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Caetano, Grammy, imprensa: Os Tropeçalistas explicam TUDO!

Os Tropeçalistas foi um dos projetos paralelos tocados por Zé Rodrix nos seus últimos anos de vida, com intergrantes do Clube Caiubí.
EuOdeioCaetanoVeloso.com.br apesar do título, não é uma ode à decadência criativa deste ídolo do século passado, mas sim uma crítica à indústria e à imprensa que, ao se alimentarem de factóides e produtos culturais regurgitados de sua próprias entranhas, acabaram criando o abismo que existe hoje entre a 'cultura popular' e a 'indústria cultural brasileira'.

(http://www.youtube.com/watch?v=SXmXf0cn9MA)

Tags: caetano, caipigruta, caipirinha, caiubi, grammy, mpb, rodrix, tropeçalistas, veloso

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Respostas a este tópico

hehehe... vamo lá...

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Moçada, um segundo.
É fácil ganhar um discussão defendendo os ídolos do meu brasil varonil skindô skindô.
Acontece que a música não fala disso.
Fala do resto. Alguém daqui vai usar o mainstream pra defender música? Dizer: -= Eu só ouço o que toca na rádio e na TV porque aquilo é que é bom!
A música fala da midia de massa , o Caetano ali no contexto é só um boi de piranha porque esbravejou, praguejou, tropicalizou, mas quando a mídia balançou o dinheiro foi o primeiro a passar 25 anos nos enfiando trolha ouvido adentro e com a mesma pose de gênio. Aos poucos pra aumentar o poder da tergiversação os defensores aí foram enfiando Chico, Gil, Tom Zé, Tom Jobim na conversa, daqui a pouco vão falar que Jesus Cristo amava Caetano.
São os perpetuadores de dogmas.
Estamos falando de música, essa mídia que fala que apregoa que João Gilberto é um gênio mas não toca suas canções, não estão pagas.
Ta certo o Zé quando diz " os caras nunca odiaram nada". Nunca mesmo, isto é só uma canção de protesto de um cara que respeito pra caralho- o Vlado Lima, nunca pode gravar um CD, a geração dele ficou babando em frente à TV. Afia a lingua pra falar mal do Zé Rodrix - a música não é dele! Ele era apenas nossa amigo e tocava junto. Não estava em uma poltrona vermelha com seus suditos em almofadões em volta, como faz alguns pseudo artistas.
( Aliás, um aposto, articuladíssimas palavras do Zé Via de Regra)
Se ele tivesse se prendido ao assunto da canção "MÌDIA ELITISTA E A CLONAGEM SUSCESSIVA DE IDOLOS E FÓRMULAS" teria arrasado, mas ficou tergiversando rsrsrsrs Como se ganhando essa discussão estivesse fazendo justiça pro Caetano. O Caetano não ta nem aí contigo, nem com Tropeçalistas...Aliás, se ele gavrasse essa música-agora que ele voltou a ter assunto- seria ducaraleo.
No mais, um barataço a conversa do MDC Suingue, aquele podcast legal, de coisas off mídia. FAla de música não de gente. GEnte é pra brilhar, não pra morrer de fome - como diria aquela canção, de que mesmo? Sei lá, faz tanto tempo...rsrsrs

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E zezinha, se vc não conhece, não está nem aí para Caetano.
Nem eu...

Está para o efeito manada que sempre acontece quando de críticas que não concordamos...
E eu, estou, para o aproveitamento de uma fala tosca - dele - para desancar o cara e tantos mais.

Mas isso, a vida é como a touca de um bebê sem cabeça...
Eu rio à beça....

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Também eu Cabocla, nunca em derreti pra Caetano,
aliás não tenho a menor paciência pra artista,
por isso não ligo pra falhas deles,
considero-as humanas. Pra discurso de má fé então!!!

Agora pra Arte eu me vergo.

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Bingo, Lena!
Artista acha que é a arte, e é aí que tropeça(sic!).
Mais vida real e menos vida fake, é só que peço aos que comandam o
maistream.

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Por isso não gosto de artistas,
Eles se acham, um bando de gente metida.

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Isto é de "respeito", com o perdão da má palavra, e faz todo o sentido.

Mas isso não precisa de escadas. Eleva-se por si só.

... Nosso Amor, Sublime Amor
O Vento levou
Pra onde os deuses do crepúsculo dizem amém
Tudo bem, ficamos na saudade
A um passo da eternidade
E o Oscar do nosso amor vai para... Ninguém!


Quaquá!

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Milagres / Miséria Adriana Calcanhoto

Nossas armas estão na rua
É um milagre
Elas não matam ninguém
A fome está em toda parte
Mas a gente come
Levando a vida na arte
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio mulato preto branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
A morte não causa mais espanto
O sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores raças castas crenças
Riquezas são diferentes
As crianças brincam
Com a violência
Nesse cinema sem tela
Que passa na cidade
Que tempo mais vagabundo
Esse agora
Que escolheram pra gente viver!

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É segundo por segundo

Que vai o tempo medindo

Todas as coisas do mundo

Num só tic-tac, em suma,

Há tanta monotonia

Que até a felicidade,

Como goteira num balde,

Cansa, aborrece, enfastia…

E a própria dor – quem diria?-

A própria dor acostuma.

E vão se revezando, assim,

Dia e noite, sol e bruma…

E isto afinal não cansa?

Já não há gosto e desgosto

Quando é prevista a mudança.

Ai que vida tão comprida…

Se não houvesse a morte, Maria,

Eu me matava!

(Mario Quintana)

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Divagação vadia de uma noite vadia,
Pra esclarecer que falamos estritamente de música, e tudo que vem acoplado à música feito fiada de polvos eletrificados e acústicos, a dizer, teatro, cinema, poesia, crônicas, ensaios escritos e gerais, teses de desdoutorado, de desmofo, de desmafagafização, o ar-tista indo até onde o polvo está, com lenço e documento vencido.
Então, portanto, só pra registro, zezinha-cética-frenética não monta trincheiras pra ninguem, menos ainda personalizar defesas. Desde o início parecia ter ficado clarividente que se forceja por cultura, expressão, construção, superposição e texturização. A resistência a certos fonemas como validade vencida, ultrapassado, triste figura, mau caráter, direitista, reacionário... Volta-se a discutir pessoas? Ou música? Ou cultura polvilhada a polvo de todos os quadrantes.
Zezita se recusa a admitir a hipótese de que toda produção cultural seja declarada validade vencida a cada... quantos anos dómini? 50? 40? 30? 21? 14? 7?
Shakespeare e Cervantes e Bach e Yeats devem estar podres, então. Homero? Mofo total.
Platão? Eca!
Músicas e outros polvos navegam no mar das tormentas, alimentando-se e alimentando de algas e algos, não tem solução.
Cuidado com a hipocondria, remédio demais mata a paciência.
Só. Só opera aberta, escancarada, obra em progresso, um apóstudo.
Indústria cultural? Jabá? Produção independente? Boca do lixo? Marginal herói e o bom burguês.
Acatar a(s) obra(s) e alimentar-se de tudo, mesmo comilança estragada. No fim, quem sabe, alcancemos a mesma e democrática mérida.
A luta des(contínua). Viva.

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Bacana!

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As lâminas da língua
talham balelas na pele-página

o corte agudo, exato, não
deixa cicatriz, mas tatuagens

que se movem ao revés
nas rugas da linguagem

o corpo escravo da fala
se verga, esgástulo, desapruma

e o verbo esgrima com a
víscera, infecundo de

tempo, espaço, gesto:
frase ou mera mímica?

anêmica a palavra míngua
à revelia do sentido

sem norte, ensimesmada,
arremedo de tatibitate,

ora engodo, ora miasma,
lance de dados viciados

rouca ou farpa a voz
perde o fio da meada

e adentra a selva obscura,
coisa mental no branco imenso

língua e voz, confrontadas,
se renegam. Ennui.

(Reynaldo Damazio)

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