Nada melhor do que rebater censura com Banho de liberdade de expressão

Perante tanta insinuação do PIG sobre censura, acho que é uma boa hora pra inserirmos na grade curricular a disciplina "Leitura Critica da Midia".
Tal disciplina serve como um tapa de luva de pelica nas grandes redes  do PIG, essas difamadoras e asseclas da informaçao tendenciosa,marrom, vendilhão; Assim como, é uma grande oportunidade de reflexao dos Midias, dos Jornalistas, pessoas da comunicação e obviamente, os leitores e telespectadores em geral, portanto, todos.

A Disciplina, podera ser ministrada por pessoas da Comunicação Social mesmo, Jornalistas, publicitarios e relações Publicas, e tal disciplina, pode e deve ser inserida, nas grades curriculares de 5a ao 3o Colegial.

Uma maneira gentil, do Governo, contratar varios e varios jornalistas e comunicadores que por fim, poderao perder o emprego devido a propria atuaçao mercadológica, que tende iminentemente, acabar com a midia impressa sobressaltando a Internet

Gostaria de comentarios, e obviamente, da divulgacão apropriada e encaminhamento da ideia.

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Respostas a este tópico

Nao é preciso criar a disciplina. Isso devia ser o b-a-bá do ensino de Português, em vez dos professores ficarem perdendo tempo com regências exdrúxulas e firulas gramaticais. Ensino de Português eficaz = desenvolvimento da leitura (leitura crítica, claro), da escrita, e da fala em gêneros diferentes do da conversa cotidiana (argumentação, por ex.).
Concordo totalmente. Minha primeira mulher, professora de História, dava o curso de contemporânea brasileira em cima de jornais e discussão em classe... isso há mais de 30 anos.
A intenção do Rogério é louvável, mas esbarra em vários problemas. Desde a formação do profissional, até a própria concepção de currículo e de recorte curricular, até um possível "dirigismo" que poderia ser imputado a uma disciplina nos moldes que propoem.
Entretanto, nada impede que um Grêmio escolar, por exemplo, monte grupos de discussão nesse sentido, e que professores das áreas mais afins contribuam...
Talvez a idéia de discutir a mídia nas escolas possa ser passada para as entidades estudantis.
Pois é, Mário (e Stella abaixo, tb), vários professores podem trabalhar com análise de mídia, de modo levemente diferente de acordo com a disciplina. Creio que um professor de história contextualizará as posições dos jornais (de acordo com a orientação dos mesmos; com o público pretendido; etc.), e isso em si já mostrará que nao existe uma verdade só. Já o professor de Português mostrará os meios de convencimento usado, os explícitos e sobretudo os implícitos; possíveis contradições entre manchete e texto; a arquitetura de construção do texto, de modo a privilegiar certos argumentos; o uso de recursos linguísticos (por ex, escolha dos verbos dicendi: Fulano disse é uma coisa; Fulano alegou é outra bem diferente...), o papel complementar de ilustrações e gráficos, etc.

Quando eu dava aula de Português para cursos de comunicação, há já quase 30 anos atrás (primeira metade da década de 80) costumava usar a Veja (que ainda nao era esse lixo que é hoje, mas já era bastante insidiosa). Me lembro bem de uma aula sobre uma matéria sobre o cara que tinha dito, nos anos 70, que nao se devia confiar em ninguém com mais de 30 anos, e que tinha virado corretor de bolsa e agora dizia que nao se deve confiar em ninguém com menos de 30 anos. Eu comecei perguntando aos alunos por que aquilo era notícia, em que era relevante; o que se queria dizer com aquilo; e a quem. Até eles chegarem a dizer: a nós; para deixarmos de sonhos, e entrar logo no sistema... Foi bárbaro.
Assim como Analu, e Mario responderam, não é necessário a criação de uma nova disciplina, e digo mais , já está em pauta em várias matérias este diálogo prof x alunos, sobre o dia a dia e a midia, não sei, é se todos os prof, o fazem, mas a sala de aula está tão dinâmica, que os próprios alunos trazem temas, da midia.
a juventude tá muita atenada, e aí é só um gancho para o início de novas discussões.
Stella,
Concordo que a juventude está antenada, mas também muito afastada da política institucional (não estou falando de movimentos de massa, mas essa é outra história). Isso não é culpa exclusiva da imprensa, mas ela tem um papel importante, salientando os defeitos e quase nunca, ou nunca, mostrando os lados positivos da atuação político-partidária. E isso gera os Cacarecos e Enéas da vida... o voto utilizado apenas como manifestação de agrado ou desagrado com um candidato, não como forma de apoio a propostas políticas, e como compromisso de vigiar o processo de cumprimento dessas propostas.
A análise crítica da midia pode e deve ser um espaço de crescimento político e democrático. É por isso que não enxergo com muitos bons olhos a condução exclusiva desse processo por um professor (inclusive pensando em como poderia ser o processo de avaliação disso), que nunca é nem pode ser neutro, e sim organizado de forma mais autonoma pelos próprios alunos.
ler é hábito,maneira se ser, nada que se aprende na escola e sim que algo que nos satisfaça o conhecimento.
Cara Rosângela,
Não é tão simples assim. A escola pode e deve (ou pelo menos deveria) incentivar o hábito de leitura crítica. E a escola como um todo, não apenas o professor de Língua Portuguesa, mas também o de História, de Artes, de Geografia, de Filosofia, de Sociologia, de Psicologia, de Matemática, de Física, de Química, de Biologia e, last but not least, os de Informática e Educação Física.
Você pode achar estranho que um professor de Educação Física contribua para o desenvolvimento do hábito de leitura. Mas é possível. Só dando um exemplo: um professor que organize um campeonato interno de qualquer esporte, e discuta o regulamento desse campeonato com as classes. É só uma gotinha em um incêndio? É, certamente. Mas um aluno que passou por essa experiência pode, talvez, começar a pensar que leis, normas e regulamentos não caem do céu, são passíveis de críticas e reflexões...
Concordo em gênero, número e grau. Até porque tem crianças que vêm de famílias onde nao se lê, e se a escola nao introduzir o hábito, sobretudo nao despertar o interesse, elas nunca lerão.
E também concordo. A leitura pode ser gancho de qualquer disciplina.
Entao, eu entendo a necessidade de reflexão para o que escrevi acima e no afã
mas em tempo, també preciso salientar, que nao, os alunos nao sao tao "antenados"assim, tenho como base, minha familia de professores, e acompanho as decepções com o ensino, principalmente com o de SP que é onde eles vivem
de quebra, meu irmao fez um video sobre a greve dos professores, queria muito que os amigos o vissem
Saudaçoes e obrigado por enquanto pelo carinho de tantas respostas inteligentes e coerentes, de acordo com as respostas de vocês, a este ponto ja teria refraseado o texto original
Vejam o desenho aqui amigos
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=28766
Eu já tinha visto, Rogério, alguém postou no blog-mae ontem. O vídeo está fazendo sucesso!
Vou dar um relato sobre minha experiência pessoal tanto como professor como profissional de engenharia para mostrar a importância da capacidade de ler e interpretar textos.

Há uns cinco anos comecei a dar aula de hidráulica apoiado em uma sala de aula com um computador para cada aluno, no início simplesmente transpus o método de avaliação empregado nas aulas convencionais, onde o aluno tinha que gastar grande parte do seu tempo em cálculos executados em calculadoras eletrônicas, onde era necessária a repetição da solução de uma mesma equação dez ou quinze demando mais de uma hora e meia neste trabalho puramente braçal. Com o uso do computador os alunos fazem pequenos programas em aula que na hora da prova eles podem utilizá-los aumentando a sua “produtividade” dezenas de vezes.

Limitando o tempo para o cálculo mecânico e repetitivo sobra tempo para testar o que realmente um engenheiro e outros profissionais fazer, montar os problemas e resolvê-los.

Para ficar mais claro imaginem o seguinte, antes o aluno recebia uma questão do tipo: Dado o conduto titi tata passando uma vazão toto tutu determine qual a perda tete tatu que ocorre no conduto. Entretanto o engenheiro na sua prática tem que resolver questões do tipo, o prefeito quer a água para parte de sua cidade, o cliente não sabe nem quanto nem como ele deve fazer, ele só sabe o que deseja, a água.

Parece simples mas a nossa educação é feita de forma compartimentada e limitada a soluções de problemas simples que no seu somatório resolvem problemas complexos, mas para dar um salto de qualidade temos que treinar nossos alunos a montar o problema e resolvê-los, com isto deve-se propor problemas abertos onde à solução propriamente dita é uma pequena parte do trabalho. Para a proposição de casos próximos a realidade os enunciados devem ser mais longos e elaborados.

Moral da história, na presença deste tipo novo de questionamento o maior problema dos alunos está na LEITURA do enunciado e na INTERPRETAÇÃO dos mesmos. Simplesmente o que ocorre, nossos alunos NÃO LÊEM o que está escrito e procuram resolver problemas que não estão propostos não levando em conta as exigências dos enunciados (o problema proposto com suas hipóteses e limitações), há algumas vezes verdadeiros crimes contra a técnica, entrando com valores erra’dos, utilizando condições inadequadas e daí por diante.

Fiz todo este texto longo para mostrar que a visão crítica não serve somente para não sermos enganados pela grande imprensa, mas também para suprir de água uma comunidade na quantidade e qualidade necessária, ou seja a leitura correta é a base de toda a solução correta, no dia a dia do cidadão comum e do técnico das ciências ditas exatas.

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