Democracia Real chegando
O 15.O está sendo convocado por muitos grupos, a proposta é que cada grupo, cada pessoa leve o seu motivo de indignação, o seu manifesto para as ruas e que o mundo se una por uma mudança global. 
Todos os eventos possuem uma organização independente, cujos focos variam (sistema participativo, corrupção, 10% do PIB para a educação, Belo Monte,  manipulação dos grandes meios de comunicação etc) mas a maioria se encontram em um ponto comum, isso em todos os países, que os governos já não governam para as pessoas, mas sim para os mercados e minorias que detém a riqueza do mundo, existe uma indignação mundial em torno do capitalismo e do sistema representativo, que concentra poder nas mão de uma minoria e corrompe a classe política, que sacrifica a sociedade pela ganância financeira. 
O foco do movimento 15M (o qual participamos) são as acampadas, que são movimento independentes cujo principal objetivo é levar as assembleias populares às praças do mundo (os OCCUPPY estão aplicando a mesma proposta), com o objetivo de que a sociedade se organize e participe das decisões políticas diariamente, que exista debate e que juntas as pessoas possam buscar consensos, esse é o primeiro passo para a reforma do sistema político (lembrando que todas as acampadas são independentes e as decisões sempre ocorrem em assembleias abertas e horizontais).
Claro que estamos começando, aprendendo a realizar esse trabalho uns com os outros, cometemos erros algumas  vezes (e aprendemos com eles) e acertamos muitas outras, mas o resultado tem sido bastante positivo.
Uma característica importante é que todas as acampadas são apartidárias.  
A previsão para o 15 de Outubro é de centenas de novas acampadas no mundo, muitas já confirmadas no Brasil, (São Paulo, Goiânia, Rio, BH, Porto Alegre, Presidente Prudente e Campinas), atualmente são mais de 1000 por todo o mundo.
Recomendamos esse vídeo que é uma analise sobre o movimento, são 10 minutos e os subtítulos estão no botão CC 
Mais detalhes sobre as acampadas:
Link para um documentário sobre a acampadasol de Madri, que é uma referência para todas as outras acampadas: http://www.youtube.com/watch?v=jyGE4HCTI6c&feature=player_embedded
Mais detalhes sobre as assembleias horizontais
Mais vídeos na sessão de documentários do site.
Para chamar a atenção, mais de 700 cidades de 50 países que tomam as ruas no mesmo dia para pedir uma mudança global: basta :-)
Mapa de eventos 15O http://map.15october.net/
Estamos assumindo a nossa responsabilidade sobre a mudança que queremos.
Um abraço
Democracia Real Brasil

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Respostas a este tópico

A questão é decisiva, Carmen. Observe o cartaz:

WHAT's OUR ONE DEMAND?

Hermê,

Gratidão, cara!

 

Quanto mais tentam nos des-estimular, mais fortes ficamos. 

Parece massa de pão, como diz o Kassab, quanto mais bate, mais cresce. 

Os sistemas midiáticos convencionais não querem mostrar a Verdade, mas ela

é inevitável. 

E Sempre Aparece!

Nossa, que palavras enérgicas, Carmen!

É isto mesmo: nós não nos deixamos abater!

Rogério, Hermê, Luz, Almeida, Raissa e todos;

Leiam, vale cada letra.

 

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/pequenez-do...

 

eu também queria parar o mundo... mas, quando penso bem, sei que isto é impossível!

 

duvido que você, que nós, sejamos capaz de viver produzindo nossa própria comidinha, criando nossas galinhas, tirando o leite da vaquinha, jogando no lixo nossos computadores, nossas máquinas fotográficas super modernas (aliás, suas fotos estão ótimas no FB e o vídeo da brinca no mackenzie também!), usando luz de velas, dispensando carros, ônibus e aviões, lavando roupa feito a quelé...

 

e como não podemos parar o mundo e porque o capitalismo é um touro que, como o hermê mostrou, carece de muito foco prá ser derrubado, como sabemos que a globalização diluiu as fronteiras dos Estado-nação, o momento pode ser de entusiasmo, mas, não tenhamos dúvidas, ele requer que reinventemos as formas de luta. se quisermos lutar no modo velho, quando mal se define o foco da luta mais imediata, podemos apenas ajudar na "evaporação" dos nossos sonhos.

 

não se trata de desanimar, mas de refletir seriamente sobre a complexidade do momento atual e nossas especificidades. falo das especificidades nacionais. e ler esta análise é fundamental. não para desistir, mas para saber que a luta é muito maior. muito maior. 

 

e entre a análise da moça da época e esta, prefiro esta. ela indica nortes da caminhada. e veja que a referência dele é onde o movimento contra a ordem mundial (sim, porque é disto que se trata) tem muito mais consistência e foco menos difuso:

 

''O 15-M é emocional, lhe falta pensamento'', afirma Zygmunt Bauman


Zygmunto Bauman, o filósofo e sociólogo polonês, famoso pelo seu conceitomodernidade líquida, tão fértil que foi aplicado ao amor (líquido), a arte (líquida), ao medo (líquido), ao tempo (líquido) e assim a qualquer coisa, publica o ensaio 44 cartas a partir do mundo líquido [no Brasil publicado pela Zahar].

 

olha só o que ele diz:

 

Reportagem de Vicente Verdú publicada no El País, 17-10-2011. A tradução é do Cepat.

Pergunto ao professor emérito da Universidade de Leeds (Inglaterra) se lhe parece que essas grandes manifestações massivas, pacíficas e tão heterogêneas conseguirão enfrentar os abusos dos mercados, promover uma democracia real, reduzir as injustiças e, em suma, melhorar a equidade no capitalismo global, mas como professor que é, não responde a questão de uma vez só.

 

Em sua opinião, a origem de todos os graves problemas da crise atual tem sua principal causa na “dissociação entre as escalas da economia e da política”. As forças econômicas são globais e os poderes políticos nacionais. “Essa descompensação arrasa as leis e as referências locais se convertem à crescente globalização. Daí que efetivamente, os políticos se pareçam como marionetes ou como incompetentes, quando não corruptos”.

 

“O movimento do 15-M deseja suprir a falta da globalização da política mediante a oposição popular”. Uma oposição eficaz? Na opinião desse sábio de 86 anos, o efeito que se pode esperar desse movimento é “aplainar o terreno para a construção mais tarde, de outro tipo de organização”. Nem um passo a mais.

 

Bauman qualifica esse movimento, como é bem evidente, de “emocional” e, em sua opinião, “se a emoção é apta para destruir resulta especialmente inepta para construir. Pessoas de qualquer classe e condição se reunem nas praças e gritam os mesmos slogans. Todos estão de acordo com o que rejeitam, mas se receberiam 100 respostas diferentes se lhes perguntasse o que desejam”.

 

A emoção é (como não?) “líquida”. Ferve muito, mas, também logo se esfria. “A emoção é instável e inapropriada para configurar algo coerente e duradouro”. De fato, a modernidade líquida dentro da qual se inscrevem os indignados possui como características a temporalidade, “as manifestações são episódicas e propensas à hibernação”.

 

Precisaria de um líder inflamado? Vários líderes temperamentais? “O movimento não aceitaria, uma vez que, tanto sua potência como seu gozo é a horizontalidade, sentir-se juntos e iguais, o que, em importante medida nega o superindividualismo atual”. A superindividualidade (da modernidade líquida) “cria medos, desvalimentos, uma capacidade empobrecida para fazer frente às adversidades”.

 

O stress é a doença que acompanha essa sevícia. “As pessoas se sentem sós e ameaçadas pela perda do emprego, da redução dos ganhos, da dificuldade de adaptação ao risco. O stress é corrente entre os desempregados, mas também nos empregados, pressionados pela demissão, as aposentadorias precoces ou salários cada vez mais baixos. Nos Estados Unidos o stress produz tantos danos econômicos como a soma conjunta de todas as demais doenças”. As baixas no trabalho por stress chegam a custar, diz Bauman, 300 milhões de dólares por ano e a cifra aumenta a cada ano.

 

Tudo isso provocará uma mudança no sistema, um colapso ou alguma mudança substantiva? Sua resposta é que, nesse momento, prefere falar de “transição” e não de “mudança”. Seria preciso fatos mais claros para se pronunciar sobre o alcance dos atuais transtornos. “Antes, se necessitava de muito tempo para se organizar atos massivos como os do 15-M, mas hoje as redes sociais permitem enormes concentrações em pouco tempo”. Mas retornamos ao mesmo: da mesma maneira que se concentram e agem com velocidades, poucos depois somem.

 

O movimento cresce e cresce, mas “o faz através da emoção, lhe falta pensamento. Com emoções apenas, sem pensamento, não se chega a lugar nenhum”. O alvoroço da emoção coletiva reproduz o espetáculo de um carnaval que acaba em si mesmo, sem consequência. “Durante o carnaval tudo está permitido, mas terminado o carnaval volta-se a normalidade de antes”.

 

Pode dizer-se, declara o professor, que “falamos de uma fase especialmente interessante como num laboratório de nova ação social”. Cedo ou tarde a crise terminará e, sem dúvida, as coisas serão diferentes, mas, de que modo?

 

“Não me peça que eu seja profeta”, pede Bauman. “Em alguns lugares, não em todos, o movimento tem conseguido conquistas importantes, mas não extensível a todos os países”. O líquido continua sendo válido para a previsão do que vem pela frente. A modernidade líquida se expressa, obviamente, em sua falta de solidez e de firmeza. Nada se acha o suficientemente determinado. Nem as ideias, nem os amores, nem os empregos, nem o 15-M. Por isso teme que tal arrebatamento acabe também, finalmente, em nada. Não é certo, mas sendo líquido, como não pensar na evaporação?


 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-manifestacoes-sao-emoci...

 

 

 

 

 

Pessoas Queridas,

não tá dando pra mandar todas as notícias, mas aqui tem o Amandu de fundo, e é noix!





Estamos, aos poucos, mudando, melhorando. Meu coração está contente. 

 

Luz, vou responder a sua mensagem. Me aguarde. 

Almeida, você tem sido uma inspiração, eu ia gostar muito de conhece-lo. 

Se estiver em Sampa, venha nos visitar, estamos debaixo do Viaduto do Chá, como todos podem ver. 

Continuamos por ali (aqui). 

 

 

 

Este convite aqui é para todos,

mas especialmente para aqueles que apostam no pessimismo. 

Que é o estado phd do péssimo.

Nós temos uma Casa do Chá hahahahahahahaha

TODOS estão convidados.

 

 

Hino solene da "democracia representativa": Los Levantamanos.

 

 

Somos levantamanos
Consecuentes, comedidos
Votamos con ojos cerrados
Lo que nos manda el partido

Somos levantamanos
Negociamos con olvido
Y al votante traicionamos
A pesar de los silbidos"

 

Assistam "Memoria del saqueo"

 

SOLTA ou LEVA TODO MUNDOOOOO!

Esta é a minha turma. 

AMO!

http://www.youtube.com/user/chelahg?feature=mhee

 

E amanhã, vou dormir lá mais uma vez. Com engenheiros, professores, bailarinas, moradores de rua, biólogos e outros. 

Vai ser ridículo demais para o Poder Público, pressionar esta turma com violência. 

Porque não vamos sair de lá tão cedo.

E a mídia está perdendo o melhor espetáculo de São Paulo, pois ele acontece em assembléias, um sociólogo fala e em seguida o morador de rua fala. E todos são ouvidos. 

Política é assim que se faz.

Esta gente que está aí, decidindo, em sua maioria, não nos representa. 

Porque os que servem apenas a si mesmo, não servem a ninguém, pois 

fazem um desserviço à vida. 

#prontofalei. 

Lobo,

percebi que um dos seus problemas tange a oxigenação cerebral... mais nada explica!

Desde quando o índio deveria se abster de ter possíveis instrumentos tecnológicos, dado que são suas únicas possíveis armas contra este sistema de opressão?

 

Valha-me!

 

 

 

Cacique Lobo ser pré-Juruna, do tempo que política tinha bobo.

 

 

 

Depois de cacique xavante, coisa andou muito. Gravador já era, não tem bobo nem no futebol.

 

 

Aqui vai presente pra cacique Lobo-bobo:

 

 

Almeida,

Beijo e Gratidão, querido. 

E vamos!

http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/joao-nogueira/xingu/...

 

Caraíba quer tomar as terras do povo do Xingú. 

 

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