O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-BA) é a mais recente vítima do esgoto. No vídeo abaixo, ele comenta os ataques que sofreu do blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo e também de determinados setores da mídia.



Para entender o caso...

Sob o título “Jean Wyllys, o deputado BBB, a Natalie Lamour da Câmara, acusa o povo brasileiro de ignorante” (clique AQUI), o blogueiro da Veja ataca o deputado. E publicou o vídeo que “prova” que o deputado “acusa” o povo de ignorante. E como sempre acontece, tal artigo abriu a porteira para que o deputado passasse a ser alvo de vários ataques insanos na internet por meio de blogues, redes sociais etc. Clique AQUI para assistir ao vídeo com a entrevista que gerou a polêmica.

No vídeo usado pelo blogueiro da Veja, Jean Wyllys dá uma entrevista em que fala do casamento gay e da inconveniência de se realizar no Brasil plebiscito para este assunto e outros temas importantes, já que “a população não é devidamente informada” para decidir, por exemplo, sobre a pena de morte, a redução da maioridade penal etc. Ao final da entrevista, ele fala da importância de se promover o debate para clarear a mente dos deputados que, segundo ele, “partem da mesma ignorância e preconceito [em relação ao tema] que a maioria da sociedade parte”.

Bom, no momento não tenho subsídios para falar bem ou mal do deputado Jean Wyllys. Mas posso afirmar que não achei absurdo algum no que ele disse. O problema consiste apenas na desonestidade do blogueiro da Veja, mestre em lançar mão do sofisma para atacar pessoas e jogar com seu esgoto. Em primeiro lugar, se eu ponho na boca de alguém (ainda mais um deputado), de forma descontextualizada, a frase “o povo brasileiro é ignorante”, isto de forma alguma refletiria o que o deputado quis dizer na entrevista. E Jean Wyllys usou adequadamente tanto o substantivo “ignorância” quanto o verbo “partir” para ilustrar o seu ponto de vista. Ou seja: o “partir” entra como o “ponto de partida” da discussão do tema que, uma vez oferecida aos que o ignoram, terá um longo caminho até chegar ao ponto de chegada, ou seja, o conhecimento. E pelo dicionário, o termo “ignorante” casa com o contexto: “aquele que desconhece a existência de algo; que não está a par de alguma coisa”. Ora, muito diferente seria alguém dizer simplesmente que “você é ignorante” ou dizer que “você está ignorante em determinado assunto”.

Parece que está virando moda atacar alguém por aquilo que não escreveu ou não falou. Colabora para isto o grave problema da falta de letramento de pessoas (inclusive jornalistas e intelectuais) incapazes de interpretar adequadamente um texto, como bem lembrou Weden num ótimo artigo publicado neste espaço (clique AQUI para ler) que toca na falácia em torno da “cartilha” (sic) do MEC que “ensina português errado para as crianças”.

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Respostas a este tópico

Não sou totalmente a favor da PL 122,  mas tbem sou contra a homofobia, e acho que esse debate está sendo conduzido de maneira mto simplista e manequeista, tem mta gente opotunista dos dois lados, vários interesses, como tdo nesse país, e na nossa politica. Mas nessa questão está clara a má intenção da Veja e seu blogueiro golpista, essa revistinha é mesmo de baixissimo nivel.

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