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Dar por ilimitado o desconto de empréstimo pessoal em conta de proventos[1] é de se chamar reflexo da despótica dividocracia em que vivemos, destacadamente, pelo concurso de uma magistratura que, contrariando preceitos constitucionais, conquanto fosse seu dever preservá-los, não dignifica a pessoa humana (CF art. 1º, §3º), nem fomenta sociedade justa e solidária (CF, art. 3º, §1º), partidarizando-se pró-grande capital, fazendo-se braço das corporações, em detrimento das pessoas em geral, em suma, do povo no sentido próprio da palavra numa república de viés democrático, como deve ser a nossa segundo a letra da Lei.

Nestas terras de meu D’us, o sistema de distribuição da riqueza é abjetamente super-megaconcentrador, empurrando, sim, empurrando na forma de imenso curralito, as pessoas para o colo do sistema financeiro, que faz festa de arromba com os juros criminosos praticados em lugar nenhum do mundo, desde os fixados arbitrariamente para a fraudulenta dívida pública, até os do cheque-especial, do empréstimo pessoal e do cartão de crédito – veja, p.ex., as cabais demonstrações de Benayon, Dowbor, Fattorelli, entre tantos outros lúcidos e patriotas.

O encampado descaramento criminoso do assalto financista vai da mitologia de juros farmacônicos[2] (desde Marcílio Marques Moreia, agravadissimamente por FHC, rendido neoliberal de ocasião), até a manipulação das contas públicas para forjar déficit a ser coberto por generosos empréstimos nababesbamente remunerados por aqueles mesmos juros farmacônicos, que o golpe de 1916 – lembre-se, todavia, iniciado em 2015[3], pelas garras do bancário-banqueiro, aquele que como Malan, foi premiado com cargo em Washington DC – dobrou (déficit e juros), “justificando”, por força da ameaça de crime fiscal, levar a mãe (talvez, até mesmo a deles!) e todos os bens públicos, patrimoniais ou não, na Bacia das Almas, para regalo da reptiliana minoria minoritária mínima, seus asseclas, sabujos e agregados, a turma do cascalhinho, do gargarejo.

Afinal, é para isto que os magistrados recebem super-salários (pagos com os impostos mais neocolonial impossível: econômico, social e epistemologicamente!), ou seja, gozar de divórcio economicossocial, virando as costas para os excluídos dessa festinha, agindo como tropa de ocupação, em terra estrangeira mesmo, disciplinando a escumalha no caminho da sepultura, após deixar seu sumo vital nas burras deles – lembre-se que negar o brilho do sol imerece status de opinião, e, não sendo opinião, não passa de embuste a serviço de dialética erística, seja dizer elemento estratégico de discurso do inimigo.

Que chegue logo o novo Baile da Ilha Fiscal, dessa vez com a derrubada da Bastilha - a História ficou nos devendo essa! Aliás, não se esqueça dos Amschel Bauer e dos Romanov desses tempos de ignomínia.

Até lá: "Ê, ô, ô, vida de gado / Povo marcado, ê! / Povo feliz!".[4]



[2] Do grego farmacon, significando veneno/remédio, conforme a dose, no nosso caso, de longe veneno, haja vista suprimir recursos a satisfazer as necessidades de desenvolvimento nacional, nos campos da saúde, da educação, incluindo ciência, da habitação e da mobilidade, sem o que não há liberdade, nem paz.

[3] “2015, o ano que não acabou”, onde tracejo as linhas gerais desse golpe (http://blogln.ning.com/forum/topics/2015-o-ano-que-n-o-acabou)

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