Li em algum lugar alguns militares de pijama dizendo que o exército é de Caxias. A começar, a bem da verdade e da razão, o Exército Brasileiro, e todas as demais Forças Armadas, a briosa e mais antiga Marinha Brasileira e a honrosa, "senta a pua", Força Aérea Brasileira são do Povo Brasileiro, da nossa Nação. Manifestar-se é um direito democrático de todos os cidadãos brasileiros, civis e militares, mas não se deve utilizar a democracia para distorcer palavras, atos, ações, atitudes e fatos. A corajosa e patriótica defesa da Petrobras, contra seus diversos e obtusos inimigos, internos e externos, é dever de todos nós brasileiros, e não somente de seus trabalhadores, sindicatos e políticos, e nesse pressuposto o ato, em sua defesa, realizado na ABI - Rio, com a presença de intelectuais, artistas, jornalistas, cientistas, políticos, sindicalistas, militares, petroleiros, ativistas sociais e o ex-presidente Lula, líder do Partido dos Trabalhadores, e seu presidente de honra, e centenas de militantes, no entorno da Avenida Araújo Porto Alegre, desencadeou o avanço das forças democráticas em defesa de um dos maiores patrimônios do Brasil, que ora vem sendo atacado e vilipendiado pelos seus algozes de sempre.
Muitos falaram e deram suas contribuições às estratégias que se deve implementar para a defesa da Estatal Petroleira e Luiz Inácio Lula da Silva concluiu o encontro conclamando a Nação (que chamou de "o nosso exército") a lutar pela não entrega da Petrobras as aves de rapina, que nela estão de olho, mas sobretudo, nas nossas imensas reservas de hidrocarbonetos, que nos podem garantir mais educação, saúde e desenvolvimento, com soberania. Lula convocou, a exemplo de São Paulo Apóstolo, todos nós, para o "bom combate", com as "armas" da fé num Brasil independente e autossuficiente em energia. Lula chamou sim para a "briga", pois não somos covardes e não vamos deixar que as elites, suas mídias indecorosas, entreguistas e subalternas levem o Brasil de retorno ao atraso e a subserviência ao imperialismo, e à ditadura, que certos militares empijamados parecem saudosos, e querem ver de volta, antes de morrerem em suas velhices, aqueles tempos torturantes. Não, nada nos vai fazer declinar de acreditar neste país e no seu povo, e se temos de quem desconfiar são de certas elites conservadoras, a quem alguns desses reformados se perfilam, que nos roubam há séculos, escravizaram a maioria do povo, que lesaram a pátria, por anos e anos de colonialismo, e mesmo a pátria alheia, com a genocida guerra do Paraguai, sob a batuta de um Duque e de um Conde, de triste memória, cujo exército brasileiro deveria se envergonhar e esquecer, e não tê-los como patronos ou ícones, pois heróis de nosso povo, Caxias e Gastão de Orleans, jamais foram. Distorcer palavras, incitar a cizânia e conspirar nos porões é especialidade dessa gente impatriótica, que trafica riquezas por bancos internacionais, sonegam impostos, que são tão caros às necessidades dos nossos irmãos mais necessitados, e não perdem tempo em tramar golpes de estado. Não vingarão e não passarão! Tem sim, que se levar a fundo as investigações sobre uma corrupção que aportou às terras Tupiniquins com as caravelas lusitanas, francesas, holandesas, europeias, e que de lá para cá pouco ou nada foi feito para enfrentá-la de fato. Não há inocentes úteis ou ingênuos, nesse país, que vão crer que esse ilícito começou há doze anos e tem como criador o Partido dos Trabalhadores. Se têm, são "coxinhas" fabricadas na indústria da alienação, que teve seus tempos áureos, justamente, no "milagre" da ditadura civil-militar, e alguns pobres 'desfardados' que hoje, como ontem, servem de milícias dos reacionários. O Brasil, de fato, é um país que hoje vive o pleno direito democrático e tem suas instituições livres, autônomas, inclusive, as nossas Forças Armadas, na égide de nossa Constituição Cidadã, e é sabedor que "um filho seu não foge à luta", todas, seja contra seus malfeitores, seja em defesa de nossa Pátria e de suas riquezas. Espera-se deses militares aposentados que se reúnam em seu clube para o gozo de suas aposentadorias, integrais, que todos nós sustentamos, porém poucos civis a desfrutam, para o encontro profícuo com seus colegas, de ex-caserna, com serenidade e não com demonstrações senis, pois o Brasil quer ter orgulho da contribuição de todos eles, à nossa defesa, e virar a página espúria dos que se prestaram ao arbítrio, nos tempos do Estado de Exceção, não sem desvendar suas ignomínias, como o fazemos agora com as da Petrobras, não sem bradar a quem saudoso esteja, que ditadura e tortura nunca mais. A Petrobras sacudirá a poeira e dará a volta por cima e o Brasil seguirá sua trajetória de desenvolvimento sem abrir mão da democracia.

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