Dia 1 de agosto - PROTESTO NACIONAL CONTRA A CORRUPÇÃO

Recebí em meu email uma convocação para um protesto nacional contra  a corrupção. Independente de preferências partidárias, ladrões existem em todos os lados. A ocasião e certeza da impunidade, levou o brasil para um patamar jamais visto. Popularizou a corrupção. Acredito que mais de 60% das cidades desse pais estão sendo saqueadas pelo grupo no poder. Posso estar errado, mas se for é para menos.

Achei boa a convocação porque era anômina. Assim não ha lider. Há uma idéia.

Alguem recebeu esse email?

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Respostas a este tópico

 

EMÍLIO,

 

Minha filha tem uma amiga

(colega de Faculdade) que

mora lá há mais de 12 anos.

Mora no cantão alemão.

O que ela conta da Suíça,

meu amigo! A começar do

servilo bancário que perde

de 10 a zero pro nosso.

Nossa automação bancária

tá décadas à frente da

dela. Telefone, então, é

coisa que não dá nem

pra comentar.

Se quiser falar bem

da Suíça restrinja-se

a relógio, chocolate

e loira gost ...

 

 

Marcos, não da para comparar brasil e suiça. Mas o exemplo suiço foi para mostrar que la tem INSTITUIÇÕES . Lá não existe politico carismático que vai salvar o seu povo.

 

EMÍLIO,

 

Na Suíça, sim, lá há INSTITUIÇÕES

- para defender os interesses

dela, só dela - mesmo que

contrarie a Moral e a Ética,

que devem nortear o interesse

maior que é o da Humanidade.

Lembre-se de que até há poucos

anos a Justiça de lá se recusava

a abrir o sigilo bancário de

contas criminosas cuja origem

está no tráfico de drogas

e corrupção de políticos.

Todos os políticos corruptos

indistintamente tinham (e têm)

suas contas bancárias lá.

Marcos, vc esta desviando o assunto. Volto a falar, o mundo mudou. O que achavamos virtude nas décadas de 60 e 70 virou crime.

A suiça de fato pensa nela e no seu povo. ficcou duas guerras mundiais neutra e ganhou muito com isso. Como o brasil esta ganhando agora com as comodites. Só que la, eles não invetsiram em consumo, marketing e cargos para os companheiros. Eles investira em educação, saúde..... e combate a corrupção. Em todos os assuntos de alguma importãncia o povo vota. Voto direto. Ela se recusou a entrar no euro porque o povo votou "não". Votou não por várias razões, mas especialmente para não tornar berna a capital que concentraria poderes. Outro mito é que é o pais do chocolate e do relógio. eles tem muito conhecimento e tecnologia, mas muito mesmo.

Mas como eu disse antes, lá eles pegaram o maluf em pouco tempo, aqui ó...

Se o povo não tomar logo uma providência, em pouco tempo teremos que pagar propina para tudo. No inss, no posto de saude, no forun.....etc. Estão popularizando a corrupção.

 

 

Emílio, não se pode dizer que nunca houve tanta corrupção como agora. E se fala em grupo no poder. Ora, Lula esteve no governo assim como Dilma também. O poder é outra coisa. O Estado continua um estado da elite, da classe dominante, e ela é a promotora da corrupção. Mas, se hoje aparece corrupção é porque se está se combatendo. Nos anos 90, do século passado, nunca "dantes" e creio que nem depois, houve e haverá tanta corrupção. Tudo era jogado para baixo do tapete e o que não se podia fazer isso era levado à sociedade como modernização. Não conheço corrupção maior do que as privatizações, do que a remessa ilegal de dólares para o exterior, do que o processo de terceirização e de sucateamento do Estado e suas funções. Quanto custava a Vale do Rio Doce e porquanto ela foi vendida. E o banco do Estado de São Paulo. Veja como SP depois que teve o setor elétrico privatizado tudo melhorou, a telefonia privatizada ficou melhor do que no céu. Tudo fruto do mais cínico e descarado processo de corrupção.

Eu só queria saber qual é o Conhecimento e as Tecnologias[produto e produção] que há na Suiça?

Basear conhecimento por informações manipuladas da mídia deforma o entendimento do mundo. O Marcos tem razão, a Suiça é apenas uma lavanderia e nada mais. Defende não os interesses de todo o povo, defende os interesses da sua elite e dos que lá fazem lavagem.

 

Meu novo amigo. Seu caso é de internação. Para não contrariar, a suiça é terceiro mundo e o brasil, espeicalmente depois do lula, é de primeiro mundo. Valeu?

Para os admiradores da Suiça, existem por lá boas clínicas para internação, desde que deixem uma montanha de $$$$$$$$$$$$. População da Suiça 7.639.961 estatística julho/2011.

O assunto ainda é sobre corrupção?

 

JOSÉ EMÍLIO,

 

Não, a assunto agora

evoluiu para:

chocolate suíço gostoso

e loira idem, dem.

 

Marco Nogueira

 

José Emilio Gomes,

Posto o artigo abaixo.

A luta contra a corrupção desanima Autor(es): Renato Janine Ribeiro Valor Econômico - 01/08/2011  

Escolhi um título que pode somar vários e até distintos significados. Na verdade, a corrupção nos desanima porque, embora a opinião pública a tolere cada vez menos, e tenhamos visto a demissão de vários acusados de mal-feitos, no Brasil e no mundo, restam três grandes problemas.


O primeiro é a suspeita de que o desvio de dinheiro público esteja crescendo, em vez de diminuir. Falo em suspeita e não em certeza, porque a corrupção, quando bem conduzida, não deixa traços. O tempo todo, lemos denúncias de atos corruptos, mas geralmente se trata de casos pequenos ou que foram descobertos devido a erros primários. É possível que os grandes corruptos jamais deixem impressões digitais. Para dar um exemplo: os sistemas de controle do governo federal checam se o funcionário pagou 8 reais por uma tapioca, mas dificilmente descobrem se ele foi subornado.

Em nossos dias, aumentaram a transparência dos gastos públicos e a indignação com os atos de corrupção. Isso é bom. Na ditadura, vivia-se a euforia com obras faraônicas e o sigilo das contas estatais. Mesmo assim, muitos pensam que a corrupção teria aumentado de lá para cá. Para além da questão factual, difícil de responder, fica a sensação de que algo está errado no regime democrático - se este efetivamente, aqui como na França, Estados Unidos e Itália, não consegue pôr fim à corrupção em larga escala.

Também é grave um segundo ponto: a percepção de que castigo, mesmo, não ocorre. Corruptos não devolvem o dinheiro, não são presos nem sofrem penas maiores. Assistimos agora a uma sucessão de denúncias sobre o governo federal. Dois ministros já caíram, sob a suspeita de práticas não-éticas. Ignoramos se houve mesmo corrupção. Não dispomos de provas para condená-los. Mas a opinião pública sentiu-se informada o bastante para se indignar com suas ações e lhes negar a legitimidade ética, que um homem público deve ter como um de seus maiores capitais. Daí, a demissão deles. Contudo, na série ininterrupta de denúncias que vem desde o governo Collor, passando pelos episódios da reeleição e da privatização das teles (governo FHC) e chegando ao mensalão (governo Lula), o fato é que pouquíssimos, se é que alguns, foram realmente condenados e/ou devolveram o dinheiro desviado. Tudo isso faz pesar, sobre o ambiente político, grande descrédito.

Mas o mais grave é o terceiro ponto. Nos parágrafos anteriores, supus uma clara divisão clara entre a minoria de corruptos ("eles" ou, nos debates políticos, "vocês") e a maioria de gente decente ("nós", "nós", "nós"). Ora, cada vez me convenço mais, lendo as manifestações contra a corrupção, de que a grande maioria delas emana de pessoas absolutamente indiferentes à corrupção. "Nós" não estamos nem aí para a corrupção. "Nós" queremos é instrumentalizá-la para fins políticos. Na maior parte dos casos, o que se lê são acusações severas a corruptos, que imediatamente são ligados a um partido. A bola da vez é o PT, mas poderia ser qualquer agremiação. Como ele tem o governo federal e conta com a oposição de vários grandes jornais, é alvejado. Mas lembrem que Alceni Guerra (PFL), ministro de Collor, e Ibsen Pinheiro (PMDB), que presidiu a votação de seu impeachment, tiveram as carreiras políticas truncadas por acusações falsas de corrupção.

O uso da corrupção como álibi para atacar o outro mostra, não só uma cabal despreocupação com as provas dos malfeitos, mas também um completo repúdio a investigar toda denúncia que afete os políticos do "nosso" lado. Se alguém diz que é preciso apurar todas as denúncias de corrupção, custe o que custar, sofre prontamente um ataque de "nós". Vi a revolta de um facebooker porque um jornalista reputado, discutindo o superfaturamento de obras públicas, pediu em seu blog que também fossem investigados casos do governo paulista. Ora, para o indignado seletivo, a corrupção só valia contra a política petista. O que ele condenava não era a corrupção, era o PT. Se a corrupção fosse de outro partido, não cabia investigá-la.

O que é particularmente grave nessa atitude, que está longe de ser rara? É o descaso pela honestidade. Se a corrupção serve apenas para atacar o outro, é porque falta real empenho em combatê-la, em separar o público do privado. O Executivo federal luta no Congresso para evitar CPIs sobre denúncias de corrupção no governo - mas o mesmo acontece com o governo paulista, que aprovou na assembleia CPIs ridículas, para impedir que se apurem acusações a ele. Pelo menos, desde 2003, os procuradores-gerais da República não hesitam em acusar líderes governistas, como no caso do mensalão. Dizia-se, no governo FHC, que o procurador-geral só engavetava acusações. Infelizmente, a corrupção não é monopólio de nenhum partido. Nem a ética.

Diante disso, nosso quase esquecido Rui Barbosa o que diria? Talvez que, "de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos homens, o homem chega desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto." Porque, aqui, não há meio termo. Ou condenamos a corrupção, ou somos seus cúmplices. Condená-la é condenar todo ato de corrupção, é exigir sua apuração, seja qual for o partido ou o governo que a pratique ou tolere. Quem é seletivo é conivente. E, dado que citei o brasileiro que talvez tenha escrito mais difícil em nossa história, a ponto de hoje ser pouco lido porque não se entende o que ele disse, posso terminar indo para o outro lado, o da telenovela, e dizer que na novela "Insensato coração" é muito bom o nome do blog do jornalista Kleber Damasceno, "Impunidade zero". É disso que precisamos.

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. Escreve às segundas-feiras

É isso aí, Webster Franklin Farias Santos.  Temos que fazer um MOVIMENTO POPULAR que seja realmente isento de qualquer interesse político-partidário que vise atingir essa ou aquela pessoa, esse ou aquele partido; mas que tenha como objetivo único salvaguardar os milhões ou bilhões de reais que são desviados dos cofres públicos para saciar a ganância desses políticos e agentes públicos corruptos em detrimento do atendimento às carências gerais da população, como educação, saúde, moradia e saneamento básico.

Ao invés de estarmos discutindo a respeito chocolates e loiras suiços, poderíamos pensar num meio de, através deste Portal, iniciarmos um movimento, apartidário, que possa "insulflar" a opinião pública para a tomada de ações que tenda a acabar ou inibir atos corruptos na vida pública do País, com a garantia, também, da punição e restituição de bens por parte do criminoso. 

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