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Por ser político não tem pena nem perdão

Os crimes políticos da atualidade incluso ai o praticado pela OAB, podem explicar o “a beira do abismo” citado por aqueles que defendem o Golpe Militar. Sim, toda e qualquer intervenção militar é Golpe e não está não inserido na Constituição Brasileira. O pisca-pisca que reluz no texto constitucional dentre suas cláusulas pétreas diz “o poder emana do povo...” e essa relevância não tem sido levada em consideração em nenhum momento. Nem todos os autores dos crimes citados abaixo subscreveram a todos os itens, porém solidariamente respondem pelo conjunto da obra. Dessa forma nada mais adequado do que dar os nomes dos bois a seguir:

1-  No que pecou a OAB? Sem dúvida na sua intempestiva adesão ao pedido de impeachment de Dilma Rousseff em 2016, quando já se anunciava clara e abertamente pelos líderes da artimanha que a Presidenta seria afastada por não ter assumido as necessárias tarefas da “Ponte do Futuro”. Essa excrescência ainda perdura como mote na voz do mais impopular chefe da Nação Brasileira – Michel Temer. O que vem a ser essa argumentação senão um fundamento político verborrágico, demagógico? Efetivamente não é uma justificativa legal que explicaria a adesão da quase centenária organização dos Advogados brasileiros ao evento. No principal crime cometido contra a Nação Brasileira a OAB é omissa como provaremos ao final;

2-  No que pecou e cometeu crime a Grande Imprensa formada pelos jornais, revistas e emissoras de telecomunicação? Tomou um lado como justo, considerando inimigo o outro, numa disputa que agora já se revela mais grave do que corrupção, mandatos federais ilegítimos ou malversação do dinheiro público. O que se decide neste momento é o destino da Nação por centenas de anos. As tais reformas nem terão de imediato efeito na economia como se sabe, e nem foram discutidas e votadas em outubro de 2014, mas e por certo garantirão uma nova casta de dominadores nunca identificados com nomes e sobrenomes. O que se arquiteta neste momento é a formatação de uma classe privilegiada muito parecida com os privilegiados dos Tempos do Império. Em poucas palavras inventa-se uma constituição sem escolha legítima de constituintes. Nesse particular a imprensa cometeu um dos mais graves crimes – mentiu e continua mentindo para a maioria da população, que só tem acesso ao que diz um lado das questões, o lado do Golpe;

3-  No que errou Dilma e o PT? Não poderiam ter menosprezado a forma e o poder real dos inimigos da população brasileira. No caso Dilma namorou e dormiu com o inimigo assumindo agenda econômica que não era sua nomeando um Ministro da Fazenda afinado com o Mercado, quando viu que não deu certo e substituiu já era tarde. O PT errou por nunca ter levado em consideração o que ha décadas já se discutia nos bastidores e nas entranhas dos partidos de esquerda – que a guerra insurrecional (luta armada) perdeu eficácia na década de oitenta, desde noventa os desafios diante das novas invenções tecnológicas, aliadas a universalização da economia mundial exigiam especial atenção às comunicações. Os grandes aliados da Democracia do período da guerra fria, os jornalistas e os artistas foram colocados de lado dando lugar aos profissionais do partido, pior dando ouvido a uma nova classe surgida no apogeu dessas descobertas – os publicitários. Erro imperdoável.

Um erro político maior, contra a Nação Brasileira, flutua como guarda-chuva por sobre esses três crimes citados. É o crime que desqualifica a legitimidade de cada indivíduo que aqui nasceu o conjunto desses indivíduos destaca-se sobre todos os demais direitos. Hoje na contramão do razoável é comum, rotineiro ouvir e ler nos noticiários diários que “o Mercado” determinou, quis ou aceitou. Onde exatamente que encontramos no texto principal (Constituição) das Leis brasileiras essa prerrogativa, de ser o empresariado o sujeito a ser ouvido como palavra final? Onde está a OAB, a Grande Imprensa e os partidos (PT, outros de esquerda ou não) que não denunciam esse crime de lesa pátria?

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 

 

 

 Jair Antonio Alves - dramaturgo

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