Corrupção endêmica no Brasil x Financiamento Público de campanha:

Vemos em larga escala e advindo dos altos escalões, a corrupção como uma doença enraizada nas instituições públicas, principalmente utilizando-se de políticos ligados aos governos eleitos, e seus aliados, os quais administram através de cargos de confiança, estas instituições (Ex. Metrô, CPTM, DERSA e outras tantas espalhadas em municípios, estados e governo federal).

Se analisarmos a fundo o sistema eleitoral, bem como os financiadores das campanhas políticas, veremos que estão sempre presentes nas investigações de corrupção, as mesmas empresas que financiam as campanhas eleitorais em nosso país, demonstrando assim claramente, que a corrupção já vem sendo tratado no âmbito político, desde a escolha do candidato, aquele que irá facilitar nas licitações e concorrências públicas, a entrada de referida empresa na atividade a ser executada.

Tanto os políticos candidatos a cargos do executivo, quanto alguns parlamentares, são financiados por estas empresas, para que lhes garantam contratos em obras a serem executadas, assim sendo, as concorrências e licitações já vem com as cartas marcadas, até mesmo antes de determinado candidato ser eleito, como acontece em São Paulo, onde se perpetua um único partido no governo (mais de vinte anos), com intuito de facilitar algumas empresas ( as quais confessaram recentemente os crimes de corrupção), em casos de concorrências em licitações, e estas garantem recursos para as campanhas milionárias, além de prêmios e porcentagens nas concorrências.

Concluímos apenas uma coisa com tudo isso: A corrupção começa na campanha eleitoral, onde grandes empresas gastam fortunas para eleger determinados candidatos, ou mesmo se aliam a determinado grupo ou partido para se beneficiar. Este tipo de financiamento de campanha, o qual é usado de modelo no Brasil, facilita o sistema corruptível, legalizando através do sistema eleitoral, o pagamento da propina, diretamente ao político, na forma de financiamento de campanha, mas que na verdade já é uma parte dos valores a serem pagos, caso determinado candidato seja eleito; é o sinal dado pela empresa corruptora e financiadora do pleito eleitoral, para garantir seu espaço em obras ou serviços a serem realizados pelo candidato eleito, marcando as cartas em cima de licitações e concorrências.

Só existe uma forma de minimizarmos a corrupção em nosso país:

FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA, POIS SOMENTE ASSIM, AS EMPRESAS CORRUPTORAS NÃO PODERÃO REPASSAR AOS CANDIDATOS, PARTE DOS VALORES LIGADOS A FACILITAÇÃO NAS CONCORRÊNCIAS, EM FORMA DE FINANCIAMENTO ELEITORAL, BEM COMO TORNARIA MAIS JUSTO E EQUILIBRADO O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO, DANDO MAIS CHANCES PARA AQUELES QUE NÃO ACEITAM E LUTAM CONTRA A CORRUPÇÃO, DE ENTRAREM NA DISPUTA E VENCEREM.

Provavelmente, isto não vai acabar com a corrupção em nosso país, mas mostraria que estamos mais maduros e conscientes de estamos em busca de mecanismos cada vez mais eficazes de lutar contra a corrupção endêmica em nosso país.

(Bayardo Brizolla - Setembro de 2014)

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Respostas a este tópico

Bayardo,

A ideia de financiamento público para campanhas políticas com intuito de acabar com a corrupção ou minimizá-la, é uma raciocínio raso que não suporta uma pergunta.

Quem nos garante que as empresas não continuarão financiando os candidatos e agora sem registrar seus repasses? Ah elas não tem como provar nada, é isso mesmo, não precisarão provar nada, nem empresa nem candidato. Assim, institucionaliza-se a corrupção, vou ser bem simples: FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA É GOOOOOOOLPE.

Falou...

FINANCIAMENTO PÚBLICO

Não é só instituir o financiamento público! Normas rígidas devem ser elaboradas para que somente esses recursos sejam de fato utilizados.

 

Não há dúvida, que o financiamento público exclusivo para as eleições é um míssil contra a corrupção que se tornou, faz décadas, numa praga que devasta a nossa frágil democracia. A rejeição ao relatório apresentado com essa finalidade demonstra que grande parte dos políticos ligados à imprensa não aliada com a verdade, em íntima e comprometedora parceria, é contra, apenas, visando tirar vantagens eleitorais com o privilégio do financiamento privado. É a famosa troca de favores!

 

Engana aos desavisados, quando declara que é um absurdo usar os parcos recursos públicos para o financiamento de eleições. Só, não esclarece que para 2014, já se estima um gasto aproximado a seis bilhões de reais que, além de mal distribuído, esses eleitos ficam comprometidos financeira e moralmente com seus financiadores.

 

Surgem, então, obras superfaturadas, mal feitas, aquelas que nunca terminam, outras que nunca foram iniciadas e constam como prontas. Concluindo: o gasto é maior com obras, e os serviços piores. Isso é, apenas, um bom início para mudar tudo que aí está.

 

O futuro exige partidos sem donos, com programas para serem cumpridos, sem ambição do poder só pelo poder. Partidos que, obrigatoriamente, seus quadros sejam substituídos por outros, democraticamente, dentro de prazo determinado, em todos os níveis. Se você acha que isso é utopia, então é um dos interessados no status quo ou é daqueles que ficam esperando o salvador da pátria. Lembre-se, quando os caciques declaram que estão negociando com o outro partido, isso significa, quase sempre, estar fazendo acordo com os caciques do outro clube fechado.

 

Partidos, de verdade, não têm donos nem herdeiros. Precisamos encontrar o caminho da dignidade. Você ainda não parou para pensar nisso? Movimentos desorganizados, só pela internet, em longo prazo, não levam a lugar nenhum, sempre surgirão grupos para tirar proveito. Só partidos democráticos, como descrito, poderão conduzir o país, por caminho mais seguro, a um destino melhor; com educação, com saúde pública, sem crime organizado, sem corrupção, sem lavagem de dinheiro.

 

Financiamento público exclusivo para as eleições, possibilitando a independência financeira dos partidos e inibindo a nefasta troca de favores, é indispensável. Mandato único para todos os níveis passa a ser, apenas, uma conseqüência. O mundo está a caminho de grandes transformações. Só, assim, com ampla participação, teremos um país mais justo, um mundo menos conturbado.

 

NOTA: Esse dinheiro não deve ser manipulado pelos caciques, por verdadeiros donos de partidos. As bases devem indicar os candidatos e a verba democraticamente distribuída.

Lafaiete,

Percebo que sonhas, como platão já sonhou, com um mundo ideal. A perspicácia humana dribla qualquer norma, a melhor forma de se tratar com a natureza humana é não lhe dá oportunidade para o erro.

Veja, hoje já existe os fundos partidários e o horário gratuito nos meios de comunicação, portanto as campanhas já são semi-financiadas com dinheiro público.

Entendo como uma agressão a inteligência, o indivíduo que não escolher a carreira político partidária, pagar a conta para os que se amparam no guarda chuva do Estado se pavonear com recursos e meios públicos.

A corrupção nasceu junto com a sociedade, todo grupo que se organiza sofre desta praga, por isto, o melhor meio de diminuí-la é não facilitar pra ela. Quer ser candidato, que angarie simpatia, prove antes que é uma boa opção, aí, o povo vai dar a devida guarida. Mas FINANCIAMENTO DE CAMPANHA COM DINHEIRO DO CONTRIBUINTE É GOOOOOLPE.

Falou...

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