra insuportável bailarina que faz espetáculos de ginástica, mas já desliguei logo. Carnaval pela TV, passo direto.
Beijão
E tambem é a cara do Kassab. Um gerentinho cercado de gerentinhos, cabeça de engenheiro e os dois pés fincados no Jardim Paulistano, referência desses caras. A cidade ideal: xópingues, praças gradeadas, seguranças, valets e torres de cristal... e, realmente, placas de proibição. Nenhum compromisso com cordões livres, só com com cordões de isolamento.
A ideia central é a relação custo-benefício, e gentalha não dá retorno. Lamber os sapatinhos da Madona dá, sambódromo dá, a tal virada "cultural" dá. Vê se lá não desovam a bufunfa.
Na Pedroso de Morais tem todo ano um passeio ciclístico de gente bem que sai de um supermercado diniz. Fecham tudo pra meia dúzia de nababinhos exibirem suas bikes e seus capacetinhos astronáuticos. Atravanca um bairro inteiro, a marginal Pinheiros e fubecam a vida de monte de gente desavisada. Mas é rede de supermarket e a gente se vê (se vende) lá na Globo.
Aí não é delírio.
O delírio da Lira é pros delirantes, tem que pagar pra delirar, quaquá.
Zézita, que pecado imperdoável voce cometeu na tua enumeração de locais frequentáveis pelos bons e justos... Voce esqueceu do orgulho dos Frias, a ponte estaiada. A ponte é o símbolo e o aviso de que tudo que lembra pobreza naquela região será devidamente chutado para outras plagas. Como voce disse, pura relação custo-benefício. A ponte é estaiada e o pobre será enxotado numa espaiada básica. Um abraço.

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