Caso Palocci: O Que Menos Interessa é a Ética. Golpismo é o Nome!

A imprensa tem que ser criticada não porque investiga, mas porque é seletiva, e nesta seletividade, esconde um interesse maior que ela não revela. A serviço da oposição tem um único objetivo, que atravessou todo o governo Lula e agora atravessa o governo de Dilma: inviabilizar um projeto que, se tem erros, não são estes dos quais é acusado. Mas, suas virtudes. Para esta oposição e para esta imprensa, não está no programa a emancipação do país e muito menos um governo democrático popular que, pela primeira vez na história, busca um certo protagonismo das classes populares.

 

Se houvesse qualquer interesse ético da imprensa ou da oposição para condenar Palocci, a turma que hoje está na oposição, em frangalhos, e a imprensa não teriam sido cúmplices dos crimes, sérios, que delapidaram o patrimônio público e político durante a gestão de FHC. Se for necessário que se investigue Palocci, sim, mas não venham nos dizer que é isto o que interessa. Palocci apenas faz andar a fila que já tentou derrubar Ana de Hollanda e Fernando Haddad e que, agora, além de derrubar Dilma, querem também destruir o grande patrimônio que representou o governo Lula.

 

Se o interesse destes que hoje estão na oposição e da imprensa fosse mesmo a questão ética, menos interessante do que investigar o patrimônio de Palocci, teria sido investigar o que aconteceu durante os anos de silêncio sepulcral da era FHC e sem contar todos os desmandos que aconteceram e acontecem nos governos de São Paulo e de Minas Gerais, baluartes que ainda asseguram à imprensa e à oposição alguma sobrevida e o usufruto de benesses. Não fosse isto, por que se calam sobre o escândalo Alston e Eletropaulo (ver aqui ) e sobre o valerioduto mineiro (ver aqui )

 

À lista paulista e mineira, vamos adicionar alguns dos crimes não investigados durante a era FHC e que provam que não é a ética, nem a probidade, nem a transparência aquilo que move imprensa e oposição no Brasil, mas, tão somente, um profundo nojo do povo, desta gente diferenciada que insiste em ter um lugar ao sol e do projeto que dá conta disto. Tomando emprestado de um site, abaixo indicado, listo abaixo apenas alguns aspectos de alguns "fatos" que evidenciam a operação de silêncio, omissão e cumplicidade entre a direita e a imprensa, esta muitas vezes constrangida a, pelo menos, nomear os fatos, mas sem qualquer empenho com a investigação e cobrança.

 

"Promovido por “merecimento” a subprocurador-geral da República em 1989, Geraldo Brindeiro foi nomeado em 28 de junho de 1995 procurador-geral da República pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, tendo sido reconduzido três vezes ao cargo, terminando o seu quarto mandato em 28 de junho de 2003.


Enquanto procurador-geral da república do governo FHC, Geraldo Brindeiro foi fartamente criticado por sua inação. De 626 inquéritos criminais que recebeu, engavetou 242 e arquivou outros 217. Somente 60 denúncias foram aceitas. As acusações recaiam sobre 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e quatro ao próprio presidente FHC. Por conta disso, Brindeiro recebeu o jocoso apelido de “engavetador-geral da república”.

 

A negociata para a aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC foi o primeiro grande escândalo deste governo. Em maio de 97, a Folha de São Paulo apresentou gravação de conversa na qual os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, confessam ter recebido R$ 200 mil para votar a favor da emenda da reeleição. ...

 

Com a sucessão de escândalos no primeiro escalão federal e na base de apoio de FHC no Congresso, a oposição mobilizou-se para criar a CPI da Corrupção. Foi quando o intelectual Fernando Henrique ressuscitou o velho estilo Sarney/Collor e, mais uma vez, perverteu a máxima franciscana do “é dando que se recebe”. Saiu distribuindo verbas e negociando cargos para senadores e deputados que não assinassem o requerimento da CPI. Segundo a Folha de São Paulo, teriam sido gastos cerca de R$ 1 bilhão e 250 mil reais com a liberação de emendas de parlamentares que ainda se encontravam no item “investimentos” dos orçamentos de 1999 e 2000...

 

O “Show do Milhão” no Congresso... O rolo compressor do Palácio do Planalto mostrou o valor de alguns políticos do Congresso… Augusto Nardes, do Rio Grande do Sul, levou 103 mil reais…”. Mas há ainda outros deputados gaúchos que não demonstraram interesse político em investigar o mar de lama do governo federal. Estes, ao contrário dos anteriores, nem chegaram a incluir seus nomes no requerimento da CPI. São eles: Darcísio Perondi e Mendes Ribeiro Filho do PMDB; Edir Oliveira do PTB; Fetter Júnior, Júlio Redecker, Luiz Carlos Heinze e Telmo Kirst do PPB; Roberto Argenta do PHS; Nélson Marchezan e Yeda Crusius do PSDB.

 

Protagonista da derrubada de ACM, o senador Jáder Barbalho... Por onde passou, Jader deixou suspeitas. O auditor do Banco Central Abrahão Patruni Junior concluiu, no início dos anos 90, dois relatórios sobre o Banpará (o Banrisul deles). Em ambos, sustentou que havia fortes evidências de que rendimentos de aplicações financeiras do banco acabavam nas contas bancárias de Jader e seus familiares. Na época, Jader era governador do Pará. Depois, o senador virou Ministro da Reforma Agrária e desta época surgem acusações de que ele foi o beneficiário de uma operação fraudulenta com TDAs (Títulos da Dívida Agrária)... Márcia foi sócia de José Osmar Borges, acusado pelo Ministério Público de ter desviado mais de R$ 100 milhões da Sudam, em uma fazenda no Pará, até 1988...

 

Fernando Bezerra era senador do PMDB. Entre os anos de 1989 e 1998, ele controlava a empresa Metais Seridó S/A que recebeu R$ 3,9 milhões da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)... Antes de ser ministro, ele ocupava um cargo importante: era líder do Governo FHC no Senado, ou seja, Bezerra foi o antecessor de Arruda.

 

Foi de R$ 196,7 milhões o estrago causado pelo desvio de verbas do TRT de São Paulo. Após ser preso sob a acusação de liderar o esquema, o juiz Nicolau dos Santos Neto afirmou ter procurado o então secretário-geral da presidência da República, Eduardo Jorge. Trataram de assuntos relativos à obra do Fórum Trabalhista de São Paulo. Procurava acesso à pasta do Planejamento. A história do Juiz Nicolau dos Santos Neto o “Lalau”, e a construção do luxuoso fórum paulista que já consumiu R$ 230 milhões de recursos públicos, ultrapassaram os limites da corrupção do Judiciário...

 

Se já era estranho o filho de FHC ser o comissário-geral-adjunto da Expo 2000, mais espantosa é a incompetência do rapaz. Paulo Henrique Cardoso foi apontado pelo Ministério Público como um dos prováveis responsáveis pelo superfaturamento na construção do pavilhão brasileiro na Feira de Hannover. O MP apresentou em sua ação 41 irregularidades relativas ao processo de compra e construção do estande brasileiro de 3 mil metros quadrados para comemorar os 500 anos do Descobrimento. As ações liminares foram contra o ex-ministro do Esporte e Turismo Rafael Greca (PFL-PR), Paulo Henrique Cardoso, a diretora de teatro Bia Lessa, amiga de família Cardoso, Fernanda Maria Bornhausen, Ricardo Dalcanale Bornhausen, filha e sobrinho do presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen. O contrato previa apenas a prestação de serviços de publicidade e seu valor era de R$ 1,5 milhão. A quantia estranhamente pulou para R$ 24 milhões! A Embratur contratou, sem licitação, a empresa brasileira Artplan Prime para a construção do pavilhão. Empresa que coincidentemente tem como sócios membros da família Bornhausen.

 

... Depois dessas confidências, Antônio Carlos perdeu o apoio irrestrito que possuía e passou a declarar que foi o próprio Fernando Henrique quem comandou o esquema de captação de recursos para o Caixa 2 de sua campanha presidencial, através do ex-secretário particular Eduardo Jorge.

 

O desabamento do palanque, onde discursava o cacique Antônio Carlos Magalhães, no dia 8/03, na cidade baiana de Jequié, foi um prenúncio de sua derrocada. Um mês antes, em conversa com três procuradores federais, o ex-governador biônico da Bahia fez uma declaração bombástica: o sigilo da votação secreta que cassou Luiz Estevão havia sido quebrado...

 

A estabilidade econômica, que FHC apregoava como grande feito de seu governo, virou sonho de uma campanha de verão. O equilíbrio entre os valores do dólar e do real foi sustentado com grande destreza pelos economistas do Planalto até a eleição de 1998. Neste ano, Gustavo Franco, então presidente do Banco Central, e Francisco Lopes, diretor de Política Monetária, sofriam pressões de empresários para que o real fosse desvalorizado. No dia 13 de janeiro de 1999, o governo federal cedeu. O dólar subiu e Franco saiu por discordar da decisão. Francisco Lopes foi nomeado para substituí-lo. Em seu novo posto vendia caro informações privilegiadas sobre juros e câmbio. Desta trupe participavam, além de Chico Lopes, Luiz Augusto Bragança, Sérgio Bragança e Rubens Novaes. Salvatore Cacciola, um dos beneficiados e dono do Banco Marka, desconfiava que os informantes do BC estavam escondendo algo. Para tirar a prova, o banqueiro resolveu grampear os telefones de seus antigos parceiros. Descobriu então que os cúmplices do presidente do Banco Central tinham uma relação especial com o banqueiro André Esteves, do banco Pactual, e repassavam informações sigilosas para mais dois bancos. Estes, recebiam dados mais detalhados do que o Marka. Desde setembro de 1998, Cacciola monitorava as conversas e a partir da instalação do grampo deixou de perder dinheiro. O mercado financeiro, nos meses seguintes, passou a especular uma desvalorização do real. Bragança e Novaes tranqüilizavam seus clientes, afirmando que o câmbio só mudaria em fevereiro de 1999. O abalo financeiro veio antes do previsto. O Marka não foi avisado a tempo e teve enormes prejuízos. Inconformado, Salvatore Cacciola ameaçou o grupo do BC que levaria a público a fita com as ligações telefônicas grampeadas. A chantagem funcionou. Cacciola levou um bilhão dos cofres públicos. Outros 600 milhões foram repassados para o banco FonteCindam. O presidente da instituição, Luiz Antônio Gonçalves, confirmou que, entre os dias 13 e 14 de janeiro, conversou pelo telefone com Francisco Lopes para resolver os problemas da instituição com as mudanças no limite da banda cambial. Somente esses dois bancos saíram ilesos da mão férrea do BC. O mais esquisito é que Fernando Henrique Cardoso e Pedro Malan ficaram sabendo dessas maracutaias apenas pela imprensa. Pelo menos é o que eles dizem..."

 

Se quiserem ver a lista completa(tem muito mais!) e a descrição completa dos crimes assinalados, acessem este link:

http://frasesdadilma.wordpress.com/2010/12/23/890/

 

 

 

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perfeito, jorge,

vamos aguardar e, com responsabilidade, fazer a devida crítica, se for o caso.

claro que, nós (mais do que ninguém) defendemos e estamos contribuindo para construir, finalmente, um país mais justo, temos todo o direito de fazer a crítica. o duro é ouvir o moralismo de gente da direita que, por 500 anos, venderam e detonaram o país e agora vem posar de santinhos, aliás, na campanha, teve até um que se transformou num santinho, vc lembra disto?

Faltou Aécio Neves na lista da "Folha": o moralismo seletivo ainda é a regra

 

Nas últimas semanas, militantes de esquerda, blogueiros, lideranças políticas e sindicais concentraram-se num (saudável) processo de crítica ao governo Dilma e às atitudes recentes da direção do PT. Aqui no Escrevinhador, procuramos alimentar esse debate – o que gerou reação irada de alguns leitores que preferiam a “defesa firme” do governo. Recuso-me a seguir por esse caminho do “apoio incondicional”, e lembro que a crítica dura pode ser uma ótima forma de colaborar com o país – ainda que ninguém tenha me pedido colaboração alguma.

De todo jeito, a crítica ao governo não significa esquecer quem está do outro lado. E um bom exemplo é a reportagem de capa na “Folha” desse domingo. Em letras garrafais, o jornal anuncia a lista de congressistas que são donos de rádios e TVs, ou que mantêm parentes na direção das emissoras. Trata-se de assunto importante, sem dúvida. Mas é curioso que a “Folha” tenha “esquecido” um nome na lista!

Ora, há pouco mais de um mês o Brasil ficou sabendo que Aécio Neves, o impulsivo e notívago líder da oposição, é dono de uma rádio em Minas. A própria “Folha” fez matéria sobre o fato. Descobriu-se que o carro conduzido por Aécio, quando ele foi parado numa blitz da lei seca no Rio, estava em nome da tal rádio. E descobriu-se, ainda, que a rádio de Aecim é dona de uma estranha frota de carros de luxo. A oposição ao PSDB em Minas desconfia de repasse de recursos públicos para a rádio, e tenta abrir uma CPI. Quem não se lembra pode ler reportagem da “Folha” aqui.

Agora, a “Folha” traz uma lista enorme de deputados e senadores do chamado “baixo clero”, don.... Ótimo!

Mas e o Aécio? Cadê? Por que não está na lista?

O jornal pode se eximir, dizendo que “apenas” reproduziu a lista – que está sendo preparada pelo próprio governo federal, numa tentativa de moralizar o setor. Ora, nesse caso a “Folha” é que devia lembrar o leitor sobre a existência da rádio de Aécio, estranhando que o nome dele não esteja na tal lista! Não se trata de qualquer um: é o líder da oposição!

Outra observação: a “Folha” não deu destaque para o fato de, depois de 8 anos de governo Lula, não haver nenhum parlamentar do PT dono de rádio ou TV! Imagine se houvesse um? Unzinho só? Viraria manchete. Mas Aécio (que tem rádio), esse passa longe da reportagem de domingo no jornal de maior circulação do país.

O moralismo seletivo continua a ser a regra na “Folha”, na “Veja”, no ”Estadão”, em “O Globo”.

Claro que os jornais cumprem seu papel ao divulgar o estranho enriquecimento de Palocci. Não há do que reclamar no caso isolado. Mas salta aos olhos que não se faça o mesmo com a filha do Serra! Quem pagou a casa onde vive a família Serra no Alto de Pinheiros, em São Paulo? Por que Verônica Serra multiplicou o patrimônio de sua empresa em 50 vezes, como se lê aqui?

Não faço aqui qualquer acusação contra Verônica. Mas não é curioso esse moralismo seletivo que poupa a família Serra e a rádio do Aécio, enquanto tenta emparedar o Palocci?

Por essas e outras (quem não se lembra da “ficha falsa” de Dilma na “Folha”, do pé na bunda de Lula na “Veja”, e das armações de Ali Kamel – o jornalista da bolinha de papel -  na Globo?), todo mundo que acompanha as comunicações no Brasil estranhou quando Dilma tentou fazer de conta que isso tudo não existe, e adotou a tática de “normalizar” relações com a velha mídia: foi à festa da “Folha”, fez omelete na Globo e mandou recados de que “o clima precisava melhorar de parte a parte”.

Dilma errou feio (também) nessa estratégia. Como diria Mané Garrincha, faltou combinar com os russos!

Sob comando de Otavinho Frias, Ali Kamel (o jornalista) e da turma barra pesada da Abril, os russos seguem a adotar a tática de sempre: tentaram “matar” Dilma na capa de “Época” essa semana, livraram a cara de Aécio na capa da “Folha”, e seguiram a bater em Palocci.

O governo deve ter apreendido algo nesse episódio. Os russos continuam sendo os russos. Palocci, aliás, é daqueles que se dão bem com os russos. Dilma poderia aproveitar a crise, mandar Palocci tomar chopp no Pinguin em Ribeirão Preto, e voltar a tratar os russos como eles são. Pra isso, seria preciso adotar outro tom.

A Dilma precisa ser aquela Dilma do primeiro debate do segundo turno. A Dilma que não ouve marqueteiros nem Paloccis - e faz a boa e velha política.

 Do contrário, ela continuará sendo “morta” toda semana pela “Época”, enquanto a turma do Kamel e do Otavinho seguirá a pavimentar o caminho para que Aécio (ou outro da turma dele) avance em 2014.

Nada mudou quanto a isso. A não ser o fato de que a direção do PT parece ter-se encantado com os rapapés do poder e esquecido de um detalhe: mesmo moderadíssimo, mesmo cheio de ministro consultores, o PT e o lulismo não frenquentam as reuniões do Country Clube no Rio e nem tomam whisky com os ricaços no Clube Harmonia em São Paulo. Por isso, Palocci e outros da mesma cêpa são vistos pela elite como arrivistas, como gente que se lambuza porque nunca antes comeu mel.

Bem que Dilma poderia aproveitar a deixa pra se livrar da turma que está toda lambuzada

 

Por Rodrigo Vianna, do blog O Escrevinhador

que bom que o rodrigo viana está escolhendo melhor as fontes e diminuindo a pressa nos julgamentos. um cara bom, o rodrigo. boto fé no moço!

prezados(as) comentaristas,

desculpem a falha técnica, mas prometo que lerei cada um dos comentários postados aqui nos últimos dias e, quando for o caso, o devido diálogo será reestabelecido.

preciso só de mais um tempinho prá assentar o juizo, tá bão?

no esforço mesmo de entender toda esta trama que a grande imprensa tenta envolver o governo dilma e que não deveria nos deixar mais perplexos, fica a tarefa de, a cada dia, estar atento às artimanhas inventadas e aquelas que apenas ganham os rodapés das notícias, quando se trata de ampliar defeitos do governo e de esconder os mal feitos dos amigos da imprensa.

 

dois episódios me chamam a atenção: a violação do sigilo fiscal de palocci (ele que, um dia, foi dispensado do governo por cometer uma alegada violação de sigilo fiscal do caseiro e que ganhou contornos do maior escândalo do mundo) e a violação da ficha médica da presidenta. todos estes episódios que, fosse a imprensa usar a mesma régua, implicaria casos para jamais sair das manchetes dos jornais. mas não o são, como não é notícia a flagrante deterioração da vida industrial do outrora valente estado de minas gerais.

 

mas, acho que esta análise do eduardo guimarães examina e conclui coisas que, desde o início, estamos defendendo neste tópico e que dá sentido ao título que escolhemos: golpismo, este é o nome das coisas.

 

o que diz eduardo guimarães e vale a pena ler:

Entendo Lula e Dilma ao apoiarem Palocci com tanta veemência, cobrando apoio daqueles que se propuseram a ser aliados dos dois maiores líderes políticos do Brasil, um por sua liderança propriamente dita e outra pelo cargo que ocupa. Afinal, o que se está tentando fazer com o chefe da Casa Civil é lhe negar os mínimos direitos civis.

 

Esse fato já começava a ficar claro quando veio a público seu suposto “enriquecimento ilícito” através de matéria do jornal Folha de São Paulo. O jornal registra aumento patrimonial de vinte vezes em quatro anos sem informar que é comum que ex-membros de equipes econômicas do governo federal enriqueçam ao saírem dos cargos.

 

Nesse momento, começa a concessão de direitos “diferenciados” para petistas, de um lado, e para tucanos ou demos do outro. É imoral enriquecer rápido após passar pelo governo, mas só para petistas. Tucanos podem porque teriam mais títulos e mais experiência no setor financeiro. Então podem enriquecer 100 vezes no mesmo período que Palocci que “tudo bem” e não se fala mais nisso.

 

Agora, porém, veio o supra-sumo do absurdo. O crime que até há pouco mais de seis meses era passível de pena capital, na mídia, agora se torna irrelevante. Quebra de sigilo fiscal foi um tema que permaneceu por semanas a fio nas manchetes principais de primeira página com letras garrafais e em todos os telejornais, com matérias, às vezes, de VINTE MINUTOS de duração.

 

A então candidata Dilma Rousseff, ano passado, foi cobrada no ar, durante entrevistas ao SBT ou ao Jornal Nacional, por supostamente ter mandado quebrarem o sigilo fiscal da filha de seu adversário José Serra. A mídia, a cada minuto, soltava o nome de um envolvido, de um suspeito do “crime”, enquanto longos discursos sobre direitos civis enchiam as páginas dos jornais.

 

Hoje, o que se vê são notinhas de pé de página nos jornais e nenhum, repito, NENHUM artigo ou coluna se indignando com a violação dos direitos civis de Palocci, que já foi julgado e condenado sem que ninguém ao menos saiba dizer o que foi que ele fez.

 

Palocci fez o que? Tráfico de influência? De quem para quem? Quando? Em que área do governo? Onde está o objeto do crime? Silêncio. Os clichês sobre “ética” abundam. As ironias são cortantes. Mas fatos, que é bom mesmo, ninguém dá.

 

Admite-se que as operações de Palocci parecem legais, mas, no entanto, seriam imorais. Mas, detalhe: só para ele.

 

Cortem-lhe a cabeça que estará resolvida a imoralidade legalizada – só não há garantias de que não se repetirá, pois outros que passarem pela área econômica estarão liberados. Quebrem seus sigilos, ignorem a sentença da Justiça que o absolveu da acusação de violar o sigilo do pobre caseiro que após se reunir com o DEM ganhou 40 mil do mesmo pai que jamais lhe dera um pirulito.

 

Ora, a prefeitura de São Paulo, através de um secretário da cota de Serra, violou o sigilo de Palocci? “Bem feito. Ele violou o sigilo do caseiro”, dizem, sem dar bola para o fato de que a Justiça não aceitou nem abrir inquérito devido à total falta de provas.

 

Para Palocci, não vale nenhuma das garantias legais que valem para tucanos. Não só pode ser acusado sem provas como pode ter seus direitos civis violados e, achando prova ou não, deve ser punido ao menos com perda do cargo. Enquanto isso, os negócios obscuros da família Serra com Daniel Dantas permanecem na escuridão.

 

Entendo Lula e Dilma. Também estou indignado. E, como eles, no que depender de mim não conseguirão derrubar o ministro. Sua queda significaria a materialização de castas políticas, no Brasil. A uma, tudo seria permitido. Cometendo crime, passaria a vítima e poderia enriquecer sem questionamento; à outra, nenhum direito – sigilo fiscal, presunção da inocência…

 

Esse caso deixou de ser político e passou a ser institucional. Não se pode apoiar a criação de castas políticas neste país. Até porque, você nunca sabe se estará entre os contemplados a ser incluído na escala político-social mais alta

 

fonte: http://www.blogcidadania.com.br/2011/05/se-palocci-cair-havera-cast...

e te mais coisa, né?

vc viu a história do menino bonito de beagá? falo da denúcia contra aécio neves feita ao MP Federal relativa à ocultação de patrimônio e sonegação fiscal.

olha, eu procurei na folhaonline e nem com o sistema de busca deles achei qualquer coisa que mencionasse a notícia, aliás só achei coisas laudatórias... daí, vai assim:

 

http://historiaspraboiacordar.wordpress.com/2011/06/02/perdeu-playb...

Apartamento alugado por Palocci é de laranjas, diz Veja

Um dia depois de ir à TV para explicar o aumento expressivo de seu patrimônio, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, é alvo de nova denúncia de negócio suspeito. Reportagem na edição desta semana da revista Veja revela que os proprietários do apartamento, avaliado em R$ 4 milhões, alugado por Palocci no bairro de Moema, em São Paulo, são "laranjas".

De acordo com a revista, o apartamento pertence à Lion Franquia e Participações Ltda e está registrado no 14º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo em nome de dois sócios: Dayvini Costa Nunes, que tem 99,5% das cotas, e Filipe Garcia dos Santos, com o restante (0,5%). Filipe tem 17 anos e só foi emancipado no ano passado. O sócio majoritário, de 23 anos, é um representante comercial que mora nos fundos de um casa na periferia de Mauá, cidade do ABC. Ele trabalhou na prefeitura da cidade, que é governada por Oswaldo Dias (PT).

Em entrevista à revista, Dayvini Costa Nunes admitiu que é laranja, explicando que fez isso para ajudar parentes. "Esse problema envolve pessoas com quem eu não tenho como brigar. Não tenho como bater de frente com Palocci", disse Dayvini à Veja, na última sexta-feira, ao telefonar para a revista para mudar a versão dada no dia anterior, quando mostrou-se surpreso com a informação de que seria um dos donos do apartamento.

Segundo a revista, a Lion usou endereços falsos em suas operações nos últimos três anos. A Lion diz ter recebido o apartamento de Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Nunes. Ele responde a 35 processos por fraudes em documentos, adulteração de combustível e sonegação fiscal. Um empregada doméstica na casa dele, Rosailde Laranjeira da Silva, também foi usada como laranja em outras quatro empresas abertas por Siqueira Santos. Filipe Garcia dos Santos forneceu ao cartório um endereço fictício no Paraná. A sede formal da Lion fica na cidade de Salto, a 100 quilômetros de São Paulo.

O ministro Palocci é o centro de uma crise que estourou há 20 dias, quando foi divulgado que ele havia comprado um apartamento de 500 metros quadrados, avaliado em R$ 6,6 milhões, e uma sala comercial, avaliada em R$ 882,5 mil. Além disso, sua empresa, a Projeto, faturou R$ 20 milhões só em 2010.

Em nota divulgada hoje, a assessoria de Palocci informa que o contrato de aluguel do apartamento foi firmado entre o ministro e os proprietários Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis. Ainda segundo a nota, Palocci e sua família nunca tiveram contato com os donos, "tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários."

"O ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador", conclui a nota.

O imóvel onde reside o ministro e pelo qual ele paga aluguel tem 640 metros quadrados, varandas, quatro suítes, três salas, duas lareiras e churrasqueira. A revista informa que o condomínio chega a R$ 4.600,00 e o IPTU é de R$ 2.300 por mês. Imobiliárias da região dizem que um aluguel no local custa em torno de R$ 15 mil mensais.

perdeu, playboy! íntegra da denúncia contra aécio neves feita ao ministério público federal: ocultação de patrimônio e sonegação fiscal

Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República

ROGÉRIO CORREIA DE MOURA BAPTISTA, brasileiro, casado, Deputado Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, CPF 471.025.006-53, Líder do Bloco Parlamentar “Minas Sem Censura”, formado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Republicano Brasileiro (PRB), ANTÔNIO JÚLIO DE FARIA, brasileiro, casado, Deputado Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, CPF: 164.171.516-20, Líder da Minoria, e LUIZ SÁVIO DE SOUZA CRUZ, brasileiro, casado, Deputado Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, CPF 359.815.396-15, todos com endereço na  Rua Rodrigues Caldas, nº 30, Bairro Santo Agostinho, Belo Horizonte, Minas Gerais, comparecem perante V. Exa. , para oferecer REPRESENTAÇÃO, requerendo seja instaurado o competente procedimento para apurar SONEGAÇÃO FISCAL E OCULTAÇÃO DE PATRIMÔNIO por AÉCIO NEVES DA CUNHA, brasileiro, separado judicialmente, SENADOR DA REPÚBLICA, com endereço declarado na Rua Samuel Pereira, nº237, apto 1101, Bairro Anchieta, Belo Horizonte, Minas Gerais, inscrito no CPF sob o n.º 667.289.837-91, por ANDREA NEVES DA CUNHA, brasileira, solteira, empresária, com endereço na Avenida Bandeirantes,  nº1975, apto 1601, Bairro Serra, CEP 30210-420, inscrita no CPF sob o n.º 551.224.007-25 e por RÁDIO ARCO IRIS LTDA, CNPJ  22731210/0001-92, com sede na Avenida Raja Gabaglia, n.º 1001, 1º andar, Luxemburgo, Belo Horizonte, pelos seguintes fatos e argumentos, para ao final requerer:

Do Primeiro Representado – Ocultação de Patrimônio ou Rendas

Conforme se demonstrará a seguir, o primeiro representado omite a realidade sobre o seu patrimônio e as suas rendas: A versão entregue à Justiça Eleitoral e à Receita Federal difere, em muito, daquela que suporta os seus elevados gastos e estilo de vida. Enquanto a primeira aponta um cidadão de pouco patrimônio, com rendas de servidor público, a real é a que lhe proporciona viagens constantes ao exterior, utilização de veículos de luxo, refeições e hospedagens em points do jet set nacional e internacional e a utilização de jatinhos particulares para o seu deslocamento.

Certamente, tais condutas e procedimentos não são próprios de um mero agente político, que ocupa cargos públicos desde os 18 anos de idade, quando então foi secretário particular do Governador de Minas Gerais.

O primeiro representado apresentou à Justiça Eleitoral, para seu registro de candidatura ao Senado da República no ano de 2010, a seguinte relação de bens, com os seguintes valores:

a)   Apartamento no Rio de Janeiro, no valor de R$ 109.500,00;

b)   Lote, no valor de R$ 6.639,73;

c)   Lote, no valor de R$ 9.715,62;

d)  Ações, no valor de R$ 0,09

e)   Ações, no valor de R$ 217,26

f)    Quotas de capital da IM Participações , no valor de R$ 95.179,12;

g)   Empréstimo a NC Participações Ltda., no valor de R$ 8.544,12;

h)  Objeto de Arte no valor de R$ 13.650,00;

i)  50% de imóvel rural, no valor de R$ 87.000,00;

j)    Saldo em conta corrente no valor de R$ 331,07;

k)   Aplicação financeira no valor de R$ 40.142,20;

l)     Saldo em conta corrente no valor de R$ 10,00;

m)   Aplicação financeira no valor de R$ 14.393,28;

n)     Saldo em conta bancária no valor de R$ 496,93

o)    Apartamento em Belo Horizonte no valor de R$ 222.000,00.

 

Total do patrimônio declarado : R$617.938,42

A declaração de bens apresentada pelo primeiro representado à Justiça Eleitoral possui os mesmos valores históricos, quanto ao patrimônio imobilizado, da declaração apresentada em 2006, quando de sua segunda candidatura a Governador de Minas Gerais, com pequenas variações.

Quanto ao patrimônio total, houve uma redução nominal em quatro anos da ordem de cerca de 20% (vinte por cento).Em quatro anos, o primeiro representado teve decrescido o seu patrimônio.

A remuneração do Governador do Estado de Minas Gerais, ocupação principal do primeiro representado no período de janeiro de 2003 a abril de 2010, era de R$ 10.500,00 (dez mil e quinhentos reais) brutos, nos termos da Lei Estadual 16.658.

Durante esse período, o primeiro representado realizou 11 (onze) viagens ao exterior às suas expensas, segundo dados colhidos junto à Assembleia Legislativa, muitas vezes em companhia da família e segundo notas de imprensa, freqüentemente a destinos de alto luxo como Aspen, estação de esqui nos Estados Unidos.

De abril de 2010 a Fevereiro de 2011, quando voltou a assumir mandato eletivo, o primeiro representado esteve desempregado. Entretanto, continuou realizando viagens ao exterior,  com seus hábitos caros e pouco comuns à maioria esmagadora da população.

O primeiro representado tem uma de suas residências fixas na cidade do Rio de Janeiro, próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Bairro de Ipanema, considerado de classe alta. Outra, em Belo Horizonte, também em um bairro considerado zona residencial nobre.

O imóvel situado em Ipanema, certamente tem valor muito superior ao declarado no imposto de renda do primeiro representado.  Pela planta de valores da Prefeitura do Rio de Janeiro, para fins de IPTU, o valor venal de imóveis no endereço apontado na declaração do representado, é calculado tendo por base o valor de R$ 3.243,74 por metro quadrado de área construída. Entretanto, declara-se que seu valor é de módicos R$ 109.500,00 (cento e nove mil e quinhentos reais).

As despesas com manutenção de suas residências e de seu nababesco estilo de vida, compreendendo restaurantes de primeira linha, festas com celebridades, boates e viagens a bordo de jatos particulares são incompatíveis com os seus rendimentos declarados.

É bem verdade que o primeiro representado teve declarado em seu patrimônio a participação societária nas empresas NC Participações Ltda. (CNPJ 23205958/0001-14), no valor de R$ 9.819,00 (nove mil e oitocentos e dezenove reais) e da IM Participações e Administração Ltda. (CNPJ 28264463/0001-80) no valor de R$ 95.179,12 (noventa e cinco mil e cento e setenta e nove reais e doze centavos), esta com sede na residência de sua mãe, a Sra. Inês Maria Neves de Faria, com endereço na  Rua Pium-i, n.º 1601, apto 901, em Belo Horizonte e agora, incorporada ao seu patrimônio a Rádio Arco-Iris Ltda.,  cujas operações serão detalhadas a seguir.

Com relação à empresa IM Participações e Administração Ltda., observe-se que em 2010 ela teve alterado o seu contrato social, reduzindo o valor geral das cotas e a participação do primeiro representado para R$ 14.153,00 (quatorze mil e cento e cinquenta e três reais).

Mas seria o rendimento auferido pelo primeiro representado por sua participação acionária  nestas empresas que suportariam todas as elevadas despesas de seu estilo de  vida ostentoso ou, a exemplo do que acontece comprovadamente com a empresa Rádio Arco-Iris, o primeiro representado utiliza-se diretamente de recursos ou de patrimônio destas e de outras pessoas jurídicas para fazer frente aos seus gastos faraônicos?

Mesmo que fosse fruto de sucessão familiar, tais rendimentos deveriam constar de seu imposto de renda, mesmo considerando que originalmente a família do primeiro e do segundo representado não possuem volume de patrimônio considerável . Pelo que se observa do site do TJMG, o patrimônio declarado do espólio do genitor do primeiro e da segunda representada, que ainda não foi partilhado, não monta R$1500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), também insuficientes para fazer face ao estilo de vida do representado.

Ao que se demonstra, o primeiro representado, face os seus rendimentos oficiais, apresenta sinais exteriores de riqueza incompatíveis com seus rendimentos, nos exatos termos do art. 6º da Lei Federal 8021/90, fruto de ocultação de patrimônio, de fraude fiscal ou de ambos.

 

Das Conexões Com Outras Empresas

 

Participação de Oswaldo Borges da Costa Júnior e Grupo Bandeirantes

O primeiro representado faz uso frequente de aviões particulares para seu deslocamento no Brasil e no exterior.

Constata-se por declarações dadas pelo representado à  imprensa, o uso frequente de um jato particular, cujo valor de avaliação é de 24 milhões de reais, de propriedade da Banjet Taxi Aéreo Ltda., é feito graciosamente, por cortesia da empresa.

Ocorre que tal empresa, pertencente ao grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes, liquidado em ruidosa nuvem de má gestão, tem como sócio administrador o Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho, presidente da Companhia de Desenvolvimento  Econômico de Minas Gerais, nomeado para aquele cargo pelo primeiro representado.

No que toca ao Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho, figura das mais influentes na área de mineração em Minas Gerais, tendo em vista sua posição privilegiada como presidente de uma grande estatal, o mesmo participa da diretoria ou é sócio proprietário de outras pessoas jurídicas. Tal influência passou a ser exercida a partir da posse do primeiro representado no governo de Minas. Antes disso, o Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho nada mais era do que um nome nas colunas sociais.

São elas :  Minasmáquinas S/A, BAMAQ S/A Bandeirantes Máquinas e Equipamentos, Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá COMIPA,  Comercial de Veículos Delta Ltda., CGO Administradora e Corretora de Seguros Ltda. e OEC Memória do Automóvel Ltda.

Foi também proprietário de outras empresas, juntamente com o ex banqueiro Clemente de Faria, como a  Star Diamantes Ltda., de sua propriedade quando já era presidente de empresa estatal.. A primeira e a segunda empresas citadas mantém relações comerciais com o Estado de Minas Gerais, da qual o primeiro representado foi Governador nos últimos dois mandatos e o Sr. Oswaldo foi e continua sendo presidente de estatal e membro de conselhos de administração de outras empresas.

Ainda sobre a Banjet Taxi Aéreo Ltda., CNPJ 23.348.345/0001-36, frise-se, pertencente ao mesmo grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes, e que cede graciosamente suas aeronaves ao primeiro representado, aponte-se que suas aeronaves foram utilizadas na campanha de 2010 ao Governo de Minas e ao Senado da República pelos candidatos Antônio Anastasia, Aécio Neves e Itamar Franco. Estas informações estão no sítio eletrônico do TSE e o custo de tais locações superou o valor de R$ 900.000,00 (novecentos mil reais). A Banjet ainda locou suas aeronaves ao PSDB nacional, pelo que consta da prestação de contas daquele partido, também registrada no TSE.

Estas informações apenas ilustram o perfil das empresas dirigidas pelo Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho,  figura das mais influentes no cenário empresarial mineiro.

Mas o que levanta suspeitas é o fato de que pertenceram ao grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes, que tinha um de seus endereços na Avenida Rio de Janeiro, 600,  Belo Horizonte, coincidentemente o mesmo endereço da empresa IM Participações  e Administração Ltda., à época em que a genitora do primeiro representado, Inês Maria Neves Faria, era uma das gestoras do malfadado Banco, juntamente com o seu marido já falecido, o ex banqueiro Gilberto Faria.

Observe-se que a empresa IM Participações e Administração Ltda. é de propriedade do primeiro representado, da segunda representada e de sua mãe, viúva do ex banqueiro, conforme documento anexo.

Como é de praxe, são essas empresas de participação quem administram inteiras fortunas, para acobertar patrimônio de particulares, que não tem como justificar contabilmente a aquisição de ativos.

Haveria aí uma triangulação de patrimônio, de forma que não só a Banjet Taxi Aéreo Ltda., como outras empresas ligadas ao grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes ou não fossem de co-propriedade do primeiro e da segunda representada ? Certamente.   Tal triangulação seria possível uma vez que a genitora de ambos  representados era gestora de empresas ligadas ao banco e sócia daqueles.

 

Da Representada – Rádio Arco-Iris Ltda.

Um dos instrumentos utilizados pelo primeiro representado para ocultação de patrimônio é a Rádio Arco-Iris Ltda.

A empresa Rádio Arco-Iris Ltda. (terceira representada) é de propriedade do primeiro e da segunda representados, segundo consta de registro extraído da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais.

A aquisição de cotas da empresa foi realizada pelo primeiro representado no ano de 2010, quando ainda se encontrava desempregado e, portanto, sem nenhuma renda formal.

Segundo o mesmo registro, a sociedade tem por objeto “a execução de serviços de radiodifusão sonora de quaisquer modalidades, em quaisquer localidades do país, desde que para tanto o Governo Federal lhe outorgue permissão e/ou concessões, podendo paralelamente explorar a propaganda comercial e a música funcional.”

Para a consecução de seu objeto social, a sociedade poderá ter os gastos de custeio exclusivamente vinculados aos seus fins.

Pressupõe-se pois que as despesas legítimas que podem ser utilizadas contabilmente para dedução na receita e via de consequência abatimento no lucro são aquelas afetas aos serviços de radiodifusão sonora e, paralelamente, exploração de propaganda comercial e a música funcional.

Assim, ter-se-ão como despesas ordinárias e possíveis de constar no passivo da terceira representada as referentes a aluguel de imóvel, compra e manutenção de equipamentos, salários e encargos trabalhistas, manutenção geral das suas dependências, bem como locação, manutenção e despesas referentes a veículos colocados à disposição das finalidades da empresa, dentre outros gastos, desde que não configurado o desvio das finalidades empresariais.

O recente episódio envolvendo o primeiro representado, Sr. Aécio Neves da Cunha, parado em operação policial na cidade do Rio de Janeiro, que ganhou repercussão nacional, face às infrações de trânsito cometidas por um Senador da República e ex-governador de Estado, não passariam de noticiário e de impressões de natureza política, não fosse o primeiro representado o condutor de um veículo de propriedade de uma empresa concessionária de serviço de radiodifusão, in casu, a terceira representada.

Constatou-se, à ocasião, que o primeiro representado conduzia o veículo Land Rover “TDV8 Vogue”, ano 2010, placa HMA 1003, de valor aproximado de mercado de R$255.000,00, adquirido após as últimas eleições pela “Rádio Arco-Iris”, de propriedade do segundo e da terceira representada.

Segundo informações fornecidas pela Assessoria de Imprensa do primeiro representado, o veículo ficava à disposição da família do primeiro e da segunda representada, que são irmãos, e era utilizado por eles durante seus deslocamentos de caráter particular e privado,  no Estado do Rio de Janeiro.

Constatou-se também ser a empresa Rádio Arco-Iris, terceira representada,  é proprietária de 12 veículos registrados no DETRAN-MG, sendo eles:

Observe-se que dos 12 veículos registrados em nome da Rádio Arco-Iris, seis deles, pelo menos, não guardam qualquer nexo com os veículos de utilização normal da empresa e para os fins do objeto empresarial. Indubitavelmente são automóveis de passeio, não utilitários, e de categoria de luxo.

Além disso, tratando-se de emissora com sede e transmissão na região metropolitana de Belo Horizonte, a frequente autuação de seus veículos, no Estado do Rio de Janeiro, também atesta que os veículos não são utilizados em serviços da empresa.

As multas aplicadas aos veículos de n.º 1 e de n.º 2 da lista acima, conforme site do DETRAN/MG, esclarecem que foram flagrados em excesso de velocidade em Búzios (RJ), Rio Bonito (RJ) em rodovias no Estado do Rio de Janeiro e também na cidade do Rio de Janeiro.

Não é crível que tais automóveis estivessem a serviço da Rádio Arco-Iris naquele Estado, tanto mais considerando que a mesma é uma Rádio que não possui departamento de jornalismo, atendo-se tão somente ao entretenimento do público jovem e adolescente através de programação musical e, vale lembrar, transmite sua programação na região metropolitana de Belo Horizonte.

Ad argumentandum , apesar de a Rádio Arco-Iris ser a retransmissora da Rádio Jovem Pan, e conforme declarado pela Assessoria de Imprensa do primeiro representado, possuir alto faturamento anual(sic), recebendo fatia considerável dos recursos públicos destinados a publicidade oficial (documento juntado) é inegável estar havendo desvio de finalidade patrimonial da empresa.

Mesmo sem entrar no mérito da destinação pelo primeiro e segundo representados de verbas públicas de publicidade ao terceiro representado, não se justifica a imobilização de patrimônio através de aquisição de veículos de luxo, imprestáveis à finalidade empresarial.

Obtempere-se que, a propriedade de tais veículos, por parte da terceira representada , poderão se prestar a:

a)  contabilização de seu custeio como despesas da empresa. Assim, o pagamento dos altíssimos valores de seguro, IPVA, multas e taxas, são lançados como despesa e portanto dedutíveis para a apuração do lucro, o mesmo ocorrendo com as despesas de combustível, revisão e peças;

b)  contabilização da depreciação patrimonial dos veículos, também dedutível para apuração do lucro;

c) contabilização dos possíveis contratos de arrendamento mercantil, se houver, como despesa corrente, também passível de dedução no lucro.

Tais operações contábeis, se ocorreram, configuram burla ao fisco e evidenciam o lançamento de despesas estranhas à atividade empresarial na contabilidade da empresa, reduzindo a base de cálculo para a apuração do quantum devido à Receita Federal, em todos os tributos e contribuições fiscais e parafiscais em que o lucro for a base de cálculo. Constitui, portanto, sonegação fiscal, devendo ser apurada para a responsabilização dos envolvidos.

Da aquisição da empresa pelo primeiro representado.

As cotas da Rádio Arco-Iris foram adquiridas pelo primeiro representado em 28/12/2010, com o valor declarado à Junta Comercial do Estado de Minas Gerais de R$88.000,00 (oitenta e oito mil reais) de um total de cotas da sociedade de 200.000 cotas, no valor total de R$200.000,00 (duzentos mil reais).

Sobre este item, deve-se considerar o seguinte:

a) O valor declarado à JUCEMG não representa necessariamente o valor real da empresa;

b) Somente os veículos registrados no DETRAN-MG em nome da empresa têm valor de mercado de aproximadamente R$715.000,00 (setecentos e quinze mil reais). – conforme Tabela FIPE

c) O valor comercial da concessão da Rádio Arco-Iris Ltda., retransmissora da Rádio Jovem Pan e ocupante do 6º lugar no ranking de audiência é de aproximadamente R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais), segundo informações de mercado;

d)  o primeiro representado não possuía patrimônio declarado para a aquisição de tal empresa, conforme já demonstrado.

Como dito, a empresa Rádio Arco-Iris é apenas um dos mecanismos utilizados pelo primeiro representado para ocultação de seu patrimônio e a prática de sonegação fiscal.  Só foi detectada em função de mais um excesso público cometido pelo primeiro representado,  o qual é useiro e vezeiro. Apenas a investigação criteriosa poderá detectar outros métodos de sonegação utilizados pelo primeiro representado, bem como a extensão dos danos ao erário.

Relatados os fatos, com os documentos que instruem a presente representação,  REQUEREM:

A instauração do competente procedimento pelo Ministério Público Federal, objetivando a apuração dos fatos apontados, e em especial:

a)  Com relação à terceira representada, apurar se as despesas relativas aos veículos de uso particular do primeiro e segunda representados estão sendo contabilizados para fins de dedução no lucro , bem como a depreciação dos mesmos;

b) Com relação ao primeiro representado, a apuração de omissão de receitas e de patrimônio, tendo em vista os evidentes sinais exteriores de riqueza incompatíveis com  sua renda disponível;

c) Com relação à segunda representada, a responsabilização pela gestão fiscal da terceira representada;

d)  Com relação às empresas IM Participações e Administração Ltda. e NC Participações Ltda., das quais o primeiro representado é co-proprietário, a verificação da utilização de suas rendas e patrimônio.

e)  Com relação às empresas empresas IM Participações e Administração Ltda. e NC Participações Ltda., a verificação de qual é o seu patrimônio e quais empresas tem as mesmas em seu quadro acionário .

f) Demais providências necessárias por parte do Ministério Público Federal e da Receita Federal.

Colocam-se  à disposição os representantes para as informações ou esclarecimentos ulteriores que se fizerem necessários.

Brasília, 30 de Maio de 2011

Deputado Rogério Correia

Líder do Bloco Minas Sem Censura

PT-PMDB – PCdoB – PRB

Deputado Antônio Júlio de Faria

Líder da Minoria

Deputado Luiz Sávio de Souza Cruz

Vice-Líder

não reclama depois, tá, alexandre magno?

um erro claro de digitação, qualquer pessoa de formação mais simples percebe. mas e este aqui? o que você acha? não foi apenas erro de digitação. o interessante (veja você com os seus próprios olhos) é que a notícia, em nenhum momento esclarece que se trata do governo de SÃO PAULO:

 

a machete é esta:

 

Livro didático tem países trocados no mapa da América do Sul

Especialista em educação diz que material chega a público incalculável.
Material didático foi fornecido pela Secretaria Estadual de Educação.

 

É um escândalo o livro de geografia que o governo do estado distribuiu para alunos da 6ª série do ensino fundamental. O mapa da América do Sul está cheio de erros. Tem país sobrando e país faltando. Impressiona a falta de cuidado, tem até nome de país repetido. E as informações erradas estão chegando para os alunos da rede pública.

 

Veja o site do SPTV

 

Bolívia e Paraguai são um país só? E existem dois Paraguais? Olha o outro Paraguai lá embaixo do Rio Grande do Sul, banhado pelo mar, como ele nunca foi. A geografia às vezes não tem limites.

 

Assim é a América do Sul para o aluno de 6ª série da rede pública estadual de São Paulo. Esse mapa está impresso em um livro distribuído pela Secretaria da Educação como material de apoio. 

Para o professor de geografia Alexandre Zanin, o problema parece erro de revisão. Mas ele questiona como foi invertido o Paraguai com Uruguai e colocando o nome do Paraguai dentro da Bolívia. “Isso acaba criando uma confusão para o aluno, que está em processo de formação.” 

“Ninguém descobriu isso. Acho que isso é uma coisa de responsabilidade não só pelos alunos, pois eles estão vendo que está errado e não corrigem. O aluno tem que aprender o certo e não o errado. E se está no livro o errado ele vai aprender o errado não o certo”, disse Filomena Cabral Moreno, avó do estudante João Gabriel Anchieta. 


fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1046242-5604,00-LIVRO...

 

Mas vocês ainda estão nessa?

 

fica bravo, não, jorge!

faça como o riobaldo: deixe o caixotinho da raiva de lado...

mas diz aí prá gente onde é mesmo que a gente deveria estar, pode ser?

alumie o caminho que, se for bão, nóis segue... 

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