Por Cynthia Semíramis
Tags: mulher na mídia
Exibições: 578
Permalink Responder até Antonio em 10 abril 2012 at 15:24
Acho que algumas mulheres ainda não sairam das trincheiras do feminismo dos anos de 1960.
Homens e mulheres são barrados por serem idosos ou gordos ou não se enquadrarem nos padrões estéticos vigentes. Isto é, um homem será barrado se for negro ou gordo ou não se vestir "de acordo" e, com certeza se for idoso. Isso não tem nada a ver com genêro.
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 10 abril 2012 at 17:51
Igualzinho, né Antonio? Ora, ora. Tb há opressao de exigências de aparência sobre os homens. Mas NEM DE LONGE se igualam às que pesam sobre as mulheres.
Permalink Responder até Antonio em 10 abril 2012 at 18:07
Anarquista
Tenho mais de 60 anos e quero ter uma segunda profissão. Na verdade, eu a tenho - sou professor com experiência de mais de 30 anos. Sou professor de inglês. Em que pese as ótimas referências e testes - jamais sou chamado. O mesmo ocorre com um amigo e ele tem um currículo muito mais rico que o meu.
Ademais, se você me mostrar, em um banco, um caixa negro será um exceção. As mulheres estão tendo as portas abertas em todos os seguimentos profissionais da sociedade. Hoje em dia, para cada caixa de banco negro, você tem cinco motoristas de ônibus mulheres ou cinco pedreiros mulheres ou cinco motoristas de táxi mulheres e por aí vai.
Até a presidente [como o meu voto] já é mulher...
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 10 abril 2012 at 18:11
A discriminaçao a você com 60 anos é por idade, nao exatamente por aparência... E uma mulher com 60 seria mais discriminada ainda. E engraçada a sua comparaçao entre profissoes diferentes... E quantas caixas de banco negrAs há para cada caixa de banco negrO? Meia? Nem isso, né?
Permalink Responder até Ivone Prates em 10 abril 2012 at 16:42
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 10 abril 2012 at 17:58
Ivone, o texto é, em sua maior parte, bem bom; mas tem tb coisas muito questionáveis... Nao dá para subscrevê-lo in totum.
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 10 abril 2012 at 19:27
Bom, Marco, mas e daí? Se os problemas das mulheres com a aparência fossem só esse, nao havia motivos para questionar nada, ganhar concursos de Miss Universo nao é exatamente uma necessidade primordial feminina... (a nao ser, exatamente, na medida em que as mulheres sao induzidas a essa obsessão com a aparência). Esse caso só mostra que as transsexuais tb estao caindo na armadilha da "beleza", no aprisionamento de um padrao de "feminilidade".
Aliás, houve um tópico recente no Blog-mae, nao me lembro o título, em que uma transexual falou sobre isso, e foi super legal o que ela falou.
Permalink Responder até Ivone Prates em 10 abril 2012 at 20:43
Permalink Responder até Emilia em 11 abril 2012 at 21:04
Ontem, numa sala de espera, eu lia uma reportagem de uma feminista, escritora, Regina Navarro. A entrevista era bem interessante. Ela defendia pontos de vista bastante polêmicos, imagino, até entre as militantes feministas. Como alguém disse em outro tópico, mais que simpatias eu tenho vontade de saber sobre o pensamento feminista no século vinte um, como corpo doutrinário mesmo. ( já confessei minha ignorância, sei pouco do que li sobre o movimento histórico, dec 60, 70). Os temas que ela aborda, digo, as teses que defende:
- o futuro será do mundo será bissexual; monogamia já era ( o já era é textual, ela faz na reportagem, inclusive não é pra nenhuma revista de grande circulação, acho que era um periódico regional de bsb, infelizmente não saberei e nem poderei resgatar a fonte). Ela afirma que já era, diz ter um relacionamento aberto com o marido, e, aí me chamou bastante atenção, ela diz que traição não é saber que o seu companheiro tem outros(as) parceiros. Que isto é saudável, só não deve ser dito, uma vez que casamento não é confessionário ( achei isto interessante). E mais interessante ainda quando ela afirma. Para saber se está sendo traída, responda a duas perguntas: sou amada? sou desejada? se a resposta for negativa para uma delas, é hora de repensar o relacionamento. Se ambas forem positivas, não está sendo traída. Não é literal, mas é bastante próximo, já que me chamou atenção. Sobre o cavalherismo se coloca contra, é uma forma sutil de dominação. Sobre rachar contas, a parte em que diz ter total antipatia de mulheres que dizem não rachar conta de motel de jeito nenhum kikiki, bem, esta parte pra mim ficou gravada ( a repulsa e a justificativa) já que a carapuça caiu feito luvas.kikiki. Estivesse esta pergunta no questionário que respondi outro dia teria "errado" quatro questões. Eu pergunto: primeiro se a autora é uma militância reconhecida entre as feministas, eu sinceramente não conheço. E o que me dizem, especialmente as militantes sobre as idéias de Regina, no sentido de se são representativas do pensamento feminista do século 21.
Neste tema só posso dar minha opinião, à guisa de pitaco mesmo, porque não sou feminista militante, não conheço de dentro o movimento, embora seja gratíssima a mulheres que lutaram por privilégios que tenho hoje e minhas ancestrais não tiveram. Minha opinião é: questões como estas são de foro íntimo. Há milhares de maneiras de se sentir feliz e afinal, ser feliz é o que importa. Pois eu, adoro um creme kikiki e sempre acho que estou cinco quilos a mais do que deveria. Mas tenho a meu favor e em minha defesa um ponto: trabalho mtoooooooo pra comprá-los, embora não tenha nada contra ganhá-los, da pessoa certa, pelos motivos certos: afeição e gentileza.
Permalink Responder até Ivone Prates em 12 abril 2012 at 0:33
Emília,
Só colaborando...
Regina Navarro Lins nasceu no Rio de Janeiro. Psicanalista e sexóloga, trabalha em seu consultório particular em terapia individual e de casais. Ex-professora de psicologia do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, durante dois anos e meio apresentou um programa diário sobre sexo na Rádio Cidade.
Ela teve um livro publicado que foi sucesso editorial . Tem uma página no FB.
O livro dela "CAMA NA VARANDA". Um dos maiores fenômenos editoriais dos anos 90, discute de modo revolucionário a história sexual humana, da valorização da mulher na Antiguidade ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais. Conciliando sua experiência como palestrante e professora à prática da psicanálise, Regina Navarro Lins apresenta uma combinação de levantamento histórico e exemplos do dia-a-dia que se tornou referência nos estudos sobre o comportamento humano sexual e afetivo.
Permalink Responder até Emilia em 12 abril 2012 at 14:50
Permalink Responder até Ivone Prates em 13 abril 2012 at 0:56
Andei vendo um material interessante sobre esse assunto...
Cultura contemporânea, identidades e sociabilidades: olhares sobre corpo, mídia e novas tecnologias - Livro de Ana Lúcia de Castro Almeida
Synopsis :
Este livro reúne a reflexão acerca das identidades na cultura contemporânea,realizada por pesquisadores que participaram do Seminário: Cultura contemporânea, corpo e novas tecnologias: diálogos em torno das identidades. O objetivo geral das reflexões aqui apresentadas é tomar as inovações tecnológicas e seus impactos na vida cotidiana - particularmente na renovação e reinvenção de formas de sociabilidade e de construção de identidades - como uma chave privilegiada para o adentramento em meandros da cultura contemporânea. O corpo, suporte da cultura e território de construção de identidades, ao incorporar os recursos tecnológicos disponibilizados pelo mercado estético, como próteses, implantes, intervenções e tratamentos à base de laser, tem seu estatuto modificado e as fronteiras entre natureza e cultura passam a ser revistas em novos parâmetros, impondo novos desafios à reflexão sócio-antropológica.
© 2013 Criado por Luis Nassif.