Caetano, Grammy, imprensa: Os Tropeçalistas explicam TUDO!

Os Tropeçalistas foi um dos projetos paralelos tocados por Zé Rodrix nos seus últimos anos de vida, com intergrantes do Clube Caiubí.
EuOdeioCaetanoVeloso.com.br apesar do título, não é uma ode à decadência criativa deste ídolo do século passado, mas sim uma crítica à indústria e à imprensa que, ao se alimentarem de factóides e produtos culturais regurgitados de sua próprias entranhas, acabaram criando o abismo que existe hoje entre a 'cultura popular' e a 'indústria cultural brasileira'.

(http://www.youtube.com/watch?v=SXmXf0cn9MA)

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Respostas a este tópico

E zezinha, se vc não conhece, não está nem aí para Caetano.
Nem eu...

Está para o efeito manada que sempre acontece quando de críticas que não concordamos...
E eu, estou, para o aproveitamento de uma fala tosca - dele - para desancar o cara e tantos mais.

Mas isso, a vida é como a touca de um bebê sem cabeça...
Eu rio à beça....
Bingo, Lena!
Artista acha que é a arte, e é aí que tropeça(sic!).
Mais vida real e menos vida fake, é só que peço aos que comandam o
maistream.
Isto é de "respeito", com o perdão da má palavra, e faz todo o sentido.

Mas isso não precisa de escadas. Eleva-se por si só.

... Nosso Amor, Sublime Amor
O Vento levou
Pra onde os deuses do crepúsculo dizem amém
Tudo bem, ficamos na saudade
A um passo da eternidade
E o Oscar do nosso amor vai para... Ninguém!


Quaquá!
Milagres / Miséria Adriana Calcanhoto

Nossas armas estão na rua
É um milagre
Elas não matam ninguém
A fome está em toda parte
Mas a gente come
Levando a vida na arte
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio mulato preto branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
A morte não causa mais espanto
O sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores raças castas crenças
Riquezas são diferentes
As crianças brincam
Com a violência
Nesse cinema sem tela
Que passa na cidade
Que tempo mais vagabundo
Esse agora
Que escolheram pra gente viver!
É segundo por segundo

Que vai o tempo medindo

Todas as coisas do mundo

Num só tic-tac, em suma,

Há tanta monotonia

Que até a felicidade,

Como goteira num balde,

Cansa, aborrece, enfastia…

E a própria dor – quem diria?-

A própria dor acostuma.

E vão se revezando, assim,

Dia e noite, sol e bruma…

E isto afinal não cansa?

Já não há gosto e desgosto

Quando é prevista a mudança.

Ai que vida tão comprida…

Se não houvesse a morte, Maria,

Eu me matava!

(Mario Quintana)
Divagação vadia de uma noite vadia,
Pra esclarecer que falamos estritamente de música, e tudo que vem acoplado à música feito fiada de polvos eletrificados e acústicos, a dizer, teatro, cinema, poesia, crônicas, ensaios escritos e gerais, teses de desdoutorado, de desmofo, de desmafagafização, o ar-tista indo até onde o polvo está, com lenço e documento vencido.
Então, portanto, só pra registro, zezinha-cética-frenética não monta trincheiras pra ninguem, menos ainda personalizar defesas. Desde o início parecia ter ficado clarividente que se forceja por cultura, expressão, construção, superposição e texturização. A resistência a certos fonemas como validade vencida, ultrapassado, triste figura, mau caráter, direitista, reacionário... Volta-se a discutir pessoas? Ou música? Ou cultura polvilhada a polvo de todos os quadrantes.
Zezita se recusa a admitir a hipótese de que toda produção cultural seja declarada validade vencida a cada... quantos anos dómini? 50? 40? 30? 21? 14? 7?
Shakespeare e Cervantes e Bach e Yeats devem estar podres, então. Homero? Mofo total.
Platão? Eca!
Músicas e outros polvos navegam no mar das tormentas, alimentando-se e alimentando de algas e algos, não tem solução.
Cuidado com a hipocondria, remédio demais mata a paciência.
Só. Só opera aberta, escancarada, obra em progresso, um apóstudo.
Indústria cultural? Jabá? Produção independente? Boca do lixo? Marginal herói e o bom burguês.
Acatar a(s) obra(s) e alimentar-se de tudo, mesmo comilança estragada. No fim, quem sabe, alcancemos a mesma e democrática mérida.
A luta des(contínua). Viva.
Bacana!
As lâminas da língua
talham balelas na pele-página

o corte agudo, exato, não
deixa cicatriz, mas tatuagens

que se movem ao revés
nas rugas da linguagem

o corpo escravo da fala
se verga, esgástulo, desapruma

e o verbo esgrima com a
víscera, infecundo de

tempo, espaço, gesto:
frase ou mera mímica?

anêmica a palavra míngua
à revelia do sentido

sem norte, ensimesmada,
arremedo de tatibitate,

ora engodo, ora miasma,
lance de dados viciados

rouca ou farpa a voz
perde o fio da meada

e adentra a selva obscura,
coisa mental no branco imenso

língua e voz, confrontadas,
se renegam. Ennui.

(Reynaldo Damazio)
Seo MdC,
eita que a coisa aqui tá rendendo prá tudo que é lado com muita coisa interessante prá se pensar mesmo.
sob todos os ângulos.

o senhor esperava tanto?

mas eu mesma continuo pensando: Caetano, por tudo que já produziu, das coisas lindas que nos proporciona, da voz linda que a mim comove, daquele jeito malandro que ele tem, e lindo, precisava mesmo recorrer a argumento tão sacana para aparecer na mídia?

Por que ele, sempre, sempre, nos últimos tempos, politicamente, sempre pende prum lado obscuro que, eu diria, incompatível com a música que revoluciona o espírito e que, ele, demonstra tamanha genialidade?
Continuo sem tempo para responder as missivas (só as que forem relevantes, que fique claro). Mas hoje na hora da avemaria, quem quiser entender melhor qual era a proposta do vídeo, pode se ligar no CaipiGruta , que vou responder à todos esses questionamentos.
.
O CaipiGruta é mais um produto da lavra do Caipirinha Appreciation Society.

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