"Enfrentar este idiota" parece uma percepção superficial do problema. Temos um Poder Judiciário com um número demasiadamente grande de sublevados que praticaram e praticam crimes desde antes de 1996 preparando a atual situação do país. Este idiota é a ponta visível do iceberg. Além disso, há os parlamentares que votaram a favor do impeachment de Dilma Roussef e que mantêm válida a LOMAN, a que concede benefícios considerados absurdos aos magistrados, entre outras coisas. Em outras palavras, os que teriam a incumbência de resolver o problema fazem parte dele.

O CNJ e o CNMP permanecem inertes mais ao sabor do corporativismo que pela ausência de motivos para coibir o que há de ilegal, imoral, injustificável.

Além disso, há a influência externa materializada pela figura sinistra de Steve Bannon com suas técnicas, conceitos e informações obtidas ilegalmente a respeito das pessoas e suas tendências e seus robôs atuando de forma massiva com argumentação falaciosa.

O momento é o de cada cidadão vencer a inércia quanto às questões de interesse comunitário e fazer o trabalho "de formiguinha" na fé de que obterá resultados palpáveis e desejáveis ainda que a longo prazo.

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Muito bom texto. Você teve a real percepção dos problemas por que passamos no país. Mas há mais, muito mais. De fato, o corporativismo está fortemente presente na classe política (isto todos já sabíamos), mas agora surge um novo fantasma, consubstanciado neste sua frase, que destaco:

"O CNJ e o CNMP permanecem inertes mais ao sabor do corporativismo que pela ausência de motivos para coibir o que há de ilegal, imoral, injustificável."

O Poder Judiciário é (ou era?) a nossa única defesa. Se estiverem em conluio com o governo - e recuso-me a acreditar nisto -, a insegurança jurídica é o nosso "status quo", de fato, e estamos na mão de uma cleptocracia, disfarçada de democracia. Depois da foto da Raquel Dodge com Bolsonaro e do afago dado a Moro e Dallagnol, ao invés de dar-lhes um puxão de orelhas, temo que você possa estar certo. Lembrar que ela já se colocou à disposição de Bolsonaro. Será que o puxassaquismo da Raquel Dodge é para que Bolsonaro a mantenha no cargo? Pode ser, pode ser. E se isto for verdade...

 

Além de Steve Bannon, seus aplicativos e informações, houve, também, a participação ativa de promotores estadunidenses na formulação e execução do plano cujos resultados constatamos agora.

Se queremos reagir, temos que definir claramente as características do(s) nosso(s) oponente(s).

Nosso país pode estar no centro da disputa entre as grandes potências que vêem no Brasil uma fonte de matéria prima como o nióbio, petróleo, alimentos, além de ser um mercado de tamanho significativo para a produção desses países.

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