Cesar Lattes diz: einstein foi uma farsa e plagiou henrri poencare.

Polemica a entrevista que cesar lattes, considerado um dos maiores físicos brasileiro, deu a jornal da unicamp. Afirma categoricamente que einstein plagiou a teoria da relatividade restritia do frances henri poencare, que sua teoria da rellatividade geral é furada.

Passado o susto com a matéria, fiz algumas pesquizas e cheguei a conclusão de que lattes estava certo. Einstenin possivelmente plagio poicare e inventou uma religião com a vellocidade da luz em sua teoria geral. Para lattes, salvo melhor juízo, não existe dilatação do tempo, que é absoluto.

Rogério, essa é para vc.

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Respostas a este tópico

Esse assunto é um campo minado. O personagem em questão recebeu o nobel por outra coisa que não o seu mais conhecido trabalho. O prêmio nobel como ficamos sabendo é um diploma de político amigo. Não "conseguiu" acompanhar o desenvolvimento da física após o seu nobel, viveu anos nos EUA sem produzir nada relevante para ciência, falando frases de efeito "deus não joga dados", fazendo careta para fotos, sempre ovacionado na imprensa dos seus compatriotas, culminando com convite para ser presidente de país recem criado. Quando a barra pesou, "humilde" reconheceu um pequeno erro científico - a introdução da constante universal para fechar a "conta". Time, Wikipedia, ...

"sempre ovacionado na imprensa dos seus compatriotas"

 

Você poderia esclarecer quem são esses "seus compatriotas"?

Meu amigo, há algo errado na sua argumentação. Quando 100 entre os maiores físicos reconhecem A. Einsten entre os 10 mais, todos eles estão enganados? As acusações de plágio são no mínimo discutíveis. O premio Nobel tem certamente carater político também. Mas daí a tirar o valor de Einsten baseado em contestações discutíveis é bastante  injusto. Vejo também que há um certo preconceito no ar. A wikipedia é minha fonte aqui no forum, porque não sei qual é a sua formação. Se voce quer fontes mais avançadas e no seu nível, vamos lá. Se quiser  vamos discutir as contribuições de Einsten e fazer a leitura proposta dos textos de Poincaré. A ciência é toda interligada, e acusar alguem de plágio é muito fácil. Até agora tudo que foi dito aqui, inclusive no texto sem autor, com referencias e, com numero errado, que parece uma colagem,  é discutível. È muito fácil acusar alguém desta maneira. Eu sou pesquisador e até que provem realmente o contrário, tenho muito respeito por A. Einsten.

Luiz Antonio, atacar mito é barra. No particula, tete a tete, o sujeito acaba se convensendo que que ha algo errado com einstein, mas no coletivo vira dogma. Ja existe um sociólogo interessado nesse assunto.

Confesso que criei esse forun por sacanagem. Ja sabia que ia terminar assim. após a carta do waldir não viria mais nada. Só adoração, ironias , ofensas, etc. O sujeito não tem competencia para contestar o waldir mas não se dá por vencido.

Na internet tem toda a história do plágio. Porque einstein não ganhou o nobel com a relatividade. Como einstein tomou conhecimento da tr de poicaré, etc.

Outro fato marcante é que einstein é um dos últimos na lista dos cem mais citado em novos trabalhos científicos.

Mas por uma questão de lógica e mesmo por amor a ciência, acho que a última página desse tópico deve ser a carta do waldir. Sem a constestação dela, não ha como seguir adiante.

Portanto, se alguem tem algo novo ou conhece alguem que esta disposto a contestar o lattes e o waldir, qque o faça agora ou cale-se para sempre.

Então, para encerrar o tópico, já que todo mundo deu seu palpite, o justo é ressaltar a carta do prof. waldir. Para ele, qualquer bom aluno de terceiro ano de fisica, com o trabalho de poincaré nas mãos, faria o mesmo que einstein fez.

Para saber se isso (o plágio) é verdade deve-se ler e entender os dois trabalhos. Portanto...

 

Para que um cidadão possa discutir se Einstein plagiou ou não Poincaré (e também se plagiou ou não Hilbert[2]) é necessário que dito cidadão tenha lido (e obviamente compreendido)  no mínimo o conteúdo dos livros e artigos citados abaixo. A simples leitura da biografia de Einstein de A. Peres[3]  “Sutil é o Senhor” não habilita ninguém a esta tarefa.

Entre os artigos sobre a gênese da teoria da relatividade especial que necessariamente precisam ser lidos encontram-se os de Poincaré  [20,21]. Estes dois artigos encontram-se traduzidos (e comentados) para o Inglês por Logunov[4]  e podem ser encontrados na Internet [14]. Estes artigos devem ser comparados com o artigo de Einstein [6].[5] Se o leitor se dignar a realizar este exercício[6] (ao invés de simplesmente confiar nos biógrafos de Einstein) realizará imediatamente, que de duas uma: ou Einstein ao escrever seu famoso artigo conhecia todos os trabalhos de Poincaré ou  ele podia ler a mente do matemático francês.

A primeira hipótese é mais provável de acordo com a farta documentação exibida no livro de Leveugle [13]. Neste livro e também em [12] se aprende que no ano de 1905 Einstein escreveu 21 resenhas para o suplemento Beiblätter zu den Annalen der Physik (entre eles artigos publicados nos  Comptes Rendus de L’Académie de Sciences) e teve com quase absoluta certeza oportunidade de ler a nota  [22] de Poincaré apresentada à Academia de Ciências da França em 05 de Junho de 1905 e impressa em 08 de Junho de 1905 e enviada aos assinantes da revista em 09 de Junho  do mesmo ano[7] (!) . È bem verdade que Einstein ao tomar conhecimento da nota de Poincaré trabalhou arduamente para escrever sua versão da teoria, e o fato de não ter citado Poincaré é  de fato imperdoável, razão pela qual Whittaker[8] deu o título “The Relativity Theory of Poincaré and Lorentz” ao capítulo 2 do volume II de seu memorável livro [26] . Em particular, contrariamente ao que Einstein afirmou em diversas oportunidades, ele e seus amigos da Academia Olímpia leram “La Science e l’Hipothése” [22][9] de Poincaré onde muitas idéias que depois apareceram nos artigos [23,24] de Poincaré (entre outros). Esta afirmação encontrá-se no livro de M. Solovine, um dos amigos de Einstein e  membro da Academia Olímpia.

 

b) Alguns  pensam que as versões de Poincaré e de Eisntein da teoria da Relatividade são distintas. Um dos membros chegou a afirmar que na versão de Poincaré os efeitos relativísticos seriam dinâmicos enquanto que na teoria de Einstein eles seriam cinemáticos. Esta afirmação errônea é infelizmente típica tanto por parte daqueles que só teve um breve encontro com livros textos elementares com até por parte de muitos físicos  que dominam (ou pensam dominar) conceitos sofisticados usados em versões matematicamente mais elaboradas da teoria da relatividade. A estes, aconselho que leiam artigos de Einstein  posteriores a [7], como por exemplo [10] e estudem, também as referencias [25,26].

 

c

 

d) Para aqueles que pensam que a teoria da relatividade aboliu o conceito de éter sugiro que leiam o artigo [9] de Einstein.

 



 

1 - M. Allais, Albert Einstein, Un Extraordinarie Paradoxe, Editions Clément Juglar, Paris, 2005.
2 - C. Jon Bjerknes, Albert Einstein, The Incorrigible Plagiarist, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2002, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm
3 - C. Jon Bjerknes, Anticipations of Einstein in General Theory of Relativity, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2003, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm
4 - N. N. Bogolubov, A. A. Logunov and I. T. Todorov, Introduction to Axiomatic Quantum Field Theory, W. A. Benjamin, Inc., Reading MA., 1975.
5 - M. Born, Einstein’s Theory of Relativity, (revised edition), Dover Publ., Inc., New York, 1962.
6 - L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, 'Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute, Science 278, 1270-1273 (1997)
7 - A. Einstein, Zur Electrodynamik bewegter Köper, Ann. der Physik 17,  891-921 (1905)
8 - A. Einstein, H. A. Lorentz, H. Weyl, H. Minkowski, The Principle of Relativity, Dover Publ. Inc. , New York, 1952.
9- A. Einstein, Ether and the Theory of Relativity (translation of a lecture delivered by Einstein at the Univ. Leyden, 1920), http://www.mountainman.com.au/aether_0.html
10 - A. Einstein, , Autobiographical Notes (page 59), in P. A. Schilpp (ed.) Albert Einstein: Philosopher-Scientist, Oen Court, La Salle, Illinois, 1970
11 - J. Fric, Henri Poincaré: A Decisive Contribution to Special Relativity. The Short Story, http://www.everythingimportant.org/relativity/Poincare.htm
12 - E. Giannetto, The Rise of Special Relativity: Henri Poincaré Works Before Einstein, Atti del XVIII Congresso di Storia della Fisica e dell’Astronomia, Hadronic J. Suppl. 10, 365-433 (1995) http://www.brera.unimi.it/sisfa/atti/1998/Giannetto.pdf
13 - R. Hazellet and D. Turner (eds.), The Einstein Myth and the Ives Papers, The Devin-Adair Company, Publ., Old Greenwich, Connecticut, 1979.
14 - J. Hladik, Comment le Jeune et Ambitieux Einstein s’est Approprié la Relativité Resterinte de Poincaré, Ellipses Édition Marketing S.A., Paris, 2004.
15 - J. Leveugle, La Relativité, Poincaré et Einstein, Planck, Hilbert. Histoire Véridique de la Théorie de la Relativité, L. Harmattan, Paris, 2004.
16 - A. A. Logunov,  Henri Poincaré and Relativity Theory (book 253 pages), arXiv:physics/0408077v4
17 - A. A. Logunov, On the Article by Henri Poincaré “On the Dynamics of the Electron”, H. Journal 19, 109-183 (1996). http://www.annales.org/archives/x/marchal2.doc
18 - A. A. Logunov, The Theory of Gravity (book 256 pages) arXiv:gr-qc/0210005
19 - A. A. Logunov, M. A. Mestvirishvilli, V. A. Petrov, How  Where the Hilbert- Einstein Equations Discovered?, arXiv:physics/0405075
20 - C. Marchal, Henri Poincaré: A Decisve Contribution to Relativity, http://annales.org/archives/x/Relativity.doc
21 - A. I. Miller, Albert Einstein’s Special Theory of Relativity, Addison Wesley Publ. Co., Inc. Reading MA, 1981.
22 - H. Poincaré, Science and Hypothesis, Dover Publ., New York, 1952 (originally published in French with title: La Science et l’ Hypothèse, Flamarion, Paris, 1902).
23 - H. Poincaré, Sur la Dynamique del’Electron, Comptes Rendus de L’Académie de Sciences  140, 1504-1508 (1905)
24 - H. Poincaré, Sur la Dynamique del’Electron, Rediconti del Circolo Matematico di Palermo 21, 129-175 (1906).
25 - H. Reichenbach, The Philosophy of Space&Time, Dover Publ., New York (1958).
26 - W. A. Rodrigues Jr. and M. A. F. Rosa, The Meaning of Time in the Theory of Relativity and “Einstein’s Latter View of the Twin Paradox”, Found. Phys. 19, 705-724 (1989).
27 - W. A. Rodrigues Jr. and E. Capelas de Oliveira, The Many Faces of Maxwell, Dirac and Einstein Equations. A Clifford Bundle Approach. Lecture Notes in Physics 722, Springer, Heidelberg, 2007.
28 - M. Solovine, Albert Einstein. Lettres à Maurice Solovine, Gauthier-Villar, Paris, 1956.
29 - E. T. Whittaker, A History of the Theories of Aether and Electricity, vols. I and II, Humanities Press, New York, 1973 (first published in 1953)
30 - E. T. Whittaker and G. N. Watson, A Course of Modern Analysis (fourth edition), Cambridge University Press,  Cambridge, 1927 ( first edition published in 1902)
31 - F. Winterberg, On “Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute”, published by L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, Z. Naturforschung   59a, 715-719 (2003).
 

 



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[1] ICCA8. Veja: http://www.ime.unicamp.br/~icca8/

[2]  Consulte alguns dos artigos e livros da lista de referencias abaixo.

[3] Concordo com Hadlik (ver  ref. [12], página 94) que  A. Peres é um autor extremamente parcial (e possivelmente desonesto).

[4] A. A. Logunov é um dos mais respeitados físicos teóricos russos, tendo sido reitor a Univ. de Moscou e presidente da Academia de Ciências da  (ex)União Soviética. Também é um dos autores de um livro clássico sobre teoria quântica de campos [4]

[5] Traduções do artigo de Einstein para o Inglês encontram-se em [7] e [19]. A tradução de Miller [19] é muito melhor.

[6] O exercício requer conhecimento de Matemática compatível com aquele de um bom aluno da área de exatas da UNICAMP após o termino do segundo semestre letivo.

[7] Observo ainda que naquela época uma correspondência enviada de Paris até qualquer uma das principais cidades alemães ou suíças demorava no máximo dois dias (!).

[8]  Sir Edmund Whittaker foi um brilhante matemático inglês, um dos autores de um livro [27] que foi usado por gerações de pretendentes a se tornarem físicos teóricos.

[9] Este livro também faz parte da leitura obrigatória. Existe, se não me falha a memória uma tradução em Português  da editora da Univ. de Brasília.

[10]  Antes de transferir-me para o Instituto de Matemática.

 

Acho que é perda de tempo discutir com alguém que presume a incompetencia dos outros. A questão colocada aqui é muito polêmica, e eu não vi nenhuma ofensa pessoal ou adoração. A questão é que eu tenho sim competência para discordar. Discordaram o proprio Lorentz, o próprio Poincare, que nunca consideraram Eisnten como um plagiador. Eu ainda digo a voce que muitas outras pessoas leram os originais de Einsten, Lorentz, Poincaré e não consideraram Einstein um plagiador. Acho ainda que as opiniões negativas são suspeitas na maioria dos casos, ou são polêmicas nos outros. Einstein teve sim um grande valor na maneira clara e unificadora que apresentou seus trabalhos mesmo quando a originalidade não fosse merecedora de um Nobel. Vejo no entanto que perco meu tempo tentando dizer que há também gente que entende do assunto e discorda.

Paulo, todos nós perdemos tempo com isso. Eu, de minha parte, não tenho competência para discutir isso, do ponto de vista da Física. Mas tenho competência para entender os mecanismos da Lógica. O emilio está usando a falácia sobre a outra, mitificando Lattes como o dono da verdade. Ele, sim, está endeusando Lattes. Olhe a frase qualquer bom aluno de terceiro ano de fisica, com o trabalho de poincaré nas mãos, faria o mesmo que einstein fez. Isso é patético!

Ele até agora não entendeu que ninguém está endeusando Einstein, mas querendo saber onde está o plágio, que ele aponta como sendo uma acusação de Lattes. Quem é Lattes para refutar a Teoria da Relatividade? Quais são seus argumentos? Mostre um. Interprete as referências apresentadas e apresente um. Se teve coragem para levantar esta bobagem, faça o que pede para os que aqui estão para fazer. Defenda com argumentos científicos a patuscada do Lattes.

A frase que ele usa No particula, tete a tete, o sujeito acaba se convensendo que que ha algo errado com einstein, mas no coletivo vira dogma. Ja existe um sociólogo interessado nesse assunto não diz nada sobre coisa alguma e levanta outra uma premissa falsa.

É bom deixar claro que Einstein conhecia os trabalhos de Poincaré, e de outros pesquisadores, e os desenvolveu. É assim que funciona a Ciência, claro, para quem conhece os seus métodos. E não se sabe de nenhuma ação, recurso, ou processo, movidos por eles contra Einstein, nem mesmo uma carta ou argumentação, visto que frequentaram os mesmos ambientes e as mesmas referências.

Isto tudo levantado pelo emilio e por qualquer outro que ele siga é uma afronta à Ciência e às pessoas que construíram o conhecimento ao longo dos anos.

Voce tem razão, Alexandre, não perderei mais maeu tempo.

Paulo

 

Sigas os conselhos do Alexandre, não perca o teu tempo. Leia a minha primeira e última intervenção neste assunto, e principalmente a piada, que é velha, mas encaixa direitinho no contexto.

 

Porque todo mundo perde tempo para dizer que não vai mais perder tempo?

Esse é outro fenômeno dessa discussão. No outro forum, tinha um físico guru, dava aulas sobre relatividade como quem era intimo do assunto. Ai apareceu a carta do waldir e , sabe o que o cara disse? Não vou perder tempo.

VAmos combinar, não vamos mais perder tempo. Vamos deixar o tópico morrer.

Fica a carta como epitáfio.

Para que um cidadão possa discutir se Einstein plagiou ou não Poincaré (e também se plagiou ou não Hilbert[2]) é necessário que dito cidadão tenha lido (e obviamente compreendido)  no mínimo o conteúdo dos livros e artigos citados abaixo. A simples leitura da biografia de Einstein de A. Peres[3]  “Sutil é o Senhor” não habilita ninguém a esta tarefa.

Entre os artigos sobre a gênese da teoria da relatividade especial que necessariamente precisam ser lidos encontram-se os de Poincaré  [20,21]. Estes dois artigos encontram-se traduzidos (e comentados) para o Inglês por Logunov[4]  e podem ser encontrados na Internet [14]. Estes artigos devem ser comparados com o artigo de Einstein [6].[5] Se o leitor se dignar a realizar este exercício[6] (ao invés de simplesmente confiar nos biógrafos de Einstein) realizará imediatamente, que de duas uma: ou Einstein ao escrever seu famoso artigo conhecia todos os trabalhos de Poincaré ou  ele podia ler a mente do matemático francês.

A primeira hipótese é mais provável de acordo com a farta documentação exibida no livro de Leveugle [13]. Neste livro e também em [12] se aprende que no ano de 1905 Einstein escreveu 21 resenhas para o suplemento Beiblätter zu den Annalen der Physik (entre eles artigos publicados nos  Comptes Rendus de L’Académie de Sciences) e teve com quase absoluta certeza oportunidade de ler a nota  [22] de Poincaré apresentada à Academia de Ciências da França em 05 de Junho de 1905 e impressa em 08 de Junho de 1905 e enviada aos assinantes da revista em 09 de Junho  do mesmo ano[7] (!) . È bem verdade que Einstein ao tomar conhecimento da nota de Poincaré trabalhou arduamente para escrever sua versão da teoria, e o fato de não ter citado Poincaré é  de fato imperdoável, razão pela qual Whittaker[8] deu o título “The Relativity Theory of Poincaré and Lorentz” ao capítulo 2 do volume II de seu memorável livro [26] . Em particular, contrariamente ao que Einstein afirmou em diversas oportunidades, ele e seus amigos da Academia Olímpia leram “La Science e l’Hipothése” [22][9] de Poincaré onde muitas idéias que depois apareceram nos artigos [23,24] de Poincaré (entre outros). Esta afirmação encontrá-se no livro de M. Solovine, um dos amigos de Einstein e  membro da Academia Olímpia.

 

b) Alguns  pensam que as versões de Poincaré e de Eisntein da teoria da Relatividade são distintas. Um dos membros chegou a afirmar que na versão de Poincaré os efeitos relativísticos seriam dinâmicos enquanto que na teoria de Einstein eles seriam cinemáticos. Esta afirmação errônea é infelizmente típica tanto por parte daqueles que só teve um breve encontro com livros textos elementares com até por parte de muitos físicos  que dominam (ou pensam dominar) conceitos sofisticados usados em versões matematicamente mais elaboradas da teoria da relatividade. A estes, aconselho que leiam artigos de Einstein  posteriores a [7], como por exemplo [10] e estudem, também as referencias [25,26].

 

c

 

d) Para aqueles que pensam que a teoria da relatividade aboliu o conceito de éter sugiro que leiam o artigo [9] de Einstein.

 



 

1 - M. Allais, Albert Einstein, Un Extraordinarie Paradoxe, Editions Clément Juglar, Paris, 2005.
2 - C. Jon Bjerknes, Albert Einstein, The Incorrigible Plagiarist, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2002, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm
3 - C. Jon Bjerknes, Anticipations of Einstein in General Theory of Relativity, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2003, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm
4 - N. N. Bogolubov, A. A. Logunov and I. T. Todorov, Introduction to Axiomatic Quantum Field Theory, W. A. Benjamin, Inc., Reading MA., 1975.
5 - M. Born, Einstein’s Theory of Relativity, (revised edition), Dover Publ., Inc., New York, 1962.
6 - L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, 'Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute, Science 278, 1270-1273 (1997)
7 - A. Einstein, Zur Electrodynamik bewegter Köper, Ann. der Physik 17,  891-921 (1905)
8 - A. Einstein, H. A. Lorentz, H. Weyl, H. Minkowski, The Principle of Relativity, Dover Publ. Inc. , New York, 1952.
9- A. Einstein, Ether and the Theory of Relativity (translation of a lecture delivered by Einstein at the Univ. Leyden, 1920), http://www.mountainman.com.au/aether_0.html
10 - A. Einstein, , Autobiographical Notes (page 59), in P. A. Schilpp (ed.) Albert Einstein: Philosopher-Scientist, Oen Court, La Salle, Illinois, 1970
11 - J. Fric, Henri Poincaré: A Decisive Contribution to Special Relativity. The Short Story, http://www.everythingimportant.org/relativity/Poincare.htm
12 - E. Giannetto, The Rise of Special Relativity: Henri Poincaré Works Before Einstein, Atti del XVIII Congresso di Storia della Fisica e dell’Astronomia, Hadronic J. Suppl. 10, 365-433 (1995) http://www.brera.unimi.it/sisfa/atti/1998/Giannetto.pdf
13 - R. Hazellet and D. Turner (eds.), The Einstein Myth and the Ives Papers, The Devin-Adair Company, Publ., Old Greenwich, Connecticut, 1979.
14 - J. Hladik, Comment le Jeune et Ambitieux Einstein s’est Approprié la Relativité Resterinte de Poincaré, Ellipses Édition Marketing S.A., Paris, 2004.
15 - J. Leveugle, La Relativité, Poincaré et Einstein, Planck, Hilbert. Histoire Véridique de la Théorie de la Relativité, L. Harmattan, Paris, 2004.
16 - A. A. Logunov,  Henri Poincaré and Relativity Theory (book 253 pages), arXiv:physics/0408077v4
17 - A. A. Logunov, On the Article by Henri Poincaré “On the Dynamics of the Electron”, H. Journal 19, 109-183 (1996). http://www.annales.org/archives/x/marchal2.doc
18 - A. A. Logunov, The Theory of Gravity (book 256 pages) arXiv:gr-qc/0210005
19 - A. A. Logunov, M. A. Mestvirishvilli, V. A. Petrov, How  Where the Hilbert- Einstein Equations Discovered?, arXiv:physics/0405075
20 - C. Marchal, Henri Poincaré: A Decisve Contribution to Relativity, http://annales.org/archives/x/Relativity.doc
21 - A. I. Miller, Albert Einstein’s Special Theory of Relativity, Addison Wesley Publ. Co., Inc. Reading MA, 1981.
22 - H. Poincaré, Science and Hypothesis, Dover Publ., New York, 1952 (originally published in French with title: La Science et l’ Hypothèse, Flamarion, Paris, 1902).
23 - H. Poincaré, Sur la Dynamique del’Electron, Comptes Rendus de L’Académie de Sciences  140, 1504-1508 (1905)
24 - H. Poincaré, Sur la Dynamique del’Electron, Rediconti del Circolo Matematico di Palermo 21, 129-175 (1906).
25 - H. Reichenbach, The Philosophy of Space&Time, Dover Publ., New York (1958).
26 - W. A. Rodrigues Jr. and M. A. F. Rosa, The Meaning of Time in the Theory of Relativity and “Einstein’s Latter View of the Twin Paradox”, Found. Phys. 19, 705-724 (1989).
27 - W. A. Rodrigues Jr. and E. Capelas de Oliveira, The Many Faces of Maxwell, Dirac and Einstein Equations. A Clifford Bundle Approach. Lecture Notes in Physics 722, Springer, Heidelberg, 2007.
28 - M. Solovine, Albert Einstein. Lettres à Maurice Solovine, Gauthier-Villar, Paris, 1956.
29 - E. T. Whittaker, A History of the Theories of Aether and Electricity, vols. I and II, Humanities Press, New York, 1973 (first published in 1953)
30 - E. T. Whittaker and G. N. Watson, A Course of Modern Analysis (fourth edition), Cambridge University Press,  Cambridge, 1927 ( first edition published in 1902)
31 - F. Winterberg, On “Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute”, published by L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, Z. Naturforschung   59a, 715-719 (2003).
 

 



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[1] ICCA8. Veja: http://www.ime.unicamp.br/~icca8/

[2]  Consulte alguns dos artigos e livros da lista de referencias abaixo.

[3] Concordo com Hadlik (ver  ref. [12], página 94) que  A. Peres é um autor extremamente parcial (e possivelmente desonesto).

[4] A. A. Logunov é um dos mais respeitados físicos teóricos russos, tendo sido reitor a Univ. de Moscou e presidente da Academia de Ciências da  (ex)União Soviética. Também é um dos autores de um livro clássico sobre teoria quântica de campos [4]

[5] Traduções do artigo de Einstein para o Inglês encontram-se em [7] e [19]. A tradução de Miller [19] é muito melhor.

[6] O exercício requer conhecimento de Matemática compatível com aquele de um bom aluno da área de exatas da UNICAMP após o termino do segundo semestre letivo.

[7] Observo ainda que naquela época uma correspondência enviada de Paris até qualquer uma das principais cidades alemães ou suíças demorava no máximo dois dias (!).

[8]  Sir Edmund Whittaker foi um brilhante matemático inglês, um dos autores de um livro [27] que foi usado por gerações de pretendentes a se tornarem físicos teóricos.

[9] Este livro também faz parte da leitura obrigatória. Existe, se não me falha a memória uma tradução em Português  da editora da Univ. de Brasília.

[10]  Antes de transferir-me para o Instituto de Matemática

emilio, como sempre, não entendestes nada. A tua lógica tacanha é tanta que pensas que não vamos perder tempo com a discussão.

NÓS NÃO VAMOS É MAIS PERDER TEMPO CONTIGO. FICOU CLARO OU POSSO CHAMAR MEU SOBRINHO DE 5 ANOS PRA DESENHAR?

Porque perdes tempo para dizer que não quer mais perder tempo comigo?

Cara, já saquei, vc quer aparecer. Ta em todas. Vamos fazer o seguinte. Escreva tudo o que vc quizer aqui. Descarregue sua frustração. quando acabar, se vc permitir, vou encerrar o tópico com a carta acima. Senão pega mal. Se toca bobão.

 

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