Hoje, segundo domingo de agosto (mês aziago) comemora-se o dia dos pais! Não tenho mais o meu querido e sábio pai, mas sou um, que espero, seja também considerado um querido e sábio pai.

Há cerca de uma semana atrás, já prevendo que meus quatro filhos, motivos de grande orgulho e vaidade para mim, viriam todos comemorar ao meu lado e agradecer o descortínuo com que generosa e sabiamente os criei, eduquei e preparei para a vida e o sucesso. Lembrando da generosidade e desprendimento com que presentearam a mãe deles em maio próximo passado, fiz algumas sugestões de presentes e enviei por e-mail a todos eles. Gosto de ler deitado, pois como diz meu irmão, sentado doi-me a falta de bunda. Até o fim do anterior século, eu somente lia livros e revistas (detesto jornais, por causa do tamanho)o que pode muito bem ser feito deitado de lado. No século 21 resolvi incorporar-me à informática e lá foi a “vaca para o brejo”. Pobre bunda! Sugeri então um iPad como presente.

Tenho duas televisões de 29 polegadas, já um pouco ultrapassadas, das quais, somente em uma consigo tirar o som quando estou assistindo a algum jogo narrado pelo Galvão, ou comentado pelo Neto. Então, sugeri uma TV LCD de 42 polegadas.

Estou sem carro. Quem me transporta, é minha filha (a única que mora comigo) num golzinho velho. Como torço para um time que não tem a mesma habilidade que tem a Wolkswagen para fazer gols, sugeri um Peugeout ou um Doblô, para rimar.

Meu gosto musical é ligeiramente... ou melhor: esnobemente sofisticado, sugeri então, um gravador de CD e DVD, para eu poder converter meus LP em CD. Uma web-cam também seria benvinda.

Hoje, veio a decepção! Meu filho caçula, com 29 anos é mestre e doutor em filosofia, mora em Arraial d'ajuda e leciona no CEFET de Porto seguro. Não conseguiu o iPad, mas trouxe-me, segundo ele, outro produto da Aple, vendido pelas empresas da tradicional família baiana, os Mac Acheira: um quilo de iPin.

Meu outro filho, mora em Rio Verde go. É engenheiro agrônomo e consequentemente, sempre em contato com o meio rural. Estando ciente do presente de meu filho baiano, o meu filho goiano trouxe, já preparado e temperado, pronto para assar, um leitão. Ou leitoa, sei lá, não olhei por baixo.

Minha filha mais velha, é jornalista, mora em Uberlândia, onde faz assessoria de imprensa ao SEBRAE e ao DMAE. Por estar mais próxima, sem se preocupar com o fato de que eu não bebo nada que venha engarrafado, (nem remédio) trouxe dois engradados de cerveja.

Um pouco mais sensata, foi minha filha que mora, ela e o filho, comigo e minha esposa. É artista plástica e leciona na APAE. Inclusive, a tese de doutorado dela foi “O ensino de arte aos portadores de sindrome de Dawn”. Faz um grande trabalho. Ela é quem me transporta em se golzinho 2008. Para ser coerente, ou sugerindo qualquer coisa, deu-me um par de meias e um macio e confortável par de sapatos, próprio para diabéticos.

OH CÉUS... OH DIA... OH AZAR!

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Grande Marise, voce esteve ausente, ou são os meus outubros que teimam em não acabar e provocam tudo isso? Velhinha...assim voce me deixa frustrado e como nunca gostei de o lhar no espelho, voce me obriga a praticar essa vaidade. Um descomunal abraço, óbviamente menor do que a grande mulher que existe em voce.
Eurípedes, tiveste mais sorte que eu! Tenho a filha mais velha em Foz do Iguaçú, a do meio em Porto Alegre e a mais nova em baixo da minha asa. Só ganhei uma blusa e beijos. Mas estou feliz ganhei muitos afagos, beijos e abraços pessoalmente, por telefone e pelo face book. Tem ainda a promessa de vir o presente do ano passado, que está em mãos delas desde a outra data: uma camisa do Saci. O que vale é esse elo indissolúvel que nos une com nossos filhos...   abração! SE vingue no dia 12 de outubro, dia das crianças e que no natal chegue um saco bem cheio do velhinho...

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