CARTA ABERTA A EDUARDO GUIMARÃES E A QUEM POSSA INTERESSAR

 

Gosto muito do Eduardo Guimarães. Do seu modo de ser de um voluntarismo quase ingênuo e da forma como trata a todos que o acompanha como amigos da casa. Através dele e por ele, posso dizer que eu, como a maioria daqueles que o acompanham, se sentem íntimo da família, dos filhos, esposa e até do cachorro. Ele sempre fez questão de tratar a todos dessa forma: amigos, quase família.

Não obstante, Guimarães, Edu, como alguns insistem em chamá-lo, possui uma característica peculiar, que é a de tratar aqueles que o seguem, com tanto carinho – como eu, inclusive - como se fossemos alunos e ele um professor experiente na arte PTista de governar  e dessa forma e desse jeito, nos dar um pito, vez por outra.

Edu não era assim, ficou com o tempo. Aprimorou-se nessa arte professoral em defesa do governo do PT depois dos famosos encontros com Lula e os blogueiros “Sujos”.

 Lembro bem que no primeiro desses encontros, Edu Guimarães chegou a cobrar, com certa veemência, a criminalização da Folha de S. Paulo, por essa criar uma Epidemia de dengue que não existia, levando a muitos cidadãos a morte, por  excesso de vacinas aplicadas, tal a histeria provocada.

Lula desconversou, mas deve ter-lhe feito algum comentário ao pé do ouvido, pois o Edu daquele tempo era menos soft que o de agora. Data vênia, aos poucos Eduardo Guimarães mudou, ficou mais engagé.

O governo PTista, sempre foi para a imprensa tradicional e criminosa - posto que cúmplices de  ditadores idem -  uma espécie de pato de quermesse, desses que ficam passando e o povo atirando bala. Daí, que o outro lado arrefecesse às criticas e saísse diuturnamente na defesa do governo e dos seguintes, nada mais justo.

O que ocorre, no entanto, que a contrapartida governamental não foi a mesma. Adulando, abraçando e beijando aqueles que a todos vilipendiavam e criminalizavam. Fato mais absurdo, foi a não convocação da Abril e da Folha para a farsa da “CPI do Cachoeira” o que redundou nessa merda que está aí e que Dilma insiste em dizer que é “republicano e democrático”.

PT no governo sempre foi covarde e omisso, a ponto de Da. Dilma não responder à altura as provocações de Aécio, sobre José Dirceu nos debates recentes. E assim vai (vide Carta aberta à Dilma Aqui).

Daí Eduardo Guimarães me aparece com aquela cantilena cansativa de que apóia o governo pela distribuição de renda e empregos e que quem votou,  votou em uma coligação e se não sabia, se enganou ou deixou-se.

Eduardo, poxa vida, não subestime os PTistas e o pessoal “à esquerda”, achando que são ignorantes e precisam da sua orientação.

Vou te dizer uma coisa, Edu, militante é base aliada, sabia? E ele não se materializa apenas no voto, mas bem antes, na construção do Partido e de seus líderes. É bom frisar isso, sem a base, não existe partido de esquerda ou trabalhista, ou Lulista.

PT tem compromissos históricos com a reforma agrária, com a condição indígena e pasme você, com o debate – esse sim – democrático e a crítico.

E você esquece, ou não reconhece: MILITANTE TAMBÉM É BASE ALIADA!

Um governo que, através da criação de empregos, distribui renda à população, se compactuar com a recessão, acaba com a sua querida distribuição de renda – ACORDA EDU!

Reforma agrária distribui renda permanentemente e gera empregos permanentes. Você cita o Nordeste, pois pasme, o Brasil tem Norte e Noroeste também, com índios, grileiros, garimpeiros e territórios exclusivos das forças armadas que são uma verdadeira caixa preta até para os governadores de lá.

Kátia Abreu vai mexer nisso, vai sentar com índios e MST e discutir o assunto, meu cara Eduardo?

Eduardo Guimarães, você acredita piamente que o  triunvirato Tombini, Levy e Barbosa tem compromisso com a criação de empregos e consequente geração de renda que você tanto se ufana?

E o Kassab, o prefeito da “inspeção veicular de São Paulo”, tem compromisso com a transparência e o combate à corrupção?

E ainda tem Cid Gomes, tem também o absurdo do Eduardo Cadorzo e Mercadante aproveitando o autismo da presidenta para cavar o Planalto no futuro.

Eduardo Guimarães, nós estamos no mesmo barco – PT, Psol e militantes – base aliada, sempre - mas remamos uns contra e outros a favor da correnteza.

 Que pena!

 

 

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