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O anúncio acima, foi premiado pela 'European AIDS Video Clip Contest' de promoção da utilização consistente do preservativo foi exibido nas televisões portuguesas em Outubro de 2007 e conta com a participação de diversas figuras públicas: Vítor Norte, São José Correia, Pacman, Cucha Carvalheiro, Sara Prata, Rita Salema, Bruno Nogueira e Alberto Quaresma.

Observerem que enquanto lá fora a luta contra a Aids continua sem tréguas, aqui no Brasil, parece que já encontramos a solução para a doença, simplesmente ignorando-a com todas as letras. Mesmo um país conservador como Portugal, se rende aos efeitos dessa tragédia, e leva o assunto abertamente à televisão. Aqui, a igreja condena o uso da camisinha e o governo acata e se cala.

Nenhum governo investe no esclarecimento, limitando-se a distribuição de preservativos em grandes eventos, ou por época de carnaval, e assim vamos dando por "solucionado" o combate a doença de cunho tão grave, que continua dizimando pessoas, que quase sempre são abatidas pela ignorância com relação à sua transmissão.

O mais interessante neste filme publicitário, são os atores portugueses que emprestam suas caras, para desempenharem papel de portadores da doença, sem preocupação de como isso pode repercutir junto à sua imagem pública.

Não se sabe, a quem interessa, certas leis "pegarem, ou não" - pois é sabido o quanto governos independentemente da esfera em que atuam, gastam com "auto-publicidade" - enquanto a saúde pública padece de verbas.

Um bom exemplo disso, segundo a Revista do Brasil número 41 de novembro/2009, foi o projeto de Lei 1.356/07, que proibia a comercialização em cantinas e restaurantes escolares, de lanches e bebidas que não adicionam nada além de gordura desnecessária: salgadinhos, frituras, biscoitos recheados, pipocas industrializadas, balas, refrigerantes, sucos artificiais etc. E as obrigava a oferecer opções de frutas e alimentos saudáveis. A lei não passou da mesa do governador José Serra. Ele alegou que "a carência de rigor técnico" inviabilizava a aplicação e fiscalização.

Curiosamente, a dificuldade de fiscalização não atrapalhou a aplicação da lei antifumo.

Enquanto a população morre ao relento por falta de esclarecimento, governos "democráticos" - gastam as verbas do contribuinte, para matá-lo de falta de informação, sem que NUNCA se faça aquela continha burra, onde o custo da propaganda e o benefício que ela transmite, nunca são levados em conta. Os governos preferem pagar a conta hospitalar e a aposentadoria compulsória, que com certeza é infinitamente maior que uma peça publicitária como essa.

São os paradoxos da vida para além da morte. Com a palavra, a sociedade civíl desorganizada.

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