Caetano, Grammy, imprensa: Os Tropeçalistas explicam TUDO!

Os Tropeçalistas foi um dos projetos paralelos tocados por Zé Rodrix nos seus últimos anos de vida, com intergrantes do Clube Caiubí.
EuOdeioCaetanoVeloso.com.br apesar do título, não é uma ode à decadência criativa deste ídolo do século passado, mas sim uma crítica à indústria e à imprensa que, ao se alimentarem de factóides e produtos culturais regurgitados de sua próprias entranhas, acabaram criando o abismo que existe hoje entre a 'cultura popular' e a 'indústria cultural brasileira'.

(http://www.youtube.com/watch?v=SXmXf0cn9MA)

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Respostas a este tópico

O elogio da burrice.
Mano, se tocasse com menos decibéis...
Fecha o porta-malas, pplísi, quaquaquá!
Pô Zé,
esse barulho é do carro do lado.
Eu sou o cara de bicicleta com um iPobre na orelha... :-)
Eu tinha gostado do preâmbulo escrevinhado por voce a respeito da criação pela indústria fonográfica de músicas que são verdadeiros factóides culturais, baixa cultura e coisa e tal. Mas na hora da crítica, cai em cima justamente de quem tem densidade cultural e discurso próprio, de quem inovou e revolucionou toda uma época sem dever jabá prá ninguem.
Cadê a crítica aos intermináveis e iguais pagodes à la "Só pra contrariar" e assemelhados (e como são assemelhados!)? Cadê aquela pseudo música sertaneja inaugurada por Chitãozinho e Xororó (que se comparados ao que veio depois, ainda são engulíveis)? Cadê a referência à música de Xuxa, Mara e Angélica vendendo apodrecimento infanto-juvenil aos horrores? Cadê a mesmice do Axé que até inovou nas primeiras músicas e depois virou uma geléia geral, como diria um antigo revolucionário da música. Cadê a violência com causa, mas que não abraça nenhuma causa, do mais que importado funk (esse sim, uma verdadeira invasão cultural), que prega tiro nos loirinhos brancos (mas se não achar nenhum, pode ser num neguinho mesmo), sem nenhum engajamento político transformador (Fukuyama tava certo?)? Cadê Latino em festa no apê? Banda Calypso ou colapso?
Não vi nenhuma "crítica à indústria e à imprensa que, ao se alimentarem de factóides e produtos culturais regurgitados de sua próprias entranhas", e muito menos aonde foi que ocorreu "o abismo que existe hoje entre a 'cultura popular' e a 'indústria cultural brasileira'".
Parece aquele negócio sem noção de quem ouviu o galo cantar mas não sabe onde, e se Zé Rodrix tava nessa aí, acho que se enganou, ou tropeçou, rsrsrs.
Um abraço, Sérgio.
E depois, mano,

Tá na terra da rainha bruaca? Wow!
"Primeiro" mundo anda de bike e ipod (Zezinha nem sabe como funciona essa descolada maravilha eletrônica), é? Politicamente corretos... marginália first class.
God bless ocê.
Sua escolha seu autogozo.
London London já foi melodia mais apurada.

Bye Bye love, bye bye hapiness...
Caro Zé Via de Regra

Querer me desqualificar pessoalmente com base em preconceitos é caetanear o debate.
Daqui a pouco vai me chamar de cafona.
Quando tiver um argumento inteligente como os do Sérgio Trancoso,
darei mais atenção a você.

Abs
Opa Sérgio,
Eu não sabia como funciona o blog, sua resposta está lá embaixo.
Abs e obrigado pelo reply.
eita suingue,
acabaram com ocê!
esse pessoal é brabo, viu!
mas quem manda o Caê ser bobão, né?
bateu, levou!

tá tudo dominado, qui qui qui.
Hahaha!
Bati e levei também.
Eu tinha um amigo que dizia:
"Pior do que o Caetano, só os fãs do Caetano"

Dançou, Caetano!
Adoro o Rappin' Hood.
Valeu Luiza!
Sérgio,

Bem sacada as suas questões, algumas delas são interligadas e até discutidas pelos Tropeçalistas.
A primeria coisa que tem que ser analisada é o contexto:

Apesar do hip hop marrento, essa é um peça satírica. Não é um hip hop feito por uma posse do subúrbio, mas por componentes do Clube Caiubí de compositores, e pasme, eles transitam majoritariamente - mas não necessariamente - na MPB tradicional. Ou seja, aí tem uma crítica muito forte, vinda de quem faz parte desse universo.

O que foi posto na boca do nosso pseudo marrentão é um descontentamento premente e real: o jovem brasileiro se sente destacado e absolutamente não representado pelo que se convencionou chamar de 'música brasileira de bom gosto'. Esse é o abismo a que me refiro.

E não adianta dizer que a cultura popular é o funk, molejão e countrynejo. Isso é a ponta visível do iceberg, o dinheiro fácil trocando de mão entre as rádios e gravadoras, que não têm o mínimo compromisso com cultura.

A cultura popular também é o samba, o maracatu, o côco, a carimbó, o siriri, o cururu, a milonga, o candomblé, a moda de viola, o pagode sertanejo, o samba de roda, o jongo, e também o hip hop, o rock, o dub, o trance, a música eletrônica e todas as misturas de tudo isso que estão sendo experimentadas por artistas do país inteiro, longe dos olhos da indústria, da imprensa, e das leis de incentivo - porque dessa teta, os Caetanos não largam.

É uma diversidade e riqueza cultural sem fim, que é solenemente ignorada pelos nossos veículos formadores de opinião, que são preguiçosos, não pesquisam, não saem pras ruas, perderam a curiosidade. Quando não estão louvando a produção repetitiva dos ícones por eles próprios criados décadas atrás, estão empenhados em nos empurrar goela abaixo alguma cópia requentada destes mesmos ícones.

Esses artistas sobre quem o Tropeçalistas caem em cima realmente são os que tinham "densidade cultural e discurso próprio, de quem inovou e revolucionou toda uma época sem dever jabá prá ninguém". Aí você tem que contextualizar de novo. A bronca do cara é com eles, os ícones de uma era passada. Vai ver que ele é marrento mesmo, se considera muito melhor do que quem escuta funk, sertanejo e afins, mas quando vai procurar essa diversidade da música brasileira, dá de cara sempre com os mesmos. Isso não acontece com você também? Você não acha que se dá muito espaço em nossa mídia para alguns poucos em detrimento de muitos outros?

Aí é que entram a indústria e a imprensa.
Você diz que não viu nenhuma "crítica à indústria e à imprensa, que ao se alimentarem de factóides e produtos culturais regurgitados de sua próprias entranhas...", ignorando o próprio título e refrão da faixa – EuOdeioCaetanoVeloso.com.br . Quer factóide maior do que uma declaração do Caetano? Quando nada acontece no país, alguém vai e faz uma pergunta ao Caetano. Quando o Caetano vai lançar um disco ou precisa de mídia, ele responde algo que ninguém perguntou. Se isso não é factóide, não sei o que é.

Quanto a regurgitar as próprias entranhas, ele se referia ao excesso de nepotismo e cumpadrismo da mídia e da indústra. Nos versos “Não precisa tempero/ nem açucar nem sal/ só tem que ter nome/ tem que ter sobrenome /tem que ter pedigree” ele deixa isso bem claro. Não precisamos entrar em detalhes: Até as filhas da Baby gravaram discos.

PS. Acabo de receber um Twit do:
@Sonekka

“@Mdcsuingue Suingão, euodeiocaetanoveloso.com.br :) Vibe! tem muito zé rodrix impregnado nessa história. me deu vontade chorar”
"Quando nada acontece no país, alguém vai e faz uma pergunta ao Caetano. Quando o Caetano vai lançar um disco ou precisa de mídia, ele responde algo que ninguém perguntou." IMPAGÁVEL!!

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