Portal Luis Nassif

O muro de Berlin representava a força vergonhosa e contrária as promessas tão festejadas por muitos intelectuais, muitos homens e mulheres de bem, que creram na promessa de resolução dos problemas do mundo através da implantação das teorias desenvolvidas pelos pensadores socialistas.

Caiu o muro, e como na alegórica caverna de Platão, iluminou-se o lado escuro do socialismo, mas será que todos viram isto, será que o exemplo serviu para garantir que erros desta natureza não se repitam mais, ou os efeitos maléficos que propiciaram sua construção continua invisíveis e tentando resnacer com outros mantras?

O que conseguiu se soltar e ver a realidade tal como era, voltou e tentou mostrar aos outros, não conseguiu seu intento, foi assassinado. Destruido pelas forças desejosas de continuidade e preservação das sombras e vultos como realidade única. Será que os que se livraram do muro de Berlin conseguirão sobreviver e mostrar que existe uma outra realidade fora daquela apontada pela inteligêntzia?

Não vai ser fácil. Com o muro visível de tijolo e argamassa, a força bruta imperava e empedia a luz, hoje o que impede é a sutiludade desinformativa, vence a luz ou mais uma vez a treva?

Falou....

Tags: desinformação, luz, muro, realidade, treva

Compartilhar

Responder esta

Respostas a este tópico

9 de Novembro de 2009 - 18h19

20 anos depois da queda do muro, 'livre mercado' é repudiado

Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, que simbolizou o fim do chamado "socialismo real" no leste da Europa, é geral a insatisfação com o capitalismo no mundo, indica uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (9), divulgada pela BBC.
Só 11% dos entrevistados em 27 países considera que a economia capitalista funciona corretamente e 51% acha necessária mais regulação e reformas para a corrigir.

Apenas em dois países — Estados Unidos (25%) e Paquistão (21% ) — mais de 20% acham que o capitalismo funciona bem na sua forma atual. A sondagem, realizada entre 19 de junho e 13 de outubro junto a 29.033 pessoas, foi publicada no dia do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, num momento em que o mundo enfrenta a pior crise econômica e financeira desde 1929.

"Parece que a queda do Muro de Berlim em 1989 não terá sido uma vitória esmagadora do capitalismo de mercado livre, contrariamente às aparências da época, em particular depois dos acontecimentos dos últimos doze meses", comentou Doug Miller, presidente do instituto de sondagens GlobeScan, que realizou o estudo.

Pouco mais de metade dos entrevistados (54%) aprova o desmantelamento da União Soviética enquanto que 22% o classifica como uma "coisa má" e 24% não se pronuncia.

Os estadunidenses (81%) são os que se mostram mais favoráveis, à frente dos polacos (80%), alemães (79%), britânicos (76%) e franceses (74%). No leste, os tchecos são menos afirmativos em relação a esta questão (63%), enquanto que os russos (61%) e os ucranianos (54%) acham lamentável o desaparecimento da URSS.

Uma maioria dos inquiridos em 17 dos 27 países defende uma maior regulação do mundo financeiro, sendo os brasileiros os mais favoráveis (87%), à frente dos chilenos (84%), franceses (76%), espanhóis (73%) e chineses (71%).

Em média, 23% dos inquiridos considera que o capitalismo tem defeitos irremediáveis e que é indispensável um novo modelo, sendo os franceses os que mais pensam assim (43%), seguidos pelos mexicanos (38%) e brasileiros (35%).

Brasil

Dos entrevistados brasileiros (835 pessoas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). A sondagem revelou que 64% defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país e 87% defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios locais, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.

Fonte: Revista Fórum

Responder esta

Hermeneuta,

O Mercado vem sendo repudiado, desde quando o Marx imputou-lhe a alcunha de capitalismo, o que não compreendo é o porque isto, visto que apesar das críticas e da detração que sofre, a civilização chegou ao que é hoje por causa dele. Mas isto é assunto para um outro posto.

A estatística é escória da matemática. Como engenheiro, se fosse utilizá-la para cálculo de construções, seria difícil alguma está de pé. Mas serve muito bem a propósitos de pesquisas que não necessite de precisão. Pessoalmente não a utilizo, considerando que as respostas que dela resulta foge completamente da realidade.

Mas Hermeneuta, me chamou atenção em seu comentário a denominação "Socialismo Real", existe outro? E se existe no que difere deste?

Mas me diga Hermenuta, o que você acha do rumo que está sendo dado a civilização?


Abraço..

Responder esta

Caro Cristovam

Não vou comentar o problema do mercado, capitalismo e socialismo, pois neste instante as intervenções são muitas e acho que não acrescentaria nada, entretanto como engenheiro e professor de engenharia não posso deixar passar uma pequena intervenção tua.

Não sei em que área tu trabalha na engenharia, mas tuas afirmações quanto à estatística são extremamente falaciosas. Dizer que “se fosse utilizá-la para o cálculo de construções, seria muito difícil alguma estar de pé”, é um total desconhecimento da origem da normatização do cálculo estrutural. Quando se determina a carga sobre uma estrutura o processo é estatístico, quando se escolhe a tensão de ruptura de um corpo de prova a uma dada época tem-se um processo estatístico. Dizer que não se usa estatística para o cálculo estrutural é não saber da origem de cada critério de dimensionamento.

Lembro-me muito bem que quando estudei concreto armado (1976) com uma das melhores professoras que existia na escola de engenharia, era a época em que se preparava para a mudança de norma (NBR-6118-1978) e como foi à mudança mais radical em termos de concreto armado nos últimos cinqüenta anos, passamos praticamente dois semestres não só apreendendo fórmulas de bolo, mas apreendendo a origem dessa norma. O básico desta norma foi à assimilação de CONCEITOS ESTATÍSTICOS no cálculo estrutural. A professora que falo, além de tudo excelente calculista, nos conduziu ao núcleo da estruturação da norma européia e brasileira utilizando o Montoya como livro texto, e para tanto apreendemos os critérios estatísticos que nortearam as normas européias e brasileiras.

Se falar de outras áreas da engenharia o emprego da estatística é espantoso. Trabalhar em recursos hídricos sem estatística seria um retrocesso para o início do século XX. Os nossos colegas de transporte, não satisfeitos com a estatística contínua, se divertem com eficiência e com boas soluções utilizando lógica “Fuzzy”. Engenharia de petróleo sem estatística é atualmente impossível. Em suma qualquer análise de comportamento de corpo sólido e fluido (não falei em turbulência, pois aí seria até redundante) para formularmos tabelas de concreto, solos, mecânica dos fluidos, etc sem o uso da estatística é COMPLETAMENTE ERRADO.

Caro Cristovam se quer basear tuas teses em qualquer conhecimento técnico-científico tenha extremo cuidado no que está dizendo, não utilizes chavões que para algumas áreas é empregado. O emprego errado da estatística não está na ciência, está naqueles que se servem dela. Eu como professor de Engenharia tenho a OBRIGAÇÃO de não deixar passar tais heresias científicas que possam poluir a mente de nossos estudantes.

Me desculpe a veemência mas sou pago para corrigir erros técnicos.

Responder esta

Além de correção de erros, será que temos aqui um caso de desconstrução de personagem?

Responder esta

Não entendi?

Só um adendo, não sou gentil nem tolerante quando a ciência é utilizada impropriamente para discursos políticos, aí não me interessa a ideologia do interloctor.

Responder esta

Acho estranho um engenheiro ignorar essas coisas que você diz. Só isso.

Responder esta

Estranho, não, trágico!

Responder esta

Rogério,

Trágico seria se as pessoas que morasse sobre as construção que projetei, e calculei, estivesse sobre escombros em virtude da escolha errada de hipótese de cálculo.

Abr.

Responder esta

Anarquista Lúcida,

Não sei em que área da educação você atua, mas conforme esta, vai realmente achar estranho.

Abr.

Responder esta

Conforme esta? Esta o quê? conforme está? o que está? E está (estaria) o quê? E qual a relação entre o que eu disse e a área da Educação em que atuo, ou o modo como ela estaria? Que tal dizer as coisas em Português claro e usando a lógica?

Responder esta

Minha querida Anarquista Lúcida,

Quando estudei a classe das palavras o pronome demostrativo se referia a algo anterior, não sei talvez tenha mudado.

Entendi, que área de atuação e esta, tinha sido bem relacionado, se não foi me desculpe.

Mas como evocou melhor explicação, não seja por isto, aí está.

Se tem formação em letras, por exemplo, não buscou aprofundar-se em matemática e desta forma, pouco domínio sobre o assunto, e como estatística é muito utilizado em pesquisas, claro você realmente deve achar estranho um engenheiro afirmar não confiar nesta ferramenta.

Se tem formação matemática superior e realmente entendeu estatística em todas suas características probabilísticas, sou eu que vou achar extranho sua extranheza.

O Engenheiro, Filha, estuda matemática aplicada e necessita de precisão e a estatistica não tem essa precisão.

Não que prescinda em algumas áreas de engenharia, mas no que me referi, foi relativo ao cálculo estrutural.

Agora Anarquista, fosse você voltaria a dá uma olhada nas classes das palavras e tempos verbais, sua pergunta é muito pouco inteligente pra uma professora...

Falou...
Vou usar este link para responder ao Cristovam, porque nao havia mais link sob a resposta dele.

O pronome demonstrativo pode, sim, se referir a algo anterior (nem sempre ele serve para isso... ); mas o uso que você fez dele nao estava claro. Eu estranhei alguém ter uma profissao, e nao conhecer as bases da mesma (o que segundo o Rogério, que é professor de Engenharia, seria o seu caso); isso nao tem nada a ver com a área em que atuo.

E você é a última pessoa a poder me dizer para estudar as classes de palavras e tempos verbais. Sou contra falar de erros de Português dos outros (Português claro é outra coisa), mas se fosse começar a contar os seus...

RSS

© 2009   Criado por Luis Nassif

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço