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A decisão de Obama de restabelecer as relações diplomática e fortalecer os vínculos comerciais com Cuba, deve ter deixado a "esclarecida direita brasileira" de prontidão para mobilizar suas forças para defender o povo norteamericano da "cubanização" que, segundo suas lideranças, já ocorre no Brasil e em outros paises da América do Sul. Para suas cabeças primárias, não importa se Cuba é apenas uma pequena ilha com pouco mais de 10 milhões de habitantes e uma renda por habitante que não chega a 1/10 da dos Estados Unidos. Portanto, uma formiga diante de um elefante.
O mais surpreendente para esses cabeças de bagre é que Obama tome dita decisão apoiado pelas empresas que querem exportar mais para Cuba. São esses gênios das relações internacionais que ainda estão tentando crucificar o governo de Dilma, por ter fomentado as exportações de serviços de empresas brasileiras de engenharia para Cuba. Inclusive, o notável estadista, Aécio Neves, no ardor da campanha eleitoral, chegou a mencionar que o BNDES estava financiando a construção do Porto de Mariel em Cuba, prejudicado os gastos em educação no Brasil. Que despudor, que desrespeito para com os fatos!
Vamos aguardar seus manifestos na Internet e suas passeatas nas ruas de São Paulo. Não será surpreendente que desfilem com faixas dizendo que OBAMA aderiu ao PT, que está colocando em risco a soberania dos Estados Unidos, ou ainda, que está sob a influência do Bolivarianismo. Que indigência desses seguidores de Lobão e de Jair Bolsonaro!!!

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Caro Flavio

Verdade verdadeira, com proposital redundância, o que estamos presenciando nada mais é que a nova versão da guerra fria dos anos 50 e 60, as potencias ocidentais com propósito de aumentar suas influencias territoriais, investiu no leste europeu, em resposta a essa investida, a Rússia vem exercendo pressão nos antigos países da cortina de ferro, vide guerra da Ucrânia.

Posto isso, não pense que esse acordo firmado entre EUA e Cuba foi um ataque de bondade do Obama, nada mais é que assim como na guerra fria dos anos 60, a intenção é o aumento da area de influencia das potencias ocidentais,  junto com essa ação, tem as ações no campo econômico, como o despencar dos preços do petróleo, embargo comercial a Rússia, etc, etc, etc...

Quanto ao porto que nós brasileiros financiamos a fundo perdido em Cuba, não imagine que tiraremos grandes vantagens, isso pode deixar por conta dos nossos irmãos americanos do norte, claro.

 

abraços

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