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Respostas a este tópico

Primeiramente, é claro, agradecer ao Luis Nassif a criação deste tópico que nos dá enfim o direito de resposta, neste caso esperando desde 2002, mas não com o intuito de revidar a agressão sofrida, e sim de repudiá-la para evitar que se repita.
Este caso é banal e começou quando, depois de dois anos acompanhando, anotando e analisando solitariamente os trabalhos legislativos em minha cidade, criei um site e ocupei a tribuna da Câmara Municipal para um pronunciamento de cinco minutos, um direito de todo munícipe, para fazer a divulgação deste site:

“Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Público presente, Ouvintes da Rádio Cacique, Boa Noite!
Estou aqui, movido pela indignação, para falar de um assunto de suma importância para a vida de nós munícipes: A Fiscalização da População Sobre os Atos dos Vereadores e do Prefeito!
Como todos sabem, os políticos, de uma forma geral, deixam muito a desejar na hora de agirem em benefício do povo. São poucos, muito poucos, aqueles que depois de eleitos querem de verdade lutar para cumprir as promessas que fizeram ao eleitor, e ficamos com a falsa sensação de que todos os políticos são incompetentes ou corruptos, porque não acompanhamos o trabalho deles, e por isso generalizamos.
A grande maioria dos taubateanos não sabe o que é feito por aqueles que eles elegeram. Pode-se ver algum serviço ou obra executada pela Prefeitura porque estas estão espalhadas pela cidade, mas muitas outras promessas feitas pelo Prefeito não ficamos sabendo se estão sendo ou não cumpridas, e quanto ao trabalho dos Vereadores, desses não ficamos sabendo nada mesmo.
Enquanto nós mantivermos esta atitude diante daqueles que escolhemos para trabalhar por nós, nunca poderemos saber quem dentre eles realmente trabalham por nós, e nas próximas eleições acabaremos votando em qualquer um.
Pensando nisso foi que comecei um trabalho que quero aqui divulgar e dar alguma satisfação do que tenho feito para acabarmos com esta situação.
Desde finais de 2000 venho acompanhando as sessões da Câmara, e poderia aqui citar várias irregularidades e incoerências cometidas pelos Vereadores ao longo desses dois anos e mesmo assim não terei citado tudo. Vou ler alguns exemplos:
1 - A fala do Vereador Tadeu Ramos de que no ano passado ocorreram irregularidades na distribuição de bolsas de estudo da UNITAU, onde apadrinhados e até filhos de juízes receberam bolsas;
2 - Os constantes desrespeitos pelo Vereador Roderico ao Regimento Interno da Câmara e à Lei Orgânica do Município de Taubaté, como por exemplo, convocações de sessões extraordinárias fora do recesso legislativo e também o início das sessões ordinárias com menos de sete Vereadores presentes, nestes dois casos contrariando os artigos 92 e 94 do Regimento Interno, respectivamente;
3 - A incoerência dos Vereadores Valdomiro e Roderico na votação para criação de uma CEI para investigar o acidente com o caminhão da Prefeitura que transportava irregularmente funcionários na caçamba, que se manifestaram favoráveis, mas na hora de votar, votaram contra;
4 - A retirada da pauta do projeto que cria o COMAS (Conselho Municipal de Assistência Municipal) pelo Vereador Joffre Neto para que a Vereadora Marilda Prado desse o parecer e que seis meses depois ainda não voltou para votação;
5 - O contraste que há entre este último exemplo e a rapidez com que a mesma Vereadora dá pareceres a projetos de doação de área a empresas, inclusive em projetos inconstitucionais;
6 - A incoerente atitude do Vereador Chico Saad que afirmou veementemente que o projeto de doação de área para a Base Construtora era inconstitucional e tendo os vereadores aprovado o projeto, nada fez contra; (aliás, convenientemente, o vereador se ausentou na hora da votação para representar a Câmara em algum evento);
Esses seis exemplos de irregularidades e incoerências que acabei de dar são uma pequeníssima parcela do total que tenho constatado nesta Casa de Leis, onde os Vereadores dizem amém a tudo o que o Prefeito diz, faz ou manda para votação, e não adianta virem certos vereadores posarem de indignados e proferirem discursos inflamados contra atitudes do Prefeito, porque se tivessem alguma coisa contra o Prefeito já teriam feito alguma representação junto ao Ministério Público. Do jeito que falam, motivo é o que não falta.
Por fim, quem quiser saber detalhes sobre o que eu falei e muitas outras coisas, quero informar que tudo está no site ...(atualmente desativado) onde a idéia principal é que a população tome conhecimento das verdadeiras intenções dos políticos da cidade, e também, que participe do site mandando sugestões, críticas, denúncias, perguntas aos nossos representantes públicos e, porque não?, elogios àqueles que merecerem.
Quem sabe assim, nas próximas eleições municipais, possamos votar com mais consciência e certeza em quem irá trabalhar por nós. Não basta apenas votar, temos que acompanhar.
Em tempo: os vereadores que tiveram seus nomes citados nesta minha fala têm, não só o direito, mas a obrigação de se defender. Só pediria a eles que ao ocuparem esta tribuna usassem argumentos convincentes, não palavras vazias que nada respondem. Obrigado!”

A partir daí a sessão foi tomada por todos os exemplos que se possa imaginar de baixaria, falta de ética e hipocrisia por parte dos vereadores que me chamaram de delinquente, de “treze”, ignorante, de caluniador, me ameaçaram veladamente com a informação que já sabiam tudo sobre a minha vida e de processo criminal por informações “falsas” contidas no site. Sobre as seis irregularidades apontadas ninguém falou nada. Claro que também não fui processado.
Mas foi o assunto da semana. E um radialista muito famoso em minha cidade chamado Pedro Luis (é só coincidência...), em um debate político no rádio, sobre o incidente na Câmara, claramente favorável aos vereadores e de forma jocosa, saiu-se com esta: -É, o cidadão foi na Câmara, falou o que quis, ouviu o que não quis.
A minha resposta que a muito está guardada para ele é esta:
Radialista, você nunca esteve tão certo na sua vida quando pronunciou esta frase. Realmente eu fui na Câmara, falei o que quis, ou seja, cobrei ética dos vereadores, e ouvi o que não quis, pois como eu já havia cobrado em meu pronunciamento, eu queria ter ouvido dos vereadores argumentos convincentes, e não gritos, xingos e ameaças.

Valeu!

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