No dia 4 de julho de 2012, o psicanalista Christian Dunker e os filósofos Paulo Arantes e Vladimir Safatle se reuniram no Espaço Revista CULT para discutir os novos livros dos filósofos Slavoj Zizek ("Vivendo no fim dos tempos") e Alain Badiou ("A hipótese comunista"), ambos publicados no Brasil pela Boitempo Editorial.
Esta é a gravação integral deste encontro.  

 

Extraído do Blog-mae: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/debate-aborda-novas-fronte...  

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Bom, né? Além do interesse do tema, gosto de ver o exercício do pensamento... que anda raro. 

O exercício das idéias é que faz a vida ter um sentido melhor.

E é interessante por si mesmo. 

Paulo Arantes foi muito profundo até certo ponto, mas não poderia dizer que a ideía de comunismo é uma memória platônica, ou seja: que a ideia não pode ser centralizada em um sistema eficaz fora da mente.

Simplesmente, tentou desconstruir as possibilidades de consciência externa; contudo não pode definitivamente inviabilizar as possibilidades de que o comunismo seja uma ideia da razão programada, a qual os autores Zizek e Badiou descreveram como algo potencial de propriedade da história - e que esperam que alguém um dia possa substituir a idéia apocalíptica de um grupo restrito de especuladores que estão acabando com todas as alternativas do sistema social.

Precisamos saber, porque ninguém disse ao sr. Paulo, que a história do comunismo não é a história política da esquerda e direita ou privilégio do sistema bancário; e pode sim ser a história determinada pela própria história (forma) do movimento da economia no espaço tempo (conteúdo), em que o sistema estatal a repete numa idéia (a medida de valor). Praticamente, então, irá entender porque a idéia de razão da história, a priori, está em engendrar o espaço tempo da produção e não as idéias subjetivas contadas pelos antigos contrários:

Uma vez formulada sobre o "começo de uma nova história", uma fonte tecnológica (razão de referência de valor), nada mais é do que o Meio Exterior da economia no futuro, refletindo o programa temporal dos fatores sociais simultâneos nos computadores, com o motivo de fundar o espaço de expansão da economia; de se fazer o conceito de um todo livre: isto é, a reproduzir o valor (objeto do sujeito consciente dos tempos), que simula as alternâncias do período histórico fundamental à cada dia, o real da produção.

A grosso modo, o que teremos como medida real, pós inventário do comunismo, não pode ser expresso aleatoriamente por valores (dividas do investimento liberal), em face do sistema de armazenamento bancário - de reservas fracionárias capitalistas, alienando a moeda física ao sistema da realidade virtual - pois, com o nosso trabalho seremos senhores dos valores da história.

Ao seu tempo revelarei a quem possa explicar essa ideia melhor quais são os fatores da produção, com os quais haverá se fará a razão de referência, que se formula a medida de valor para a moeda - sem a história alheia endividar o Estado.

 

Ele nao disse isso, disse que Badiou diz isso... Nao sei se Badiou diz isso mesmo, mas o Paulo nao disse, ele até riu um pouco ao falar disso, disse que era uma ousadia dizer algo assim. 

Examinando bem, o Paulo não regula o entendimento de ousar que eu disse no desenvolvimento da ideia... a expensa do predomínio ideológico da política é por si, talvez um estudo do disse mais elevado, em que ele ia se transformando em conflito de poder dos princípios negativos abstraídos  - personifica o estado de coisas que se obtém em culturas negativas; imperceptível aos sentidos do mundo - e até fica mesmo engraçado do ponto de vista do sujeito transformado em objeto de vice-versa.

Francamente, Miguel, nao entendo nada do que você está falando; nao tenho a menor idéia do que sejam "princípios negativos abstraídos". 

Uma concepção de "princípios negativos abstraídos" se compõe de todos os estados de coisas (políticas, filosóficas e econômicas) de pernas ao ar, considerando que contém em si a semente da sua própria destruição (investimento=dívida); ao invés de princípios abstratos neutros (o mundo real, a universalidade, a sociedade de classes), que são a chave para entender a base econômica que forma uma origem sistemática e completa da história.


Anarquista, o "luto", na expectativa dos palestrantes, pode ser a nossa "historia" de vida.

Por vezes descrito sem uma aplicação prática, a ideia de "luto" sugere a hipótese de um agente involuntário, em que jaz inconsciente o padrão do mundo exterior; o qual antes que possa predeterminar a origem de sua atividade externa morreu, e era como a natureza dos atos que nascem a semelhança do desenvolvimento social. 

Justamente quando penso dentro dos limites do meu lugar externo, comparo a faculdade desse agente a soma das relações de produção, dizendo ao mundo das idéias: sai de mim VALOR, domina sobre ele, ou morrerá para vós a fonte da minha criação no tempo; pois do espaço alheio (jamais formulado) vem a necessidade que me tratam, como elaboração acidental (PREÇO) da minha inconsciência, e pereço.

E o que direi à natureza do mundo exterior: Não lhe parece que a critica rejeita a "idéia de valor", frustrando uma base superior que posso dar diante de ti para humanização histórica do significado da moeda? Não sendo assim, um valor qualquer virá em seu lugar, e tu morrerá em mim - sujeito fundamental - e nos homens prevalecerá o luto pelo modo que produzem a sua vida em comum. 

A história não se faz do nada, não possui riquezas, não trava batalhas, portanto, não são as pessoas dos partidos, nem a pessoa do presidente; é o homem real quem usa o meio, em circunstâncias encontradas e as transmite diretamente ao sistema da natureza externa a todo dia.

Não havia penetração no meio exterior pra se ver. O Comunismo verdadeiro visa o estabelecimento da superestrutura cambial, que fixa nas nuvens os sentidos, segundo os povos que podem harmoniosamente desenvolver o interesse privado de fazer-se coincidir com suas comunidades - imprimindo a franca tecnologia que extrai a confirmação social dos fatores inter-objetivos (o poder positivo); é ter uma base real de valor da vida e outra pela ciência.

Miguel, francamente, nao entendo nada do que você fala. Mas nao desanime com isso, outros podem estar entendendo. Abs

Não se preocupe, não tive pretensão de pontuar o seu conhecimento.

Obrigado pela oportunidade

 

 

O meu conhecimento? Tá certo... Nem eu de pontuar a sua capacidade de expressao... 

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