Cesar Lattes diz: einstein foi uma farsa e plagiou henrri poencare.

Polemica a entrevista que cesar lattes, considerado um dos maiores físicos brasileiro, deu a jornal da unicamp. Afirma categoricamente que einstein plagiou a teoria da relatividade restritia do frances henri poencare, que sua teoria da rellatividade geral é furada.

Passado o susto com a matéria, fiz algumas pesquizas e cheguei a conclusão de que lattes estava certo. Einstenin possivelmente plagio poicare e inventou uma religião com a vellocidade da luz em sua teoria geral. Para lattes, salvo melhor juízo, não existe dilatação do tempo, que é absoluto.

Rogério, essa é para vc.

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Respostas a este tópico

E ai ?rogério, vai fugir da raia? Voce que é das ciencias exatas não tem nada a dizer sobre isso, ou é pirraça mesmo?

Caro Emilio,

 Vc traz uma discussão extinta há quase cem anos e acha q alguém vai ligar? Todo mundo (pelo menos todo mundo que estudou Relatividade) sabe que Einstein baseou sua tese em Poicaré e Lorentz, na Teoria do Eletrón, e otras cositas más.

 Vou colocar um trecho do livro do Villani:

"O processo de aceitação da Teoria da Relatividade pela comunidade científica foi longo e difícil. Houve a aceitação das informações experimentais, o entusiasmo com a solução dos paradoxos, as dificuldades conceituais com a velocidade da luz invariante e a crença inicial num referencial absoluto. Finalmente, com a queda da Teoria do Elétron e a proposta da Teoria da Relatividade Geral, o processo de aceitação terminou, pois a Relatividade Restrita tornou-se sustentada por outras construções teóricas"

 

Abramo, a relatividade restrita é aceita e utilizada no gps. Estou pondo em dúvida a relatividade geral, especificamente a dilatação do tempo. Me explique essa.

Emilio,

 Eu entendo matematicamente o tempo como uma quarta dimensão na Física, assim como entendo matematicamente que o nó borromeano de Lacan é uma torção no espaço quadridimensional, como entendo matematicamente a metáfora básica de infinito.

 Agora, explicar isso eu não consigo.

 A "explicação" que os físicos deram pra teoria do Einstei é simples: funciona. Ou seja, consegue produzir experimentos que tem resultados previsíveis.

Mario, só é preciso nao esquecer que o objeto de Lacan é outro... Ele nao pensou, a que eu saiba (pelo menos nao inicialmente) no nó borromeano como uma hipótese sobre o universo, mas sobre a constituiçao do sujeito, a amarraçao dos planos simbólico, real (que apesar do nome tb é interno ao sujeito) e imaginário. No final da vida ele estava delirante, nao sei se extendeu isso para o universo; mas é preciso cuidado com as últimas elocubraçoes dele.

Falando nisso, recomendo a biografia dele pela Roudinesco. É uma tragédia grega. Aquele homem ficou louco em busca do conhecimento (e os matemáticos que trabalharam com ele na topologia se suicidaram...). No final da vida ele passava todo o tempo acordado tentando fazer nós borromeanos de mais e mais laçadas; ele, que disse que o real era impossível, tentando resolver o problema do inconsciente no nível do real...

Os psicanalistas, que normalmente nao crêem em psicose orgânica, aceitam a hipótese apenas para Lacan... Claro que nao foi isso. Freud já dizia que a vontade de saber tem a natureza da paranóia; e é um consenso entre psicanalistas que o próprio Freud nao delirou porque delegou a Fliess a posição do suposto saber; este a aceitou, e enlouqueceu por Freud...

Oi

O Rogério não Lattes mais... e só murmurou que vós dai a César o que é de César: as partículas subatômicas meson e o Nobel injustamente não ganho em 1950... e a Einstein... "nenhum talento especial, apenas uma ardente curiosidade."

Então, caro Emilio da Educação de Rousseau pacientemente arguido pelo educado Mario Abramo...

"Nenhum outro homem contribuiu tanto para a vasta expansão do conhecimento no século xx", declarou o presidente Eisenhower. "E, contudo, nenhum outro homem foi mais modesto na posse do poder que é o conhecimento, mais seguro de que o poder sem sabedoria é fatal."

"Desde o início da vida de Einstein, sua curiosidade e sua imaginação expressavam-se sobretudo por meio do pensamento visual - imagens mentais, experimentos mentais -, e não verbalmente. Isso incluía a capacidade de visualizar a realidade física pintada pelas pinceladas da matemática. "Por trás de uma fórmula ele via de imediato o conteúdo físico, ao passo que, para nós, ela continuava sendo apenas uma fórmula abstrata", disse um de seus primeiros alunos.

Planck criou o conceito dos quanta, que considerava especialmente um recurso matemático, mas foi preciso que Einstein surgisse para compreender a realidade física dos quanta. Lorentz concebeu transformações matemáticas que descreviam corpos em movimento, mas foi preciso que Einstein surgisse para criar uma nova teoria da relatividade baseada nesse raciocínio.

Certo dia nos anos 30, Einstein convidou o poeta Saint-John Perse para ir a Princeton, pois queria saber como era seu processo de trabalho. "Como surge a ideia de um poema?", perguntou ele. O poeta falou do papel da intuição e da imaginação. "É a mesma coisa para um cientista!", respondeu Einstein, felicíssimo. "É uma iluminação súbita, quase um arrebatamento. Depois, é claro, a inteligência analisa, e as experiências confirmam ou invalidam a intuição. Mas de início há um grande salto da imaginação."

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"Talvez o aspecto mais importante da personalidade de Einstein fosse sua disposição para ser não conformista. Ele rendeu homenagem a essa atitude no prefácio que escreveu, já no fim da vida, para uma nova edição de Galileu. "O tema que reconheço no trabalho de Galileu", disse, "é a luta ardorosa contra qualquer tipo de dogma baseado na autoridade."

Planck, Poincaré, Lorentz: todos chegaram perto de algumas das ideias revolucionárias que Einstein teve em 1905. Mas os três eram um tanto confinados pelos dogmas baseados na autoridade. Apenas Einstein, entre eles, foi rebelde o suficiente para jogar fora as ideias convencionais que tinham definido a ciência durante séculos.

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"O credo fundamental de Einstein dizia que a liberdade era a seiva vital da criatividade. "O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito", disse ele, "exige uma liberdade que consiste na independência do pensamento em relação às restrições do preconceito autoritário e social." Cultivar essa liberdade deveria ser o papel fundamental do governo, pensava, e a missão da educação."

Einstein, Sua Vida, Seu Universo, de Walter Isaacson

 

Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende. 

 

Riobaldo (Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.) via Elfi Kürten,

http://elfikurten.blogspot.com/2011/01/grande-sertao-veredas-aforis...

 

Não, o que funciona matematicamente é a relatividade restrita. Um calculo matemático desenvolvido por poincaré e ornamentado por einstein, que nunca citou o nome de poicaré. Tanto isso é verdade que não lhe deram o nóbel pela relatividade. Se vc estudar o curriculo de einstein e de poncaré, verá uma diferença enorme. enquanto este que foi considerado matemático do século e que ganhava todos os concursos e desafios de matemática, aquele, einstein, foi um físico mediocre, que demorou para ser aceito como professor em zurick. A sorte de einstein foi trabalhar como editor científico em uma revista de física na alemanha, onde tomou conhecimento do trabalho de poincaré e publicou como seu. O azar de poincaré foi morrer de cancer pouco depois.

Mas a viajem no tempo, ou a dilatação do tempo, que todo mundo explica mas ninguem entende, por enquanto não passa de ficção.

A fundação einstein, que assim como uma igreja adora reliquias, guarda o célebro de einstein e de tempos em tempos, lança uma nota em jornais sobre a suposta prova dessa dilatação ou sobre os super neurônios de einstein. em 1971 haviam provado a dilatação com aviões e relógios atomicos, lembra? pois é, aquilo não valeu, agora voltaram a publicar que foi feita a prova com giroscóptos na atmosfera da terra.

einsten, virou uma espécie de cristo da ciencia. Tem que acreditar, pois explicação real, não matemática onde se parte da premissa que a velocidade da luz é sempre constante, não há.

Emilio,

 Ok. Antes de situar na história e filosofia da ciência, vou continuar citando Villani, Barolli et al.

A) - Antes de aparecer a Teoria da Relatividade Especial (Einstein, 1905),
a comunidade científica teve que julgar a plausibilidade das equações de Lorentz (McCormmack, 1970). Estas tiveram um crédito inicial devido à sua compatibilidade com os resultados experimentais, realmente surpreendentes. Entretanto, esse crédito era considerado como provisório, pela falta de suporte teórico dessa compatibilidade. A aceitação final, por parte da comunidade científica, somente se deu quando os resultados e as equações foram explicados mediante a teoria do Elétron, de Lorentz (1904) e Poincaré, que mantinha os conceitos tradicionais de éter, espaço e tempo. Essa teoria explicava tanto a contração das distâncias, quanto a dilatação do tempo e a invariância da velocidade da luz, via rearranjo das moléculas do corpo, devido à sua velocidade no éter, e via medidas efetivas com instrumentos deformados. Essa concordância entre resultados, equações, núcleo teórico e heurístico, conferiu plausibilidade à teoria de Lorentz (Zahar, 1972).

B) - A comunidade científica recebeu, com dificuldades, a teoria de
Einstein. Em particular os teóricos do éter consideravam o princípio da Invariância da velocidade da luz não plausível; entretanto, a teoria não foi abandonada por causa do apoio de algumas lideranças científicas (Planck, Minkowski, Langevin, Laub) e por implicar nas mesmas equações matemáticas da Teoria do Elétron.

C) - O Princípio da Relatividade era familiar à comunidade científica, que
o aceitava na Mecânica Clássica; entretanto, ela também acreditava num referencial absoluto, o éter, no Eletromagnetismo. Essa dualidade era aceita, pois tanto a Mecânica quanto o Eletromagnetismo eram teorias bem estabelecidas e não existiam condições para unificá-las.

D) - Quando a teoria da Relatividade foi proposta, ela era plausível
somente para Einstein, pois ele conseguia ligar os postulados fundamentais às idéias estatísticas e quânticas, que lhe permitiam uma concepção diferente de radiação luminosa (o fóton). Além disso, ele conseguia re-interpretar o status da Mecânica e do Eletromagnetismo em nível microscópico, eliminando a dualidade de seus fundamentos ontológicos e metodológicos.

 

O texto completo pode ser encontrado em http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/c...

Sugiro uma lida, embora tenha mais a ver com educação do que com Física propriamente dita.

 

Villani, Alberto, Elisabeth Barolli, T.C.B. Cabral, M.B. Fagundes, and S.C. YAMAZAKI. 1997. Filosofia da ciência, história da ciência e psicanálise: analogias para o ensino de ciências. Caderno Catarinense de Ensino de Física 14, no. 1: 37–55. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/c....

Abramo, obrigado pela aula. O texto é seu?

Lattes atirou duas vezes em einstein. primeiro o plágio, depois a teoria furada.

Assim precisamos dividir a discusão.

Com relação ao plágio tenho um material interessante, que juntarei mais tarde. Se houver intersse, é claro.

Com relação a dilatação do tempo, tenho muitas dúvidas.

Vc citou: no insiso A,  na parte final, "via arranjo de moleculas do corpo".

Voce poderia explicar com suas palavras, para um leigo como eu entender, como e o que acontece na matéria ao chegarmos perto da velocidade da luz?



Não, como eu indiquei, o texto é do grupo do Alberto Villani, professor de Ensino de Física recentemente aposentado pela compulsória da USP. Se não me engano, quem colaborou mais nessa parte do texto foi Tânia Cabral.

Anexo a conclusão (da área de educação):

"Nossos estudantes percorrem um caminho, em parte, semelhante: mesma
aceitação inicial das informações experimentais, mesmo entusiasmo com a solução dos paradoxos, mesmas dificuldades conceituais com a velocidade da luz invariante e mesma crença inicial num referencial absoluto. Entretanto, não existe semelhança na aceitação final. Para os estudantes o que sobra é que experimentos com resultados inesperados são explicados com instrumentos matemáticos e com princípios esquisitos: um deles é pouco plausível e o outro tem pouco sentido."

Agora, eu estudei Relatividade Geral há mais de 30 anos. Infelizmente, não vou poder atender em curto prazo sua solicitação.

 

Pois é, fora uma formulla matemática que conclua pela dilatação, fica difícil entender e exemplificar o fenômeno.

Como leigo, consigo até imaginar e tentar explicar que o tempo pode ser relativo em virtude do tamanho. Ou seja, para um átomo o tempo é muito menor que para o sistema solar. Poderia dizer que uma criatura gigantesca que visse o big bang, e este fosse do tamanho de sua mão, o tempo para a criatura seria de alguns minutos, enquanto para os planetas formados e para nós , seria de bilhoes de ano.

Para mim essa visão tem algum sentido, mas a relação entre velocidade e tempo fica difícil. Se a pessoa, teoricamente, voar perto da vl, seu tempo será dillatado em relacção a que esta aqui na terra. Pela lógica, se ela voar exatamente na vl, torna-se imortal. Ai a filosofia vira religião.

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