Portal Luis Nassif

(a despeito da minha despedida dos palcos)

Jair Antonio Alves - dramaturgo

Em meados da década de setenta o historiador e amigo, Rodolpho Telarolli, ‘cravou’ no conteúdo de seu livro, cujo título é “O Poder Local na República Velha”; para ninguém botar qualquer defeito. Querendo ou não, este foi o divisor de águas que se estabeleceu de diversas formas fundamentais entre as duas Repúblicas Brasileiras que só foi mostrada como “distintas”, a partir do término da ditadura militar; exatamente uma década após.  Ao mexer no assunto “tabu(o massacre dos Britos), ‘Dorfão’ possibilitou várias vertentes de análise histórica onde muitas ainda estão à espera de um tratamento acadêmico adequado.

Como homem de Teatro, imaginei ser útil para os dias conturbados em que vivemos atualmente (ou seja), poder dar minha contribuição para uma discussão que pudesse apontar algum caminho menos maniqueísta, ou seja, mais “Generoso”. Vem daí as indagações: Estaríamos, hoje, diante de um Poder Nacional nas suas influências locais, ou na Inexistência de nenhum “poder local” diante da realidade globalizada? Ledo engano - não houve nenhuma (ou qualquer resposta). Mais uma vez considero que não só faltou ‘generosidade’, por parte daqueles que tiveram acesso ao anteprojeto pensado por mim e toda a minha equipe, mas, sequer interesse por parte dos mesmos. Das duas uma - ou essa “rapaziada” está avessa a qualquer tema que não seja o seu próprio “espelho”, ou mergulhar nas profundezas teatrais (embora incompatíveis) têm um aspecto demoníaco e, por isso, preferem “excomungá-las”. Bom porque a partir de nossa insistência, acabou por se moldar um exótico personagem (Boca Negra) que faria qualquer um dos nossos amigos citados na obra dar boas gargalhadas. Pena que nenhum deles (Luis Antonio, Walace e Rodolphão) não vão estar presentes na plateia no dia da estreia - 20 de julho de 2018. Vamos trazer à tona aspectos da nossa memória artística, mas que precisão ser “revistas”. Uma delas, diz respeito a importância que teve Walace Valentin Leal que (como o precursor da interpretação realista), nos moldes disseminados por inteiro na moderna dramaturgia brasileira. Infelizmente (ou ironia do destino), nos primórdios das experiências realizadas por Luis Antonio no terreno da encenação, não teve ‘tempo’ para desenvolver um Método de Interpretação para os atores, embora ele próprio, Luis, sabia não ser um bom ator.

Assim, “Por quê Luis Antonio morreu tal e qual Rosendo e Manuel” (ou simplesmente BOCA NEGRA) vai a cena, em forma de “mutirão”? Porque muitos de nós estão trabalhando para que isso aconteça (de fato), por perto ou a distância para que não percamos a oportunidade de dar o nosso “recado” da ‘leitura’ que fazemos sobre aquilo que estamos vivenciando neste exato momento. Apesar do tema espinhoso tratado na peça teatral, foi possível criar um momento de celebração a vida quando a certa altura os personagens se embriagam de vinho numa insólita noite de Natal. Paradoxal (claro), se levamos em conta as circunstâncias em que um dos nossos principais personagens nos deixou. É por esta razão que a sessão de estreia será inteiramente GRATUITA - 100 ingressos (em forma de convite), porém, quem puder nos dar a “honra” de guardar um “recuerdo” desse momento tão especial para nós poderá adquirir uma Peça de Cerâmica (foto ao lado), moldada uma a uma pela artista plástica e ceramista Malu Liu (*). Basta entrar em contato, (com antecedência), através do e-mail: macunaima.news@gmail.com

 

 

Não serão muitas as “Canecas” disponíveis para aqueles que estiverem interessados; de qualquer forma, BRINDEMOS!

 

Serviço: Boca Negra estreia dia 20 as 21 horas no Teatro Walace

 

 (*) https://www.facebook.com/maluceramista/

 

Exibições: 84

Responder esta

Publicidade

© 2018   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço